Astrologia Hermética: Desvendando os Segredos do Cosmos Interior

Descubra os segredos da Astrologia Hermética e como essa sabedoria ancestral, sob a ótica da Gnosis, pode ser a chave para desvendar os mistérios do seu cosmos interior. Longe de ser um simples horóscopo, esta ciência sagrada oferece um mapa profundo para o autoconhecimento, a transformação da consciência e a libertação do destino.

Se você já se perguntou por que certos padrões se repetem em sua vida ou busca um caminho prático para o despertar espiritual, a Astrologia Hermética fornece as ferramentas para entender as forças que moldam sua existência e como se tornar o mestre do seu próprio caminho.

Este artigo mergulha nas raízes da Astrologia Hermética, desde a sabedoria mítica de Hermes Trismegisto até sua integração com os ensinamentos gnósticos de mestres como Samael Aun Weor e Lakhsmi Daimon. Explore a profunda conexão entre o Zodíaco, os planetas, a alquimia e a Cabala, e aprenda exercícios práticos para trabalhar com as energias dos doze signos em seu próprio corpo e psique. Descubra como os Doze Apóstolos e os Trabalhos de Hércules são, na verdade, um guia para a sua própria jornada heroica de transformação, e entenda por que, para a Gnosis, a astrologia não é sobre prever o futuro, mas sim sobre revolucioná-lo.

O que é Astrologia Hermética Para a Gnosis?

Citação: [um astrólogo]. Poderia o Mestre me dizer que conceito tem sobre a astrologia?

R. Com muito prazer, cavalheiro: A astrologia é apenas o corpo físico da Astro-teurgia. A astrologia está para a Astro-teurgia, assim como o corpo físico está para o Íntimo. Jâmblico, o grande Teurgo, invocava os Deuses Planetários e os materializava no plano físico para conversar com eles.

No coração de toda estrela ou planeta, existe um Templo onde mora e trabalha o Anjo Estelar ou Deus Planetário, pois cada estrela é o Corpo Físico de um Anjo Estelar. E se o gnóstico quer aprender a conversar com os Deuses Planetários, precisa despertar os Poderes Superlativos da Consciência por meio das mais severas práticas de meditação interior.

O Quinto Evangelho – VM Samael Aun Weor – Página: 2259

Astrologia Hermética

Em primeiro lugar, a Astrologia Hermética representa uma filosofia oculta e uma poderosa ferramenta de autoconhecimento. De fato, ela se aprofunda muito além das práticas astrológicas populares e preditivas.

Baseada nos ensinamentos esotéricos que a tradição atribui a Hermes Trismegisto, esta ciência sagrada, especialmente sob a ótica da Gnosis, busca desvendar os mistérios do nosso universo interior. Consequentemente, seu foco não está em prever o futuro como um destino imutável, mas sim em fornecer as chaves para a transformação consciente do indivíduo.

Diferentemente da astrologia convencional, que muitas vezes se limita a prognósticos e análises superficiais, a Astrologia Hermética Gnóstica propõe uma jornada espiritual. Conforme ensinada por mestres como Samael Aun Weor, ela parte do princípio de que não somos meros alvos das forças cósmicas. Pelo contrário, somos seres com a capacidade de interagir e utilizar as energias astrais para o nosso desenvolvimento.

Os Princípios Fundamentais que a Distinguem

Acima de tudo, a principal distinção da Astrologia Hermética reside em seus princípios basilares. Consequentemente, esses pilares a conectam diretamente com as leis universais:

Correspondência entre Macrocosmo e Microcosmo:

Em primeiro lugar, o princípio hermético “assim como é em cima, é embaixo” funciona como a pedra angular desta prática. Ele estabelece que o ser humano (o microcosmo) é um reflexo do universo (o macrocosmo). Dessa forma, o mapa astrológico não representa apenas um retrato do céu no momento do nascimento, mas também um espelho dos arquétipos e mistérios ocultos nas profundezas da nossa própria existência.

Astrologia como Ciência da Alma:

Além disso, para a Gnosis, a astrologia é a “ciência da alma”. A posição dos astros no nascimento não ocorre por acaso, mas sim como uma consequência da Lei de Causa e Efeito (Karma). A configuração celestial de cada pessoa atrai as energias e os valores, tanto positivos quanto negativos, que ela acumulou em existências passadas. Portanto, essa configuração define seu destino inicial.

Além da Influência Física:

A Astrologia Hermética também vai além da mera influência física ou magnética dos corpos celestes. Na verdade, ela ensina que cada planeta e estrela é o corpo físico de uma inteligência superior, um “Gênio Sideral” ou “Logos”. Sendo assim, ao estudar os astros, busca-se uma conexão com essas consciências cósmicas para compreender as forças espirituais que regem o universo.

Foco na Prática e Transformação:

Finalmente, no “Tratado Esotérico de Astrologia Hermética”, Samael Aun Weor apresenta exercícios práticos específicos para cada signo zodiacal. O objetivo, portanto, não é a análise passiva, mas a vivência e a integração consciente das energias de cada signo. Através de práticas, meditações e mantras, o estudante aprende a trabalhar com as influências astrais para eliminar seus defeitos psicológicos (o “ego”) e, assim, despertar suas virtudes e potencialidades anímicas.

Em síntese, a Astrologia Hermética Gnóstica é um caminho iniciático. De fato, ela utiliza o simbolismo do zodíaco e dos planetas como um mapa para a jornada interior, guiando o buscador na descoberta de sua verdadeira identidade e na conquista de seu despertar espiritual.

Acesse aqui o Livro Tratado Esotérico de Astrologia Hermética

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

As Origens da Astrologia Hermética: Uma Fusão de Sabedorias Antigas

A Astrologia Hermética possui raízes profundas e multifacetadas. De fato, ela mergulha em uma rica tapeçaria histórica e filosófica que remonta ao antigo Egito e, posteriormente, floresce no cadinho cultural do mundo greco-romano. Portanto, sua origem não pode ser atribuída a uma única fonte, mas sim a uma confluência de sabedorias ancestrais.

A Figura Mítica de Hermes Trismegisto

No coração da Astrologia Hermética, encontramos a figura lendária de Hermes Trismegisto, que significa “Hermes, o Três Vezes Grande Íbis de Thot”. Em suma, este personagem mítico representa uma fusão do deus egípcio Thoth com o deus grego Hermes.

  • Thoth: Primeiramente, no panteão egípcio, Thoth era o deus da sabedoria, da escrita, da magia e o medidor do tempo. Os egípcios o consideravam o autor de textos sagrados que continham os segredos do universo.
  • Hermes: Em contrapartida, para os gregos, Hermes era o mensageiro dos deuses, intérprete da vontade divina e patrono da comunicação e da inteligência.

Consequentemente, a união dessas duas divindades em Hermes Trismegisto simboliza a junção do conhecimento esotérico com a capacidade de transmiti-lo. Isso o torna o pai arquetípico das ciências ocultas, incluindo a alquimia, a magia e a astrologia.

O Legado do Corpus Hermeticum

A base filosófica da Astrologia Hermética está amplamente contida no Corpus Hermeticum. Este conjunto de textos, que a tradição atribui a Hermes Trismegisto, foi escrito entre os séculos I e III d.C. no Egito romano, porém sabemos que estes conhecimentos são muito mais antigos.

Além disso, os textos refletem a fusão de diversas tradições de pensamento, incluindo a filosofia grega, os mistérios egípcios e elementos do misticismo oriental. A figura de Hermes Trismegisto é emblemática dessa convergência, pois une o deus grego Hermes ao deus egípcio Thoth. Como resultado, essa combinação de influências gerou um corpo de conhecimento que aborda temas como o divino, o cosmos, a mente e a natureza. De fato, o ambiente cosmopolita do Egito sob o domínio romano propiciou o intercâmbio cultural que difundiu esses escritos.

O Corpus Hermeticum, portanto, aborda temas fundamentais para o desenvolvimento do hermetismo. Nele, a astrologia é tratada não como um mero sistema de adivinhação, mas como parte de uma filosofia natural que estuda as correspondências entre o céu e a Terra. Por exemplo, os diálogos entre Hermes e seus discípulos, como Asclépio e Tat, exploram a jornada da alma e sua relação com as esferas planetárias.

Acesse Aqui o Artigo: Hermetismo

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

A Fusão de Sabedorias Egípcias, Gregas e Neoplatônicas

A Astrologia Hermética é, em sua essência, um produto da fusão cultural que ocorreu no Egito sob o domínio greco-romano. Assim, ela integra:

  • Sabedoria Egípcia: A crença na influência dos astros sobre o destino e a vida na Terra, bem como a importância dos rituais e a visão de um universo vivo e interconectado.
  • Filosofia Grega: O pensamento racional, a busca por princípios universais e a sistematização do conhecimento astrológico, que recebeu forte influência de correntes como o estoicismo e, posteriormente, o neoplatonismo.
  • Neoplatonismo: Por fim, esta escola filosófica, que floresceu em Alexandria, enriqueceu o hermetismo com suas concepções sobre a emanação do divino, a hierarquia do cosmos e a jornada de ascensão da alma de volta à sua origem.

Em suma, essa síntese resultou em um sistema astrológico que, na perspectiva gnóstica, vai além da análise de influências. Consequentemente, ele se torna um caminho prático de evolução espiritual, buscando a libertação da alma das amarras do destino e a sua reintegração com o divino.

