O Caminho Gnóstico para Solução dos problemas

A Natureza da Mente e a Dissolução das Dificuldades

Primeiramente, o ser humano necessita aprender a não criar problemas na vida. De preferência, o buscador deve sair para o campo e levar uma vida que vibre em harmonia com o infinito. Afinal, o problema representa apenas uma forma mental que a própria mente cria.

Especificamente, questiona-se sobre a verdadeira natureza de um problema. Em resposta, define-se que o problema consiste em uma forma mental com dois polos: um positivo e outro negativo. Ademais, a mente sustenta essas formas. Consequentemente, elas deixam de existir quando a psique deixa de alimentá-las.

Então, o que o indivíduo deve fazer? Será que o sujeito precisa resolver problemas? Decerto, o ensinamento não propõe isso! Pelo contrário, a verdadeira necessidade exige dissolvê-los. Mas, como a pessoa dissolve essas dificuldades? Simplesmente, o indivíduo elimina as aflições ao esquecê-las.

Portanto, quando o homem fica preocupado, ele precisa sair um pouco ao campo e buscar a harmonia com todas as coisas. Ou seja, ele deve conectar-se com tudo o que existe, com tudo o que existiu e com tudo o que existirá. Inegavelmente, esquecer os problemas constitui o passo básico. Embora alguém afirme que “é impossível esquecer problemas”, a prática prova que o feito se mostra perfeitamente possível. Assim, quando o sujeito deseja esquecer uma aflição, ele tem apenas que colocar qualquer outro centro da máquina humana para trabalhar.

Os Cinco Centros da Máquina Humana

Nesse sentido, o leitor deve lembrar que o organismo humano possui cinco centros ou cilindros muito importantes. Em primeiro lugar, o Centro Intelectual localiza-se no cérebro. Em segundo lugar, a biologia situa o Centro Emocional no plexo solar e nos centros nervosos simpáticos. Por sua vez, o indivíduo encontra o terceiro, o Centro Motor, na parte superior da espinha dorsal. Além disso, o quarto, chamado Centro Instintivo, atua na parte inferior da espinha dorsal. Finalmente, o quinto, conhecido como Centro Sexual, obviamente opera na região do sexo. Certamente, a natureza humana torna esses cinco centros básicos e indispensáveis. Por isso, o homem precisa aprender a manejá-los.

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A Dinâmica dos Três Cérebros na Prática

Para simplificar, propõe-se sintetizar um pouco essa dinâmica. Dessa forma, o estudante foca unicamente no Centro Intelectual, ou seja, no homem meramente Intelectual. Igualmente, o buscador analisa o homem Emocional e o homem Motor-Instintivo-Sexual. Sendo assim, por meio dessa síntese, o leitor consegue entender a lição mais facilmente.

Atualmente, quanto ao homem intelectual, este tipo humano cria problemas de toda ordem. Por causa disso, se a pessoa possui problemas, a sabedoria gnóstica já ensinou que o indivíduo resolve a situação ao esquecer a aflição. Afinal, o objetivo principal não visa resolver a situação diretamente, mas sim dissolvê-la. Para que isso aconteça, o sujeito precisa esquecer o obstáculo.

Diante disso, como o praticante deve proceder? Basicamente, ele resolve o impasse pondo o Centro Emocional a trabalhar. Inegavelmente, isso soa interessante, porque, nesse instante, o Centro Intelectual descansa e o sujeito esquece o problema. Ademais, se a pessoa deseja trabalhar com qualquer outro centro, ela põe o Centro Instintivo-Motor para funcionar, embora essa prática já gere resultados diferentes.

O Exemplo do Bosque Xochimilco

Por exemplo, no Bosque Xochimilco (localizado na Cidade do México), o visitante põe o Centro Emocional e o Instintivo-Motor para trabalhar. Especificamente, o indivíduo ativa o Centro Emocional mediante o intercâmbio de impressões e de alegrias. Por outro lado, o praticante aciona o Instintivo-Motor ao montar a cavalo ou ao caminhar por este bosque tão formoso. Sendo assim, a doutrina fornece a chave para dissolver os problemas. Sem dúvida, essa técnica detém grande importância.

A Diferença entre Fatos Reais e Preocupações Mentais

Entretanto, o leitor talvez argumente que essa técnica não paga um boleto, não impede o despejo por falta de pagamento de aluguel ou não quita uma dívida. Em resposta, o Mestre esclarece que os fatos configuram fatos. Ou seja, a realidade anda por si só. Contudo, o problema representa algo totalmente diferente. De fato, o problema constitui apenas algo que a mente cria. Consequentemente, quando a pessoa dissolve a forma mental, o problema deixa de existir.

Infelizmente, a população tem medo de resolver um problema. Principalmente, a pessoa tem medo de ignorá-lo. Inegavelmente, esse comportamento gera consequências muito graves. Por exemplo, o indivíduo pensa e teme:

“Se não pago o aluguel de casa, me correm; tenho que sair dela e para onde vou?”

Antes de tudo, a pessoa tem a obrigação de aprender a não temer. De fato, erradicar o medo figura como o passo mais importante. Visto que, quando o temor termina, a vida reserva à pessoa muitas surpresas agradáveis. Às vezes, aquilo que parecia insolúvel torna-se solúvel. Frequentemente, a questão excessivamente difícil acaba mais fácil que tomar uma garrafa d’água.

Desse modo, a preocupação acaba sobrando e desaparece. Certamente, a preocupação danifica a mente. Além disso, a preocupação cria uma mente engarrafada na dificuldade. É claro que o problema, com os seus polos positivo e negativo, atua apenas como uma forma mental que causa conflito interno. Em seguida, a mente produz a preocupação, que afeta a psique e prejudica o cérebro físico também.

