Trabalho Esotérico e Sua Seriedade

O Trabalho Esotérico exige, primariamente, um requisito indispensável. O praticante deve tomar essa jornada com extrema seriedade. Além disso, o caminho ordena que o buscador deixe de lado todas as besteiras que abundam no pseudo-ocultismo e no pseudo-esoterismo barato. Consequentemente, a seriedade atua como um elemento fundamental para o indivíduo atingir uma mudança total e definitiva. Por outro lado, se esse elemento não existir, o estudante corre o sério risco de fracassar no Trabalho Esotérico.

A Importância da Auto-observação na Psicologia Íntima

Geralmente, existe uma tendência comum de rechaçar ou subestimar a própria psicologia. O ser humano costuma qualificá-la como algo sem importância. Isso acontece porque, diferentemente do corpo físico, os cinco sentidos não percebem ou apreendem a psique humana. Portanto, para captar o tremendo realismo da própria mente, o aprendiz deve iniciar, agora e já, uma observação séria e rigorosa de si mesmo. Sendo assim, a auto-observação conduz o sujeito ao autoconhecimento. Como resultado, essa prática permite descobrir aqueles defeitos psicológicos que mantêm a humanidade presa à dor.

Sem dúvida, quando alguém descobre um defeito psicológico, essa pessoa dá de fato um grande passo. A partir desse momento, o indivíduo poderá estudar, compreender e, posteriormente, eliminar essa falha com a ajuda eficiente de Devi Kundalini. Na realidade e de verdade, os defeitos humanos somam quantidades inumeráveis. Por isso, ainda que um homem tivesse mil línguas e um palato de aço, ele não conseguiria enumerar todos os seus erros.

O mais grave, contudo, reside no fato de que o buscador não sabe medir o espantoso realismo de qualquer falha. Em vez disso, a pessoa sempre olha o defeito de forma vã, sem a devida atenção e seriedade, enxergando-o como algo irrelevante. Lamentavelmente, existe entre os estudantes gnósticos uma grande frieza e uma evidente falta de seriedade. Frequentemente, o praticante dá importância àquilo que realmente não tem relevância, focando apenas no aspecto superficial.

As Distrações da Falsa Personalidade

A princípio, supor que a última moda, o último penteado ou o carro de último tipo possuam valor real constitui um grave equívoco. Da mesma forma, acreditar que a questão do salário, a aventura amorosa, a vida sedentária, o cinema, a telenovela, a luta de boxe, o jogo de futebol, a festa dançante, a corrida, a fofoca ou a calúnia representam coisas essencialmente importantes e sérias indica um absoluto desconhecimento do ensinamento Gnóstico verdadeiro.

Nesse sentido, o estudante entra na Gnosis para avivar as inquietudes íntimas. O propósito maior consiste em converter o neófito em uma luminária do Espírito, em um adepto da luz e em um Homem autêntico, assumindo toda a grave responsabilidade que a palavra Homem encerra. Indiscutivelmente, o buscador não alcançará nada disso se não aniquilar o Ego ou Eu Pluralizado. Igualmente, ele deve eliminar as bobagens e burrices da falsa personalidade. Afinal, esses elementos ilusórios sempre apagam a primeira chispa de luz e submergem o praticante no frio da mais espantosa indiferença.

Ademais, convém lembrar que a Lua sempre engole as pessoas, mais cedo ou mais tarde. De fato, esta afirmação representa uma verdade incontrovertível. Infelizmente, qualquer coisa da Personalidade, por mais tola que pareça, tem força suficiente para reduzir a poeira cósmica AQUILO que no silêncio da noite comoveu a alma por um momento. Da mesma maneira, a trivialidade destrói AQUILO que o devoto captou no Templo ou Lumisial e que encheu o coração de inquietudes momentâneas.

Por consequência, a Lua sempre ganha essas batalhas. Isso ocorre porque o satélite natural se alimenta e se nutre precisamente das debilidades humanas. Além do mais, a Lua atua de forma terrivelmente mecanicista. Por isso, o humanóide lunar, completamente desprovido de inquietudes solares, age de maneira incoerente e se move apenas no mundo dos sonhos.

