Primeiramente, a história da humanidade mostra que as pessoas sempre questionaram os grandes Mestres sobre o que é a Verdade. Por exemplo, o caso do Cristo Jesus, que se calou quando alguém perguntou sobre esse tema. Ademais, o relato menciona Buda, que virou as costas e retirou-se do local. Por outro lado, a tradição da Índia afirma que um véu de Maia (ilusão) cobre o mundo inteiro.
Consequentemente, o Venerável Mestre Samael Aun Weor ensina em sua obra: “A Verdade é o desconhecido a cada instante.”. Além disso, o Mestre afirma que o mundo exibe uma realidade bem diferente do padrão que o olho humano enxerga. Diante dessas colocações, o Mestre convida o leitor a buscar uma reflexão mais profunda sobre esse tema fascinante.
A Perspectiva Filosófica do Conhecimento
Inicialmente, o estudante encara tal questão sob vários aspectos. Todavia, este trabalho aborda o tema sob o aspecto filosófico. Indubitavelmente, a Filosofia trata da Causa Última das coisas. Logo, o texto explora as causas últimas (ou filosóficas) do conhecimento profundo.
Questões Básicas
Portanto, o investigador formula duas questões básicas. Primeiramente: por que o indivíduo tem que conhecer? Em segundo lugar: de que forma o ser humano conhece? Inegavelmente, a primeira pergunta representa um aspecto muito elevado da Filosofia e não afeta diretamente o assunto central. Em contrapartida, a segunda indagação leva o buscador a estar mais perto ou mais longe do conhecimento do Real ou da Verdade.
Por conseguinte, o estudioso deve iniciar a explicação sobre o ato de conhecer. Assim, o leitor observa a seguinte questão: O boi conhece? Certamente, o animal conhece. De fato, o boi conhece o capim que ele deve comer. Ademais, ele conhece a água para beber. Além disso, a fera conhece a sombra para se proteger. Igualmente, o touro conhece a vaca para se reproduzir e conhece seus filhotes.
Analogamente, o Homem conhece? Sem dúvida, ele conhece. Especificamente, o homem conhece a própria profissão, uma árvore e os animais. Também, o sujeito conhece os familiares, a doutrina Gnóstica e os alimentos. Consequentemente, o observador nota que tanto o boi quanto o Homem conhecem a natureza exterior.
Sendo assim, o ato de conhecer perde a importância em relação à FORMA COMO o indivíduo conhece os fenômenos. Visto que a pessoa apenas conhece as coisas e descuida da forma exata de percepção, ela comete o equívoco de cair no mesmo padrão instintivo do boi.
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As Quatro Formas Comuns de Conhecer
Diante disso, o praticante identifica quatro formas principais de conhecer a realidade.
1) Com os sentidos
Primeiramente, o conhecimento através dos sentidos representa a forma mais simples e primitiva. Nesse caso, o sujeito usa a biologia para ter contato com as coisas. Por exemplo, o indivíduo conhece uma flor olhando para ela. Também, a pessoa conta as pétalas, sente a textura e cheira a planta. Contudo, essa forma não conduz o buscador à Verdade única. Visto que ninguém garante que enxerga a mesma imagem que os demais seres, a percepção falha. Consequentemente, o observador nunca prova que a cor verde da folha aparece igual para outra pessoa.
Embora os dois digam que a cor é verde, o cérebro registra a impressão de maneira completamente diferente. Igualmente, o cientista aplica esse raciocínio à forma dos objetos e aos odores. Em suma, a palavra-chave para este tipo de conhecimento é FORMA.
2) Através de definições
Em segundo lugar, o ser humano conhece através de definições mentais. Por exemplo, o que é a Personalidade? Inegavelmente, a personalidade atua como uma roupagem energética. Com isso, a essência se manifesta adequadamente num determinado local e época. Certamente, o sujeito nunca viu ou tocou em uma personalidade fisicamente. No entanto, ele conhece o conceito através da definição literária. Todavia, a definição afasta o investigador da Verdade. Porque o conceito sempre restringe o sentido completo do objeto. Na verdade, a definição da personalidade não reflete sequer a sombra do que a estrutura representa. Portanto, a palavra-chave para este tipo de conhecimento é PALAVRA.
