O Super-homem. Sua criação e a união com o Real Ser.

Super-homem

Primeiramente, aborda-se a criação do Super-homem e a respectiva união com o Real Ser.

“Eu vos ensino o super-homem. O homem é algo que deve ser superado. Que fizestes para superá-lo?” – Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, p. 13

Em seguida, um código de Anahuac disse: “Os Deuses criaram aos homens de madeira e depois de tê-los criado os fusionaram com a divindade”, mas logo acrescenta: ”não todos os homens conseguiram se integrar com a divindade”.

Inquestionavelmente, o indivíduo necessita criar o homem primeiro, antes de integrar essa figura com o Real.

A Diferença Entre o Homem e o Animal Intelectual

Consequentemente, o animal intelectual, o qual a sociedade chama equivocadamente de homem, não representa o homem de modo algum.

Além disso, se o observador compara o homem com o animal intelectual, ele pode verificar o fato concreto de que o animal intelectual possui uma psicologia totalmente distinta, ainda que a criatura pareça fisicamente com o homem. Desafortunadamente, o ser humano pensa erroneamente, já que ele supõe ser homem e qualifica a própria imagem de tal forma.

Ademais, a humanidade sempre crê que o homem reina sobre a criação. Contudo, o animal intelectual não demonstrou sequer governar a si mesmo até a data presente. Por conseguinte, se o sujeito não reina sobre o próprio processo psicológico e não dirige as emoções à vontade, ele muito menos governará a natureza.

De modo algum, a inteligência aceita o homem no papel de escravo. Portanto, o ser incapaz de governar a si mesmo vira um mero joguete das forças bestiais da natureza.

Indubitavelmente, ou o indivíduo reina sobre o universo ou ele não exerce domínio algum. No último caso, a situação demonstra o fato concreto de que a pessoa não chegou ainda ao estado de homem.

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O Papel do Sol na Formação Humana

Paralelamente, o sol depositou os germes para o homem dentro das glândulas sexuais do animal intelectual.

Obviamente, o organismo pode desenvolver tais germes ou perder as sementes definitivamente. Logo, se o aprendiz deseja o desenvolvimento de tais germes, ele torna indispensável a cooperação com o esforço que o sol faz para criar homens.

O Homem Legítimo

Consequentemente, o homem legítimo deve trabalhar intensivamente com o propósito evidente de eliminar os elementos indesejáveis que o ser carrega no próprio interior.

Adicionalmente, se o homem não eliminasse tais elementos de si mesmo, ele fracassaria lamentavelmente. Por isso, ele converter-se-ia em um aborto da Mãe Natureza.

Semelhantemente, o homem que trabalha verdadeiramente sobre si mesmo com o propósito de despertar a consciência, poderá integrar a própria alma com o Divinal.

Ostensivamente, o homem solar integra a própria essência com a divindade. Por conseguinte, ele converte o próprio estado na criação do Super-homem, de fato e por direito próprio.

O Caminho Além do Bem e do Mal

Certamente, o adepto não acha fácil concretizar a criação do Super-homem. Indiscutivelmente, o caminho repousa mais além do bem e do mal.

Inicialmente, o intelecto considera uma coisa boa quando a situação convém a ele, enquanto julga a mesma coisa má quando o evento não traz conveniência. Inegavelmente, o delito esconde a própria face entre a cadência do verso. Ademais, o universo abriga muita virtude no malvado e muita maldade no virtuoso.

A Senda do Fio da Navalha

Especificamente, a senda do fio da navalha representa o caminho que conduz ao Super-homem. Decerto, perigos internos e externos enchem esta senda.

Por um lado, o mal apresenta perigos. Por outro lado, o bem também demonstra periculosidade. Logo, o espantoso caminho repousa mais além do bem e do mal, já que a jornada age de forma terrivelmente cruel. Consequentemente, qualquer código de moral pode deter a marcha do estudante até o Super-homem. Além disso, o apego a certos passados ou a determinadas cenas pode deter o caminhante na rota suprema.

Igualmente, as normas e os procedimentos podem obstaculizar o avanço até o Super-homem. Pois, por mais que a sociedade julgue os métodos como sábios, o fanatismo, o prejuízo ou o conceito podem aprisionar o buscador.

