
Descubra a didática dos Despertares através da Chave de SOL e o Autoconhecimento. Primeiramente, entenda a psicologia gnóstica e aprenda a viver o agora.
O Conto do Espelho
Primeiramente, um conto popular ilustra perfeitamente a ilusão humana em relação à percepção da realidade e de si mesmo.
“Um homem que tinha um grave problema de miopia se considerava um especialista na avaliação de arte. Um dia visitou um museu com alguns amigos. Tinha esquecido os óculos em casa e não conseguia ver os quadros com clareza, mas isso não o impediu de dar suas fortes opiniões. Assim que entraram na galeria, começou a criticar as mais diferentes pinturas. Ao ver-se diante do que ele pensava ser um retrato de corpo inteiro, começou a criticá-lo. Com ar de superioridade, disse:
– Este tema é completamente inadequado para um quadro. O homem está vestido de uma forma ordinária e maltrapilho. Na verdade, o artista cometeu um erro imperdoável ao escolher uma pessoa tão vulgar e suja para retratar. É uma falta de respeito!
O homem continuou a tagarelar sem parar até que a esposa dele conseguiu aproximar-se. Ela o afastou da multidão discretamente e disse em voz baixa
– Querido, você está olhando um espelho!”
A Psicologia Psíquica e os Conflitos Internos
Consequentemente, o leitor deve questionar quantos conceitos formam a imagem que o indivíduo guarda de si mesmo e do seu redor. Ademais, o pesquisador indaga se essas ideias proporcionam o verdadeiro equilíbrio interno. Ou, pelo contrário, se esses conceitos provocam um permanente conflito psicológico no homem.
Por sua vez, a psicologia propõe que o ser humano mantém apenas uma consciência parcial sobre os funcionalismos da própria vida psíquica. Inegavelmente, o indivíduo encontra nessa exata psique o local oculto onde cada porção daquilo que ele chama de “realidade” ganha um determinado significado prático.
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A Didática para a Chave SOL e o Autoconhecimento
Por conseguinte, a psicologia gnóstica apresenta uma didática específica para que o buscador alcance a Chave SOL e o Autoconhecimento, além da autossuperação contínua. No início, esse método exige a incorporação de conhecimentos fundamentais. Por exemplo, a natureza do ego explica claramente as raízes do sofrimento. Semelhantemente, a mente produz transformações psíquicas de acordo com as etapas que o indivíduo atravessa. Além disso, a consciência precisa experimentar novos estados ao longo da jornada da vida.
Dessa forma, o estudante reconhece o verdadeiro “sujeito” dentro de si através da prática diária dos exercícios psicológicos que a doutrina ensina. Consequentemente, o praticante firma esse sujeito na própria identidade autêntica. Assim, esse sujeito participa ativamente do “objeto” ou do objetivo estipulado para cada instante do dia. Definitivamente, isso faz com que o aprendiz atue como um ser totalmente consciente em cada momento e “lugar”.
A Prática da Chave S.O.L.
Portanto, a tradição esotérica chama o principal exercício prático de “Chave S.O.L.”. Pois esta técnica ensina o neófito a dividir a própria atenção em três partes distintas:
- Sujeito
- Objeto
- Lugar
1. Sujeito
Primeiramente, nesta etapa inicial da prática, o praticante faz a seguinte pergunta a si mesmo: “Quem eu Sou?”.
Ao realizar esta pergunta nos diferentes momentos do dia, o indivíduo adquire uma maior profundidade na resposta através da auto-observação contínua. Imediatamente, ele começa a descobrir que tudo aquilo que o ego faz impede o homem de alcançar uma consciência real de si mesmo. Ou seja, o defeito psicológico bloqueia o sentido consciente de identidade.
Inegavelmente, o ser humano possui uma imagem relativa e ilusória de si mesmo. Contudo, o buscador precisa desmascarar essa falsa aparência para que ele possa compreender quem realmente é. Certamente, valores de vital importância existem no interior da alma. Mas, para que a essência expresse esses valores luminosos, o aprendiz precisa descobrir as amarras invisíveis. Afinal, esses agregados psíquicos impedem o indivíduo de desfrutar de uma existência muito mais plena.
2. Objeto
Em seguida, nesta segunda parte, o estudante formula a próxima pergunta crucial: “O que estou fazendo?”.
Dessa maneira, o discípulo necessita manter plena consciência daquilo que ele realiza naquele exato momento. Por exemplo, se o homem trabalha, ele apenas trabalha! Semelhantemente, se ele toma o café da manhã, ele apenas toma o café da manhã! Igualmente, se o indivíduo simplesmente caminha, ele apenas caminha! Por conseguinte, o praticante cuida rigorosamente de focar a concentração nisso e somente nisso. Assim, ele vive em plenitude com a atividade que ocupa a sua mente nesse exato instante.
3. Lugar
Finalmente, o indivíduo pergunta a si mesmo com total atenção: “Onde estou?”.
Ao formular essa questão, o observador analisa minuciosamente o lugar onde ele se encontra. Consequentemente, ele repara nas pessoas, nas coisas e nos detalhes mínimos do ambiente. Logo, ele perceberá que muitos desses elementos talvez passem despercebidos diariamente. Como resultado, a desatenção rouba a magnitude que o ser experimentava naquele exato momento da vida. Conforme o escritor Jorge Luís Borges disse brilhantemente:
“Talvez porque eu não veja a felicidade como algo inalcançável; agora sei que a felicidade pode acontecer a qualquer momento, e não se deve persegui-la”.
A Importância do Aqui e Agora
Em suma, a técnica ensina o estudante a desenvolver a momentaneidade profunda. Ou seja, a prática obriga o indivíduo a vivenciar o “aqui e agora” constantemente. Definitivamente, o método leva o homem a viver plenamente cada instante e a evitar as fantasias e distrações mentais.
Inegavelmente, esta ferramenta atua como uma prática essencial para o sucesso do despertar da consciência. Portanto, por que o leitor não começa a praticar a Chave de SOL e o Autoconhecimento agora mesmo?
Fonte: AGEACAC Argentina

