A DINÂMICA MENTAL

O conhecimento e o controle do pensamento

Primeiramente, o ser humano necessita saber algo sobre o funcionamento do intelecto. Por isso, o indivíduo aprenderá tudo isso na dinâmica mental. Inquestionavelmente, a mente representa um instrumento poderoso. Portanto, o sujeito deve aprender a dirigir esse veículo de forma consciente. Porém, como já se sabe, o indivíduo comete um absurdo ao exigir a eficiência de tal instrumento sem antes conhecer o como e o porquê dele.

De fato, quando alguém conhece os mistérios da psique, e também compreende as diversas funções, o sujeito consegue controlá-la. Consequentemente, a mente converte a si mesma num instrumento útil e perfeito. Em outras palavras, ela vira um maravilhoso veículo. Através disso, a pessoa ganha a capacidade de trabalhar em benefício da humanidade. Na verdade, o estudioso precisa de um sistema realista, especialmente se ele verdadeiramente deseja conhecer o potencial da inteligência humana.

Atualmente, o mundo oferece métodos abundantes para o controle do pensamento. Por exemplo, muita gente pensa que certos exercícios artificiais garantem o domínio do entendimento. Além disso, o mercado apresenta escolas, muita teoria e muitos sistemas educacionais. Mas, diante disso, como o indivíduo conseguiria tornar a mente algo útil? Para responder isso, o pesquisador deve refletir: se por acaso o sujeito conhecesse o funcionamento oculto do intelecto, ele não faria a própria mente perfeita?

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A reação aos impactos externos e os conflitos

Sendo assim, o buscador precisa conhecer as diversas funções da psique, para que ela alcance a perfeição. Nesse sentido, o estudioso pergunta: como o pensamento atua? Por que ele atua dessa forma? Indiscutivelmente, estas perguntas revelam respostas definitivas. Para ilustrar, se alguém joga uma pedra num lago, o observador nota a formação imediata de ondas. Basicamente, as ondas representam a reação da água contra a pedra. De maneira similar, se alguém lança uma palavra irônica para o ouvinte, esta ofensa atinge o intelecto. Logo em seguida, o cérebro reage contra a palavra do ofensor. Por consequência, os conflitos surgem inevitavelmente na rotina.

Evidentemente, o mundo inteiro tem problemas e o cidadão comum vive em constante conflito. Durante algum tempo, o analista observou cuidadosamente as mesas de debates de muitas organizações. Notavelmente, os membros não respeitam uns aos outros. Por qual motivo isso acontece? Simplesmente porque os indivíduos não respeitam a si mesmos.

Ademais, o leitor deve observar um senado, uma câmara de deputados ou uma simples reunião escolar. Logo que alguém diz alguma coisa, o outro participante sente a ofensa e diz algo pior. Em seguida, os políticos brigam entre si e o encontro diretivo termina num grande caos. Isso ocorre justamente porque a mente de cada indivíduo reage contra os impactos originários do mundo exterior. Sem dúvida, essa atitude constitui um problema gravíssimo.

A escravidão psicológica e a falta de liberdade intelectual

Por esse motivo, o ser humano necessita apelar à psicanálise introspectiva para explorar a própria essência. Além do mais, a pessoa precisa conhecer a si mesma dentro do campo intelectual. Por exemplo, o indivíduo questiona o motivo de reagir perante a palavra de um semelhante. Sob nestas condições, o sujeito atua sempre como vítima. De fato, se alguém deseja alegrar uma pessoa, o adulador apenas dá algumas palmadinhas no ombro e profere palavras amáveis. Em contrapartida, se o inimigo quer aborrecer o sujeito, o agressor apenas diz algumas frases desagradáveis.

Diante de tudo isso, o pensador pergunta onde fica a verdadeira liberdade intelectual do ser humano. Afinal, qual é essa liberdade? Concretamente, o indivíduo depende dos demais e atua como um escravo social. Em resumo, os processos psicológicos do homem dependem exclusivamente de outras pessoas. Portanto, o sujeito não manda nos próprios mecanismos mentais, e isto soa terrível.

Constantemente, as outras pessoas mandam no interior do sujeito. Para demonstrar isso, um amigo chega de repente e convida o indivíduo para uma festa. Em seguida, o convidado vai à casa do colega e o anfitrião oferece uma taça de bebida. Infelizmente, o visitante sente vergonha de recusar a oferta e toma o licor. Logo depois, o garçom traz outra taça e o homem bebe o líquido também. Posteriormente, o anfitrião oferece mais álcool até o indivíduo terminar completamente embriagado. Nesse cenário, o amigo atuou como dono e senhor das escolhas psicológicas do visitante. Sendo assim, uma psique desse tipo serviria para alguma coisa? Se acaso a sociedade manda na pessoa, onde repousa a independência intelectual?

Da mesma forma, o sujeito encontra a si mesmo diante de uma pessoa do sexo oposto. Em pouco tempo, ele identifica a si próprio com o parceiro e termina metido em fornicações ou adultérios. Isto significa que aquela pessoa do sexo oposto exerceu mais poder e venceu a barreira psicológica do indivíduo. Consequentemente, o amante controlou e submeteu o homem à vontade alheia. Certamente, isso não representa a liberdade.

O descobrimento do Ser e a superação do Ego

Na realidade, o sistema ensinou o animal intelectual, falsamente chamado homem, a negar a autêntica identidade interior, os próprios valores e a imagem real. Entretanto, qual seria a identidade autêntica do ser humano? Seria por acaso o Ego ou a personalidade? Absolutamente não! Felizmente, através da psicanálise introspectiva, o estudante consegue passar para além do Ego e descobrir o Ser.

Inquestionavelmente, o Ser puro compõe a identidade autêntica, os valores e a imagem do indivíduo. Ou seja, o Ser significa o K-H, o Kosmos-Homem, o homem cósmico. Infelizmente, conforme a instrução já explicou, o animal falsamente chamado homem educou a si mesmo para ignorar as virtudes íntimas. Além disso, ele caiu no materialismo desta época degenerada. Como resultado, o indivíduo entregou a si próprio a todos os vícios da terra e caminha pelo atalho do erro.

Em conclusão, o sujeito comete um absurdo ao aceitar a cultura negativa. Afinal, o ambiente inspira essa mentalidade de forma subjetiva no interior do indivíduo. Por isso, escolher o caminho do menor esforço gera o fracasso. Tragicamente, a maioria das pessoas goza ao seguir a lei do menor esforço. Consequentemente, o cidadão abraça a falsa cultura materialista. Isso ocorre porque o homem deixa a sociedade instalar o lixo conceitual na própria psique. Desse modo, o ser humano chega à negação total dos verdadeiros valores espirituais.

Este artigo foi redigido com base e adaptações da obra “A Revolução da Dialética” do V. M. Samael Aun Weor

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