Porque Julgamos aos Demais? Estará no Outro a Causa de Nossas Dores?

Descubra por que julgamos aos demais. Primeiramente, entenda a projeção psicológica do indivíduo. E aprenda a dissolver o ego.

A Projeção dos Defeitos Psicológicos

Primeiramente, o indivíduo não deve se identificar com as aparências, visto que as aparências enganam profundamente. Consequentemente, existe uma tendência geral na qual o ser humano julga a todos equivocadamente. De fato, isso figura como algo lamentável. Portanto, o leitor questiona o motivo que leva o homem a cometer esse erro. Indiscutivelmente, a psicologia esotérica apresenta apenas um motivo central, que o buscador compreende com muita facilidade.

Ou seja, a pessoa projeta os seus próprios defeitos psicológicos sobre os demais. Dessa forma, o sujeito vê no próximo as falhas particulares dele mesmo. Além disso, o ser humano carrega em dobro aqueles defeitos que ele identifica nos outros. Por conseguinte, a pessoa julga o semelhante exatamente como ela própria atua.

A Antipatia Mecânica e a Autocrítica

o Mestre Samael Aun Weor explica a antipatia mecânica. De repente, o indivíduo sente uma antipatia por alguém, sem apresentar motivo algum. Logo, o pesquisador pergunta a razão disso. Afinal, o sujeito nunca viu a outra pessoa antes. Da mesma maneira, alguém acabou de apresentar os dois. Então, o que aconteceu realmente, se o indivíduo sequer conhece o outro? Simplesmente, o sujeito projeta os próprios defeitos psicológicos sobre uma vítima inocente.

Possivelmente, a pessoa enxergou no outro o defeito mais grave que ela mesma possui. Inegavelmente, ninguém gosta de ver a si próprio tão escarnecido. Certamente, a crua realidade dos fatos mostra que tal pessoa converteu-se em um espelho. Nesse espelho, o ser humano vê a si mesmo tal como ele realmente opera em seu íntimo.

Por outro lado, se o buscador permanecer alerta, ele evitará inúmeros problemas. Especificamente, se o praticante não se identificar com o elemento externo ou com a tal pessoa, ele mudará a situação. Em outras palavras, em vez de o indivíduo criticar o semelhante, ele autocritica a si mesmo.

Adicionalmente, se o estudante auto-observar a própria psique para ver o que acontece, ele descobrirá um defeito próprio. Frequentemente, esse defeito nasceu muito tempo atrás, quem sabe até em existências passadas. Consequentemente, essa falha refletiu-se naquela pessoa e, por isso, produziu a antipatia mecânica, que se mostra cem por cento absurda.

A Necessidade de Viver Politicamente

Ademais, o ser humano necessita aprender a viver politicamente. Afinal, a criatura humana atua como um ente político e como um animal político. Sendo assim, o próprio homem figura como um ser político. Todavia, se a pessoa não sabe viver politicamente, ela cria grandes conflitos na vida. Portanto, o indivíduo tem que aprender a agir de forma política. Em suma, em vez de o sujeito sentir antipatias mecânicas, vale muito a pena que ele investigue a si mesmo.

A verdade inegável afirma que o indivíduo projeta os próprios defeitos psicológicos sobre os demais. Então, nos perguntamos o motivo pelo qual o homem julga o próximo equivocadamente. Além disso, o estudante indaga a razão pela qual a humanidade tem a tendência de ver toda classe de defeitos no semelhante.

Simplesmente, o indivíduo age assim porque ele projeta as próprias falhas no próximo. Por essa razão, a pessoa julga o outro equivocadamente. Frequentemente, o sujeito supõe que fulano atua de uma forma ou de outra. Contudo, a realidade resulta completamente diferente, e o julgamento humano revela-se totalmente falso.

O Julgamento Equivocado e os Ciúmes

Consequentemente, o ser humano tem a tendência de interpretar os feitos alheios de modo errôneo. De fato, a pessoa nunca consegue ver as ações alheias com equanimidade ou serenamente. Pelo contrário, o indivíduo sempre qualifica as atitudes dos outros de forma equivocada. Além disso, o leitor deve lembrar que a vida esconde muita virtude nos malvados e, paradoxalmente, muita maldade nos virtuosos.

Por conseguinte, os defeitos que o homem carrega em seu interior tornam o indivíduo injusto para com o próximo. Através dessas falhas, a pessoa amarga a própria vida e, o que parece mais grave, ela amarga a existência dos demais.