O Número 12 no Esoterismo Crístico: A Chave para a Estrutura Cósmica e a Jornada da Alma

No vasto campo do esoterismo, os números transcendem seu valor matemático. Na verdade, eles se tornam símbolos poderosos, chaves que destravam uma compreensão mais profunda do universo e do ser humano. Entre eles, o número 12 se destaca como um dos mais recorrentes, especialmente dentro do esoterismo Crístico gnóstico. De fato, ele é sagrado; é o selo da perfeição, da estrutura divina e do ciclo completo da jornada espiritual.

A Gnosis, ou o conhecimento direto e salvífico, ensina que as mesmas leis divinas regem o universo (o macrocosmo) e o ser humano (o microcosmo). Consequentemente, o número 12 é a expressão matemática dessa organização perfeita, um padrão que se repete desde os céus até as profundezas da alma humana.

A Base Universal: O Zodíaco e os Ciclos do Tempo

Antes mesmo de adentrar o cristianismo, o número 12 já representava a base da ordem cósmica para inúmeras civilizações. Sua importância é evidente em:

  • As Doze Constelações do Zodíaco: Primeiramente, o cinturão zodiacal, com seus doze signos, representa as doze energias arquetípicas fundamentais que influenciam a vida na Terra. Cada signo é uma “casa” cósmica, ou seja, um tipo de energia que a alma experimenta em sua passagem pelo mundo.
  • Os Ciclos Temporais: Além disso, o ano se divide em doze meses e o dia em dois períodos de doze horas, refletindo um ciclo completo de experiência, do início ao fim.

Portanto, essa estrutura dodecenária (baseada no 12) não é um acaso, mas sim um reflexo da inteligência organizadora do cosmos.

O Cristo e a Estrutura Dodecenária: 12 Tribos e 12 Apóstolos

O esoterismo Crístico herda e aprofunda esse simbolismo. De fato, a escolha do Cristo por doze apóstolos não foi arbitrária, mas uma declaração esotérica profunda. Ela espelhava a estrutura do antigo Israel com suas Doze Tribos, que, por sua vez, já representavam um “zodíaco” humano completo.

Assim, os Doze Apóstolos formam o alicerce da nova doutrina, um “Zodíaco Espiritual” em torno do Sol Central, que é o Cristo. Cada apóstolo, como um pilar do templo vivo, representa uma faceta da verdade universal e, ao mesmo tempo, uma parte essencial do trabalho interior.

A Visão Gnóstica: O Zodíaco Interior e os Trabalhos da Alma

A Gnosis, especialmente em obras como “Morte na Cruz”, leva essa compreensão a um nível ainda mais profundo e prático. O ensinamento revela que o zodíaco e o colégio apostólico não são apenas realidades externas, mas também um mapa da nossa própria psicologia: o “Zodíaco Interior”.

Dentro de cada ser humano, existem essas doze forças arquetípicas. Portanto, o trabalho do iniciado é vivenciar e dominar cada uma delas, em um processo análogo aos Doze Trabalhos de Hércules. Nessa jornada:

  • As 12 Constelações são os 12 desafios psicológicos, ou seja, as “bestas” interiores (ira, cobiça, preguiça, etc.) que precisamos confrontar e dominar em cada “região” da nossa psique.
  • Os 12 Apóstolos representam as 12 partes do nosso próprio Ser, as faculdades e virtudes que despertamos ao realizar esses trabalhos. Consequentemente, cada apóstolo se torna um mestre interior que nos guia através de um campo específico do nosso universo psicológico.

Assim, o caminho Crístico gnóstico é uma jornada através das nossas doze “portas” interiores. Trata-se de um processo de morte dos defeitos associados a cada signo e, simultaneamente, o nascimento das virtudes representadas pelos apóstolos.

O Número 12 como Símbolo de Perfeição e Governo Divino

Numericamente, o 12 é o resultado da multiplicação de 3 (o número da Trindade, do espírito) por 4 (o número da matéria, dos quatro elementos). Ele simboliza, portanto, a manifestação do espírito na matéria, ou seja, o governo divino sobre o mundo criado. Em suma, é a totalidade, a conclusão de um ciclo e o início de um novo em uma oitava superior.

Resumidamente, para o esoterismo Crístico gnóstico, o número 12 é o código da ordem divina. Ele nos lembra que a jornada para encontrar o Cristo interior não é um caminho vago, mas sim uma senda estruturada com doze etapas fundamentais, doze trabalhos a serem realizados e doze partes do Ser a serem integradas. Consequentemente, dominar o significado do 12 é começar a compreender o mapa da nossa própria redenção.

Os Doze Apóstolos e sua Relação com os Signos Zodiacais: Resumo do Livro “Morte na Cruz”

Doze-Apóstolos-A--Realidade-Secreta–ParteII

No fascinante universo da Gnosis, os ensinamentos sagrados revelam camadas de sabedoria que vão muito além da interpretação literal. O livro “Morte na Cruz”, do V.M. Lakhsmi, por exemplo, oferece uma profunda jornada esotérica. Ele explica a história dos doze apóstolos de Jesus não apenas como figuras históricas, mas como representações vivas das doze constelações do zodíaco. Consequentemente, cada apóstolo encarna uma força cósmica e um trabalho espiritual que todo ser humano deve realizar em seu caminho de autoconhecimento e despertar da consciência.

Essa visão gnóstica, de fato, nos  convida a enxergar os apóstolos como arquétipos de um “Zodíaco Interior”. Suas vidas e ensinamentos simbolizam os doze trabalhos de Hércules, isto é, uma jornada de purificação e integração com o divino. A seguir, detalhamos a história de cada apóstolo e sua conexão com os signos, conforme a obra apresenta.

Os Apóstolos e suas Correspondências Zodiacais

A jornada do Cristo, acompanhado por seus doze discípulos, representa um drama cósmico que se desenrola dentro de cada um de nós.

Pedro e Áries:

Em primeiro lugar, Pedro é descrito como um “homem intrépido e revolucionário”, associado à constelação de Áries. Ele representa a força primordial, o início, e ensina os Mistérios do Sexo. A famosa frase “És Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” recebe uma interpretação esotérica: a “pedra” é o sexo, a base sobre a qual se fundamenta o templo interior de cada indivíduo para a autêntica realização.

João e Touro:

Em seguida, representando a constelação de Touro, João é aquele que ensina o poder do verbo. Ele simboliza a palavra carregada de energia que, emanando do coração, expressa e ensina a Doutrina do Redentor. Consequentemente, João nos mostra a importância da comunicação consciente e amorosa no caminho espiritual.

Judas e Gêmeos:

A figura de Judas é apresentada em sua complexa dualidade, característica de Gêmeos. O livro distingue o “Judas Divino”, o mestre exaltado que revela os segredos do Ego, do “Judas Satã”, o traidor que entrega o Filho do Homem. Em sua essência, Judas representa o conhecimento profundo sobre nossos inimigos interiores.

Felipe e Câncer:

Associado a Câncer, o apóstolo Felipe ensina o “autêntico ocultismo do sendeiro Crístico”. Ele é, portanto, o guia para as realidades espirituais, mostrando o caminho para homens e mulheres despertos.

Mateus e Leão:

Correspondendo a Leão, Mateus ensina à humanidade a “ciência pura”. De fato, ele representa o conhecimento que transcende a intelectualidade e revela as verdades imutáveis do universo, a sabedoria do coração.

Timóteo e Virgem:

Timóteo, ligado à Virgem, instrui sobre o caminho Alquímico. Seu ensinamento foca em “melhorar a produção hormonal para nossa regeneração”, apontando, assim, para a pureza e a transmutação das energias criadoras.

Santiago e Libra:

Representando a constelação de Libra, Santiago (Tiago) nos ensina a “conhecermos e a vivermos os mistérios Crísticos”. Ele simboliza o equilíbrio, a justiça e a harmonia que devemos alcançar em nossa vida interior.

Marcos e Escorpião:

Associado ao intenso signo de Escorpião, Marcos nos entrega as “chaves precisas para o despertar do Kundalini”. Ele lida com os mistérios da vida e da morte e, também, com a energia serpentina que, uma vez desperta, nos conduz à iluminação.

Lucas e Sagitário:

Lucas, corresponde a Sagitário. Ele ensina o manejo e a interpretação dos valores numéricos, a Kabala. Sagitário, o arqueiro, aponta para as verdades superiores e as leis cósmicas.

André e Capricórnio:

O apóstolo André, representando Capricórnio, nos ensina, através dos “mistérios de sua Cruz”, a ciência da mistura dos mercúrios. Este é um profundo conceito alquímico essencial para a Grande Obra da autorrealização.

Tomé e Aquário:

Ligado a Aquário, Tomé nos ensina a “unir-nos e a manejar a mente superior”. Ele representa a passagem da dúvida para a fé através da experiência direta, uma característica da era de Aquário.

Bartolomeu e Peixes:

Finalmente, Bartolomeu, associado a Peixes, revela as chaves místicas para adentrar os “planos Nirvânicos e Paranirvânicos”, ou seja, as dimensões mais elevadas da existência, o oceano da espiritualidade universal.

Portanto, segundo a Gnosis, os doze apóstolos formam um mapa celestial para a jornada da alma. Estudar suas vidas sob essa luz é descobrir um guia prático para o nosso próprio desenvolvimento. Assim, compreendemos que as forças do zodíaco não estão apenas no céu, mas também dentro de nós, esperando para serem compreendidas e dominadas.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

A Influência da Astrologia Hermética Através dos Tempos

A Astrologia Hermética, um ramo do conhecimento que une a sabedoria dos astros a profundos princípios filosóficos e esotéricos, tem influenciado pensadores e escritores ao longo da história. Além dos nomes já conhecidos, uma gama de outros autores notáveis também se debruçou sobre os mistérios celestes para desvendar a natureza humana e o cosmos. Suas obras não apenas enriqueceram o campo da astrologia, mas também deixaram um legado duradouro em áreas como a medicina, a filosofia e a psicologia.

