A Simbologia da Cruz

O que estuda a ciência da simbologia?

A simbologia atua como a ciência que estuda a origem, a interpretação e a arte de criar símbolos. Consequentemente, cada símbolo expressa um conhecimento específico ou uma mensagem. Além disso, a finalidade principal dessa ciência foca estritamente na expressão de uma ideia.

Portanto, desde tempos muito remotos, o ser humano utiliza elementos simbólicos para expressar uma mensagem. Por exemplo, as famosas pinturas rupestres exemplificam a necessidade de expressão humana. Certamente, o habitante primitivo registrou sua marca nas paredes de cavernas pelo mundo todo, há milhares de anos.

Adentrando no recinto do conhecimento esotérico, a simbologia cumpre um papel fundamental. Afinal, a tradição transmite a sabedoria universal através dessa ciência. Ademais, mitos, esculturas, pinturas, livros, contos e poesias encerram profunda sabedoria. Consequentemente, aquele que possui a chave para a interpretação correta do símbolo conhece imediatamente o mistério que ele encerra.

Nesse sentido, a cruz se destaca como um dos símbolos mais antigos e mais enigmáticos que existe. Atualmente, o pesquisador nota o seu uso por diversas culturas, ordens esotéricas e religiões. Mas, qual conhecimento místico esse símbolo milenar esconde?

A presença da cruz nas culturas antigas

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Geralmente, a história liga a cruz ao conceito de vida. Dessa forma, o arqueólogo encontra esse formato em monumentos do Egito Antigo, em ruínas da civilização persa, na Índia milenar e, inclusive, na China e no Peru.

Além disso, o estudioso identifica vestígios da presença deste símbolo tão antigo em diversos locais. Assim, ele rastreia essa marca desde os registros dos povos nórdicos, passando pelos druidas, até chegar aos povos da América do Norte e do México.

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O esoterismo crístico e a criação do “Cristo Íntimo”

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No esoterismo crístico, o praticante relembra os mistérios da via-crúcis e do próprio Cristo. Então, o estudante percebe que a cruz atua de forma inerente à jornada do Iniciado. Primeiramente, o “Cristo Íntimo” nasce da Cruz, ou seja, através do cruzamento de forças.

Por isso, a Cruz do Calvário possui um sentido profundamente significativo. De fato, o Phalus vertical cruza com o Cteis formal para criar uma cruz. Em outras palavras, a tradição enfatiza que o Lingam (masculino) e o Yoni (feminino), quando o buscador une ambos corretamente, formam a cruz. Consequentemente, o adepto avança com essa mesma cruz pelo sendeiro que o conduzirá até o Gólgota do Pai.

A Via-Crúcis e o sacrifício pela humanidade

O esoterismo denomina o caminho até o Gólgota como Via-Crúcis. Porque, durante o percurso, o Iniciado enfrenta eventos que o provam em seus aspectos emocional e psicológico. Desse modo, a divindade avalia se o indivíduo realmente possui preparo e direito à Ressurreição dentre os mortos.

Finalmente, no campo do esoterismo prático, a cruz convida o buscador a um trabalho de tipo espiritual. Constantemente, o símbolo lembra que o ser humano deve trabalhar sobre si mesmo. Para isso, ele aplica a morte psicológica, o que significa a eliminação dos defeitos internos. Simultaneamente, o praticante trabalha com suas próprias águas de vida para alcançar o nascimento espiritual.

Por fim, o buscador realiza o sacrifício pela humanidade ao máximo. Dessa forma, o estudante adquire méritos valiosos para compreender os mistérios mais transcendentais do espírito.

Este artigo foi redigido com base nos ensinamentos do, V. M. Samael Aun Weor

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1 comentário em “A Simbologia da Cruz”

  1. edilson feliciano do Ó

    A cruz é a meta do iniciado; é a realização paradoxal; símbolo da humanidade, é pregado nela que o iniciado ascende às esferas superirores.

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