Como Resolver Problemas com a Filosofia Gnóstica

A Ilusão das Aparências e a Realidade do Ser

Primeiramente, o indivíduo não deve permitir que as aparências levem a própria mente. Inegavelmente, a pessoa não deve deixar as distintas cenas da vida fascinarem a própria percepção. Visto que a vida atua como um filme composto por muitos quadros e cenas, o estudante não deve identificar a si mesmo com essas aparências. Afinal, o tempo passa, tudo passa. Por exemplo, as pessoas passam, as coisas passam e as ideias passam. Certamente, a mente considera ilusório tudo o que existe no mundo. Ainda assim, qualquer cena da vida, por muito forte que pareça, passa e fica para trás no tempo.

Ademais, o buscador deve focar o interesse naquilo que ele chama de Ser, ou seja, a Consciência. Especificamente, o praticante encontra aí o aspecto fundamental, porque o Ser não passa. Como afirma o ensinamento: “O Ser é o Ser e a razão de ser do Ser é o mesmo Ser”.

Por conseguinte, quando o ser humano identifica a própria consciência com as distintas comédias, dramas e tragédias da vida, ele cai na fascinação. Como resultado, a pessoa entra na inconsciência do sonho psicológico. Exatamente por esse motivo, o adepto não deve identificar o próprio interior com nenhuma comédia ou tragédia. Embora o evento pareça muito grave, a situação passa. Conforme dita o ditado popular: “não há mal que dure cem anos e nem corpo que o resista”. Logo, a realidade mostra que tudo soa ilusório e passageiro.

A Natureza Ilusória das Dificuldades

Às vezes, o indivíduo encontra alguns problemas difíceis na vida. Nesse momento, a pessoa quer a saída e a solução. Contudo, a mente torna esse obstáculo enorme, monstruoso e gigantesco. Então, o ser humano sucumbe nas preocupações. Imediatamente, o sujeito pergunta: como farei? Que vou fazer? No entanto, ele não encontra escapatória.

À medida que o estudante analisa o problema, a mente torna o conflito cada vez mais monstruoso, enorme e gigantesco. Porém, o dia de encarar o evento chega. Se por acaso o praticante enfrenta o problema tal como o fato ocorre, ele muda o cenário. Em outras palavras, se a pessoa “agarra o touro pelos chifres”, como o povo diz, ela vê a verdade. Desse modo, o indivíduo percebe que o problema vira nada, destrói a própria base e revela a essência ilusória.

Apesar disso, apenas pelo fato de qualquer obstáculo tomar tais proporções, o realismo afeta a mente de forma crua. De fato, a pessoa não encontra saída por nenhuma parte. Consequentemente, o indivíduo sente que sucumbe ante o obstáculo e não soluciona a questão. Por outro lado, se o buscador enfrenta o problema de frente, ele verá o aspecto ilusório. Sem dúvida, a situação passa, assim como o tempo obriga tudo a passar. Finalmente, a dificuldade termina em nada.

O Estado de Alerta e a Eliminação dos Defeitos

Dessa forma, quando a pessoa procede assim e jamais identifica a própria mente com nenhuma situação, ela alcança o sucesso. Ou seja, o estudante consegue manter a si mesmo sempre alerta e vigilante, como um vigia em época de guerra. Sobretudo, o praticante descobre os próprios defeitos psicológicos exatamente nesse estado de alerta.

Posteriormente, o buscador deve compreender o defeito descoberto e, depois, eliminar essa falha. Contudo, a mente não possui a capacidade de eliminar nenhum defeito psicológico por si mesma. Por isso, o adepto necessita de um poder superior à mente. Felizmente, a pessoa carrega esse poder no próprio interior: a bendita Mãe Devi Kundalini.

Mediante a divina Mãe Cósmica, o indivíduo consegue eliminar todos os defeitos psicológicos. Visto que o ego engarrafa a Consciência, o estudante liberta a própria essência ao destruir essas falhas. Consequentemente, o buscador desperta a Consciência radicalmente. A partir de então, a pessoa consegue ver, ouvir, tocar e palpar as grandes realidades dos mundos superiores.

A Raiz do Problema: O Eu do Temor

Acima de tudo, o praticante considera indispensável evitar a identificação com qualquer circunstância da vida. Quando o indivíduo não identifica a mente com tal ou qual problema, ele segue alerta. Nesse sentido, o ser humano descobre os próprios defeitos psicológicos dentro das dificuldades.

Normalmente, o observador nota que os problemas obedecem ao medo. Inegavelmente, o eu do temor mantém os problemas vivos. Por exemplo, a pessoa teme a vida e teme a morte. Igualmente, o ser humano teme a opinião alheia, a fofoca, a fome, a miséria e a prisão. Devido a isso, a mente torna os problemas cada vez mais insolúveis e mais fortes.

Consideremos, por exemplo, um problema econômico. O que a pessoa teme? A ruína! Porque o indivíduo precisa pagar tal dívida. Além disso, se ele não paga, a justiça o colocará na cadeia, e assim por diante.

Da mesma forma, em um problema de família, o que o indivíduo teme? A fofoca, o escândalo, os interesses criados, etc.

A Solução Definitiva e a Compreensão do Tempo

Porém, se o praticante elimina o eu do temor, o que resta do problema? Certamente, a fumaça consome tudo e a situação vira nada. Geralmente, a pessoa teme a prisão e teme as dívidas. Por causa disso, o devedor passa as noites em claro enquanto pensa excessivamente.

Ao fim, o dia chega e, surpreendentemente, a vida soluciona o problema. Muitas vezes, a solução surge de onde a pessoa menos espera. Então, o que aconteceu com o problema? Ainda mais, e se o indivíduo não soluciona a questão? Se o proprietário joga a pessoa na rua com todos os móveis, o que ocorre? Com certeza, o universo não deixará faltar um lugar onde a pessoa possa entrar. Ademais, se a pessoa perde os móveis, ela simplesmente perde os objetos materiais. Afinal, por que o indivíduo vai apegar a própria mente a uns móveis?

Depois disso, o problema passa e a pessoa continuará a viver em algum lugar. Inegavelmente, o problema ficou atrás, no tempo.

Portanto, o leitor não deve esquecer esta grande verdade: tudo passa. As ideias passam, as pessoas passam e as coisas passam. Em suma, a vida comprova que tudo nesse mundo soa fugaz e age de forma ilusória.

Extraído dos ensinamentos do V. Mestre Samael Aun Weor

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