Max Heindel:

Por exemplo, autor de diversos livros sobre a filosofia Rosacruz, dirigiu por três décadas uma clínica de cura. Essa clínica se baseava no diagnóstico astrológico e no tratamento psíquico, e sua abordagem inovadora demonstrava a aplicação prática da astrologia na busca pelo bem-estar físico e espiritual.

Firmicus Julius:

Outra figura histórica de grande relevância é um astrólogo latino que viveu durante o reinado de Constantino I. Em sua obra “Matheseos Libri”, ele estabeleceu uma ponte entre a astronomia de Ptolomeu e a astrologia ocidental que floresceria no século XVI. De fato, ele comparava a superstição de sua época com a influência real dos astros no destino humano.

Lhaut:

Já no século XIX, o astrólogo francês conhecido pelo pseudônimo de Lhaut fez uma previsão notável em seu “Manual de Astrologia Esférica e Judiciária”. Ele profetizou a existência e a natureza do planeta Plutão, que Clyde W. Tombaugh só descobriria décadas mais tarde, em 1930.

Além disso, aprofundando a lista de grandes pensadores que se valeram da astrologia hermética, encontramos figuras proeminentes do Renascimento e de épocas posteriores:

Marsilio Ficino (1433-1499):

Este influente filósofo e astrólogo do Renascimento italiano foi uma figura central na Academia Platônica de Florença. Ficino traduziu o “Corpus Hermeticum”, um conjunto de textos que são a base do pensamento hermético, e buscou conciliar a filosofia pagã com o cristianismo. Em sua obra “De vita coelitus comparanda”, por exemplo, ele explora como a magia natural e a astrologia podem ser utilizadas para atrair as influências celestes benéficas, manipulando os influxos astrais para o bem-estar da alma e do corpo.

Paracelso (1493-1541):

Médico, alquimista e astrólogo suíço, Paracelso revolucionou a medicina de seu tempo ao integrar a alquimia e a astrologia em suas práticas. Ele acreditava que o ser humano (o microcosmo) era um reflexo do universo (o macrocosmo) e, consequentemente, que as doenças poderiam ser compreendidas e tratadas através da correspondência entre os órgãos do corpo e os planetas. Para Paracelso, a astrologia não era apenas uma ferramenta de adivinhação, mas uma ciência fundamental para a “medicina mágica”.

John Dee (1527-1608/1609):

Um dos homens mais instruídos de sua época, John Dee foi matemático, astrônomo, astrólogo e conselheiro da Rainha Elizabeth I. Ele dedicou grande parte de sua vida à alquimia, à adivinhação e à filosofia hermética. Dee via a astrologia e a matemática como chaves místicas para entender a estrutura do universo, acreditando que tudo emanava “raios” de influência que podiam ser cientificamente estudados.

Helena Blavatsky (1831-1891):

Co-fundadora da Sociedade Teosófica, Blavatsky foi uma figura controversa e influente no esoterismo moderno. Em sua obra monumental, “A Doutrina Secreta”, ela afirma que as origens do zodíaco remontam à civilização atlante e que a astrologia é uma ciência sagrada. Além disso, Blavatsky defendia que o astrólogo deveria ter uma base sólida em ocultismo para acessar os significados mais profundos dos astros.

Esses autores, cada um a seu modo, demonstraram a profundidade e a versatilidade da astrologia hermética. Eles não apenas a utilizaram para prever o futuro, mas também como um caminho para a compreensão da alma humana, a cura do corpo e a harmonização do indivíduo com o cosmos. Consequentemente, seus trabalhos continuam a inspirar estudiosos e praticantes, mantendo viva a chama de uma sabedoria ancestral que une o céu e a Terra.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

Templos: Os Observatórios de Astrologia Famosos das Civilizações Antigas

Desde tempos imemoriais, a humanidade tem olhado para o céu em busca de respostas, ordem e um sentido de conexão com o cosmos. De fato, muito antes da invenção dos telescópios, civilizações antigas ao redor do mundo construíram estruturas monumentais. Elas foram projetadas para observar os movimentos do Sol, da Lua e das estrelas. Estes não eram apenas proezas da engenharia primitiva; eram, na verdade, observatórios sofisticados onde a astronomia e a astrologia se fundiam, servindo como calendários, locais de rituais sagrados e portais para a compreensão da vontade divina.

Citação: A Sociedade Akaldana em Cairona (hoje Cairo), estabeleceu um TEMPLO DE ASTROLOGIA. Naquela época, os Astros eram estudados, não com telescópios, como se faz hoje, mas com o SEXTO SENTIDO. Ao examinar as Pirâmides (especialmente a Grande Pirâmide), veem-se, à maneira de “tubos”, certos canais que vão do fundo, da profundidade de uma cripta subterrânea para cima, para a parte superior da Pirâmide. Muito se pensou ou conjecturou sobre tais “canais”, mas estes eram telescópios, e o observatório não estava em cima, mas em baixo, no fundo da cripta.

O Quinto Evangelho – VM Samael Aun Weor – Página: 685

Nabta Playa

No coração do deserto da Núbia, a cerca de 100 quilômetros de Abu Simbel, encontra-se o que muitos cientistas consideram o mais antigo alinhamento astronômico de megálitos do mundo: Nabta Playa. Os cientistas afirmam que este círculo de pedras foi projetado para marcar o solstício de verão, um evento que, por sua vez, coincidia com a chegada das monções anuais, vitais para a sobrevivência no deserto.

Além disso, seus alinhamentos não se limitavam ao Sol. As pedras também se correlacionam com as estrelas do cinturão de Órion e outras constelações, revelando uma conexão profunda com os céus. Portanto, Nabta Playa representa o vínculo da humanidade e seus trabalhos para estabelecer uma conexão com os astros, sendo considerado o alvorecer da astronomia observacional.

Stonehenge

Possivelmente o monumento pré-histórico mais famoso do mundo, Stonehenge, erguido na Planície de Salisbury, é um testemunho duradouro da importância dos ciclos celestes para os homens. Sua arquitetura está, inegavelmente, alinhada com os movimentos do Sol; de fato, o layout inteiro foi projetado em relação aos solstícios. No solstício de verão, por exemplo, o Sol nasce precisamente sobre a Pedra do Calcanhar (Heel Stone), e no solstício de inverno, o pôr do sol se alinha perfeitamente entre as maiores pedras trilithon.

Embora o debate sobre suas múltiplas funções continue — de local de sepultamento a centro de cura —, sua importância como um calendário ritual é amplamente aceita. Consequentemente, Stonehenge era um espaço sagrado para marcar eventos celestes, conectar os reinos terrestre e celestial e, possivelmente, adorar uma divindade solar.

Zigurates

Na antiga Mesopotâmia, a astronomia e a astrologia eram indistinguíveis. Os babilônios, que muitos consideram os iniciadores da astrologia como a conhecemos, acreditavam que os movimentos dos corpos celestes eram mensagens dos deuses que influenciavam o destino humano. Embora não tenham deixado observatórios de pedra como os europeus, seus zigurates — templos em forma de pirâmide escalonada — serviam como pontos de observação para sacerdotes-astrônomos.

A partir desses locais, eles mapearam o céu noturno, registraram meticulosamente os movimentos dos planetas e previram eclipses. De fato, foi a civilização babilônica nesta raça atual uma das primeiras a dividiu o céu em 12 signos do zodíaco ao longo da eclíptica, um sistema que pavimentou o caminho para a astrologia ocidental. Suas observações, registradas em tábuas de argila como os “Diários Astronômicos”, eram uma mistura única de ciência e religião, buscando decodificar padrões celestes para prever o futuro.

El Caracol

A civilização maia possuía um dos conhecimentos astronômicos mais avançados do mundo antigo, e El Caracol, em Chichen Itza, é a sua joia da coroa. Este edifício de estrutura circular, cujo nome em espanhol significa “o caracol” devido à sua escadaria interna em espiral, funcionava como um observatório.

Sua arquitetura é, de fato, uma maravilha de precisão matemática. As janelas e portas de El Caracol estão estrategicamente alinhadas para rastrear os movimentos de corpos celestes de grande importância para os maias, especialmente o planeta Vênus. Este planeta tinha um profundo significado religioso e era fundamental para o seu complexo sistema de calendário. Consequentemente, os observadores maias podiam prever com precisão solstícios, equinócios e eclipses a partir desta estrutura, demonstrando uma profunda conexão entre astronomia, arquitetura e espiritualidade.

Templos Egípcios

No auge do poder faraônico, os templos egípcios não eram apenas locais de culto, mas também instrumentos astronômicos precisos, projetados em harmonia com a ordem cósmica, ou Ma’at. O grande Templo de Amon-Rá em Karnak, por exemplo, é um exemplo primordial, com seu eixo central alinhado para receber os primeiros raios do Sol nascente no solstício de inverno.

Esses alinhamentos não eram meramente estéticos, mas sim deliberados, conectando a arquitetura do templo a eventos celestes específicos. Além do Sol, os templos também eram orientados em relação a estrelas importantes como Sirius (Sopdet), cuja ascensão heliacal anunciava a inundação anual do Nilo, e as estrelas da constelação de Ursa Maior. Para os egípcios, o céu era o palco onde as forças divinas manifestavam sua vontade e, portanto, alinhar seus templos com as estrelas era entrelaçar o sagrado, o governante e os deuses em uma tapeçaria cósmica.

