O Fluxo e Refluxo das Leis Mecânicas
Primeiramente, estuda-se o fluxo e o refluxo das leis afins e antagônicas. Consequentemente, essas forças atraem ou repelem os elementos segundo a sua afinidade. De fato, isso acontece no interior do indivíduo. Portanto, essa dinâmica indica que a pessoa necessita aplicar o discernimento. Dessa forma, o estudante consegue saber o momento exato em que uma dessas leis o atrai ou o rechaça. Além disso, o buscador deve compreender que a natureza criou essas leis mecânicas. Assim, ela utiliza esses mecanismos unicamente para manter o equilíbrio natural.
Entre em contato via WhatsApp
Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.
A Atuação do Antagonismo Egóico na Máquina Humana
Por outro lado, a Lei da Separatividade atua no ser humano através do antagonismo egóico. Consequentemente, essa força produz rechaços negativos e totalmente inconscientes. Logo, ela converte o homem em uma verdadeira marionete, guiada por afinidades e repulsas psicológicas. Assim, essa lei afasta ou atrai o indivíduo para certos eventos. Muitas vezes, isso ocorre por simples afinidades que, no fundo, não possuem nenhuma realidade.
Por exemplo, o observador nota facilmente o caso da mulher que deseja encontrar um esposo com características específicas. Da mesma forma, percebe-se o homem que busca uma esposa com particularidades exatas. Consequentemente, essa atitude indica que o ser humano atua como alguém que compra um carro. Ou seja, ele exige uma capacidade, uma cor e um modelo específicos. Em suma, o indivíduo age como uma máquina que compra outra máquina. Infelizmente, ele faz isso sem dar a justa importância aos sentimentos verdadeiros. Diante disso, questiona-se o leitor sobre o elemento mais importante em um matrimônio feliz. Afinal, a estética supera os sentimentos íntimos?
A Ilusão dos Sistemas Religiosos e Políticos
Portanto, o estudante analisa essa situação à luz da mecânica do mundo. Como exemplo apresenta-se o caso da pessoa dita espiritual. Às vezes, esse indivíduo encontra grandes verdades e lógica na religião do vizinho ou do amigo. Porém, ele rechaça, condena e vitupera esses ensinamentos. Simplesmente, ele toma essa atitude hostil porque aquela instituição não representa a sua própria religião.
Igualmente, o observador constata a mesma situação no caso do indivíduo aficionado à política. Constantemente, o fanático rechaça, calunia e persegue um grande líder com suficiente capacidade intelectual. Apesar de esse líder propor ideias lógicas, o eleitor o repudia apenas por não pertencer à sua cor ou ao seu partido político. Finalmente, essa máquina humana, ou robô, prefere dar o voto a um político incapaz e sem nenhuma qualificação. De fato, o eleitor comete esse erro com pleno conhecimento da situação. Ou seja, para a pessoa adormecida, o sistema vale muito mais do que a Consciência desperta.
A Busca Pela Verdadeira Liberdade Interior
Por isso, se o buscador deseja alcançar a liberdade, ele não pode depender de nenhum sistema. Como o estudioso sabe muito bem, o sistema nasce, evolui, se transforma e morre. Contudo, o ser humano possui autonomia por um direito divino. Portanto, o indivíduo não pode depender de uma estrutura externa para realizar a transformação em si mesmo.
Além disso, a Lei da Separatividade confronta os homens por causa de ideais e opiniões. No entanto, no caso do homem revolucionário, a única coisa que deve importar na sua existência foca na transformação de si mesmo. Logo, ele nunca deve esperar que o sistema realize uma mudança ou dê uma virada favorável. Afinal, essas coisas pertencem apenas à matéria. Ou seja, tudo isso teve um começo e, por lógica, terá um fim. Em contrapartida, o esoterista aspira ir muito além dos eventos mecânicos da vida. Consequentemente, a pessoa que revoluciona a si mesma deve converter-se em um espectador da vida, e não em um mero ator cego.