Exemplo

o leitor percebe o gigantesco dano que o defeito dos ciúmes causa à humanidade. Especificamente, o mundo apresenta ciúmes políticos, ciúmes de tipo religioso e ciúmes de tipo profissional. Igualmente, a sociedade testemunha os ciúmes passionais do homem pela mulher e da mulher pelo homem.

Em resumo, isso configura um grave defeito psicológico. Certamente, o ciúme não sabe de lógica e não sabe de raciocínio. Ademais, ele não entende nada de ciência, nem escuta a voz da razão. Quantos casos de morte a sociedade assiste diariamente motivados por essa terrível emoção?

Além disso, o pesquisador examina o dano que os ciúmes profissionais causam. No passado, o mundo possuía curandeiros e magníficos botânicos que sabiam curar as enfermidades do corpo. Contudo, as autoridades colocaram esses sábios na cadeia. Então, o estudante pergunta quem meteu esses curadores na prisão, visto que eles não faziam mal a ninguém. Inegavelmente, os ciúmes profissionais dos chamados colegas provocaram essa injustiça.

Em cada círculo social, o observador encontra terríveis e espantosos ciúmes. Consequentemente, as pessoas sofrem e fazem os demais sofrerem, o que causa danos irreparáveis.

O Mundo das Aparências e o Ego Pluralizado

Além disso, o que o buscador dirá sobre todos os outros defeitos que a mente possui? Agora, compreende-se que as aparências enganam profundamente. Muitas vezes, o indivíduo julga o outro de forma equivocada de acordo com os próprios ciúmes. Como resultado, a calúnia surge e, consequentemente, a sociedade calunia a todos indiscriminadamente. A psicologia esotérica já demonstrou isso com clareza.

Inegavelmente, existe uma forte tendência na qual o ser humano se deixa levar pelas aparências externas. Por exemplo, o observador julga determinado ato de uma forma; todavia, a realidade correspondente a ele mostra-se totalmente diferente.

Ou seja, a pessoa emite um juízo que não corresponde ao fato real, pois o evento detém um sentido diferente daquele juízo superficial. Então, o julgamento sai completamente equivocado. Ao realizar essa análise falsa, o sujeito ofende o próximo. Simultaneamente, aquele que emite o juízo equivocado ofende a si mesmo e causa dor à própria alma.

Identificações

Portanto, o praticante descobre que saber viver revela-se muito difícil, pois o ser humano habita um mundo ilusório e repleto de aparências. Naturalmente, a pessoa tem a tendência de se identificar com as ilusões externas, enquanto ela esquece o essencial, que é o Ser espiritual. Precisamente aí repousa o grande erro humano. Dentro do indivíduo existem fatores psicológicos que ele ignora e que ele jamais admite carregar.

Desse modo, o leitor deve recordar que o ego constitui uma multiplicação e uma divisão de muitos elementos inumanos. Assim, a pessoa não possui um eu único; pelo contrário, ela abriga muitos eus. Consequentemente, o ego humano opera de forma pluralizada, e não singularizada.

Cada um desses agregados atua como uma pessoa diferente. Em outras palavras, o indivíduo carrega muitas entidades vivendo dentro dele mesmo. O mais grave consiste no fato de que a Consciência, que representa a parte mais digna do ser humano, permanece engarrafada dentro de cada uma dessas pessoas internas.

Por isso, a Consciência processa a sua energia de modo totalmente inconsciente, em virtude do próprio condicionamento psicológico. Em suma, a Essência dorme profundamente.

A Importância do Autoconhecimento

Visto que o indivíduo possui a consciência adormecida, como ele pode conhecer a si mesmo de verdade? Da mesma forma, como alguém que não conhece a si próprio pode conhecer os demais? Se a pessoa não se conhece, como ela poderia afirmar que conhece os outros, os amigos ou a sociedade em geral? Inevitavelmente, se o buscador quer conhecer o seu semelhante, ele deve começar por conhecer a si mesmo primeiramente.

Infelizmente, o ser humano age como um verdadeiro nécio. Visto que o homem não conhece a própria mente, ele crê falsamente que conhece os demais. Quão nécio e quão absurdo o mortal se mostra! Contudo, se a pessoa se conhecesse a fundo, tudo seria maravilhoso e diferente.

Por outro lado, se o praticante não conhece os próprios mundos internos, como ele poderia conhecer os mundos internos do Planeta Terra, do Sistema Solar ou da Galáxia?

Consequentemente, se alguém deseja conhecer os mundos superiores do universo, esse estudante deve começar a explorar os próprios mundos internos logo de início. Ele deve, obrigatoriamente, conhecer a si mesmo.