O Despertar das Inquietudes Solares

Em contrapartida, se o estudante da Gnosis fizesse o que poucos fazem, ele avivaria as inquietudes solares íntimas. Com certeza, ele assimilaria pouco a pouco a Inteligência Solar. Dessa forma, o praticante poderia finalmente converter-se em um Homem autêntico. Para esse fim exato, a Divindade entregou a Divina Gnosis à humanidade. O objetivo principal foca em atingir a meta do Sol e criar Homens verdadeiros. Contudo, se o indivíduo não encara essa missão com seriedade, ele continua como uma sombra lunar, fria, apática e indiferente. Como resultado, a Lua devorará esse sujeito e, logo após, a igualação da morte chegará.

Inegavelmente, a morte iguala tudo. Portanto, a Lua devora qualquer cadáver vivente desprovido de inquietudes solares, enquanto a pessoa degenera terrivelmente. Por outro lado, o Sol quer criar Homens. Atualmente, o astro rei trabalha no laboratório da Natureza. Infelizmente, no entanto, essa experiência não traz muitos resultados positivos. Como já explicado, a Lua devora as massas constantemente.

Originalmente, o Sol depositou nas glândulas sexuais do “animal intelectual” certos germens solares. Se o indivíduo desenvolver conscientemente essas sementes, elas poderão transformar o ser comum em um Homem autêntico. Entretanto, o frio lunar torna a experiência solar espantosamente difícil.

Consequentemente, se o estudante da Gnosis não quiser cooperar com o Sol, os germens solares involuirão, degenerarão e se perderão de forma lamentável. Por isso, a chave-mestra da Obra do Sol reside na dissolução dos elementos indesejáveis ou “Eus” que o homem carrega em sua psique. É estritamente necessário, pois, que o buscador se interesse pelas ideias solares de maneira séria e contínua. Isso evita que a Natureza destrua o indivíduo como algo inútil que já não serve para a experiência solar. Atualmente, a raça Ária assemelha-se a uma fruta podre. Visto que a humanidade se tornou insuportavelmente mecanicista e já não tem nada a oferecer, a lei cósmica a destruirá.

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O Centro Magnético e a Transformação Radical

Para evitar a destruição, o ser humano deve manter continuamente inquietudes solares. Para alcançar esse estado, o discípulo precisa colocar o seu centro magnético na Essência, ou seja, na Consciência. É lamentável, entretanto, observar como o estudante da Gnosis mantém o centro magnético nas questões da falsa personalidade. Frequentemente, o aprendiz foca nos acontecimentos triviais do dia a dia, nas modas passageiras, na conversa insubstancial e ambígua, nos negócios, nas telenovelas, no cinema e no jogo de futebol. Em suma, a pessoa alimenta exclusivamente os Eus controladores da falsa personalidade.

Neste ponto, o buscador deve encarar seriamente o seguinte axioma fundamental: “A única coisa importante na vida é a transformação radical, total e definitiva; tudo o mais, francamente, não tem a menor importância.”

Certamente, as boas intenções não modificam ninguém. Do mesmo modo, o simples fato de pertencer à Gnosis não significa que a pessoa deixou de ser quem era. A verdade é que a mudança radical só advém quando o indivíduo morre em si mesmo. Isso acontece especificamente quando o praticante elimina o Eu da psicologia experimental.

Por conseguinte, o aprendiz necessita compreender profundamente o significado da Seriedade no Trabalho Esotérico Gnóstico. A seriedade abordada aqui implica aprender a viver nas partes mais conscientes da própria alma. Em outras palavras, ela significa jogar luz sobre as trevas espantosas do Eu Psicológico pessoal. Ser sério, portanto, exige que o sujeito receba as impressões da vida a partir do Terceiro Estado de Consciência (a íntima recordação de si mesmo). Isso também requer que a pessoa vá ao encontro dos eventos da vida cotidiana sem identificação. Nesse processo, o indivíduo recebe as impressões com as partes mais conscientes dos Centros da máquina orgânica e olha todas as coisas à luz da Gnosis.