Stonehenge Brasileiro

No coração da Amazônia, mais precisamente no município de Calçoene, no Amapá, ergue-se um dos mais fascinantes enigmas arqueológicos do Brasil: o Parque Arqueológico do Solstício. Apelidado de “Stonehenge Brasileiro”, este complexo megalítico, composto por 127 blocos de granito dispostos em círculo, revela que as antigas civilizações que habitaram a região possuíam um conhecimento astronômico muito mais sofisticado do que se imaginava.

Um Calendário Solar e Centro Cerimonial

Primeiramente, a principal função do “Stonehenge do Amapá” era a de um observatório astronômico a céu aberto. A disposição estratégica das pedras de granito no topo de uma colina permitia o acompanhamento preciso do percurso do Sol, especialmente durante os solstícios.

Pesquisadores confirmaram que um dos blocos de pedra está perfeitamente alinhado com a trajetória do Sol durante o solstício de inverno (que no Hemisfério Norte, onde se encontra o Amapá, ocorre em dezembro). Neste dia, quando o Sol atinge seu ponto mais alto no céu, ele se posiciona exatamente sobre uma das pedras, fazendo com que sua sombra desapareça.

Este conhecimento, consequentemente, permitia aos antigos habitantes determinar épocas de plantio e colheita, além de prever as estações de chuva e seca, eventos cruciais para a sobrevivência na Amazônia. O observatório funcionava, portanto, como um grande calendário solar, guiando as atividades agrícolas e sociais da comunidade.

Além de sua função astronômica, o local era um importante centro cerimonial e sagrado. Escavações arqueológicas encontraram urnas funerárias de cerâmica e outros artefatos, como potes e vasos, indicando que o sítio era utilizado para rituais complexos, incluindo o sepultamento de membros importantes da sociedade.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

A Astrologia Gnóstica e o Zodíaco como Ferramenta de Revolução da Consciência

No vasto universo do autoconhecimento, a Gnosis se apresenta como uma doutrina que busca a liberação da consciência aprisionada em nossos próprios defeitos psicológicos. Longe de ser um mero horóscopo de previsões, a Astrologia Gnóstica, ou Astrologia Hermética, surge como uma poderosa ferramenta para desvendar as complexidades da psique humana e, além disso, nos guiar no caminho da transformação interior. Através do estudo aprofundado do nosso zodíaco regente, é possível identificar as características negativas que marcam nossa personalidade e, assim, trabalhar ativamente para a sua eliminação.

Para a Gnosis, cada signo zodiacal representa um arquétipo que, devido à nossa condição, vai expressar nossas virtudes ou defeitos psicológicos. Por isso, o zodíaco influencia nossa forma de pensar, sentir e agir. Essas influências, no entanto, não são uma sentença definitiva, mas sim um mapa que nos mostra onde se encontram nossos “calcanhares de Aquiles” psicológicos. O estudo do nosso signo regente, portanto, não tem como objetivo justificar nossos comportamentos negativos. Pelo contrário, seu propósito é trazer à luz os “Eus” ou “defeitos” que carregamos em nosso interior e que nos mantêm em um estado de sofrimento e inconsciência.

A doutrina gnóstica, que os ensinamentos de Samael Aun Weor trouxeram, enfatiza que a verdadeira mudança não vem de influências externas, mas de um trabalho interno e consciente. Não se trata de negar a influência dos astros, mas de nos libertarmos da sua influência mecanicista. Em vez de sermos marionetes das forças egóicas que distorcem as energias zodiacais, podemos nos tornar mestres de nós mesmos, e, para isso, o primeiro passo é a auto-observação.

O Fanatismo Zodiacal: O Ego como o grande deturpador das forças cósmicas

Você já se sentiu preso às características do seu signo, acreditando que a compatibilidade amorosa e os traços da sua personalidade são definidos pelos horóscopos? E se essa percepção for, na verdade, uma limitação que impede seu crescimento?

A seguir, aprofundaremos na ideia de que não são os astros, mas sim o “ego” — um conjunto de “eus” internos — que dita nossos comportamentos e conflitos.

Citação: “Não podemos negar que as influências dos signos existem e nos controlam enquanto não se tenha feito uma revolução psicológica dentro de si mesmos. Mas no caminho de todo estudante que aspira à iluminação, deve-se começar por se revolucionar contra o que estabelecem os horóscopos.

Isso de que um signo não é compatível com outro é totalmente absurdo, porque os que são compatíveis são os egos, os “eus”, esses elementos indesejáveis que carregamos dentro. A Astrologia destes tempos do fim não serve para nada, porque é puro comércio. A verdadeira Astrologia dos sábios caldeus já foi esquecida. As pessoas-máquinas não querem mudar porque dizem: “Esse é o meu signo, essa é a minha influência zodiacal!”, etc. Jamais me cansarei de enfatizar que o importante é mudar emocional e mentalmente.

É preciso mudar mentalmente para que penetrem e se manifestem em nós as autênticas forças zodiacais que emanam do Ser, desde a Via Láctea, as quais nos darão um centro permanente de gravidade. A luz não deve ser buscada nos horóscopos, a luz surge quando eliminamos de nós mesmos o Traço Psicológico característico particular e quando criamos um novo odre – a mente -, para verter nele os ensinamentos da Psico-Astrologia que ensinei em minha obra Curso Zodiacal.

O Ser e a Mãe Divina são os únicos que podem nos emancipar de horóscopos de jornal e de revistinhas baratas, dando-nos assim a educação integral. É preciso sacudir a poeira dos séculos e eliminar todos os nossos velhos costumes e crenças e sair do fanatismo astrológico. Daquilo de: “É a minha influência zodiacal e que remédio tem!”. Essa forma de pensar tão subjetiva é um sofisma de distração do ego.

A RETÓRICA DO EGO Analisando detidamente o bípede tricerebrado chamado homem, chegamos à conclusão lógica de que ele ainda não tem um Centro Permanente de Consciência, de gravidade. Não podemos assegurar que os bípedes humanos estejam individualizados, temos certeza de que estão apenas “instintivizados”. Ou seja, que são apenas impulsionados por “eus” que manipulam a seu bel-prazer o Centro Instintivo.

O querido ego não tem individualidade alguma, é uma soma de fatores de discórdia, uma soma de pequenas catexes soltas – energias psíquicas egoicas. Cada pequeno “eu” dos que constituem a legião denominada Ego, tem realmente seu próprio critério pessoal, seus próprios projetos, suas próprias ideias e sua própria retórica. A retórica do ego é a arte de falar bem e com elegância, de uma maneira tão sutil que não nos damos conta em que momento já caímos no erro. A retórica do ego é tão subliminar que por essa razão nossa consciência está tão adormecida e sem nos darmos conta.”

A Revolução da Dialética – VM Samael Aun Weor – Páginas: 10

O Trabalho Interior: Como se Liberar dos Defeitos Psicológicos Atenuados pelas Forças Zodiacais

A Gnosis ensina um método prático para a eliminação desses defeitos, que consiste em três passos fundamentais: auto-observação, compreensão e eliminação.

  1. Auto-observação: Em primeiro lugar, o passo inicial é observar a si mesmo em ação, no dia a dia, para identificar em quais momentos e de que forma os defeitos do nosso zodíaco interior se manifestam. De fato, é um trabalho de atenção plena, de estar presente em cada pensamento, sentimento e ação.
  2. Compreensão: Em seguida, uma vez identificado o defeito, é preciso compreendê-lo em profundidade, sem justificá-lo ou condená-lo. Isso implica em meditar sobre suas causas, suas consequências e, também, a forma como ele atua em nossa vida.
  3. Eliminação: Finalmente, a eliminação do defeito, segundo os ensinamentos gnósticos, não se alcança apenas com a força de vontade. É necessário suplicar à nossa “Mãe Divina” interior, também conhecida como Mãe Divina Devi Kundalini, para que ela desintegre o “Eu” que já foi compreendido. Em suma, este é um ato de entrega e confiança em um poder superior que reside dentro de nós.

Ao estudar o nosso zodíaco regente sob a ótica gnóstica, iniciamos uma jornada de autodescoberta e transformação. Consequentemente, deixamos de ser vítimas das estrelas para nos tornarmos os arquitetos do nosso próprio destino, libertando nossa consciência e despertando para uma vida mais plena e significativa.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

O Zodíaco Hermético: Decifrando o Código da Nossa Vida para a Reintegração do Ser

Como funciona o Zodíaco Hermético?

O Karma como Ponto de Partida:

Primeiramente, com base nos princípios do conhecimento gnóstico, nossa astrologia é compreendida como um registro do Karma. Ele revela as tendências e os débitos acumulados de existências anteriores. Além disso, este mapa aponta os desafios kármicos, os padrões de comportamento que se repetem e as lições essenciais para a evolução da alma. Tais indicações não são encaradas como punições, mas sim como valiosas oportunidades para o crescimento e a retificação consciente.

A Descoberta do Dharma:

A compreensão do Karma, longe de uma perspectiva fatalista, possibilita a descoberta do Dharma, que nos auxiliará em nossa jornada de Autodescobrimento, o propósito maior da existência. A análise de elementos-chave que indicam a essência da identidade, a vocação, a missão e o legado no mundo revelam, portanto, a direção que a Essência deve seguir para realizar seu potencial mais elevado e alcançar a verdadeira satisfação.

A Astrologia Hermética encara os aspectos “desfavoráveis” de nosso Zodíaco não como “má sorte”, mas como pontos de fricção necessários para o polimento da Essência. De fato, cada desafio apontado por um planeta ou uma configuração difícil é uma oportunidade para a transmutação alquímica.

É, em outras palavras, o convite para transformar “chumbo” (os defeitos, medos e paixões descontroladas) em “ouro” (as virtudes e a consciência desperta). Consequentemente, essa abordagem prática visa superar limitações através do autoconhecimento e do trabalho interior consciente.