3) Através de analogias
Em terceiro lugar, o aprendiz conhece algum fenômeno através de analogias lógicas. Por exemplo, a matéria, a energia e a consciência formam o ego. Consequentemente, o instrutor afirma que o ego funciona como um carro. Assim, o carro representa a matéria em si. Ademais, o combustível simboliza a energia. Finalmente, o motorista ilustra a consciência. Dessa forma, o praticante trabalha sobre o ego retirando a energia psíquica. Logo, essa ação simula a retirada do combustível e impossibilita o movimento mecânico do carro. Contudo, o esoterista tira o motorista de dentro do veículo.
Com isso, a Mãe Divina destrói o cascarão (o carro em si) sem que Ela destrua a Consciência (o motorista). Logicamente, o processo de morte do ego não ocorre exatamente dessa maneira literal. Afinal, o ego não possui a forma de um automóvel. Igualmente, a energia não atua como gasolina. Tampouco a consciência se parece com um motorista físico. Infelizmente, esta forma também afasta o místico da Verdade pura. Porque o cérebro compreende através de comparações e a mente se dá por satisfeita. Como resultado, isso estanca o caminho até a sabedoria. Por consequência, a palavra-chave aqui é COMPARAÇÃO.
4) Através de técnicas
Em quarto lugar, os instrutores ensinam técnicas para alcançar resultados práticos. Inegavelmente, a técnica difere categoricamente do objeto real. Por exemplo, o professor ensina a técnica de auto-observação. Assim, o aluno aprende os passos e observa os centros biológicos em ação. No entanto, a auto-observação funciona como um sentido natural, semelhante à visão. Por acaso o indivíduo precisa de técnicas para abrir os olhos e enxergar? Ou o sujeito simplesmente enxerga a luz? Desse modo, a técnica distancia o praticante do objeto real. Afinal, a técnica de auto-observação não representa a auto-observação em si mesma.
O Despertar para a Verdade e os Koans
Por fim, qual é a forma de conhecimento que permite ao buscador conhecer a Verdade sobre um fenômeno, um objeto ou um EU psicológico? Indubitavelmente, o praticante deve criar conscientemente essa nova forma dentro de si mesmo, aqui e agora. Consequentemente, diante de cada situação da vida, o indivíduo cria um estado de “não conhecer”. Logo, o sujeito combina esse estado com o sentido profundo de assombro. Além disso, ele aplica a MEDITAÇÃO diária, a auto-observação psicológica e a transmutação energética. Dessa maneira, esses elementos do trabalho esotérico, que a obra do Mestre descreve perfeitamente, permitem que o ser humano conheça a realidade.
Obviamente, o intelecto não compreende tal estado superior com palavras, definições ou analogias mundanas. Porém, o estudante obtém a vivência através de uma técnica simples. Primeiramente, o buscador observa o estado interior gerado diante de algumas questões sem respostas lógicas:
- Se a multiplicidade reduz a própria estrutura à unidade, a que a unidade reduz a si mesma?
- Se Deus criou todas as coisas do universo, por que o Ego e todas as consequências maléficas existem na Terra?
- Por que o firmamento abriga tantas estrelas espalhadas? Por que o espaço não ostenta mais ou menos astros?
- Por que o Cristo precisa da Transubstanciação mística para redimir o pecado? Por que o Salvador simplesmente não redime todos os pecados e salva todas as almas instantaneamente?
- Mais além da última estrela visível, o que o infinito esconde?
Finalmente, a sabedoria esotérica conhece tais perguntas como Koans. Essencialmente, essas perguntas não possuem resposta para a mente intelectual do ser humano. Consequentemente, a pergunta obriga a mente a calar-se inevitavelmente. Por fim, o estado interior de silêncio evoca a presença transcendente. Desse modo, o buscador invoca e cria o silêncio internamente a cada momento para se aproximar da Verdade. Ou seja, o praticante mergulha no “desconhecido a cada instante”.
Extraído dos ensinamentos do M. Samael Aun Weor

