Primeiramente, a compreensão representa a segunda fase ou etapa no trabalho psicológico do indivíduo. Portanto, o praticante utiliza essa fase para analisar e julgar a maneira de atuar de cada defeito separadamente.
Além disso, o Eu processa séries e mais séries de pensamentos, sentimentos, desejos, ódios e hábitos. Certamente, o Eu sempre age com extrema preguiça. Às vezes, o defeito adorna a si mesmo com belas virtudes e até veste a túnica da santidade. Por conseguinte, muitas vezes o sujeito astutamente apenas oculta o que não convém. Assim, o indivíduo esconde a própria perversidade e sorri como os santos. Inegavelmente, o ser humano leva o fariseu dentro da própria psique. De fato, o homem exibe uma beleza exterior, contudo, ele esconde uma podridão interior terrível.
O Processo da Mente e a Necessidade de Estudo
Por isso, o estudante necessita estudar a própria mente. Logo, o buscador deve observá-la, investigá-la profundamente e compreendê-la verdadeiramente. Visto que o praticante torna a si mesmo consciente, ele compreende os funcionalismos equivocados da mente e os maus costumes. Desse modo, o indivíduo vivencia a experiência do real.
Primordialmente, o adepto necessita compreender de forma íntegra o que os processos da mente representam em estado de acumulação e experiências. Consequentemente, a compreensão integral da mente constitui o primeiro passo fundamental. Depois disso, o trabalhador precisará ir muito mais longe. Indubitavelmente, o sujeito consegue a compreensão somente através da análise reflexiva, sem identificação de nenhuma espécie e sem evasivas ou considerações. Dessa forma, o indivíduo torna a si mesmo consciente do defeito que ele deseja eliminar da psique.
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A Importância da Compreensão Integral e Radical
Se o buscador verdadeiramente quer dissolver o Eu de forma radical, total e definitiva, ele necessita compreender cada defeito com urgência inadiável. Porém, ele não realiza isso apenas na região meramente intelectual, mas também em outras regiões do subconsciente da mente. Sem dúvida, neste trabalho de alta psicologia, o estudante deve ir mais além da mente se ele deseja mudar radicalmente. Afinal, a mente produz apenas mudanças superficiais que não servem. Por outro lado, o indivíduo necessita de mudanças radicais e profundas.
Especificamente, os defeitos secretos convertem a si mesmos em molas íntimas de ação. Por conseguinte, o reto pensar, o reto sentir e o reto atuar não existem enquanto o aprendiz não estuda cada uma dessas molas secretas. Visto que o discípulo luta pela integração do Ser, ele anseia pela desintegração do Ego. Portanto, o indivíduo urge trabalhar profundamente sobre si mesmo para desintegrar o Ego. Consequentemente, o praticante enfrenta a necessidade de compreender cada agregado psíquico que ele vai desintegrar.
Assim, a perfeição total nasce no interior humano através da dissolução do Eu. Da mesma forma, a natureza cria as virtudes de forma natural e simples quando o buscador compreende todos os defeitos psicológicos. Todavia, ele não faz isso somente a nível intelectual, senão também nos terrenos subconscientes e infraconscientes da mente. Além do mais, cada defeito exibe uma face multifacética. Assim, o ego desenvolve e processa a si mesmo de forma gradual desde o degrau mais baixo da escada psicológica até o mais elevado. Surpreendentemente, a cadência deliciosa de um verso também esconde o delito sutil.
Os Três Fatores Básicos: Observação, Julgamento e Execução
Portanto, o praticante deve emitir um julgamento definitivo sobre o defeito. Logo, ele senta o ego no banco dos acusados e julga a entidade impiedosamente. Consequentemente, isso significa descarregar o sumário que o investigador possui do defeito: as amarguras, os pesares e o mal que o ego causou.
Assim, o trabalho baseia-se em três fatores básicos da dissolução: Observação, Julgamento e Execução. Primeiro se observa, segundo se julga e terceiro se executa. Certamente, qualquer acontecimento, por insignificante que pareça, indubitavelmente possui por causa um ator íntimo, um agregado psicológico ou um Eu.
Ademais, o estudante deve eliminar qualquer evasiva ou consideração, se ele de verdade quer tornar a si mesmo consciente do Eu que ele anela extirpar da psique. Todavia, a execução atua de modo muito diferente. Afinal, o praticante não executa um Eu sem compreendê-lo previamente.
As Multiplicidades e os Disfarces dos Defeitos
Inegavelmente, a mente por si mesma não altera fundamentalmente nenhum fato concreto. Da mesma forma, a mente não reduz à poeira cósmica nenhum defeito. Contudo, a única ação que a mente realiza consiste em controlar os defeitos, esconder os erros e passar os agregados de um terreno a outro da mente. Devido à multiplicidade de enlaces e raízes, o discípulo deve estudar e analisar profundamente os defeitos psicológicos na múltipla manifestação dos diferentes centros da máquina humana.