O objetivo final da análise hermética é guiar o indivíduo no caminho da reintegração do Ser. Na cosmogonia gnóstica, a alma encontra-se fragmentada e exilada de sua fonte divina. O mapa Zodiacal, então, revela as polaridades e dualidades internas, para que estas sejam reconciliadas e transformadas. Assim, a Essência, que o Ego engarrafa, pode ser liberada.

A União dos Opostos:

O trabalho consiste em integrar os princípios masculino e feminino, a luz e a sombra, a razão e a emoção, que os diversos planetas e signos simbolizam. Ao harmonizar essas forças opostas dentro de si, o indivíduo trilha o caminho de volta à unidade primordial, curando, assim, a sensação de separação.

A Libertação da Roda do Destino:

Ao compreender as leis universais que o regem (como Causa e Efeito, Ritmo, Polaridade etc…) e trabalhar ativamente para transmutar seus padrões kármicos, o indivíduo deixa de ser um mero efeito das influências astrais. Pelo contrário, ele se torna um ser consciente. Este é o caminho para a emancipação da roda de nascimentos e mortes (Samsara) e, consequentemente, a reconquista da liberdade espiritual.

Em suma, o nosso zodíaco funciona como um espelho da alma. Ele reflete não apenas o que somos, mas também tudo o que podemos nos tornar. De fato, ele é um chamado à ação, um guia para a autotransformação e para a jornada heroica de retorno à nossa verdadeira natureza divina.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

Conceitos e Ferramentas Fundamentais da Astrologia Hermética

A Astrologia Hermética é um sistema integrado que utiliza o Zodíaco, os planetas e as casas como um mapa da nossa própria psique e do nosso caminho de retorno à divindade. Suas ferramentas, portanto, não são meramente intelectuais, mas chaves para um trabalho prático e revolucionário.

Na visão gnóstica, o cinturão zodiacal não é apenas uma sequência de doze personalidades. Pelo contrário, ele representa as doze grandes provas ou trabalhos que a alma, como um Hércules espiritual, deve enfrentar para se purificar. Cada signo zodiacal é um “ginásio psicológico”, ou seja, um campo de força cósmico onde podemos e devemos trabalhar para eliminar um defeito específico e, ao mesmo tempo, desenvolver uma virtude correspondente.

Dessa forma, não se trata de “ser” de um signo, mas de “trabalhar” a energia desse signo. Por exemplo, em Áries, trabalha-se a impaciência para desenvolver a diligência. Em Touro, a gula e o apego para conquistar a temperança. Consequentemente, o Zodíaco é um caminho iniciático a ser percorrido conscientemente.

Este é, sem dúvida, um dos conceitos mais profundos. Para a Gnosis, cada planeta no céu tem sua correspondência dentro de nós. Os sete planetas sagrados (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno) são arquétipos que representam tanto forças cósmicas quanto partes do nosso próprio Ser.

Planetas como Regentes e Partes do Ser:

Primeiramente, Marte não é apenas um planeta externo; ele é também a nossa própria energia interior de força, de luta, de agressividade. Da mesma forma, Vênus é o amor cósmico, mas também nossa capacidade de amar.

Os Arcontes Planetários:

Além disso, do ponto de vista esotérico, inteligências cósmicas (Arcontes) governam estes planetas e administram a lei do Karma. Para a Essência adormecida, eles representam o destino mecânico. Em contrapartida, para o iniciado, eles são os guardiões dos mistérios que precisam ser compreendidos e as forças com as quais se deve trabalhar em equilíbrio.

A Alquimia é o coração prático da Astrologia Hermética. De fato, o mapa astral revela onde está o nosso “chumbo” psicológico – os defeitos, os medos, os traumas, o karma. O trabalho do iniciado, portanto, é transmutar esse chumbo em “ouro” espiritual, que é a Consciência desperta, as virtudes da alma.

  • Ferramentas de Transmutação: A Gnosis ensina práticas específicas, como a meditação para a auto-observação e compreensão de um defeito, e também a transmutação das energias criadoras para gerar as virtudes.
  • As Casas Astrológicas como Campos de Batalha Psicológica: Se os planetas são as energias e os signos são as lições, então as doze casas astrológicas são os cenários da vida onde esse drama cósmico se desenrola. Elas representam as áreas práticas de nossa existência: por exemplo, o corpo, as finanças, os relacionamentos, a carreira e a espiritualidade.

Utilizando esses conceitos, o astrólogo hermético não oferece respostas prontas. Pelo contrário, ele guia o estudante para que ele mesmo encontre as respostas dentro de si. Assim, o estudante se torna o mestre dos seus próprios desafios interiores e o arquiteto consciente do seu destino.

Raios, Signos e Planetas: Podemos Trocar de Planeta?

Citação: Pergunta: Venerável Mestre, poderia nos falar sobre a relação entre Raios, Signos e Planetas?

Mestre: Com o maior prazer daremos resposta a essa pergunta. Raios, Signos e Planetas… Qualquer pessoa ao nascer está sob um determinado planeta de acordo com a Astrologia. Uns nascerão sob a Lua, outros sob Mercúrio, aqueles sob Vênus, os outros sob o Sol, etc., etc., etc. Mas isso também não é algo que deva se tornar um dogma. Pode-se MUDAR DE PLANETA a qualquer momento: se alguém se identifica com as vibrações de outro planeta, acaba ficando sob a regência desse outro planeta.

Um indivíduo nascido sob a influência da Lua pode se identificar com as vibrações de Vênus e acabará sendo venusiano; e se chegar a se identificar com as características de Marte, se tornará um guerreiro e ficará sob a regência de Marte. De modo que não se deve ter isso como regra fixa: isso de que não se pode modificar o planeta ascendente. Estudem-se as características astrológicas ou zodiacais de cada planeta, identifique-se com o planeta que quiser, absorva essas vibrações e acabará sob a regência do mesmo. Assim, pode-se mudar de Regente Planetário a qualquer momento.

Raios: Sim, é verdade, uns estão sob a regência de um Raio e outros sob a regência de outro Raio, mas, no fim das contas, os SETE RAIOS de que se fala por aí, na Sabedoria Esotérica, são os Sete Raios dos Sete Planetas. Se um indivíduo está sob a regência da Lua, pode ficar sob a regência de Mercúrio ou de Vênus, nesse caso, muda o Raio. Não se tenha isso, pois, como um dogma. Tudo isso é modificável, tudo isso é variável. O carma mesmo é negociável. Até aqui, pois…

O Quinto Evangelho – VM Samael Aun Weor – Página: 1820

Qual o papel dos Planetas Metálicos da Alquimia na Astrologia Hermética?

Na Astrologia Hermética, conforme a obra descreve, o papel dos Planetas Metálicos transcende a simples influência astrológica externa. Eles são, na verdade, representações de forças arquetípicas e fases do desenvolvimento que existem dentro do próprio ser humano, no nosso “Laboratório interior”. Consequentemente, seu papel é mapear a jornada da vida e, mais importante, revelar o caminho para a transformação interior através da alquimia.

De fato, cada planeta rege um ciclo específico da existência humana, apresentando desafios e oportunidades únicas para o desenvolvimento da alma.

A influência planetária cobre toda a vida do homem em ciclos definidos. Além disso, cada um possui um propósito específico para a constit

uição física, psicológica e espiritual:

A Lua:

Do nascimento aos 7 anos, representa o “Menino de beleza inefável”. Nesta fase, a pessoa desfruta da felicidade do lar e da formação inicial.

Mercúrio:

Dos 7 aos 14 anos, é o ciclo do estudo e da escola. A criança, impulsionada por esta energia, sai de casa para o mundo do conhecimento.

Vênus:

Dos 14 aos 21 anos, rege o período da “inquietude emocional e do estímulo sexual”, marcando, assim, o despertar para os sentimentos e a afetividade.

O Sol:

Dos 21 aos 42 anos, é a fase crucial onde definimos nossa vocação e lutamos para conquistar um “lugar ao sol”, estabelecendo nossa identidade no mundo.

Marte:

Dos 42 aos 49 anos, o “Belicoso e Terrível” Marte promove a estruturação e a estabilidade do lar, sendo um ciclo de trabalho intenso.

Júpiter:

Dos 49 aos 56 anos, o “Tonante e Guerreiro” representa o “Corno da Abundância”. Neste ciclo, a pessoa colhe o resultado de todo o trabalho realizado ao longo da vida.

Saturno:

Dos 56 aos 63 anos, o “Ancião dos Dias” empunha a “Espada da Justiça”, trazendo as consequências kármicas de nossas ações e finalizando o grande ciclo da vida produtiva.

Depois dos 63: Entretanto, o ciclo se retorna, iniciando-se novamente com a Lua…

O aspecto mais profundo do papel dos planetas metálicos é, sem dúvida, a sua capacidade de transmutação através da “alquimia sexual”. A Gnosis ensina que estas forças planetárias não são um destino fixo, mas energias internas que podemos transformar:

  • Saturno se converte na Lua: O velho e rígido se transforma no novo, em um renascimento. Consequentemente, os dois extremos da vida se encontram.
  • Júpiter se transforma em Mercúrio: A força expansiva e guerreira é transmutada na sabedoria e na eloquência da filosofia secreta.
  • Marte deve converter-se em Vênus: A energia “belicosa e terrível” que carregamos em nosso interior deve ser transformada na “Vênus do Amor”.