Em contrapartida, o Super-homem conhece a bondade do mal e a maldade do bem. Assim, ele empunha a espada da justiça cósmica e habita mais além do bem e do mal.

A Natureza Incompreensível do Ser Desperto

Definitivamente, o Super-homem liquida todos os valores bons e maus no próprio interior. Posteriormente, ele converte a própria existência em algo que ninguém entende. Ou seja, ele encarna o Raio, além de representar a chama do espírito universal de vida que resplandece no rosto de um Moisés.

Constantemente, algum anacoreta oferece dádivas ao Super-homem em cada parada do caminho. Contudo, o iniciado continua a jornada mais além das boas intenções dos anacoretas.

Embora o discurso da população sob o pórtico dos templos contenha muita beleza, o Super-homem vive mais além dos ditos piedosos da multidão.

Inquestionavelmente, o Super-homem representa o Raio. Semelhantemente, a palavra constitui o trovão que desintegra os poderes do bem e do mal.

A Representação

Ademais, o Super-homem resplandece nas trevas. No entanto, a escuridão odeia a presença dele.

Frequentemente, as multidões qualificam o Super-homem como perverso. Exatamente porque o mestre não cabe dentro dos dogmas indiscutíveis, nem se enquadra nas frases piedosas, nem segue a sã moral dos homens sérios.

Por consequência, a população aborrece a própria mente com o Super-homem e crucifica o iluminado entre criminosos. Afinal, a massa não entende o sábio. Porque as pessoas julgam o redentor ao olhar a atitude dele através da lente psicológica daquilo que a sociedade crê ser santo, ainda que a atitude represente maldade.

Analogamente, o Super-homem age como a centelha que cai sobre os perversos. Alternativamente, ele brilha como algo que a mente humana não entende e que se perde depois no mistério.

Claramente, o Super-homem não expressa santidade nem manifesta perversidade. Já que ele permanece mais além da santidade e da perversidade. Porém, a sociedade qualifica a figura dele como santa ou como perversa.

Por fim, o Super-homem brilha por um momento entre as trevas deste mundo. Logo depois, ele desaparece para sempre.

A Luz, o Calor e o Som

Consequentemente, a Luz forma o conhecimento de si mesmo e edifica o corpo de doutrina.

Sucessivamente, o Calor realiza a regeneração do corpo físico e dos Corpos Internos.

Simultaneamente, o Som causa o Despertar da Consciência.

Logo, o estudante pode usar estes três pontos como conclusão. Visto que eles compõem a síntese ou a mensagem que a conferência contém.

Luz

Primeiramente, o Cristo manifesta a luz como expressão característica. Assim, a luz leva a pessoa a desenvolver as duas colunas torais do próprio templo: o Ser e o Saber. Através dessas colunas, o adepto poderá eliminar as inumanas criações que ele carrega no respectivo país psicológico. Consequentemente, o indivíduo ficará capacitado para compreender, conhecer e encarnar a verdade.

“Eu sou a luz do mundo, o que me segue não andará em trevas, senão que terá a luz da vida”.

Calor

Em seguida, o Espírito Santo expressa o calor através do fogo fohático e flamígero da semente. Destarte, ele produz as diferentes modificações psicológicas, mentais e biológicas dos organismos. Ademais, ele canaliza um trabalho consciente até a autorrealização por exigência da consciência e da mônada interna, mediante a compreensão e a vontade.

Som

Posteriormente, o Pai emite o som como expressão relacionada com o fator morrer. Decerto, o processo de morrer significa elevar as impressões não transformadas (eus) a oitavas superiores. Consequentemente, a prática libera a Essência interior, produzindo assim o conseguinte Despertar da Consciência.

“O homem se acha no meio de sua rota, entre animal e super-homem, e celebra seu caminho para a noite como a sua mais alta esperança; pois é o caminho para uma nova manhã./ Então aquele que declina abençoará a si mesmo por ser um que passa para lá; e o sol do seu conhecimento permanecerá no meio-dia/ ‘Mortos estão todos os deuses: agora queremos que viva o super-homem’” – Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, p. 76

Extraído dos ensinamentos do M. Samael Aun Weor

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