Primeiramente, o estudante da sabedoria cósmica pode e deve classificar as múltiplas causas da existência em três ordens exatas. Consequentemente, o pesquisador encontra a seguinte divisão:
A – Causas físicas.
B – Causas metafísicas.
C – Causas Cármicas.
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A Investigação das Três Ordens Cósmicas
Inicialmente, os cientistas oficiais já estudaram a primeira ordem cósmica de causalidade. Contudo, esses profissionais realizaram esse estudo de uma forma muito superficial. Por outro lado, os sábios orientais investigaram a segunda ordem causal cósmica muito profundamente. Além disso, os Jivanmuktas, ou Adeptos Auto-Realizados, esquadrinharam a terceira ordem causal cósmica. Especificamente, esses mestres utilizaram o Olho Aberto de Dagma para alcançar essa percepção espiritual.
As Características de Cada Categoria Causal
A Primeira e a Segunda Categoria
Inegavelmente, a primeira categoria inclui todas as leis físicas tradicionais. Por exemplo, a ciência conhece perfeitamente as leis como a gravitação, a coesão, o peso, entre outras. Adicionalmente, o observador encontra o desejo de viver no mundo físico bem oculto dentro da segunda categoria causal. Logo, o indivíduo percebe o anelo de vida sensitiva nesse aspecto profundo. Basicamente, essa força atua como uma manifestação resultante de Nidana e de Maya, que significa Ilusão.
A Terceira Categoria e as Leis de Causa e Efeito
Consequentemente, a terceira categoria abriga as inexoráveis leis de ação e consequência. Afinal, a filosofia milenar ensina que não há efeito sem causa. Surpreendentemente, a mecânica universal destruiu as duas primeiras ordens causais antes do raiar da Aurora do Mahamvantara. No entanto, se o evento cósmico destruísse a terceira ordem, o Universo Solar jamais teria nascido no espaço infinito. Indiscutivelmente, este representa o exato ambiente onde o ser humano vive, se move e tem o seu Ser.
O Papel do Carma na Criação do Sistema Solar
Portanto, o investigador acha inquestionável o fato de que qualquer mundo ou sistema solar surge na existência cósmica estritamente como um resultado do Carma. Antigamente, durante o sistema solar pretérito, os Deuses trabalharam intensamente. Atualmente, todas as luas do sistema de Ors representam essa antiga morada. Porém, as divindades também cometeram os seus “erros”, porque os Deuses, igualmente, se “equivocam”. Desse modo, os mundos do sistema passado atuam agora apenas como cadáveres, ou seja, como luas gélidas.
A Relação da Terra com o Passado Lunar
Ademais, o estudioso nota que cada um dos planetas atuais do sistema solar mantém uma relação direta com essas luas. Certamente, a Terra não constitui uma exceção a essa regra. Consequentemente, tanto os seres divinos quanto os humanos sabem disso com perfeição. Em suma, a Terra representa uma reencarnação viva da alma-lunar. Inegavelmente, qualquer Mahatma sabe disto intuitivamente.
Lamentavelmente, para o cúmulo dos males, o fogo planetário terrestre mostra-se muito pobre. Além disso, o planeta carrega um pesado Carma lunar. Naturalmente, isso acontece porque os frutos de tal fogo resultaram muito pobres no antigo mundo lunar.
A Consequência Cármica e o Eterno Não-Ser
Assim, o Livro da Lei registra esse ensinamento de forma clara. Como resultado cármico, o indivíduo tem essa realidade dolorosa à vista neste Vale de Lágrimas. Certamente, a humanidade terrestre atua como um caso perdido, e o verdadeiro sábio sabe disso intimamente.
Por fim, se os Deuses não contraíssem esse Carma cósmico, a Terra e todo o Sistema Solar de Ors não existiriam atualmente. Portanto, antes da Aurora do Grande Dia, o Invisível que É e o visível que foi permaneciam repousando no eterno Não-Ser, o qual o mestre chama de o Único-Ser.
Extraído dos ensinamentos V.M. Samael Aun Weor


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