O Som e a Psique

A Influência Universal das Vibrações Sonoras

Inicialmente, o leitor percebe que o som influencia diretamente a psique. Certamente, o estudante questiona o motivo desse fenômeno. Portanto, este artigo explica como o indivíduo pode gerar saúde e equilíbrio através das vibrações sonoras.

Inegavelmente, o som influi profundamente sobre a psique humana. Onde quer que a natureza expresse movimento, o som existe, porque a física define o som como vibração. Contudo, o ouvido humano consegue perceber apenas um limitado número de vibrações sonoras. Além disso, por cima e por baixo destas frequências que o ouvido registra, o universo emite múltiplas ondas sonoras que ninguém alcança perceber. Por exemplo, os peixes do mar produzem sons peculiares. Da mesma forma, as formigas comunicam-se entre si através de sons inaudíveis para a percepção física humana.

Consequentemente, as ondas sonoras atuam sobre as águas e produzem movimentos de pressão hídrica. Ademais, ao atuar sobre o ar, as ondas sonoras produzem movimentos concêntricos. Especificamente, os átomos, ao girar ao redor de seus centros nucleares, emitem certos sons imperceptíveis para o homem. Igualmente, o fogo, o ar, a água e a terra possuem as próprias notas sonoras particulares.

De fato, cada flor, cada montanha e cada rio emite uma nota peculiar, ou seja, uma nota síntese. Em suma, o conjunto de todos os sons que o globo planetário produz origina a nota chave do planeta. Historicamente, a tradição chama esse evento sonoro de a música das Esferas, sobre a qual Pitágoras falou.

A Formação das Egrégoras e a Afinidade Vibratória

Naturalmente, cada pessoa forma ao redor de si a classe ou o tipo de vibração com a qual sente maior bem-estar. Aliás, o universo forma esta energia não só ao redor das pessoas, mas também ao redor dos lares, das instituições e de outros ambientes.

Por exemplo, uma pessoa pessimista produz um tipo específico de energia. Consequentemente, a Lei de afinidade fixa essa energia ao redor do indivíduo. Portanto, o ocultismo chama esta vibração de Egrégora, a qual atrai e sintoniza as pessoas e os lugares que emitem a mesma frequência.

Analogamente, a Egrégora de um assassino possui afinidade com outros assassinos. Em contrapartida, uma pessoa cheia de amor e compreensão sintoniza-se com pessoas da mesma condição e atrai os lugares afins a essa vibração positiva.

Felizmente, quando o ser humano compreende que os próprios vícios, defeitos e instintos representam um terrível obstáculo na vida, ele começa a estudá-los e a eliminá-los. A partir disso, o praticante começa a processar dentro de si vibrações superiores que melhoram o ambiente interno e externo. Consequentemente, ele melhora tudo o que o rodeia. Nesse caso específico, a afinidade vibratória da pessoa passará a uma oitava superior.

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A Lei das Oitavas e o Poder da Palavra

Definitivamente, o esoterismo define a Lei do Sete como a Lei das Oitavas, a qual rege a organização e a harmonia. Porém, o indivíduo que emprega o som de maneira equivocada acaba produzindo desarmonia.

Por exemplo, o estampido do som de um canhão destrói os vidros de uma janela. Por outro lado, uma palavra suave apazigua a ira ou a coragem violenta. Entretanto, uma palavra grosseira e desarmônica produz aversão, melancolia, tristeza e ódio.

Popularmente, a sociedade afirma que o silêncio vale ouro. Todavia, o estudante gnóstico prefere dizer que calar quando a situação exige a fala representa um erro tão grave quanto falar quando a situação exige o silêncio.

Sem dúvida, o mundo abriga silêncios delituosos e palavras infames. Sendo assim, a pessoa deve calcular com nobreza o resultado das palavras faladas. Afinal, muitas vezes, o locutor fere outras pessoas com as palavras de forma completamente inconsciente.

A Palavra

Mais além, as palavras cheias de sentido mal-intencionado produzem fornicações no mundo da mente. Do mesmo modo, as palavras arrítmicas engendram violência no mundo da mente cósmica.

Consequentemente, o sábio nunca deve condenar ninguém com a palavra, porque o ser humano jamais deve julgar o próximo. Inegavelmente, a maledicência, a fofoca e a calúnia enchem o mundo de dor e amargura.

Por sua vez, o homem perfeito fala palavras de perfeição. Portanto, o estudante gnóstico que deseja seguir pelo caminho da revolução da dialética deve habituar-se a controlar a própria linguagem. Ou seja, ele deve aprender a manejar a palavra corretamente.

Fundamentalmente, o alimento que entra pela boca não prejudica o homem, mas sim a palavra que sai dela. Constantemente, a boca surte a injúria, a intriga, a difamação, a calúnia e o debate. Em resumo, tudo isto prejudica enormemente o ser humano.

Assim, o buscador precisa evitar toda classe de fanatismo, porque essa atitude causa grande dano ao próximo. Certamente, o indivíduo não fere os demais apenas com palavras grosseiras ou com finas e artísticas ironias. Igualmente, ele machuca os outros com o tom da voz e com o acento desarmônico e arrítmico.