Essa transformação, chamada de “Grande Obra”, ocorre no homem e na mulher que buscam o Despertar da Consciência. De fato, é o caminho para transformar “o chumbo da personalidade no ouro magnífico do Espírito”. Portanto, o papel dos Planetas Metálicos é servir como um mapa que não apenas descreve as fases da vida, mas também aponta as energias internas que devem ser trabalhadas e refinadas para alcançar a autorrealização e se converter em um verdadeiro Adepto.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

Agricultura: A Influência Oculta dos Astros na Terra e em Nós

Desde tempos imemoriais, a humanidade olha para o céu em busca de respostas, orientação e sustento. Para o conhecimento gnóstico, no entanto, essa conexão vai muito além da mera observação; na verdade, é uma profunda sintonia com as forças cósmicas que moldam não apenas os ciclos da natureza, mas também a jornada da alma humana. Consequentemente, a agricultura, como base da nossa existência material, torna-se um espelho terrestre dessa dança celestial, revelando a poderosa influência dos astros sobre a vida que brota do solo.

Longe de ser uma prática puramente mecanicista, a agricultura sob a ótica gnóstica é uma colaboração consciente com as inteligências espirituais que regem o universo. De fato, essa visão encontra um forte eco na Agricultura e na Agrocultura, um sistema de cultivo que reconhece a interconexão entre o solo, as plantas (que são o corpo físico dos elementais), os animais e as forças cósmicas.

Para a Gnosis, o universo material é uma criação complexa, obra de um “Demiurgo” e seus “Arcontes” (Regedores ou Guardiães de lugares específicos do Universo interior e exterior), os regentes planetários. Cada planeta, em sua órbita, não é apenas uma esfera física, mas também o corpo de uma consciência que emana influências específicas sobre a Terra. Essas forças, longe de serem meramente gravitacionais, são, na verdade, qualidades espirituais que impactam o crescimento, a vitalidade e a forma de tudo o que vive.

Portanto, essa perspectiva nos convida a ver a agricultura como uma forma de alquimia, onde o agricultor se torna um mediador entre o céu e a Terra. Ao compreender os ritmos da Lua, do Sol e dos planetas, é possível alinhar as práticas agrícolas para potencializar a força vital das plantas e a saúde do solo.

Citação: SEMEADURA: A astrologia lunar tem sido praticada desde tempos imemoriais para uso dos agricultores. Uma longa experiência secular demonstrou a inquestionável influência lunar sobre a vida orgânica da Terra. A Lua minguante é adequada para certas operações, assim como a lua crescente, e esta circunstância é bem conhecida dos agricultores veteranos, acreditem ou não na ciência astrológica, porque o que importa são os resultados e o homem do campo vive de realidades.

Assim, está demonstrado que as plantas que se desenvolvem externamente e cuja seiva é ascendente devem ser tratadas ou semeadas na quinzena luminosa; enquanto as que frutificam sob a terra e cuja seiva é descendente, deverão sê-lo na quinzena escura. Exemplo: Na lua minguante é bom podar arbustos e árvores com a intenção de retardar seu processo de desenvolvimento. Esta lua também é apropriada para a limpeza de joio e ervas daninhas.

Dicionário Esotérico – VM Lakhsmi Daimon – Página 133

O Espelho da Alma: Como os Astros nos influenciam

A máxima hermética “Assim como é em cima, é embaixo” ressoa profundamente no pensamento gnóstico. De fato, a mesma dança cósmica que rege o crescimento de uma semente no solo reflete-se na jornada da consciência humana. Se os astros influenciam a seiva que nutre uma planta, consequentemente, também afetam as correntes sutis de nossos pensamentos e emoções.

Na cosmologia gnóstica, o ser humano é um microcosmo que contém em si uma “centelha divina”, uma partícula do Pleroma (a plenitude divina) aprisionada na matéria. Portanto, a jornada da alma é um processo de despertar e libertação dessa centelha. Os planetas, ou Arcontes, representam as forças cósmicas que governam o mundo material e, por consequência, os desafios e lições que a alma precisa enfrentar para alcançar a Gnosis, o conhecimento libertador.

Assim, ao observar a influência dos astros na agricultura, estamos, na verdade, testemunhando um processo análogo ao nosso próprio desenvolvimento espiritual. A paciência de esperar a fase lunar correta para o plantio, por exemplo, espelha a necessidade de agirmos no momento certo em nossas vidas. Da mesma forma, a resiliência de uma planta diante das estações reflete a nossa própria capacidade de superação.

Integração com o SER

Reconhecer a influência dos astros na agricultura e em nós mesmos é mais do que uma curiosidade esotérica; é, na verdade, um chamado para uma existência mais integrada e consciente. Trata-se de superar uma visão puramente materialista da natureza e, ao mesmo tempo, resgatar uma relação espiritual com a Terra e o Cosmos.

Ao escolhermos alimentos cultivados de forma natural e com respeito à natureza exterior e interior, não estamos apenas optando por uma nutrição mais saudável, mas também apoiando uma agricultura que honra e coopera com as forças vitais do universo. Da mesma forma, ao buscarmos o autoconhecimento através da astrologia esotérica, iniciamos o processo de compreender as influências que moldam nossa personalidade e nosso destino, capacitando-nos, assim, a navegar pela vida com mais sabedoria.

A dança dos astros continua, quer olhemos para cima ou não. A sabedoria gnóstica, no entanto, nos oferece a oportunidade de não sermos meros espectadores, mas sim participantes conscientes neste grande balé cósmico, semeando e colhendo não apenas no campo, mas também no terreno fértil de nossas próprias almas.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

Como os Signos são interpretados na visão Hermética?

Na visão hermética, os doze signos zodiacais são interpretados como doze estágios de desenvolvimento, doze trabalhos espirituais ou doze “ginásios psicológicos”. De fato, eles representam a jornada arquetípica do Sol (o Cristo Interior, a Consciência) através da nossa própria natureza interior. Cada signo é um campo de força cósmico onde enfrentamos provas específicas para eliminar nossos defeitos (o Ego) e, consequentemente, desenvolver as virtudes da alma (a Essência).

Práticas, Orações e Exercícios do nosso Zodíaco Interior

Citação: Se quisermos chegar ao despertar da Consciência, à Autoconsciência, teremos que trabalhar com a Consciência aqui e agora. É precisamente aqui, neste mundo físico, onde devemos trabalhar para despertar a Consciência. Quem desperta aqui, desperta em todas as partes, em todas as dimensões do Universo.
O organismo humano é um Zodíaco vivo e, em cada uma de suas doze constelações, a Consciência dorme profundamente. É urgente despertar a Consciência em cada uma das doze partes do organismo humano, e é para isso que existem os exercícios zodiacais.

O signo de Áries governa a cabeça.
O signo de Touro governa a garganta.
O signo de Gêmeos governa os braços, as pernas e os pulmões.
O signo de Câncer governa a glândula timo.
O signo de Leão governa o coração.
O signo de Virgem governa o ventre e os intestinos.
O signo de Libra governa os rins.
O signo de Escorpião governa os órgãos sexuais.
O signo de Sagitário governa as artérias do fêmur.
O signo de Capricórnio governa os joelhos.
O signo de Aquário governa as panturrilhas.
O signo de Peixes governa os pés.

É muito lamentável que este Zodíaco vivo do microcosmo-homem durma tão profundamente. Faz-se indispensável lograr, à base de tremendos superesforços, o despertar da Consciência em cada um dos nossos doze signos zodiacais.
Luz e Consciência são dois fenômenos de uma mesma coisa. Ao menor grau de Consciência, corresponde o menor grau de luz; ao maior grau de Consciência, corresponde o maior grau de luz.
Necessitamos despertar Consciência, para fazer brilhar cada uma das doze partes de nosso próprio Zodíaco microcósmico. Todo o nosso Zodíaco deve converter-se em luz e esplendor.

Samael Aun Weor – Tratado Esotérico De Astrologia Hermética – Página: 12

Áries (De 21 de março a 19 de abril)

Ao passar pela casa de Áries, o foco é a ativação das glândulas pineal e pituitária. Consequentemente, a prática consiste em:

Primeiramente, o trabalho com o nosso próprio Zodíaco começa precisamente com Áries. Sente-se o discípulo, em uma confortável poltrona, com a mente quieta, em silêncio e vazia de toda classe de pensamentos. Em seguida, o devoto deve fechar seus olhos para que nada no mundo o distraia.

Depois, deve imaginar que a luz puríssima de Áries inunda seu cérebro. Permaneça neste estado de meditação todo o tempo que quiser e, logo após, entoe o poderoso mantra AUM. Para isso, abra bem a boca ao pronunciar a vogal A, arredonde-a na vogal U e, por fim, feche-a para entoar a “vogal M”.

De fato, a vogal A atrai as forças do Pai. A vogal U, por sua vez, atrai as forças do Filho. E a “vogal M” atrai as forças do Espírito Santo. O AUM é um poderoso mantra Logóico. Portanto, o devoto deve cantar este mantra quatro vezes durante a prática de Áries.

Depois, pondo-se de pé em direção ao oriente, deve estender seu braço direito para frente. Logo, mova a cabeça sete vezes para frente, sete vezes para trás, sete vezes dando voltas pelo lado direito e outras sete pelo lado esquerdo. Tudo isso com a intenção de que a luz de Áries trabalhe dentro de seu cérebro, despertando assim as glândulas pineal e pituitária.

Isso permitirá a percepção das dimensões superiores do espaço. Com efeito, é urgente que a luz de Áries se desenvolva dentro do nosso cérebro, despertando a Consciência e desenvolvendo os poderes secretos contidos nas duas glândulas citadas.

Áries é o símbolo de RA, Rama, o Cordeiro. O poderoso mantra RA, quando entoado devidamente, faz vibrar os fogos espinhais e os sete centros magnéticos da espinha dorsal.

