As Duas Classes de Sabedoria
Primeiramente, deve-se compreender que há duas classes de sabedoria: a Doutrina do Olho e a Doutrina do Coração. Sendo assim, a Doutrina do Olho é para aqueles que se contentam com as teorias espiritualistas pertencentes a todos os membros das chamadas escolas espiritualistas. Por conseguinte, tão variáveis são os seus conceitos como também os preceitos daqueles que escrevem sobre essa doutrina. Dessa forma, chega-se a ela por intermédio da dedução. Portanto, é de caráter puramente humano.
Por outro lado, a Doutrina do Coração é para os iniciados autênticos, ou seja, para os Mestres da Fraternidade Universal Branca. Dentro dela, encerram-se as primitivas verdades da sabedoria única. Nesse sentido, chega-se a ela por meio da intuição e, consequentemente, é de caráter divinal.
Além disso, a Doutrina do Olho robustece a mente. Por isso, a “mente-matéria” é a morada do desejo. De fato, ela pensa, raciocina, analisa, tira conclusões e conduz à ação errada. Em suma, a mente tudo quer resolver por si mesma, sem levar em conta, de modo algum, a voz do Mestre Interno.
Em contrapartida, o Mestre Interno não analisa, nem raciocina, nem discorre, senão que sua voz é a da intuição. Finalmente, é a Doutrina do Coração que abre as portas da sala da sabedoria.
(Conceitos extraídos da Introdução do Curso Zodiacal – Samael Aun Weor)
A Gnosis como Funcionalismo Natural da Consciência
Inegavelmente, a Gnosis é a Doutrina do Coração. Trata-se, com efeito, de uma filosofia perene e universal. Mais ainda, é um funcionalismo natural da Consciência humana.
Historicamente, os antigos sábios ensinavam que toda a Sabedoria do universo já existe no ser humano. Especificamente, ela se encontra em estado latente, dentro da Consciência. Logo, a Gnosis é a Sabedoria obtida por meio da experiência direta da Verdade.
Ademais, a Gnosis é o conhecimento de uma sabedoria transcendental e transformativa. Assim sendo, ela ensina a humanidade a ver, ouvir e apalpar todas as coisas que, até o momento, se assinalavam como grandes mistérios e enigmas.
O Autoconhecimento e o Templo de Delfos

Para ilustrar isso, é fundamental recordar a célebre citação deixada pelos antigos. Como resultado, a busca interior reflete-se na histórica inscrição no pórtico do Templo de Delfos:
“Advirto-te, sejas tu quem fores! Tu, que desejas sondar os mistérios da natureza!… Se não encontras dentro de ti mesmo o que procuras, tampouco poderás encontrar fora… Se ignoras as excelências de tua própria casa, como pretendes encontrar outras excelências? Em ti está oculto o tesouro dos tesouros! Ó homem! Conhece a ti mesmo e conhecerás o universo e os Deuses!”
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É o que estou a caça constantemente. Sou grato e sinto-me iluminado pelo SER.
Os trilhos são de fato estes.