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O Verbo Sagrado. Como recuperar o Poder da Palavra?

O Verbo Sagrado

A Palavra tem o Poder de Criar.  Escrito está no livro de Gênesis que Deus criou todas as coisas através da Sua Palavra. Deus disse: haja Luz e houve Luz; Deus disse: haja separação entre águas e terra, e assim se fez. Tudo foi criado por Deus através do Verbo. O nosso verbo também tem esse potencial de criação.

O VM Samael Aun Weor esclarece que as palavras produzem figuras geométricas objetivas. Tais figuras se enchem de matéria cósmica e se cristalizam materialmente. Essas figuras estão, por exemplo, nas fitas magnéticas e nos discos de plásticos que tocam quando são lidos por uma agulha. Assim, essas figuras geométricas também estão sendo criadas a todo o momento por nós, quando falamos. Por isso, devemos ter muito cuidado com aquilo que dizemos. Temos uma força criadora em nosso verbo.

Os iniciados egípcios também conheciam o valor da Palavra. Eles ensinavam que era possível dominar um espírito através da conjuração de seu nome. Era proibido, por exemplo, falar sobre catástrofes dentro dos Templos, pois se temia que elas fossem atualizadas ao serem pronunciadas.

Relação laringo-sexual: a laringe tem uma íntima relação com as nossas energias criadoras, por isso dizemos que ela é como um útero, onde se gestam coisas. Podemos perceber essa relação laringo-sexual nos meninos, quando esses chegam à puberdade e sua voz se transforma na voz do homem. Dita transformação ocorre porque entram em atividade as glândulas sexuais. Assim, percebemos a atuação de mais uma força primordial da Criação: o calor, também representado pelo Espírito Santo. A energia se expressa por meio dos órgãos sexuais e por meio da laringe criadora. Estes são dois instrumentos através dos quais flui a poderosa energia criadora capaz de gerar e regenerar.

Quando passamos a ter Consciência de como é poderosa essa energia, cuidamos mais do nosso verbo. Não nos cabem mais as palavras vulgares, as palavras inarmônicas, as palavras arrítmicas, as palavras de maldição, as fofocas, as morbosidades e as maledicências.

Controlar a língua: precisamos aprender a governar a língua, um membro tão pequeno que pode ser responsável pela ruína daquele que se deixar dominar por ele, como nos avisam as Escrituras Sagradas, no livro de Tiago.

Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo”. Tiago 5:2

A língua que amaldiçoa e bendiz: A difamação, a falação, a calúnia, nascem da língua cheia de maldade e de veneno. Com essa mesma língua, bendizemos a Deus, fazemos orações e amaldiçoamos nossos semelhantes que são a imagem e semelhança de Deus. Ninguém tem direito a julgar a ninguém! Ninguém tem direito de condenar ninguém! E ninguém é mais que ninguém!  Pode a figueira produzir azeitonas, ou a videira, figos? Assim, nenhuma fonte produz água salgada e doce. Não se pode estar percorrendo o Caminho e falar palavras doces e amargas de uma vez. Não se pode dizer palavras inefáveis e coisas perversas, simultaneamente. Toda palavra agressiva nos põe fora do real caminho.

“O homem medíocre critica os outros homens. O homem superior critica a si mesmo”.  Samael Aun Weor

A palavra do homem perfeito: as nossas palavras devem ser divinais, sublimes, rítmicas, melodiosas e perfeitas. Cheias de infinito amor, de infinita doçura, de infinita harmonia, de infinita paz.

Devemos nos habituar a controlar a linguagem, sendo caridosos com o que dizemos. Por exemplo: aquele que critica religião alheia, ou a escola alheia, ou a seita alheia, não é caridoso com a palavra. Não somente se fere a outros com palavras grosseiras ou com finas e artísticas ironias, mas, também, com o tom da voz e com toda palavra carregada de ira e toda palavra irônica, são uma adaga assassina que ferem a consciência do próximo.

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Raila Maciel

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