Trabalho Esotérico Gnóstico

A Iniciação da Mudança Interior

Primeiramente, o Trabalho Esotérico Gnóstico relaciona-se com as mudanças internas e conscientes. Consequentemente, o estudante deve realizar essa transformação com a mente clara e aberta à comprovação sobre a própria realidade interior.

Para iniciar uma mudança real e séria, o indivíduo necessita conhecer as leis do Trabalho Esotérico Gnóstico de forma indispensável. Por conseguinte, o aspirante precisa trabalhar essas regras de maneira ordenada e progressiva sobre os diferentes centros da máquina orgânica. Sendo assim, o corpo traduzirá essas mudanças nos seguintes centros:

  • Intelectual;
  • Emocional;
  • Motor (Instintivo-sexual).

Inicialmente, o praticante começa do zero. Logo, ele reconhece a própria nulidade interior e a grande quantidade de elementos psicológicos que precisa eliminar.

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A Importância da Auto-observação

Sem dúvida, ninguém consegue trabalhar sobre si mesmo com a intenção de dissolver um determinado Eu sem que o adepto o observe previamente. Ademais, o ser humano necessita conhecer a si próprio antes de conhecer os demais. Por isso, quando o indivíduo coloca a si mesmo no lugar dos outros, ele descobre uma dura realidade. Certamente, o sujeito percebe que o próprio interior carrega abundantemente os mesmos defeitos psicológicos que ele aponta no próximo.

Inegavelmente, a crueldade continuará existindo sobre a face da terra enquanto a humanidade não aprender a colocar a própria consciência no lugar do vizinho. Mas, se a pessoa não tem a coragem de enxergar a si mesma, como o indivíduo poderia colocar a empatia no lugar do outro?

Por exemplo, o estudante sente antipatia por uma determinada pessoa. Por qual motivo? Talvez o conhecido beba álcool. Portanto, o praticante deve observar a própria conduta interiormente. Acaso o juiz está seguro da própria virtude? De fato, o observador tem a certeza de não carregar o Eu da embriaguez no próprio interior? Por causa disso, o buscador faz melhor ao auto-observar o próprio comportamento e descobrir tudo aquilo que habita o mundo íntimo. Constantemente, o próprio fato de que o trabalho esotérico começa com a rigorosa observação de si mesmo indica uma dura lição. Em outras palavras, essa prática aponta uma multiplicidade de fatores psicológicos, Eus e elementos inumanos que o aprendiz precisa erradicar do próprio ser.

A Pluralidade do Eu e o Esforço Pessoal

Naturalmente, este tipo de trabalho não atua externamente, senão internamente. Além disso, a pessoa que pensa alcançar o êxito através de qualquer manual de urbanidade ou de um sistema ético superficial encontra um equívoco total.

Falando francamente e sem rodeios, o mestre assevera enfaticamente a seguinte questão: Nenhum ser humano consegue fazer este trabalho pelo outro. Visto que o praticante não pode mudar algo na psique sem a observação direta de todo esse conjunto de fatores subjetivos que ele leva por dentro.

Portanto, o iniciado precisa admitir a pluralidade do Eu e evidenciar esse fator através da observação rigorosa. Consequentemente, ao aplicar a técnica sem escapatórias de nenhuma espécie e mediante um esforço firme, a prática leva o indivíduo a comprovar que o ser humano não representa “UM”, mas sim “MUITOS”.

A Diferença Entre Conhecimento e Compreensão

Adicionalmente, o conhecimento e a compreensão diferem grandemente. Especificamente, a mente governa o primeiro fator, enquanto o coração domina o segundo. Afinal, o mero conhecimento da doutrina dos muitos Eus de nada serve. Desafortunadamente, o conhecimento foi muito além da compreensão nos tempos em que o mundo vive atualmente. Porque o pobre animal intelectual, o qual a sociedade chama equivocadamente de homem, desenvolveu exclusivamente o lado do conhecimento. Paralelamente, ele esqueceu lamentavelmente o lado do Ser.

Do mesmo modo, a afirmação que um determinado Eu faz em um momento específico não reveste a atitude de seriedade. Exatamente porque qualquer outro Eu pode afirmar o extremo oposto no minuto seguinte.

O Perigo da Inconstância na Gnosis

Constantemente, a vida apresenta pessoas que chegam aos estudos Gnósticos em qualquer instante da existência. Inicialmente, o recém-chegado resplandece com a força do próprio anseio, entusiasma o coração pelo trabalho esotérico e até jura consagrar a totalidade da vida a estas questões. Sem dúvida, esse idílio não dura muito tempo. Porque, em qualquer dia, devido a um motivo justo ou injusto, simples ou complicado, a pessoa retira a própria presença da Gnosis. Então, o sujeito abandona o trabalho, trata de justificar a atitude a si mesmo e afilia o destino a outra organização mística. Logo, ele pensa que a situação vai melhorar agora.

