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A conquista das virtudes pela eliminação do Eu

A conquista das virtudes pela eliminação do Eu

A conquista das virtudes pela eliminação do Eu

“O Eu se encanta com as medalhas, as honras, as virtudes.

As pobres pessoas acham que cobiçando as virtudes conseguirão possuí−las.

Essa gente não quer se dar conta de que o Amor não existe e que só compreendendo todos os processos do ódio nos diversos túneis, terrenos e regiões do subconsciente, acaba o ódio e nasce em forma natural, espontânea e pura, isso que se chama Amor; assim vem a existir o Amor.

As pessoas cobiçam a virtude do altruísmo, mas somente compreendendo profundamente como se processa o egoísmo nos diferentes níveis do subconsciente, podemos aniquilar o egoísmo. Morto o Egoísmo nasce em nós, sem esforço algum, a flor preciosa do altruísmo.

É necessário compreender profundamente todo o processo do orgulho nos diferentes níveis ocultos do subconsciente. Assim termina o orgulho. Só então nasce em nós, sem esforço algum, a flor exótica da humildade.

As pessoas cobiçam a virtude da castidade, mas só transmutando e sublimando a energia sexual e compreendendo todos os processos da luxúria em todos os níveis ocultos do subconsciente, aniquila−se este horrível vício e nasce em nós em forma natural e sublime a flor maravilhosa da castidade.

Muita gente cobiça a doçura; mas só compreendendo todos os processos da ira em todos os corredores subconscientes da mente nasce em nós a preciosa virtude da doçura.

As pessoas cobiçam a virtude da diligência; mas só compreendendo em forma íntegra todo o processo da preguiça nos ocultos níveis do subconsciente nasce em nós a diligência, depois que a preguiça foi desintegrada.

A inveja é a mola secreta da ação nesta sociedade que se presume de civilizada. Existem pessoas que cobiçam a virtude da alegria pelo bem alheio; mas só compreendendo que a inveja é o pesar pelo bem alheio e que este pesar se processa em todos os departamentos subconscientes da mente, se desintegra este pesar e nasce em nós a alegria pelo bem alheio.

Muitos cobiçam não ser glutões, mas só compreendendo todos os processos subconscientes da gula deixamos de ser glutões.

Os estudantes gnósticos devem aprender a explorar o subconsciente por meio da meditação. Não é suficiente compreender um defeito intelectualmente. Tem−se que estudar o subconsciente.

Muitas vezes um defeito qualquer desaparece no nível superficial do intelecto, mas continua existindo nos diferentes terrenos subconscientes da mente. Necessitamos morrer de momento em momento. Conforme os defeitos vão sendo aniquilados, o Eu vai morrendo de momento em momento.

O Eu cobiça virtudes para robustecer−se. Não cobices virtudes, pois elas vão nascendo conforme os defeitos vão morrendo, conforme o Eu vai se desintegrando.

Só com a mente quieta e silenciosa, submersos em profunda meditação interior podemos extrair dentre o sepulcro da memória subconsciente, toda a podridão milenar que trazemos por dentro, desde os tempos primordiais.

O subconsciente é memória. O subconsciente é a negra sepultura bonita por fora e imunda por dentro. Não é nada agradável ver a negra sepultura do subconsciente com todos os restos e podridões do passado.

Cada defeito escondido cheira mal dentro da negra sepultura subconsciente, mas vendo−o, se torna fácil queimá−lo e reduzi−lo a cinzas. Assim vamos morrendo de momento em momento.

É necessário arrancar de dentro do sepulcro da memória toda a podridão subconsciente. Só com quietude e silêncio mental podemos extrair do interior da negra sepultura subconsciente toda a podridão do passado, para reduzi−la a cinzas com o fogo maravilhoso da compreensão profunda.

Muitos estudantes gnósticos quando exploram o subconsciente cometem o erro de dividirem−se em intelecto e subconsciente, analista e analisado, sujeito e objeto, percebedor e percebido, eu e meu subconsciente, etc, etc.

Este tipo de divisões cria antagonismos, lutas, batalhas, entre “o que sou eu e o que é o subconsciente”, entre intelecto e subconsciente.

Este tipo de luta é absurdo porque Eu e Meu subconsciente é tudo Eu, tudo Eu subconsciente; intelecto e subconsciente é tudo subconsciente, porque o intelecto também é subconsciente.

O animal intelectual é subconsciente em noventa e sete porcento. O homem−máquina ainda não despertou a consciência. Por isso unicamente é homem−máquina.

Quando a mente se divide entre intelecto e subconsciente, analista e analisado, etc., há antagonismos e lutas, e onde há antagonismos e lutas não existe então quietude e silêncio da mente. Só com quietude e silêncio mental perfeito, podemos extrair da negra sepultura mental subconsciente toda a podridão do passado, para queimá−la e reduzi−la a pó com o fogo da compreensão.

Não digamos: “meu Eu tem ira, cobiça, luxúria, orgulho, preguiça, gula,etc.” Melhor é dizer: Eu tenho ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça,gula, etc., etc”.

Música, Meditação e Iluminação – VM Samael AunWeor

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