O Aspecto Tridimensional e o Fator Tempo
Inicialmente, se o observador analisar atentamente qualquer objeto deste mundo Mayávico (de Maya, ilusório) em que o ser humano habita, como por exemplo uma mesa, ele descobrirá com místico assombro três aspectos perfeitamente definidos. Especificamente, o objeto apresenta largura, comprimento e altura. Não obstante, no exemplo concreto da mesa, atua ainda um quarto fator específico totalmente definido. De fato, o Mestre Samael refere-se ao fator tempo.
Nesse sentido, quanto tempo transcorreu desde o momento em que o humilde carpinteiro fabricou a brilhante mesa? Consequentemente, o indivíduo questiona em quantos minutos a ação ocorreu. Ou, quem sabe, quantas horas o trabalhador gastou? Além disso, passaram-se meses ou anos? Sem dúvida alguma, a longitude, a latitude e a altura configuram os três aspectos euclidianos deste mundo tridimensional, ainda que o pensador adote o tipo cartesiano para definir o ambiente em que o homem vive, seja para o bem ou para o mal. Contudo, excluir o quarto fator dos postulados soaria absurdo.
A Natureza do Tempo e a Teoria da Relatividade
Por conseguinte, o tempo em si mesmo, quando o pesquisador o considera como a Quarta Dimensão, contém intrinsecamente duas propriedades fundamentais. Basicamente, ele engloba a propriedade temporal e a espacial. De fato, o estudioso nota de forma positiva, real e indubitável que o aspecto cronométrico da vida atua apenas como a superfície instável do fundo espacial.
Historicamente, muitos anos antes de o sábio Einstein surpreender o mundo com a famosa Teoria da Relatividade, qualquer homem culto concebia o fator tempo como uma linha reta. Porém, hoje em dia, qualquer intelectual admite a natureza curva do fator tempo. Entretanto, torna-se óbvio que, no Século XX e mesmo nos dias atuais algum indivíduo ainda pensam com mentalidade medieval. Constantemente, o grande intelectual moderno, utopista por natureza, fantasia demasiado ao pensar na Eternidade como uma linha reta, ou seja, um tempo prolongado em forma infinita.
A Diferença entre o Tempo e a Eternidade
Em contrapartida, o Gnosticismo Revolucionário ensina dialeticamente que a Eternidade em si mesma nada tem a ver com o conceito de tempo. Paralelamente, o Movimento Gnóstico Internacional afirma enfaticamente a existência de uma Quinta Dimensão, a qual recebe o solene nome de Eternidade. Conforme a sábia Lei da Recorrência dita, tudo na vida volta a suceder tal como já ocorreu anteriormente, sempre dentro do círculo vicioso do tempo.
Na realidade, a natureza repete os tempos eternamente. Mas, por outro lado, o leitor não deve confundir o tempo com a Eternidade. Acima de tudo, dentro do Eterno Agora da Grande Vida, acontece a incessante repetição de acontecimentos e tempos. Consequentemente, a curva do tempo gira dentro do círculo perfeito da Eternidade. Porém, inegavelmente, ambas operam como duas rodas diferentes.
O Hiperespaço, a Região Zero e a Criação Cósmica
Adicionalmente, aquilo que repousa além dos dois círculos misteriosos representa a Sexta Dimensão. Enquanto isso, o cientista deve procurar o fundamento vivo de qualquer Cosmogênese na desconhecida Região Zero. Visto que o sábio Einstein já demonstrou matematicamente a relatividade do tempo, o pensador pode enfatizar a ideia principal da doutrina. Dessa forma, no Absoluto Imanifestado, o quarto fator do mundo tridimensional não possui existência.
Anteriormente, antes de o flamejante coração do sistema solar de Ors começar a palpitar intensamente depois do Grande Pralaya (Noite Cósmica), o tempo não existia. Afinal, o ambiente em que o homem vive, se move e tem o próprio Ser jazia adormecido no seio profundo do Espaço Abstrato Absoluto.
O Relógio Cósmico e o Ciclo da Vida
Posteriormente, se no final do Mahamvantara (Dia Cósmico) o universo reduz as sete Dimensões fundamentais a um simples ponto matemático que desaparece como uma gota no Grande Oceano, evidencia-se que o tempo deixa de existir. Indiscutivelmente, a Criação faz com que mundos, homens, animais e plantas nasçam, cresçam, envelheçam e morram. Certamente, tudo o que vive sob o sol tem um período de tempo definido. Por isso, a Unidade de Vida, para qualquer criatura viva, equivale, de fato e de direito próprio, a cada batida do próprio coração. Sabiamente, os antigos disseram que todo o céu estrelado constitui um sistema de corações que palpitam intensamente.
Inegavelmente, cada palpitação dos mundos ocorre em torno de 27.000 anos. Sendo assim, a vida ou duração completa de qualquer mundo que refulge e cintila no seio profundo do inalterável infinito equivale à cifra completa de 2.700.000.000 batidas do coração cósmico. Surpreendentemente, o humilde inseto que vive só uma tarde de verão, na realidade, vive tanto quanto um homem ou quanto um mundo. Porém, o animal experimenta isso de forma mais rápida.
Além do mais, o Criador escreveu com brasas de fogo ardente que o número de batimentos cardíacos para animais, homens e mundos sempre se mantém o mesmo, embora aconteça de modo mais rápido ou mais lento. Em suma, o tempo atua de modo demasiado relativo. Consequentemente, pelo cenário do mundo, muitos atores passam enquanto carregam o próprio cronômetro. Finalmente, todo Adepto sabe que o universo abriga cálculos secretos e tempo esotérico.
Extraído dos ensinamentos do V.M. Samael Aun Weor
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É um conhecimento tão sublime que,para entende-lo temos que liberar o pensamento concreto e deixar a compreensão fluir através do coração e repetir essa leitura outras vezes.
Uau! Muito bom mesmo!Estudarem mais sobre o assunto, muito interessante!!
É um assunto complexo, de difícil assimilação, pode-se dizer que temos que entender com a intuição, com o coração, e não com a mente.