Mito de Sísifo e o Despertar da Consciência

Despertar da Consciência: Descubra como o Mito de Sísifo reflete a vida moderna. Aprenda a usar a Chave S.O.L. da psicologia gnóstica para o Despertar da Consciência no dia a dia.

A Punição de Sísifo e a Rotina Moderna

Primeiramente, a Mitologia Grega apresenta o conto de Sísifo, filho de Éolo e de Enarete. Especificamente, os deuses condenaram esse personagem após várias rebeldias. Por isso, a punição obrigava o protagonista a viver no Hades (o Mundo dos Mortos). Lá, o prisioneiro rolava uma enorme pedra de mármore com as próprias mãos até o topo de uma montanha. Contudo, quando o homem se aproximava do cume, o peso vencia a força dos braços. Consequentemente, a inclinação da montanha fazia a pedra rolar de volta ao começo do trajeto. Historicamente, os antigos gregos nunca contaram se o condenado um dia alcançou a liberdade.

De fato, essa lenda, que remonta há centenas de anos, não representa apenas um simples conto. Na verdade, a narrativa mostra a prisão onde o ser humano vive atualmente. Ou seja, a alegoria ilustra a vida comum e corriqueira. Possivelmente, o indivíduo já questionou o próprio destino inúmeras vezes. Por exemplo, o homem pergunta para onde o próprio trabalho o levará. Além disso, o sujeito questiona quando alcançará a riqueza. Igualmente, o trabalhador indaga quantas vezes repetirá a mesma rotina para chegar a algum lugar. Por fim, o sonhador apenas pergunta quando encontrará a felicidade.

Paralelamente, o 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, ensinou uma grande lição sobre esse comportamento. Sabiamente, o respeitável e célebre religioso tibetano afirmou que o ser humano perde a saúde para enriquecer materialmente. Logo após, o homem perde tudo que ganhou para recuperar a vitalidade perdida. Infelizmente, a pessoa engana a si mesma ao viver no futuro e ignorar o presente. Absolutamente, a humanidade age como se nunca fosse morrer, esquecendo uma regra fundamental. Afinal, a sabedoria diz que “a vida flui através das pegadas dos cascos do cavalo da morte”. Definitivamente, o universo definiu um tempo exato para cada criatura.

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A Evolução, a Involução e a Ilusão do Mundo

Assim sendo, o Hades aprisionou Sísifo em uma tarefa inútil. E o homem moderno? Será que o indivíduo condena a si mesmo aos próprios infernos? Ademais, será que o sujeito transforma a vida em um Hades interminável ao repetir coisas sem qualquer sentido? Certamente, a natureza não proíbe o trabalho. Da mesma forma, a lei divina não condena o ato de acordar, dormir, comer e cumprir os deveres diários. Contudo, o grande erro reside na ausência de inteligência e discernimento. Portanto, a falha acontece quando a pessoa acha que a vida se resume somente a isso, transformando tais tarefas no verdadeiro sentido de tudo.

Inegavelmente, tudo na vida evolui, alcança um apogeu e, logo em seguida, involui. Por exemplo, a história demonstra esse processo de forma muito clara. Assim como o tempo elevou e derrubou civilizações grandiosas (como o Egito, a Grécia, Roma, a Pérsia e o Império Maia), o destino também traça a vida humana com sucessos e derrotas. Semelhantemente, Sísifo sofria esse mesmo ciclo. Inicialmente, ele levava a pesada pedra até o cume. Porém, os braços aguentavam o peso apenas por um curto período. Imediatamente, a pedra caía violentamente. Repetidamente, o prisioneiro precisava descer a montanha e fazer tudo outra vez, de forma cega.

Então, para que serve esse ciclo de evoluções e involuções? A princípio, a resposta aponta apenas uma direção: a natureza mostra que o mundo físico abriga apenas a vaidade temporal. Surpreendentemente, os monges budistas compreendem essa realidade muito bem. Por isso, eles realizam um exercício muito interessante. Especificamente, os religiosos utilizam areia colorida para desenhar detalhadas mandalas. Embora o trabalho dure dias ou semanas, os monges destroem a obra logo após terminarem o delicado desenho. Exatamente, o budismo usa esse método prático para o Despertar da Consciência.