As Aparências da Vida

Porém, como o indivíduo poderia conhecer a si próprio se ele jamais dirige a inteligência ao seu próprio mundo interior? Como ele despertaria se ele nunca se recorda do próprio Ser íntimo? Devido ao fato de que o sujeito está completamente identificado com as aparências da vida, ele permanece fascinado com os diferentes eventos, sucessos e acontecimentos diários.

Como a pessoa conheceria a própria essência se ela nunca dirige a Consciência para o lado de dentro? Certamente, os múltiplos problemas da vida têm atrapalhado o ser humano constantemente. O indivíduo vê os problemas como insolúveis e crê que eles são eternos. Entretanto, o homem não percebe que cada obstáculo tem um princípio e um fim. Definitivamente, os problemas não possuem verdadeira realidade.

O Espelho da Vida e o Falso Julgamento

Inegavelmente, o ser humano está metido dentro de uma máquina que gira incessantemente. Consequentemente, o indivíduo julga as pessoas de acordo com aquilo que ele mesmo representa intimamente. Exatamente por isso, a vida apresenta tantos erros. Dessa forma, as opiniões humanas não condizem com os fatos reais, sejam eles próprios ou alheios. O homem nada sabe sobre si mesmo porque ele nunca se recorda do próprio Ser. Afinal, a pessoa mantém a mente muito ocupada com as coisas ilusórias e com o que se mostra passageiro.

Portanto, o próximo serve apenas como um espelho. Todavia, devido à imensa inconsciência, o indivíduo não percebe que o semelhante apenas reflete os próprios defeitos do observador. Ou seja, o outro projeta os eus psicológicos de quem julga. O próximo atua puramente como um cristal onde a pessoa se reflete. Contudo, o observador não compreende que o reflexo ilustra o seu próprio defeito interno. O indivíduo sequer percebe que ele está se refletindo no semelhante.

Os Eventos

Além disso, o ser humano permanece plenamente identificado com o evento, com o sucesso e com as circunstâncias externas. Por conseguinte, a pessoa nem remotamente pensa em refletir sobre essas questões profundas. A humanidade vive num estado letárgico de fascinação e de sonho psicológico.

Sendo assim, se o indivíduo vive tão inconsciente frente a essas questões da vida prática e dos assuntos terrenos, o que o buscador poderia dizer sobre as coisas celestiais? Em verdade, o homem poderia interpretar mal todos os postulados da ciência hermética. Igualmente, através de um raciocínio errôneo, o leitor poderia interpretar mal as atitudes dos iniciados e a vida dos adeptos.

Pior ainda, a mente humana poderia interpretar mal até mesmo o Drama Cósmico, que os quatro evangelhos apresentam. Dessa maneira, a psicologia demonstra que o ser humano não está preparado nem mesmo para as coisas espirituais.

A Libertação Através da Dissolução do Ego

Tudo isso ocorre por um só motivo: o raciocínio humano não figura como algo livre. Pelo contrário, os próprios defeitos do indivíduo condicionam esse tipo de análise. Consequentemente, a falha analítica surge como o resultado direto do engarrafamento psicológico no qual a pessoa se encontra. Por fim, o ato de avaliar o próximo atua apenas como a projeção mecânica dos próprios defeitos inumanos.

Assim, conforme o mestre Samael Aun Weor ensina, o indivíduo precisa despertar urgentemente. Portanto, se o leitor quer saber como o praticante consegue se ver livre dos defeitos para sempre, ele deve ler e aplicar a Dissolução do ego em sua vida prática.

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3 comentários em “Porque Julgamos aos Demais? Estará no Outro a Causa de Nossas Dores?”

  1. Uma verdadeira cátedra para a consciência. A realidade prática de qualquer cena corriqueira de nosso dia-a-dia nos permite constatar as misérias interiores até a exaustão. Resta-nos a esperança de buscar único de digno que temos dentro: o Ser.

  2. Olá boa noite, alguém que com muito empenho, consegue eliminar todos os egos e desperta a consciência. Esta pessoa não percebe mais os defeitos do outro?

    1. Olá, Tiago. Uma pessoa com muito empenho e com um trabalho sério pode sim conseguir a eliminação dos defeitos psicológicos, desde que esteja praticando as chaves corretamente. Dessa maneira, tem todo o necessário para despertar a Consciência. E, sim, ela perceberá os defeitos dos outros, mas não os julgará, pois sabe como é sofrer com esses mesmos defeitos, uma vez que foi capaz de vencê-los. Os Mestres despertos viam os defeitos das outras pessoas, mas não rechaçavam, criticavam ou apontavam. Pelo contrário, eles sentem compaixão e buscam a melhor forma de ajudar.

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