A Lua Psicológica e o Lado Oculto do Ego

Vale ressaltar, que esta seriedade não significa de forma alguma rejeitar a alegria saudável. Tampouco ela exige que o homem abandone os deveres de bom dono de casa ou as obrigações de cidadão. É óbvio, inclusive, que o sorriso consciente jamais prejudicaria o desenvolvimento espiritual. Apesar disso, o discípulo precisa estudar, analisar, compreender e eliminar certos “Eus-palhaços”. Geralmente, essas entidades induzem o praticante à comicidade subjetiva. Como consequência, elas bloqueiam o aprendiz de encarar com seriedade o espantoso realismo de qualquer defeito de tipo psicológico.

Logo, agir com seriedade equivale a olhar os próprios erros e defeitos com o propósito firme de eliminá-los. Além disso, significa abandonar a tendência de criticar os outros e parar de se intrometer na vida alheia. Por certo, um estudante da Gnosis, sério e definido, não abandona o seu grupo só porque vê este ou aquele defeito nos coordenadores ou nos irmãos. Ao contrário, ele entende claramente que dentro de sua própria psique vivem exatamente esses mesmos defeitos que ele enxerga no próximo.

Nesse contexto, uma regra geral no Trabalho Esotérico Gnóstico assinala uma grande verdade. Especificamente, quando o indivíduo não se entende com alguma pessoa, ele pode ter a segurança de que essa característica representa a própria coisa contra a qual ele precisa trabalhar esotericamente. Aquilo que o crítico tanto aponta nos outros, na verdade, descansa no lado obscuro de si mesmo. Por puro orgulho, o sujeito não reconhece e nem quer reconhecer essa sombra interior. Assim como a Lua física tem um lado oculto invisível, o mesmo fenômeno ocorre com a Lua Psicológica que o ser humano carrega em seu espaço interior.

Evidentemente, o Ego, o Eu, o Si Mesmo e o Mim Mesmo formam essa Lua Psicológica. Exatamente neste lado oculto da lua psicológica, o homem carrega elementos inumanos ou Eus que espantam e horrorizam. No entanto, de maneira alguma o indivíduo aceita possuir tais monstruosidades.

A Expansão da Consciência Através do Autoconhecimento

Diante disso, o buscador deve, de maneira séria e contínua, fazer a luz da Consciência chegar até esse lado tenebroso de sua mente. Afinal de contas, todo o objetivo dos estudos gnósticos visa fazer com que o conhecimento de si mesmo se torne cada vez mais consciente. Quando o sujeito carrega muitas coisas internas que não conhece e não aceita, essas sombras complicam a vida dele espantosamente. Adicionalmente, elas provocam situações desagradáveis e dolorosas. Certamente, o praticante evitaria todos esses infortúnios mediante o autoconhecimento.

O pior de tudo, entretanto, reside no fato de que o indivíduo projeta esse lado desconhecido sobre as outras pessoas. Constantemente, ele atribui ao próximo os seus próprios defeitos psicológicos. Por exemplo, o sujeito vê as pessoas como se fossem mesquinhas, desleais, infiéis, etc. Mas, na realidade, ele apenas projeta sobre os outros as suas próprias falhas interiores.

A respeito desse mecanismo, a Gnosis indica que o ser humano vive apenas em uma pequena fração de sua totalidade. Em termos práticos, a Consciência do indivíduo se estende somente a uma área muito reduzida de sua psique. Por essa razão, a ideia central do Trabalho Esotérico Gnóstico busca ampliar claramente a Consciência humana.

Indubitavelmente, enquanto o praticante não se relacionar bem consigo mesmo, ele também não se relacionará bem com as outras pessoas. Como resultado inevitável, conflitos de todo tipo surgirão. Em conclusão, só a observação dinâmica e consciente possibilita iluminar o lado oculto da Lua Psicológica. Definitivamente, apenas através do autoconhecimento a Consciência alcança o seu verdadeiro desenvolvimento.

Este artigo foi redigido com base e adaptações da obra “O Colar de Budha” ,do  V. M. Samael Aun Weor

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1 comentário em “Trabalho Esotérico e Sua Seriedade”

  1. Muitas vezes nos preocupamos com coisas do ‘ultra” e não nos damos conta de que o que nos compete é o básico. A auto observação tem que ser uma constante em nossa vida. Só mediante a auto observação, descobrindo defeitos, estudando e eliminando, avançamos nesse caminho. Caso contrário criamos uma personalidade gnóstica que não serve para nosso trabalho espiritual.

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