O Caminho do Despertar da Consciência

Consequentemente, quem descobre a vaidade material entra no caminho do Despertar. Além disso, o buscador que entende a ausência de apegos avança nessa jornada. Por outro lado, a pessoa que aceita a vida como um aprendizado de autodescobrimento e autoconhecimento aproxima-se da iluminação. Portanto, a pessoa desperta vive no mundo sem misturar a própria essência com as ilusões mundanas. Ou seja, o aprendiz vive consciente de momento a momento, de instante em instante. Dessa forma, ele não perde energia em divagações, nem nutre preocupações futuras e passadas. Sobretudo, o sábio evita a identificação emocional com as situações repentinas. Constantemente, o estudante aprende a relação entre o mundo interior e a vida exterior. Afinal, ele sabe que o ambiente externo atua apenas como um reflexo do estado interno.

Samael Aun Weor, Mestre Gnóstico e fundador das instituições gnósticas do século XX, predicava uma grande verdade. Dizia:

“Trágica é a existência daquele que morre sem conhecer o motivo de sua própria vida.”

De fato, quando o homem morre fisicamente em estado de ignorância, a cegueira espiritual já o matou por dentro. Exatamente como Sísifo no Mundo dos Mortos, o indivíduo perambula com a Consciência adormecida.

A Psicologia Gnóstica e a Prática da Chave S.O.L.

Por isso, a Gnosis também possui exercícios práticos para o Despertar da Consciência. Neste ponto, aborda-se a prática da Chave S.O.L. (Sujeito-Objeto-Lugar). Especificamente, a Psicologia Gnóstica ensina que o estudante deve recordar de si mesmo a cada momento do dia. Assim, o praticante resgata a memória da própria existência. Contudo, como o aluno realiza isso na prática? Simplesmente, o buscador formula três perguntas fundamentais mentalmente: “Quem sou? O que estou fazendo? Onde estou?”.

Primeiramente, quando o indivíduo formula a pergunta “Quem sou?”, a mente foca no Sujeito. Ou seja, a pessoa volta a atenção para si mesma. Nesse instante, o praticante deve sentir a vida que anima o corpo físico. Em segundo lugar, quando o aluno pergunta “O que estou fazendo?”, o cérebro percebe a ação do Objeto. Dessa maneira, o executor compreende o objetivo do ato, independentemente da simplicidade da tarefa. Em terceiro lugar, quando o sujeito questiona “Onde estou?”, a visão observa o Lugar detalhadamente. Sobretudo, o observador faz isso sem emitir opiniões pessoais, não importando se o ambiente representa o próprio quarto, a rua ou o local de trabalho.

Acima de tudo, a Chave S.O.L. possui a função de colocar a mente no aqui e no agora. Consequentemente, o praticante ancora a alma no tempo presente e na vida real. Inclusive, Samael Aun Weor ensina que o “aqui e agora” irmana o passado e o futuro. Logo, quem vive o presente de forma consciente coloca a própria essência fora do tempo temporal por alguns instantes. Definitivamente, esse estado eleva o homem à Eternidade e ao mundo da Consciência, onde reina a autêntica Felicidade.

Em conclusão, a ciência gnóstica considera a Chave S.O.L. um exercício puramente prático. Portanto, como qualquer técnica de desenvolvimento, a execução exige constância e Vontade contínua. Finalmente, como o próprio nome indica, essa chave age como uma ferramenta luminosa. Certamente, essa energia assemelha-se à luz do Sol, possuindo o poder de iluminar a vida do estudante e permitindo que o homem abandone a escuridão do fúnebre Hades para sempre.

Este artigo foi redigido com base nos ensinamentos do, V. M. Samael Aun Weor

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