Touro (De 20 de abril a 19 de maio)

A prática para Touro visa energizar a laringe criadora, o centro do verbo.

Primeiramente, o discípulo deve sentar-se em uma confortável poltrona. Em seguida, deve fechar os olhos físicos para que nada deste mundo vão e néscio o distraia, e esvaziar a mente, afastando-a de toda classe de pensamentos, desejos, preocupações, etc. Depois, deve imaginar que a luz acumulada durante o período de Áries, em seu cálice, em sua cabeça, agora, no período de Touro, passa para a laringe criadora.

Logo após, o devoto deve entoar o mantra AUM da seguinte forma: Abrir bem a boca com a vogal “A”, imaginando que a luz desce da cabeça para a laringe. Vocalizar a vogal “U”, imaginando vivamente que a luz inunda a garganta, arredondando bem a boca para entoá-la. A última letra é o “M”, que deve ser vocalizado fechando os lábios e expelindo ou expulsando o ar com força, visualizando as escórias da garganta sendo eliminadas. Esse trabalho se faz entoando quatro vezes o poderoso mantra AUM.

Na glândula tireoide, que secreta o iodo biológico, encontra-se o centro magnético do “ouvido mágico”. Com as práticas do período de Touro, de fato, desenvolve-se o “ouvido mágico”, que faculta o poder de escutar as sinfonias cósmicas, a música das esferas e os ritmos do fogo que sustentam os sete Cosmos, de acordo com a lei das oitavas. A glândula tireoide está situada no pescoço, na laringe criadora, e Vênus a controla. Já as glândulas paratireoides são governadas por Marte.

Gêmeos (De 20 de maio a 20 de junho)

Para Gêmeos, a prática foca nos pulmões, braços e pernas, que este signo rege.

Durante o signo zodiacal de Gêmeos, o estudante gnóstico deve deitar-se de costas e relaxar o corpo. Depois, deve inalar o ar cinco vezes, exalando-o outras cinco. Ao inalar o ar, é preciso imaginar que a luz, antes acumulada na laringe, atua agora nos brônquios e nos pulmões. Ao inalar, deve abrir as pernas e os braços para a direita e para a esquerda; ao exalar o ar, fechará as pernas e os braços.

Câncer (21 de junho a 22 de julho)

Durante o período de Câncer, a prática é um exercício retrospectivo para o autoconhecimento.

Durante o período de Câncer, nossos discípulos gnósticos devem praticar na cama, antes de dormirem, um exercício retrospectivo sobre a própria vida. Isso se faz como quando se está vendo um filme do final para o início, ou como quem lê um livro do fim para o começo, da última até a primeira página. O objetivo desse exercício, portanto, é poder se autoconhecer e se autodescobrir, reconhecendo as boas e más ações para estudar o próprio ego lunar, tornando o subconsciente em consciente. É necessário chegar, de forma retrospectiva, até o nascimento e recordá-lo. Além disso, um esforço superior permitirá ao estudante conectar o seu nascimento com a morte de seu corpo físico passado. O sono, combinado com a meditação e com o exercício retrospectivo, permitirá ao estudante recordar-se tanto da sua vida atual como das suas passadas existências.

Consequentemente, o exercício retrospectivo nos fará conscientes de nosso próprio ego lunar e de nossos próprios erros.

Leão (23 de julho a 22 de agosto)

A prática para Leão centra-se na oração, meditação e no controle do coração.

Primeiramente, antes de começar as práticas de oração e meditação combinadas, deve relaxar bem o corpo. O discípulo gnóstico deve deitar-se em posição de decúbito dorsal, ou seja, com as costas apoiadas no solo ou numa cama, com as pernas e os braços abertos, à direita e à esquerda, em forma de estrela-de-cinco-pontas.

Essa posição de estrela pentagonal é formidável por sua profunda significação. No entanto, as pessoas que, por alguma circunstância, não podem meditar desse modo, devem meditar colocando o corpo na posição do homem-morto: calcanhares juntos, pontas dos pés abrindo-se em forma de leque, braços não dobrados e colocados ao longo do tronco. Os olhos devem estar fechados para que as impressões do mundo físico não provoquem distrações. De fato, o sono devidamente combinado com a meditação resulta indispensável para o bom êxito da prática.

É necessário relaxar totalmente todos os músculos do corpo e, depois, concentrar a atenção na ponta do nariz, até sentir plenamente o pulso do coração nessa parte do corpo. Em seguida, seguirá com a concentração na orelha direita até sentir a pulsação do coração sobre ela. Depois, continuará com a mão direita, pé direito, pé esquerdo, mão esquerda, orelha esquerda e, novamente, sentirá plenamente a pulsação do coração, separadamente, em cada um desses órgãos onde fixou a atenção.

O controle sobre o corpo físico começa, portanto, com o controle sobre a pulsação. A pulsação do coração tranquilo se sente, em sua totalidade, dentro do organismo, mas os gnósticos podem senti-la voluntariamente em qualquer parte do corpo, seja na ponta do nariz, em uma orelha, em um braço, em um pé, etc. A mística já elevada em estado incipiente, mas tudo depende do tipo de pessoa.

Virgem (23 de agosto a 22 de setembro)

A prática para Virgem visa ascender as energias da terra através do ventre.

Durante o signo de Virgem (a Virgem Celestial), deitados de costas e com o corpo relaxado, devemos dar pequenos “saltinhos no ventre” com o propósito de ascender as forças que sobem da terra, para que se carreguem no ventre com os hormônios adrenais.

Libra (23 de setembro a 22 de outubro)

Para Libra, o objetivo é equilibrar as forças no organismo, com foco nos rins.

Primeiramente, coloque os pés firmes na posição militar de sentido e, depois, com os braços estendidos em forma de cruz, movimente-os em forma de balança. Incline-os sete vezes para a direita e outras sete para a esquerda, com a intenção de que todas as suas forças se equilibrem nos rins. O movimento da metade superior da espinha dorsal deve ser, de fato, como o de uma balança. As forças que sobem da terra passam por nossos pés como uma peneira e, ao longo de todo o organismo, devem equilibrar-se na cintura. Isso se realiza exitosamente mediante o movimento de balanceio de Libra.

Escorpião (23 de outubro a 22 de novembro)

A prática de Escorpião é o maithuna (magia sexual), a ser realizada continuamente para alcançar o “segundo nascimento”.

Sagitário (22 de novembro a 21 de dezembro)

A prática para Sagitário visa despertar a clarividência através da magnetização das artérias femorais.

Sente-se de cócoras do mesmo modo que as huacas peruanas. Coloque as mãos sobre as pernas, com os dedos índices assinalando para cima, para o céu, para que possa atrair os raios do planeta Júpiter e magnetizar intensamente as artérias femorais e as pernas. O mantra dessa prática é ÍSIS. Ísis é a Mãe-Divina. Pronuncia-se este mantra alongando o som de cada uma das quatro letras que o compõem: IIIIIISSSSSS IIIIIISSSSSS, repartido em duas sílabas IS-IS. Com esse exercício, desperta-se a clarividência e o poder da polividência, que nos permite estudar os Arquivos Akáshicos da Natureza. Com isso, podemos conhecer a História da Terra e de suas Raças. É necessário realizar essa prática intensa e diariamente para magnetizar o sangue nas artérias femorais. É assim que se adquire o poder para estudar a memória da natureza.

Capricórnio (22 de dezembro a 19 de janeiro)

Durante o signo de Capricórnio, a prática se assemelha aos passos do mestre-maçom para entrar na Loja.

Durante o signo de Capricórnio, imagine um ataúde ou caixão de defunto no solo. Caminhe sobre esse imaginário ataúde, imaginando-o no centro das pernas. Ao caminhar, dobre os joelhos, como se fosse saltar um obstáculo, passando as pernas sobre o ataúde e fazendo girar os joelhos da direita para a esquerda. Tudo isso com a mente concentrada nas pernas, mantendo a firme intenção de que elas se carreguem com o chumbo de Saturno.

Aquário (20 de janeiro a 17 de fevereiro)

A prática de Aquário foca na magnetização das panturrilhas.

Durante o signo de Aquário, os discípulos devem fazer passes magnéticos com suas duas mãos sobre as panturrilhas, de baixo para cima, com o propósito de magnetizá-las poderosamente. Devem manter o vivo anelo de carregar as panturrilhas com as forças extraordinárias da constelação de Aquário. Esses passes magnéticos devem ser combinados com a seguinte oração:

Força passa, força passa, força passa, penetra em meu organismo, sobe para unir-te com tua irmã, a corrente que vem do alto, do céu, de Urano.

Peixes (18 de fevereiro a 20 de março)

Para o signo de Peixes, a prática consiste na vocalização das sete vogais para restaurar os poderes do organismo.

Durante o signo de Peixes, é preciso vocalizar durante uma hora diária. Recordemos que: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus…

Sentado numa cômoda poltrona, você deve vocalizar: I. E. O. U. A. M. S., levando o som de cada uma das sete vogais desde a cabeça até os pés. É necessário inalar e depois exalar o ar juntamente com o som da vogal bem prolongado até esgotar a exalação. Essa prática deve ser feita diariamente para que possa desenvolver os eternos poderes mágicos.

