A lei do destino

A Lei do Destino: Compreenda a Personalidade, a Essência e o Karma

Primeiramente, nós abrigamos dois fatores perfeitamente definidos no ser humano: a personalidade e a essência. Além disso, nós enfrentamos a lei do destino (karma). De fato, esta grande lei de causa e efeito controla a essência. Porém, ela também influencia a personalidade humana de forma relativa.

A Dificuldade de Prognosticar o Futuro

Considerando as coisas desta maneira, nós enfrentamos uma real dificuldade para prognosticar o porvir da generalidade dos seres humanos. Do mesmo modo, nós arriscamos muito ao tentar prever o futuro de uma máquina louca, visto que a lei fatal dos acidentes a domina completamente.

A Formação da Personalidade e o Papel do Eu

Sendo assim, o lar, a escola e o meio ambiente moldam a personalidade. Em outras palavras, a educação, o exemplo e o costume geram esse resultado. Portanto, a personalidade atua simplesmente como o instrumento do eu.

Por outro lado, a essência (da alma) representa algo totalmente diferente, uma vez que possui natureza anímica. Comumente, o eu fortalece a personalidade e, consequentemente, interrompe o desenvolvimento do embrião de alma que todo ser humano carrega encarnado.

Na verdade, o eu atua como satã dentro de nós. Por isso, um eu forte juntamente com uma personalidade extremamente desenvolvida conseguem frear rapidamente o crescimento da essência.

O Karma e a Real Causa das Misérias Humanas

Como vimos, a essência constitui o embrião de alma que todo o ser humano traz encarnado. Todavia, o homem ainda não encarnou a sua alma de fato.

Por causa disso, consideramos um absurdo atribuir a culpa de todas as misérias humanas à lei do destino. Certamente, nós não negamos a ação do karma. No entanto, ele controla a essência e, apenas relativamente, dirige a personalidade.

Sendo assim, nós poderíamos afirmar que os acidentes causam cinquenta por cento das amarguras deste mundo. Por conseguinte, culpar o karma por tudo soa como um verdadeiro absurdo. Na realidade, a nossa própria falta de caridade gera a miséria, o crime e o roubo.

A Responsabilidade da Sociedade e as Consequências

Para ilustrar, imaginemos o infeliz que conheceu somente a miséria. Se ele viu sua mãe sofrer e morrer esgotada pela fome, ele inevitavelmente odiará a sociedade e, logo, declarará guerra como seu inimigo mortal.

Sobre isso, nós não podemos responsabilizar o karma ou o destino. Afinal, nós mesmos criamos semelhantes monstros, já que, como diz o ditado popular, “quem cria cobra amanhece picado”.

A Grande Realidade e o Caminho do Sacrifício

Infelizmente, alguns fanáticos, quando veem alguém sofrer, exclamam prontamente: “karma… Karma…”. Em seguida, cheios de crueldade, eles afastam o infeliz de perto deles. Ao mesmo tempo, outros afirmam que Deus envia um castigo.

Desse modo, eles culpam a grande realidade pela miséria, ignorando completamente que ela emana paz, abundância, felicidade e perfeição.

Definitivamente, a grande realidade não criou a dor nem a miséria. Pelo contrário, nós mesmos atuamos como os verdadeiros criadores de tudo isso. Portanto, nós precisamos compreender esta verdade e, a partir disso, lutar por um mundo melhor.

A Encarnação da Alma

Em conclusão, nós temos que remediar esta situação com urgência. Afinal, o indivíduo desenvolve o embrião de alma e, consequentemente, fortalece esse princípio exatamente dessa maneira.

Em suma, quem sacrifica a si mesmo e dá a vida pelos demais caminha velozmente para alcançar a existência real. Finalmente, todo aquele que atinge a existência real, encarna a sua própria alma de forma definitiva.

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