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Os Pilares da Sabedoria Gnóstica

Os Pilares da Sabedoria Gnóstica

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Claro está que a Gnosis tem quatro Colunas: CIÊNCIA, FILOSOFIA, ARTE E RELIGIÃO.

Quando falamos de Ciência, pensamos na CIÊNCIA PURA, não nessa podridão de teorias universitárias que hoje em dia abunda por todas as partes. Ciência Pura como a Grande Obra; Ciência Pura como a dos Alquimistas Medievais; Ciência Pura com a de um Paracelso, ou a de um Paulo de Tarso.

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FILOSOFIA: realmente, a Gnosis é uma Filosofia “PerennisetUniversalis”*, um funcionalismo da Consciência. Brota de diversas latitudes. Quem pensa unicamente que a Gnosis tem sua origem na Pérsia, ou no Iraque, ou na Palestina, ou na Europa Medieval, estão equivocados. A Gnosis é, repito,um funcionalismo da Consciência. Encontramos em qualquer obra indiana, em qualquer pedra arqueológica, etc.

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Através da ANTROPOLOGIA GNÓSTICA podemos evidenciar a tremenda realidade que a Gnosis brota por toda parte. Há uma grande diferença, por exemplo, entre o que é a Antropologia, diríamos, meramente profana, e o que é a Antropologia Gnóstica: os antropólogos profanos, por exemplo, não são capazes de penetrar no fundo vivo dos Grandes Mistérios Arcaicos. Em troca, a Antropologia Gnóstica vai a fundo. Qualquer Pirâmide, qualquer peça arqueológica, etc. se dirige em última instância ao Ser, sempre ao Ser…

De maneira que a Gnosis vai até o Ser, até a transparência cristalina do Ser. É óbvio que quem verdadeiramente ama ao Ser, quem se preocupa por seu próprio Ser Interior, tem que decidir a dissolver o Ego, ao Eu pluralizado; indubitavelmente, rechaçar o Ser é condenar-se ao Abismo e à Morte Segunda (da qual se fala em todos os textos gnósticos).

De modo que, repito, nossa Filosofia é uma Filosofia “PerennisetUniversalis”.

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Quanto a ARTE,encontramo-la em todas as peças arcaicas, em todas as peças antigas, nas Pirâmides e em todos os velhos Obeliscos do Egito; no México antigo, entre os Maias, nas relíquias arqueológicas dos Astecas, Zapotecas, Toltecas, etc.; nas pinturas de um Michelangelo; nos Hieróglifos do Egito, em todos os baixos relevos antigos do velho país dos Faraós; na China; nos velhos pergaminhos, pois, da Idade Média; entre os Fenícios e Assírios, etc.

Há duas classes de Arte, isso é lógico: uma Arte que poderíamos chamar de “SUBJETIVA”, que é a Arte Ultramoderna que a nada conduz; e existe também a ARTE RÉGIA da Natureza, a Arte Objetiva, a Arte Transcendental; obviamente, tal Arte contém em si preciosas Verdades Cósmicas.

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Indubitavelmente, a Arte Gnóstica se baseia na LEI DO SETE, na Lei do Eterno Heptaparaparshinock**. Quando se descobre qualquer relíquia, qualquer peça arqueológica… geralmente se podem ver certas inexatidões intencionais, pequenos rompimentos que quase sempre se atribuem à picareta dos trabalhadores, etc… Em todo caso, qualquer inexatidão dentro da Lei do Sete foi colocada intencionalmente, como para indicar-nos que ali, naquela peça, ou que, por meio dessa peça, transmite-se à posterioridade um Ensinamento, uma Doutrina, uma Verdade Cósmica…

Em questão de pinturas, o mesmo: A Lei do Sete governa todas essas pinturas (diríamos, antigas) dos Astecas, Maias, Egípcios, Fenícios, etc., transmitem preciosos ensinamentos. Também encontramos pinturas preciosas, portadoras de grandes ensinamentos, em todos esses velhos quadros medievais, nas Catedrais Góticas, etc. A Arte Régia da Natureza é, pois, diríamos, um meio transmissor dos Ensinamentos Cósmicos.

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Em questão de RELIGIÃO, obviamente, nós estudamos a religiosidade em sua forma mais profunda. A Gnosis estuda a CIÊNCIA DAS RELIGIÕES. Religião verdadeira nós encontramos na Natureza. A Gnosis, pois, vai ao fundo religioso, busca o “RELIGARE”, o querer ligar ou voltar a ligar a Alma com Deus, e isto implica trabalhos intensíssimos porque a pessoa tem que eliminar o Eu psicológico, o “mim mesmo”: só assim é possível o “Religare” de nos falaram os antigos…

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A religiosidade que nós possuímos é completamente científica, é altamente filosófica, profundamente artística. Buscamos a Seidade, ao Divinal, dentro de nós mesmos, não fora de nós. Sabemos que se não descobrimos a Deus dentro de nós mesmos, não o descobriremos em nenhuma parte. Preocupamo-nos, pois, por Autoconhecer-nos, preocupamo-nos pela AUTOGNOSIS. Quando uma pessoa chega à Autognosis, conhece a si mesmo, conhece ao próprio Ser Interior em si mesmo; e este processo de conhecer a si mesmo, de conhecer ao próprio Ser Íntimo, é precisamente a Autognosis. Deste modo, a Ciência, a Filosofia, a Arte e a Religião são as quatro Colunas básicas do Movimento Gnóstico***. Há alguma outra coisa que queiram perguntar?

(excerto de conferência gravada e transcrita de SamaelAunWeor intitulada LOS PILARES DE LA SABIDURÍA GNÓSTICA).

 

*”Perennis et Universalis”: do latim, perene e universal, isto é, filosofia  eterna que sempre existiu, em todas as épocas e lugares.

**Lei do Heptaparaparshinock: como é chamada esotericamente a Lei Cósmica do Sete, que a tudo organiza na criação.

***Movimento Gnóstico Cristão Universal (MGCU): instituição criada por Samael Aun Weor que tem como objetivo a difusão do conhecimento gnóstico em todas as partes do mundo.

 

 

 

 

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