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A Arte de Viver o Momento Presente

Por conseguinte, a filosofia gnóstica recomenda que o ser humano aprenda a viver de instante a instante, de momento a momento. Principalmente, o indivíduo precisa aprender a viver sem preocupações de nenhuma espécie e sem formar problemas. Quando o sujeito aprende a viver de segundo a segundo, sem projetar o futuro e sem carregar o peso doloroso do passado, ele enxerga a vida a partir de outro ângulo. De fato, a pessoa vê a existência de forma diferente e muito distinta. Portanto, o Mestre aconselha que o buscador faça o teste prático.

A propósito, o Mestre menciona que decidiu falar sobre esse tema no Bosque Xochimilco porque ele observa muita gente contente no local. Aliás, uns vão e outros vêm, montando a cavalo sob todas aquelas árvores. Na verdade, a pobre gente frequenta o lugar fugindo dos problemas que, paradoxalmente, elas mesmas criam. Contudo, por mais que as pessoas fujam, os problemas continuarão a existir em suas mentes.

Sendo assim, o ensinamento oferece um conselho claro: a pessoa nunca deve sentir temor por nada. Apesar disso, não instrui-se a inação. Ou seja, o indivíduo deve realizar os seus deveres, trabalhar, conseguir o dinheiro para a subsistência e pagar as dívidas. Porém, a pessoa executa todas essas ações sem criar problemas na mente.

Assim, o ser humano necessita aprender a manejar os Três Cérebros (o Intelectual, o Emocional e o Motor) para transformar a própria vida. Por exemplo, se surge uma preocupação emocional, a pessoa simplesmente muda de centro. Para isso, ela põe o Cérebro Instintivo-Motor para trabalhar. Assim, o sujeito sai para passear, monta a cavalo, caminha ou faz algo distinto. Como resultado, o indivíduo percebe que a sua vitalidade não se esgota e que o corpo físico rejuvenesce maravilhosamente. Em resumo, este constitui o conselho supremo da doutrina.

Os Monges Asiáticos e o Capital de Valores Vitais

Adicionalmente, menciona-se que, lá na Ásia, existe um monastério budista muito interessante. Naquele lugar, o monge vive 400 ou 500 anos porque ele sabe manejar o Cérebro Intelectual, o Cérebro Emocional e o Cérebro Motor. Por exemplo, quando o religioso cansa do Cérebro Intelectual, ele utiliza o Cérebro Emocional. Posteriormente, quando ele cansa do Emocional, ele ativa o Cérebro Motor. Dessa forma, o asceta mantém a energia e não esgota os seus “valores” vitais.

Por outro lado, certa parcela da sociedade acredita que o nascimento humano ocorre devido a uma data e a uma hora determinadas. Embora não deseje-se discutir sobre essa teoria do nascimento, o Mestre rebate a crença de que a pessoa tem que morrer em uma data ou idade exata. De fato, essa fatalidade temporal constitui algo perfeitamente discutível.

Na realidade, o processo envolve diretamente os Senhores do Karma. Especificamente, essas entidades entregam a cada pessoa um determinado capital de “valores” vitais. Em seguida, a natureza deposita esses valores nos Cérebros Intelectual, Emocional e Motor. Consequentemente, se a pessoa esgota qualquer um desses centros, ela morre muito rápido. Porém, se o indivíduo conserva os seus “valores”, ele alcança a idade de 90, 100 anos, ou até mais.

De maneira que, o ser humano precisa urgentemente aprender a manejar os Três Cérebros. Por isso, o estudante compreende o motivo de explicar-se sobre o homem Intelectual, o homem Emocional e o homem Instintivo-motor. Portanto, o discípulo deve aprender a manejar os seus Três Cérebros com perfeito equilíbrio. Como consequência, o indivíduo conservará os seus “valores” vitais e desfrutará de uma longa vida.

Para ilustrar, o ensinamento compara essa situação a um homem que sai para viajar com uma determinada quantidade de dinheiro. Se o viajante desperdiça o dinheiro, ele não chega ao final da viagem. Contudo, se ele conserva o capital, ele não só conclui o trajeto, como também dispõe de recursos para pagar um magnífico hotel e regressar tranquilo à sua casa. Sendo assim, a Gnosis reitera a necessidade de a pessoa manejar os Três Cérebros.

O Desgaste dos Cérebros e a Morte em Partes

Além do mais, a sabedoria adverte que a pessoa sempre morre em terços. Por exemplo, a história mostra que F. D. Roosevelt começou a morrer quando contraiu a paralisia. Ou seja, a paralisia do seu Cérebro Motor consistiu no começo que produziu, de forma lenta, a sua morte.

Quanto a outros indivíduos, o intelectual morre por causa do Cérebro Intelectual. Visto que o pensador abusa muito do intelecto e cultiva demasiadas preocupações, ele esgota os “valores” que residem neste cérebro. Por conseguinte, a sua morte inicia-se por essa via.

Também existe o caso dos artistas de cinema, que abusam excessivamente do Cérebro Emocional. Dessa forma, a deterioração começa por esse centro, até que, no fim, o desgaste afeta o coração e a pessoa morre.

Infelizmente, a humanidade segue por esse caminho destrutivo. Todavia, o buscador não deve seguir por essa rota. Pelo contrário, o indivíduo necessita aprender a manejar os seus Três Cérebros com perfeito equilíbrio. Finalmente, se a pessoa não desperdiça os “valores” vitais, ela certamente chega à ancianidade com vigor.

Adaptado da Tradução do espanhol da conferência gravada e transcrita “Solución Gnóstica a los Problemas”, de Samael Aun Weor).

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