Atualmente, a sociedade fala muito sobre a questão do Ego. No entanto, o indivíduo raramente compreende o que esse elemento significa de verdade. Infelizmente, o estudante comum confunde o Ego com a própria personalidade ou, ainda pior, com a sua Essência. Diante disso, o VM Samael Aun Weor apresenta uma explicação profunda sobre os fatores que compõem a psicologia humana.
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A Ilusão do Eu Superior e do Eu Inferior
Primeiramente, o leitor precisa entender que o superior e o inferior representam apenas duas seções de uma mesma coisa. Portanto, o buscador não erra ao estabelecer o seguinte corolário: o Eu superior e o Eu inferior constituem simplesmente dois aspectos do mesmo ego tenebroso e pluralizado.
Nesse sentido, o denominado Eu divino, o Eu superior, o alter ego ou algo do estilo atua, certamente, como uma evasiva da própria mente. Ou seja, isso configura uma forma evidente de autoengano. Por conseguinte, quando o Ego deseja continuar aqui e no mais além, ele engana a si mesmo com o falso conceito de um Eu divino e imortal.
A Ausência de uma Verdadeira Individualidade
De fato, nenhum ser humano possui um Eu verdadeiro, permanente, imutável, eterno ou inefável. Além disso, a pessoa comum não detém, na verdade, uma autêntica unidade do Ser. Desafortunadamente, o indivíduo não possui sequer uma legítima individualidade.
Apesar de o Ego continuar a existir além do sepulcro, ele possui, todavia, um princípio e um fim. Por isso, o leitor deve compreender que o Querido Ego nunca representa algo individual, unitário ou unitotal. Obviamente, o Eu atua como múltiplos Eus.
A Doutrina dos Agregados Psíquicos
Historicamente, no Tibete Oriental, os sábios denominam esses Eus como agregados psíquicos ou simplesmente como valores. Adicionalmente, esses valores operam tanto de forma positiva quanto de forma negativa.
Logo, se o estudante pensa em cada Eu como uma pessoa diferente, ele pode asseverar, de forma enfática, um fato assustador. Basicamente, dentro de cada pessoa que vive no mundo, existem muitas outras pessoas. Inquestionavelmente, dentro do corpo físico de qualquer sujeito vivem muitíssimas pessoas diferentes. Inclusive, algumas revelam-se melhores, enquanto outras mostram-se piores.
A Batalha Interna pela Supremacia
Inevitalvemente, cada um desses Eus luta pela supremacia interior. Em outras palavras, cada agregado deseja agir de forma exclusiva. Consequentemente, o defeito controla o cérebro intelectual ou os centros emocional e motor sempre que encontra uma oportunidade. Posteriormente, outro Eu mais forte substitui o anterior no comando da máquina humana. Vale ressaltar que os verdadeiros clarividentes e os autênticos iluminados ensinaram a doutrina dos muitos Eus no Tibete Oriental.
Especificamente, a natureza personifica cada defeito psicológico em um Eu distinto. Visto que o ser humano possui milhares e até milhões de defeitos, ostensivelmente, muita gente habita no interior de cada sujeito.
Contudo, ao analisar questões psicológicas, o investigador evidencia claramente um grande obstáculo. Isto é, o indivíduo paranoico, o ególatra ou o mitômano recusa-se terminantemente a abandonar o culto ao Querido Ego por nada nesta vida. Inquestionavelmente, tais pessoas odeiam mortalmente a doutrina dos muitos Eus.
A Importância da Auto-Observação Psicológica
Em contrapartida, quando o buscador deseja conhecer a si mesmo de verdade, ele deve observar a própria mente. Logo após, ele precisa tratar de conhecer os diferentes Eus escondidos dentro da sua personalidade.
Por outro lado, se algum leitor não compreende ainda esta doutrina profunda, isso ocorre exclusivamente devido à falta de prática em matéria de auto-observação. À medida que o estudante pratica a auto-observação interior, ele descobre, por conta própria, muitos agregados. Dessa forma, ele enxerga os muitos Eus que vivem dentro de sua própria psique.
A Consequência da Ignorância Espiritual
Em suma, o indivíduo que nega a doutrina da pluralidade e adora a um Eu divino, indubitavelmente, jamais observou a si mesmo de forma séria. Ao falar desta vez em estilo socrático, o VM Samael afirma que essas pessoas não só ignoram a verdade, senão que, além disso, ignoram que ignoram.
Certamente, o ser humano jamais consegue conhecer a si mesmo sem uma auto-observação séria e profunda. Por fim, enquanto um sujeito qualquer continuar a considerar a si mesmo como um ser uno, é claro que qualquer mudança interior representará algo totalmente impossível.

