Alquimia: o Trabalho com as Águas

Primeiramente, o Venerável Mestre Samael prossegue a explicação das palavras sagradas do Livro de Gênesis. Sendo assim, ele aprofunda-se agora no fascinante terreno da Alquimia, que, por sua vez, está simbolicamente relacionado com o momento exato em que o Criador (ou Elohim) separa as ÁGUAS SUPERIORES das INFERIORES.

O Enxofre Bruto e a Alma Metálica

Além disso, o Mestre explica-nos que existe dentro de nós o Enxofre Bruto, ou seja, o Mineral Bruto.

Consequentemente, quando se transmuta o Esperma Sagrado, então consegue-se a Energia. Posteriormente, essa energia ascende até o cérebro através dos respectivos canais da anatomia oculta. De fato, essa é a ALMA METÁLICA DO ESPERMA SAGRADO, que é, portanto, energia e substância.

O Mercúrio da Filosofia Secreta

Por outro lado, como substância, isso pode ser chamado de MERCÚRIO DA FILOSOFIA SECRETA. Vale ressaltar que não se trata do mercúrio seco, como por exemplo são os “eus”, isto é, os agregados psíquicos que personificam nossos erros. Pelo contrário, trata-se do mercúrio líquido e aquoso.

Olhando as coisas desse ponto de vista, vemos como as Águas Superiores Mercuriais se desligam ou se separam das Águas inferiores. Desse modo, ocorre uma verdadeira ‘separação das águas’. Claro está que as águas superiores são o Mercúrio, o qual, inevitavelmente, tem que passar por várias fases antes que se faça digno de receber o Enxofre.

As fases da Alquimia

No princípio, essas águas mercuriais são negras como o carvão. No entanto, posteriormente, à base de grandes sublimações, consegue-se a transformação. Em outras palavras, refinando o Sacramento da Igreja de Roma — que, aliás, é a Igreja do Amor, visto que Roma ao inverso é Amor —, logo, alcança-se que as águas se tornem brancas e, depois, amarelas.

Ademais, na Alquimia, há animais que alegorizam estas Fases do Mercúrio. Para ilustrar:

  • Na primeira fase, o Mercúrio Negro está representado pelo Corvo Negro;
  • Em seguida, torna-se BRANCO, sendo, assim, representado pela POMBA BRANCA;
  • Logo após, torna-se amarelo, sendo representado pela ÁGUIA AMARELA;
  • Por último, ele fica vermelho e está representado pelo FAISÃO VERMELHO.

Portanto, o Mercúrio tem que passar por quatro fases exatas: primeiramente, Negro; em segundo lugar, branco; em terceiro lugar, amarelo; e, finalmente, Vermelho.

A Forja dos Ciclopes e o Fogo Sagrado

Sem dúvida, essas fases fazem-se possíveis mediante a sublimação do trabalho na Forja dos Ciclopes.

Por conseguinte, quando o Mercúrio se faz amarelo, obviamente ele recebe o ENXOFRE: O FOGO SAGRADO! Dessa forma, o Fogo tem que fecundar o Mercúrio.

Assim sendo, uma vez mesclado o Fogo com as correntes do Mercúrio, ele ascende pelo canal medular espinal até o cérebro. Em resumo, o corvo negro, a pomba branca, a águia amarela e o faisão vermelho são, definitivamente, os animais que simbolizam as quatro fases alquímicas.

A criação dos corpos pela Lei dos Sete

Acima de tudo, essas mencionadas anteriormente são as águas superiores. Mas, e as inferiores?

A princípio, as Águas Inferiores eram negras ou turvas. Contudo, depois, elas têm que se tornar completamente claras, cristalinas, flexíveis e maleáveis. Na verdade, isto é o que se chama: “separar as Águas das Águas para que surja a SECA”, a qual, por sua vez, chama-se “Terra”.

Os Corpos Existenciais Superiores do Ser

Nesse contexto, a que TERRA SECA refere-se o Gênesis? Sobretudo, aos CORPOS EXISTENCIAIS SUPERIORES DO SER, conforme explica o Venerável Mestre.

Naturalmente, este Mercúrio Ascendente, quando mesclado com o Fogo Sagrado ou Enxofre, leva também certa quantidade de Sal (o SAL SUBLIMADO). Com isso, cristalizam-se os Corpos Superiores do Ser dentro de nós, estritamente de acordo com a Lei das Oitavas.

Nesse sentido, Sal, Enxofre e Mercúrio são chamados na Alquimia de “AZOE”. Portanto, este elemento cristalizará dentro de nós, sempre de acordo com a Lei das Oitavas.

Corpo Astral

Por exemplo, em uma oitava superior, ele cristalizar-se-á em CORPO ASTRAL. Além do mais, essa cristalização também se verifica ou se realiza de acordo com a Lei dos Sete, ou seja, a Lei do Eterno Heptaparaparshinock, seguindo rigorosamente as Sete Notas Musicais: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si.

Corpo Mental

Posteriormente, em uma Segunda Oitava, cristaliza-se, com essas mesmas notas da escala, o Sal, o Enxofre e o Mercúrio no CORPO DA MENTE. E, por fim, em uma terceira cristalização, vem a concretizar-se o CORPO CAUSAL ou CORPO DA VONTADE CONSCIENTE.

Por consequência, quem possui esses corpos pode, enfim, receber dentro de si os princípios ÉTNICOS, ANÍMICOS ou ESPIRITUAIS que, em suma, o convertem em HOMEM À IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS.

A Árvore do Conhecimento e o Sexto Dia da Criação

Adicionalmente, quando se faz alusão à expressão “erva verde e toda árvore que dê frutos”, internamente, isso quer dizer que deve dar frutos em nós a Árvore do Conhecimento, isto é, a Árvore da Ciência do Bem e do Mal.

Em conclusão, a semente da sabedoria deve germinar em nós. Da mesma forma, as luzes do espírito devem iluminar-nos e o Sol Espiritual deve dar-nos vida. Tudo isso ocorre até que, ao final de tantos trabalhos da Alquimia, atinja-se o grande objetivo:

  • Primeiramente, eliminando os agregados psíquicos inferiores;
  • Ao mesmo tempo, domando os “peixes” e os “animais” que temos dentro de nós;
  • Consequentemente, fazendo-nos Reis e Senhores deles.

Finalmente, mediante esse processo, aparece então o HOMEM FEITO À IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS, exatamente no sexto dia da Criação.

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2 comentários em “Alquimia: o Trabalho com as Águas”

  1. Muito bom.
    Gostaria de saber se tem mais explicações sobre a Lei dos Sete, Lei de Heptaparaparshinock de acordo com as 7 notas musicais. Algum livro do S.A.W. ou afins.

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