Por acaso, o homem permanece calado ante o insultador? Ou diante de quem o ofende? Certamente, o ser humano sempre manifesta uma marcadíssima tendência a reagir por qualquer palavrinha que o ofensor diga. Invariavelmente, o sujeito sente a si mesmo aludido mesmo durante o caminho, e uma e outra vez o indivíduo responde e reage impulsivamente.
Por exemplo, o que o buscador diz dos ciúmes? De fato, a psique abriga muitas classes de ciúmes. Consequentemente, o ego não cria somente ciúmes passionais ou amorosos. Além disso, o defeito manifesta ciúmes religiosos, ciúmes políticos e ciúmes por amizades. Portanto, o ciúme resulta de múltiplos fatores. E o que a psicologia chama de ciúmes? Basicamente, o ciúme expressa o temor de perder o que o indivíduo mais ama. Por conseguinte, isso resulta no Eu do apego.
Para ilustrar, um homem teme perder a própria mulher e sente ciúmes horríveis dela. Semelhantemente, uma noiva sente ciúmes espantosos do noivo. Dali, o ego gera conflitos horríveis, vinganças cruéis e cinquenta mil coisas mais do mesmo estilo.
A Diferença Entre a Compreensão Intelectual e a Subconsciente
Por isso, todos os defeitos mostram-se totalmente polifacéticos. Visto que eles possuem muitos enlaces e raízes, o estudante deve estudá-los juiciosamente. Inegavelmente, o defeito exibe muitos fundos, matizes, transfundos e profundidades. Desse modo, quando o praticante compreende um defeito apenas a nível intelectual, ele não compreende a entidade em todos os terrenos do inconsciente, subconsciente e infraconsciente.
Além do mais, qualquer defeito desaparece momentaneamente do nível intelectual e continua existindo em outros níveis profundos da mente. Por exemplo, a ira disfarça a si mesma com a toga do juiz. Igualmente, muitos indivíduos cobiçam não ser cobiçosos. Embora algumas pessoas não cobicem dinheiro material, elas cobiçam poderes psíquicos, virtudes espirituais, etc.
O Distanciamento Psicológico e a Consciência Contínua
Durante a compreensão de qualquer defeito psicológico, o buscador deve agir com sincera honestidade. Logo, o praticante estuda e analisa os defeitos sem evasivas nem considerações de nenhuma espécie. Além disso, o estudante não identifica a si mesmo com nenhum defeito se ele verdadeiramente quer erradicá-lo.
Por exemplo, se o trabalhador permanece parado sobre uma tábua e deseja levantar a madeira para colocá-la reta junto à parede, ele não realiza essa ação se continua em cima dela. Obviamente, o indivíduo deve começar o processo separando a tábua de si mesmo. Logo em seguida, o trabalhador usa as mãos, levanta a tábua e coloca a peça em seu devido lugar. Semelhantemente, se o praticante não identifica a própria consciência com essa quantidade de elementos, ele separa o defeito da psique e o considera como um intruso. Consequentemente, a compreensão criadora surge de forma legítima na intimidade humana.
Inquestionavelmente, múltiplos Eus intervêm como intrusos de mau agouro. Assim, os defeitos colocam pensamentos na mente, inserem emoções no coração e geram ações de qualquer classe no centro motor. Portanto, a chamada consciência contínua de si mesmo, que representa a auto-crítica no trabalho, constitui o grande problema que o aprendiz enfrenta diariamente.
Infelizmente, o sujeito não possui continuidade de propósitos. Da mesma forma, o homem não apresenta continuidade de consciência. Todavia, a autocrítica no trabalho confere ao praticante a consciência contínua de si para que o indivíduo dirija o objetivo principal do próprio trabalho interno. Finalmente, segundo o ensinamento do Mestre Samael Aun Weor, o estudante necessita aplicar extrema vontade na execução diária do trabalho psicológico.
Extraído dos Ensinamentos do V. Mestre Samael Aun Weor


Muito bom, deu um clique na minha mente!!
Maravilhoso e difícil, quando vemos já nos deixamos levar
Já fazia isso sem compreender o que eu estava fazendo.agora com essa explicação irei me aprofundar mas.na prática.pois já posso indefinicar os Eu. Não sei se foi o certo a fazer,mais prisionei uns. Fazendo conforme foi esplicado. Muito interessante não estou surtando.
Sempre é importante estudar e reconhecer nossas dificuldades. Cada vez q se lê percebe-se um pouco melhor. E isso é fundamental.