Igualmente, a rotina mostra pessoas que somam forças ao trabalho esotérico momentaneamente. Porém, no instante em que outro Eu intervém, o aprendiz abandona o trabalho, larga definitivamente os estudos e permite que a vida trague a alma dele. Obviamente, se a pessoa luta contra a vida, a existência devora o aventureiro. Raros representam os aspirantes que verdadeiramente não permitem que a rotina os engula. Inegavelmente, a regra dita que o indivíduo entusiasma a mente pelo trabalho e logo abandona o caminho. Por outro lado, o fato estranho ocorre quando alguém não abandona o projeto e atinge a meta.

A Modificação dos Estados de Consciência

Dentro do trabalho esotérico, o aspirante não pode dar o próprio tempo ao luxo da versatilidade. Pois os estudantes que têm ideias caprichosas, que hoje trabalham sobre si mesmos e amanhã deixam a vida os tragar, acabarão degenerando e involuindo. Visto que esses inconstantes buscam evasivas e justificativas para abandonar a senda interior. Algumas pessoas adiam o erro para o dia de amanhã, enquanto aguardam que a situação econômica melhore. Entretanto, elas não levam em conta que o experimento solar atua de modo muito distinto em relação ao critério pessoal e aos projetos que a mente concebe.

Sem dúvida, a pequena margem que o ser humano possui do livre arbítrio e o ensinamento gnóstico orientado ao trabalho prático podem servir de base para os nobres propósitos que o estudante relaciona com o experimento solar.

Certamente, o trabalho sobre si mesmo refere a energia de forma enfática para os diferentes estados psicológicos da consciência. Sendo assim, se o indivíduo deseja mudar de verdade, ele necessita modificar esses estados de consciência com urgência máxima. Afinal, quem não trabalha sobre si mesmo vira sempre uma vítima das circunstâncias.

A Ordem Correta do Trabalho Interior

Nesse sentido, o adepto deve iniciar uma ordem de trabalho da seguinte maneira:

  1. Centro Intelectual;
  2. Centro Emocional;
  3. Centro Instintivo-Motor;
  4. Centro Sexual.

Antes de tudo, o aprendiz necessita conhecer as leis do Trabalho Esotérico Gnóstico, caso ele queira realmente uma mudança total e definitiva. Em nome da verdade, a gnosis dita que se o buscador deve começar a trabalhar sobre si mesmo por alguma parte, ele tem que iniciar esse esforço em relação à mente e ao sentimento.

Obviamente, seria absurdo que o praticante começasse a trabalhar pelo centro motor, por exemplo. Pois o esoterismo sabe que esse local relaciona a energia com os hábitos, os costumes e as ações físicas. Evidentemente, começar por esse ponto geraria um faquirismo absurdo.

Portanto, o estudante precisa lembrar que o Intelectual forma o primeiro centro, o Instintivo compõe o segundo, o Emocional rege o terceiro, o Motor atua no quarto e o Sexual domina o quinto. Além disso, o Mental Superior existe como o sexto centro, enquanto o Emocional Superior atua como o sétimo.

Consequentemente, se o aprendiz começa a jornada pelos centros inferiores da máquina orgânica, ele cai em um terrível erro. Antes de tudo, nestes estudos, o adepto deve começar pelo centro Intelectual e Emocional. Inquestionavelmente, o iniciado necessita mudar a própria forma de pensar. Do contrário, ele marchará pelo caminho equivocado.

A Transformação da Mente e dos Sentimentos

Imediatamente, diversos pensamentos surgem do centro intelectual, os quais provêm dos distintos Eus que o ser humano leva por dentro. Além disso, o praticante identifica pensamentos negativos de distintas espécies, tais como: suspeita, desconfiança, má vontade, ódio, vingança, luxúria, adultério, etc. Sendo assim, quanto mais o indivíduo identifica a atenção com os pensamentos negativos, mais escravo ele será do correspondente Eu que caracteriza a emoção.

O Ensinamento

Frequentemente, o ensinamento gnóstico fornece muitos exercícios esotéricos e orienta o estudante doutrinariamente. Porém, se a pessoa não muda a forma de pensar, de que serve tudo o que o instrutor ensina? Certamente, se o buscador recebe o ensinamento e incorpora a sabedoria na antiga forma de pensar, ele engana a si mesmo.

Portanto, o aspirante necessita preparar recipientes limpos para receber o vinho do ensinamento gnóstico. Como a Sagrada Escritura dita: “vinho novo em odres novos”.

