AS FAMÍLIAS POBRES

A Dura Realidade da Miséria e da Fome

Atualmente, o observador constata a presença de infelizes mães que, juntamente com os seus filhos famintos e desnudos, buscam papéis sujos pelas ruas. Consequentemente, o objetivo dessas pessoas envolve reunir e vender esse material em certas fábricas para obter uma moeda e acalmar a fome. Infelizmente, ninguém se compadece delas. De fato, nem os grandes senhores nem os políticos cumprem as promessas que fazem ao povo.

Além disso, o transeunte nota mães e crianças desnutridas devorando cascas de laranjas e desperdícios de comidas que encontram em latas de lixo. Enquanto isso, a elite global lança aos quatro ventos programas agrários e maravilhosas promessas sobre o tema do Capital e do Trabalho. Por causa disso, o sistema político promete constantemente, criando uma grande ironia da vida. Nesse ínterim, a sociedade questiona a continuidade desse sofrimento:

“Até quando tanta injustiça?”

Especificamente na cidade do México, o relato aponta que pobres mães se submergem entre córregos de águas negras para tirar o cadáver de um porco ou de uma ave de criação em decomposição. Inegavelmente, elas fazem isso com o único propósito de acalmar a fome da sua família.

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A Falsa Esperança e o Desprezo Político

Apesar de todo esse cenário desolador, o político continua prometendo falsas soluções. Por conseguinte, o sistema destina apenas o desprezo para as famílias pobres. Certamente, a classe dominante jamais lembra dos infelizes, visto que os necessitados simplesmente não existem na mente dos governantes.

O Problema dos Asilos e o Valor da Liberdade

Por outro lado, no que diz respeito à pobreza, algum governo sempre inventa asilos para as famílias miseráveis. Contudo, o pobre prefere vagar pelas ruas com a sua miséria nas costas a entrar nesse novo tipo de prisão. Sem dúvida, o desfavorecido tem razão nessa escolha. Afinal, o Mestre destaca um princípio fundamental:

“A Liberdade é muito bela e é preferível morrer de fome sendo livre do que morrer saciado em meio a uma jaula.”

Ademais, a sociedade reserva a propriedade rural apenas ao trabalhador bem remunerado. Da mesma forma, a casa de campo serve exclusivamente ao empregado da burguesia e àquele indivíduo que possui o luxo de pagar bem.

O Papel do Movimento Gnóstico na Ajuda Social

Diante dessa desigualdade, o movimento gnóstico precisa lutar por esses infelizes. Primeiramente, deve-se abrir refeitórios públicos para esses párias da vida. Posteriormente, a organização necessita enfrentar os governos da Terra para que o pobre infeliz obtenha o seu teto humilde, limpo, e alegre. Ou seja, a reivindicação exige um teto de liberdade, e não uma jaula piedosa que ostente na porta a palavra “ASILO”.

Portanto, o gnóstico tem a obrigação moral de lutar por esses indivíduos. Visto que viver não constitui um delito, a pobre mãe e a criança faminta também possuem o direito de viver.

Este artigo foi redigido com base nos ensinamentos do, V. M. Samael Aun Weor

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