A Natureza Passageira da Vida e das Ilusões
Nesse sentido, a história mostra o caso do grande paladino e líder das massas. Inicialmente, ele apresenta ideias maravilhosas para a condução de um povo. Porém, o universo não possui nada estático, já que tudo evolui e muda constantemente. Portanto, quando esse líder envelhece, ele não encontra mais quem o siga. Apesar das experiências passadas, as suas antigas ideias já se tornaram caducas. Consequentemente, a massa jovem já não escuta o velho líder. Além disso, a juventude ainda rebate o conhecimento antigo usando a lógica do presente.
Do mesmo modo, o fenômeno acontece com a moda. De fato, a moda que vigora neste mês já se torna antiquada no mês seguinte. Diante disso, o pensador pergunta sobre o elemento real, duradouro e estável neste mundo. Evidentemente, a resposta demonstra que não existe nada permanente. Então, por que o ser humano cria tantas ilusões com algo que existe hoje e desaparece amanhã?
Consequentemente, o estudante vê tudo isso à luz da Revolução da Consciência. Por exemplo, o homem e a mulher juram amor hoje, porém, no dia seguinte, eles já rechaçam um ao outro. Sobretudo, o buscador questiona o motivo de tudo isso. Basicamente, o conflito ocorre porque a máquina humana obedece a controles secretos. Além disso, esses egos não seguem um único condutor interno. Justamente, esse fator chama a atenção do investigador e o induz a pesquisar o homem profundo. Assim, ele pergunta sobre a essência humana e o seu verdadeiro funcionamento.
O Desconhecimento Humano e a Raiz do Sofrimento
Atualmente, a sociedade fala muito sobre esse tema. Porém, a pessoa tagarela realmente detém o conhecimento profundo do homem? Pode ser que a ciência conheça muito bem a anatomia física. Igualmente, o catedrático realiza lindas exposições sobre o corpo humano. Contudo, o acadêmico sabe algo sobre a lei de causa e efeito? Além disso, o pesquisador conhece a raiz da dor humana? Ademais, o cientista compreende a realidade da Essência antes de ela tomar um corpo físico? Por fim, a humanidade atual conhece a fundo o evento que ocorre após a morte?
Possivelmente, a pessoa que lê este texto responde a essas perguntas usando o ensinamento religioso tradicional. Contudo, pede-se desculpas ao querido leitor para fazer uma constatação dura. Infelizmente, o ser humano vive muito enamorado de si mesmo. Assim, o indivíduo sempre acha que a sua ação representa a melhor escolha. Igualmente, ele acredita que o seu partido político ostenta a maior virtude. Da mesma forma, ele julga que a sua religião supera as demais. Enfim, a pessoa adormecida sempre pensa que detém a razão absoluta.
Consequentemente, o indivíduo sonha maravilhas em relação a si mesmo. Logo, ele atua como um verdadeiro sábio para tentar resolver o problema alheio. Porém, esse mesmo homem não consegue resolver um problema simples que surge no seu próprio lar ou na sua empresa. Fundamentalmente, isso acontece porque o interior humano abriga elementos negativos. Por sua vez, a Lei da Separatividade usa esses defeitos para separar a humanidade.
Por exemplo, o endinheirado rechaça o pobre. Em contrapartida, o pobre repudia o rico. Da mesma forma, o intelectual menospreza o analfabeto. Igualmente, a mulher bonita olha a mulher feia com arrogância. Em resposta, a mulher feia sente inveja da mulher bonita. Em síntese, o investigador analisa tudo isso e tira uma conclusão clara. De fato, esses comportamentos representam complexos de orgulho, de amor-próprio, de inferioridade, de superioridade e de egocentrismo. Ou seja, o ego atua como uma coluna de demônios que repelem os semelhantes o tempo todo.
Este artigo foi redigido com base e adaptações da obra “Luz nas Trevas,” do V.M.Lakhsmi


Otimo texto
Interessante. Mas convém que se faça uma revisão prévia para corrigir os erros de digitação que acabam por tirar o brilho do texto.
Obrigado! Muito útil…