Igualmente, o discípulo acha impossível transformar a própria alma se ele abriga emoções negativas no interior. Visto que essas sensações ruins não permitem uma mudança profunda. Definitivamente, o sujeito não consegue transformar a essência se ele continua com todas essas emoções negativas ativas. Por isso, a pessoa deve erradicar todas essas emoções prejudiciais em todo sentido. Pois o exterior reflete exatamente o estado do interior. Logo, o buscador realiza a mudança do centro emocional através da alteração da própria maneira de sentir.

A Preparação para os Mistérios do Sexo

Simultaneamente, o centro motor abriga todos os velhos hábitos e costumes do indivíduo. Consequentemente, o aprendiz necessita observar e reavaliar essas reações cristalizadas. Afinal, uma mente decrépita, a qual carrega vícios de 20 ou 30 anos, não possui preparação para receber o vinho da Gnosis.

Diante disso, o estudante deve perguntar a si mesmo: Para que o buscador veio? Com que objetivo ele recebe o ensinamento? De verdade, o anseio de mudar nasceu na alma? Inegavelmente, se o sujeito continua com os velhos hábitos de pensar, de sentir e de atuar, ele simplesmente engana a própria percepção.

A Compreensão

Por outro lado, se o buscador verdadeiramente compreende todos esses fatores, ele começa a mudar a própria forma de pensar e sentir. Logo, essa atitude refletirá nas ações diárias. Uma vez que o adepto muda a própria forma de pensar, sentir e atuar, ele fica perfeitamente pronto para trabalhar com os mistérios do sexo. Em contraste, as pessoas que não mudam as velhas formas de pensar e os velhos hábitos tornam a psique vítima das emoções negativas. Consequentemente, elas não compreendem os mistérios do sexo e profanam a energia sagrada.

Constantemente, a vida prática atua como uma escola maravilhosa dentro do Trabalho Esotérico Gnóstico. Porque, através da inter-relação com as demais pessoas, os defeitos chegam a aflorar psicologicamente. Sendo assim, o observador consegue descobrir os Eus que ele carrega no próprio âmago.

A Oração no Trabalho e os Três Fatores da Dissolução

Por fim, a disciplina estuda a Oração no Trabalho.

Fundamentalmente, a observação, o juízo e a execução formam os três fatores básicos na dissolução do ego. Primeiramente, o praticante observa o defeito. Em segundo lugar, o estudante julga a falha de forma severa. Logo depois, o iniciado executa a eliminação completa.

Ademais, a inter-relação proporciona o autodescobrimento e a autorrevelação no dia a dia. Por isso, o eremita que renuncia à convivência com os semelhantes, renuncia também ao autodescobrimento do ego.

Certamente, qualquer incidente, por mais insignificante que o evento pareça, possui um autor íntimo, um agregado psíquico ou um Eu como verdadeira causa. Assim, o autodescobrimento ocorre apenas quando o indivíduo permanece em Alerta Percepção e estado de alerta novidade.

A Justificativa

Consequentemente, o praticante deve eliminar qualquer evasiva ou justificativa, caso ele queira realmente tornar a consciência ciente do Eu que ele deseja extirpar da própria psique.

Inquestionavelmente, a oração no trabalho rege de forma fundamental o processo de dissolução dos defeitos. Pois orar significa conversar com Deus abertamente. Portanto, o discípulo deve aprender a apreciar a Deus-Mãe dentro do próprio ser, acessando a intimidade oculta, se o sujeito quiser verdadeiramente sair da miséria interior. Inevitavelmente, aquele que não ama a própria Mãe Divina, agindo como um filho ingrato, fracassará fatalmente no trabalho sobre si mesmo.

Historicamente, todos os povos antigos adoravam a Deus-Mãe no aspecto mais profundo da existência. Em suma, as religiões nomeiam o princípio feminino do eterno como Ísis, Maria, Tonantzin, Rea, Cibeles, Adonia, etc.

Bibliografia Recomendada

Definitivamente, o presente texto compõe um resumo do tema em menção. Em continuação, o autor especifica a bibliografia que servirá de guia para o estudante ampliar o estudo particular e individual:

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3 comentários em “Trabalho Esotérico Gnóstico”

  1. Bom dia, gostaria de saber se este texto é do V.M. Samael Aun Weor. Se sim onde inicia e onde termina a citação e de que livro é? Se não, qual o nome do autor ? Obrigado

  2. Maria Socorro Rogerio

    Bom dia.
    Lindo texto é um crescimento espiritual para o resto da vida.
    Um feliz Natal a todos vocês que fazem a família Gnóstica.
    Um 2021 cheio de Amor, saúde, paz e prosperidade.
    São os votos da aluna à distância.
    Gratidão
    Rogéria.

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