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Integração do Ser – Parte I

A Integração com o SER

“É mediante essa luta contra as emoções inferiores e mediante esses Super Esforços objetivos e centrais, não indiretos e nem unilaterais, que se consegue, verdadeiramente, a Individualidade e a INTEGRAÇÃO DO SER.”

Diante disintegração do serso tudo, é necessário chegarmos a conhecer nosso próprio Ser, mas conhecê-lo do ponto de vista exclusivamente objetivo. Seria impossível conhecer nosso próprio Ser Real Interno de um ponto de vista subjetivo, isso é óbvio.

Na psicologia oficial consideram que subjetivo é o positivo, o claro, o real e que o objetivo é o secundário. Estão equivocados os psicólogos, porque objetivo é, em psicologia real e revolucinária, o espiritual, o real, o verdadeiro e subjetivo é o incoerente, o vago, o impreciso, o material. Devemos levar em consideração estes fatores.

Quando digo que necessitamos conhecer o Ser de forma completamente objetiva, estou afirmando uma grande realidade. Se precisa apreender isto que estou afirmando.

Nosso Ser, no mundo das doze leis, está condicionado pelas mesmas e representado pelo Sol, que é um mundo de doze leis. Também está condicionado pelo mundo das 24 leis, é o mundo planetário, o Sistema Solar; ou está condicionado pelo mundo das 48 leis que é o mundo físico; e na forma mais densa está condicionado pelo mundo de 96 leis.

De maneira que nós necessitamos conhecer o Ser, não só no mundo das doze leis ou no das 24, senão em todos os mundos. Isto requer muitos esforços; não esforços, diríamos, indiretos, senão diretos, centrais. Necessitamos na verdade autoconhecer-nos.

Homem, conheça-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses”.

conhece-te a ti mesmo

Porque só conhecendo-nos a nós mesmos poderemos trabalhar diretamente sobre nós mesmos. Sem conhecer a nós mesmos, como trabalharíamos sobre nós mesmos? Impossível. Não é verdade?

O que estamos buscando é uma mudança, uma transformação radical e isto somente é possível auto explorando-nos, porque assim poderemos trabalhar diretamente sobre si mesmos.

Quando falo TRABALHAR SOBRE NÓS MESMOS, se deve saber entender; podemos converter-nos em imitadores de alguém e neste caso não trabalharíamos de forma central; não seriam esforços centrais os que faríamos, senão unilaterais.

Poderíamos imitar ao chefe de família ou a chefe ou a algum instrutor, porém isso não seria um esforço central direto.

Krishnamurti disse, por exemplo: “Eu não quero sequazes nem seguidores, senão tão somente imitadores de meu exemplo”. … me parece demasiado egoísta porque se alguém se converte em imitador de Krishnamurti, já não está fazendo um esforço central, não. Já é um trabalho de imitação e o trabalho de imitação não é um trabalho sobre si mesmo, em si mesmo, diretamente, não; o faz de um ângulo, o faz de forma unilateral. Não é um trabalho central. Não é um esforço central. Eu não lhes digo que me imitem.

Eu lhes digo que façam um esforço central, uma série de superesforços Centrais, que trabalhem sobre si mesmos, diretamente. Só assim é possível produzir uma mudança dentro de nós mesmos.

Mas, obviamente, quando se trabalha sobre si mesmo de forma objetiva, quando se faz esforços centrais, diretos, para produzir a mudança, sucede então que nos atacam, de forma intensiva, o centro emocional inferior.

E se pode dizer que o centro emocional inferior é catastrófico, tenebroso, horrível; quando surge o ataque ao centro emocional inferior se sofre realmente. Aparecem em nosso caminho pessoas que nos ferem, que cravam o punhal no centro emocional inferior; sentimos que nos torturam o coração.

Claro, há tendência sempre da reação contra aqueles que, de uma ou de outra forma, nos ferem. Temos essa marcada tendência a reação. Se reagimos, o centro emocional inferior se fortalece e isso é gravíssimo.

Contudo, a luta contra as emoções inferiores tem certas vantagens: uma delas é precisamente a mais importante e  é que surge como resultado do conflito contra as emoções, contra as palavras que nos ferem, nosso Ser Divino, produto de luta, de esforço.

Este Ser Individual surge vigoroso, vem a manifestação e é óbvio que purifica todas as nossas funções; nossos centros que antes marchavam disparados, uns contra outros, se integram maravilhosamente.

É mediante essa luta contra as emoções inferiores e mediante esses Super Esforços objetivos e centrais, não indiretos e nem unilaterais, que se consegue, verdadeiramente, a INDIVIDUALIDADE e a INTEGRAÇÃO DO SER.

Samael Aun Weor

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