A Transformação das Impressões Interiores

Inicialmente, se o indivíduo conhece apenas as impressões do mundo físico, então o mundo físico não se mostra tão externo como as pessoas creem. Com justa razão, Emmanuel Kant disse:

“o exterior é o interior”.

Assim pois, se o interior realmente conta, o buscador deve transformar o próprio interior. Logicamente, as impressões habitam o interior humano. Assim sendo, todos os objetos, as coisas e tudo o que a visão capta existem no interior do observador em forma de impressões. Incessantemente, essas impressões vibram dentro da psique. Tragicamente, o resultado mecânico de tais impressões originou todos esses elementos inumanos que o homem leva dentro de si. Normalmente, a psicologia gnóstica chama esses elementos de EUS, os quais constituem o “Si Mesmo” em seu conjunto.

Suponhamos, por exemplo, que um indivíduo veja uma mulher provocativa e que não transforme as impressões recebidas. Inevitavelmente, o resultado mostrará que essas impressões, de tipo naturalmente luxurioso, produzem nele o desejo de possuí-la. Consequentemente, tal desejo torna-se o resultado de tipo mecânico da impressão recebida, o qual cristaliza e toma forma na psique. Logo, essa energia converte-se em um agregado a mais. Ou seja, a mente cria um elemento inumano que constitui o Ego em sua totalidade.

A Origem Psicológica dos Defeitos Humanos

A seguir, o estudante deve prosseguir reflexionando. Evidentemente, a mente humana abriga a Ira, a Cobiça, a Luxúria, a Inveja, o Orgulho, a Preguiça e a Gula.

Primeiramente, o estudioso questiona o motivo da existência da Ira. Certamente, o problema surge porque muitas impressões chegaram ao interior humano e o indivíduo nunca as transformou. Logo, o resultado mecânico de tais impressões de Ira forma os EUS que existem e vivem na psique. Constantemente, essas entidades fazem o homem sentir raiva e coragem violenta.

Indubitavelmente, muitas coisas despertam Cobiça no ser humano, como o dinheiro, as joias e as coisas materiais de toda classe. Na verdade, essas coisas e esses objetos chegam à pessoa em forma de impressões. Às vezes, o evento inicia como algo diferente, como uma atração pela beleza ou pela alegria. Contudo, a mente que não transforma tais impressões converte a energia naturalmente em EUS de Cobiça.

Em terceiro lugar, aborda-se a Luxúria. Como mencionado anteriormente, distintas formas de Luxúria chegam ao indivíduo através de impressões. Isto é, imagens de tipo erótico surgem no interior da mente e geram a luxúria como reação. Visto que a pessoa não transforma essas ondas luxuriosas, essas impressões sensuais e esse erotismo doentio, o resultado natural não demora a aparecer. Como o processo ocorreu de forma completamente mecânica, novos EUS nascem no interior da psique, criando assim os EUS morbosos.

O Som e a Saúde: O Impacto do Ruído e da Excitomania

Atualmente, o meio ambiente apresenta fatores que contribuem diretamente para o desequilíbrio físico e emocional do indivíduo. Entre estes fatores, a ciência menciona o ruído agressivo, que se tornou tão comum na vida urbana. Especificamente, esse som excessivo provém do trânsito automotor, das indústrias e dos aeroportos.

Decerto, estes fatores produzem uma excitação sensorial e emocional que provoca graves danos ao sistema nervoso. Afinal, as múltiplas impressões comovem as células nervosas constantemente. Consequentemente, esta atividade desordenada gera uma tensão extremamente daninha para a biologia humana. Por sua vez, o ruído agressivo impõe um estado de alerta constante aos sentidos. Sobretudo, o problema piora se outros estímulos agressivos acompanham o barulho sonoro.

Os Estímulos Agressivos

Por exemplo, os anúncios publicitários, os painéis luminosos dos cinemas e as vitrines das lojas oferecem uma multidão de imagens que sucedem com grande rapidez. Assim, essas imagens sobrepõem-se e fazem a mente saltar sem cessar de uma ideia a outra. Do mesmo modo, o mesmo fenômeno caótico ocorre com a imprensa, o rádio e a televisão. Definitivamente, tudo isso provoca uma superatividade cerebral, a qual se mostra totalmente incompatível com a saúde e a tranquilidade.

Consequentemente, essa poluição sonora e visual provoca uma espécie de intoxicação ou uma necessidade mórbida no indivíduo, fazendo com que ele precise sentir-se aturdido sempre. Desse modo, a situação incapacita o ser humano de apreciar e saborear as alegrias sãs da vida e a felicidade normal.

Entre os sintomas que a excitomania provoca, a medicina destaca algumas atitudes muito claras. Inicialmente, o doente demonstra uma necessidade contínua de relacionar-se com multidões. Além disso, o indivíduo concorre frequentemente a lugares onde prevalecem ruídos e festas intensas. Ao despertar, a primeira ação que a pessoa realiza envolve ligar o rádio ou a televisão no volume máximo, mesmo sem escutar ou ver o conteúdo. Igualmente, o afetado seleciona peças musicais estridentes apenas para gerar barulho.

Como consequência direta dessa excitação permanente ao sistema nervoso, a chamada neurose aparece. Principalmente, a neurose exibe características como a impaciência, a cólera, a irritabilidade e a total falta de tolerância com as demais pessoas.

Extraído dos ensinamentos do V. M. Samael Aun weor

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