Regência dos Signos no Corpo Humano

A seguir, apresentamos a correspondência de cada signo do zodíaco com sua respectiva localização no corpo humano, seguindo a ordem natural da cabeça aos pés:

  • Áries: Como o primeiro signo, rege a cabeça, o crânio e o rosto.
  • Touro: Em seguida, sua influência desce para o pescoço, a garganta, a nuca e os ouvidos.
  • Gêmeos: Depois, governa o sistema respiratório, especificamente os pulmões e os brônquios, além dos braços, ombros e pernas, refletindo sua natureza dual e comunicativa.
  • Câncer: Rege o estômago, centro da nutrição e da assimilação das emoções.
  • Leão: Tem seu domínio sobre o coração e a coluna vertebral, o centro da vitalidade e o eixo de sustentação do corpo.
  • Virgem: Influencia os intestinos e o baixo ventre, áreas relacionadas com a digestão, a análise e a purificação.
  • Libra: Domina os rins, órgãos essenciais para o equilíbrio e a filtragem do organismo.
  • Escorpião: Rege os órgãos sexuais e reprodutores, o centro da poderosa energia criadora e da regeneração.
  • Sagitário: Governa as coxas, os quadris e as artérias femorais, partes do corpo associadas ao movimento e à expansão.
  • Capricórnio: Sua regência está nos joelhos e na pele, simbolizando a estrutura, a resistência e o limite do corpo.
  • Aquário: Influencia as panturrilhas, os tornozelos e o sistema circulatório.
  • Peixes: Finalmente, como o último signo da roda zodiacal, governa os pés, nossa base de sustentação e nosso contato com a terra.

O estudo desta anatomia oculta, conforme instruído pelos mestres gnósticos, é uma ferramenta prática. Portanto, não se trata de aceitar passivamente uma “influência zodiacal”, mas de utilizar este conhecimento para observar a si mesmo, compreender as causas profundas das enfermidades e, consequentemente, trabalhar ativamente na harmonização do nosso próprio universo interior.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

O Zodíaco como os “Trabalhos de Hércules”

A Gnosis ensina que a jornada do Sol através do Zodíaco é o mesmo mito dos Doze Trabalhos de Hércules. Hércules, o herói solar, é o arquétipo do iniciado que deve descer a cada uma das doze “cavernas” (os signos) para combater e vencer as “bestas” (nossos próprios defeitos psicológicos) que ali habitam.

  • Não se trata de “ser”, mas de “trabalhar”: Primeiramente, a interpretação hermética muda o foco da identidade para a ação. A questão não é “qual é o meu signo?”, mas sim “qual trabalho estou realizando na energia deste signo?”. Todos nós temos os doze signos dentro da nossa constituição interior e, portanto, devemos trabalhar em cada um deles.
  • Cada Signo, uma Prova e uma Virtude: Além disso, cada signo rege uma parte do corpo e uma faceta da psique, apresentando um desafio específico e, ao mesmo tempo, a oportunidade de conquistar uma virtude correspondente.

A Interpretação Gnóstica dos Doze Trabalhos de Hércules

Na mitologia grega, os doze trabalhos de Hércules são uma série de façanhas épicas que o herói teve que realizar como penitência. No entanto, para a Gnosis, a doutrina esotérica que busca o autoconhecimento e a iluminação, essas narrativas possuem um profundo significado simbólico. De fato, elas representam a jornada da alma na busca pela purificação e pela integração com o Divino. Segundo os conhecimentos gnósticos, cada trabalho corresponde a um desafio interior que o iniciado deve superar para eliminar seus defeitos psicológicos (egos) e despertar a consciência.

Esta jornada hercúlea é, portanto, um mapa do caminho iniciático, onde cada monstro derrotado e cada tarefa cumprida simboliza a vitória sobre as nossas próprias trevas interiores. A seguir, apresentamos a explicação dos doze trabalhos de Hércules segundo a perspectiva gnóstica, preservando a essência dos ensinamentos contidos nos boletins do V. M. Lakhsmi e nas obras de Samael Aun Weor, como “As Três Montanhas”.

1. A Captura do Leão de Nemeia:

O primeiro trabalho de Hércules foi subjugar o Leão de Nemeia, uma fera cuja pele era impenetrável a qualquer arma. Na Gnosis, este leão representa a força avassaladora dos instintos e paixões incontroladas que habitam em nosso interior. A tarefa de Hércules de estrangular o leão com as próprias mãos, consequentemente, simboliza a necessidade do iniciado de dominar a força bruta de seus desejos e instintos não com a violência, mas com a força de vontade consciente. A pele do leão, que Hércules passa a usar como vestimenta, representa o domínio e o controle sobre essas energias primárias.

2. A Destruição da Hidra de Lerna:

A Hidra de Lerna era uma serpente com múltiplas cabeças que se regeneravam em dobro quando cortadas, e uma delas era imortal. Este monstro representa os nossos agregados psicológicos, os “eus” ou defeitos, que se multiplicam quando tentamos eliminá-los de forma superficial. A ajuda que Hércules recebe de seu sobrinho Iolau, que cauterizava as feridas para que as cabeças não voltassem a crescer, simboliza a necessidade da colaboração e do uso do fogo sagrado (a energia sexual transmutada) para a aniquilação definitiva dos nossos defeitos. A cabeça imortal da Hidra, que Hércules enterra sob uma rocha, representa a semente do ego, o eu-causa que precisa ser compreendido e eliminado em seus níveis mais profundos.

3. A Captura da Corça de Cerineia e do Javali de Erimanto:

A Corça de Cerineia, com seus chifres de ouro e pés de bronze, era um animal sagrado e veloz. Sua captura, sem feri-la, representa o domínio sobre as emoções e a alma humana, que devem ser guiadas com delicadeza e precisão. O Javali de Erimanto, uma criatura selvagem e destrutiva, simboliza as baixas paixões animais. Ambos os trabalhos, realizados nos “infernos do planeta Vênus” segundo a Gnosis, indicam a necessidade de purificar e controlar as forças instintivas e passionais.

4. A Limpeza dos Estábulos de Áugias:

Os estábulos do rei Áugias, que não eram limpos há trinta anos, representam a sujeira acumulada em nosso subconsciente e inconsciente. A tarefa de Hércules de desviar o curso de dois rios para limpar os estábulos em um único dia, portanto, simboliza a necessidade de uma purificação profunda da mente através das “águas puras da vida”, a energia criadora transmutada, para eliminar toda a imundície psicológica acumulada ao longo de muitas existências.

5. A Expulsão das Aves do Lago Estínfalo:

As aves do Lago Estínfalo, com seus bicos, garras e asas de bronze, alimentavam-se de carne humana. Elas representam os agregados psíquicos “bruxos” dos abismos inconscientes, ou seja, os pensamentos e desejos sombrios e destrutivos que habitam as profundezas de nossa psique. A ajuda de Atena, que lhe dá um Címbalo de bronze para espantar as aves, simboliza a sabedoria divina que nos auxilia a trazer à luz da consciência esses elementos obscuros para que possam ser eliminados.

6. A Captura do Touro de Creta:

O Touro de Creta, que devastava a ilha, é o símbolo dos impulsos sexuais fortes, passionais e irrefletidos. Dominar esta fera sem matá-la representa o controle e a transmutação da energia sexual, transformando-a em uma força criadora e espiritual, em vez de permitir que ela se manifeste de forma destrutiva.

7. A Captura das Éguas de Diomedes:

As éguas do rei Diomedes, que se alimentavam de carne humana, representam os elementos passionais infra-humanos profundamente submersos em nossos abismos inconscientes. A tarefa de Hércules de domá-las, alimentando-as com o próprio Diomedes, simboliza o confronto e a transformação das paixões mais cruéis e desumanas que residem em nosso interior.

8. A Obtenção do Cinto de Hipólita:

O cinto de Hipólita, a rainha das Amazonas, era um símbolo de poder e feminilidade. Este trabalho representa a conquista do aspecto psíquico feminino de nossa própria natureza interior. É a necessidade de equilibrar as polaridades masculina e feminina dentro de si mesmo, compreendendo e integrando a intuição, o amor e a sabedoria do coração.

9. A Captura dos Bois de Gerião:

Gerião era um gigante de três corpos e três cabeças que possuía um rebanho de bois vermelhos. A captura desses bois, localizados no extremo ocidente, representa o desprendimento total dos bens materiais e dos apegos terrenos. É a renúncia ao egoísmo e à possessividade para alcançar a verdadeira liberdade espiritual.

10. O Roubo das Maçãs de Ouro do Jardim das Hespérides:

As maçãs de ouro, que concediam a imortalidade, eram guardadas por ninfas e por um dragão de cem cabeças. Este trabalho simboliza a conquista das virtudes da alma e o acesso aos mistérios da vida e da morte. As maçãs representam os frutos da Árvore da Vida, que só podem ser colhidos após a superação de grandes provas e a conquista da sabedoria.

11. A Captura de Cérbero:

Cérbero, o cão de três cabeças que guardava a entrada do submundo, simboliza a força sexual em seus aspectos infernais. Retirar Cérbero do Tártaro significa resgatar e libertar a energia sexual das profundezas de nosso próprio inferno interior, transformando o instinto cego em um guia para a luz.

12. O Décimo Segundo Trabalho e a Ascensão:

Embora os mitos clássicos listem doze trabalhos, a Gnosis enfatiza que a jornada do iniciado continua. A conclusão destes trabalhos simbólicos representa a morte completa do ego e a ressurreição do Cristo Interior no coração do ser humano, culminando na união com o Divino e na conquista da imortalidade consciente.

Em suma, os doze trabalhos de Hércules, sob a ótica gnóstica, transcendem a mitologia para se tornarem um manual prático para o desenvolvimento espiritual. Cada façanha é uma alegoria para as batalhas que travamos em nosso próprio mundo interior, guiando-nos passo a passo na heroica tarefa de nos tornarmos seres humanos autênticos e realizados.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

A Távola Redonda como Zodíaco Interior: A Relação Gnóstica dos 12 Cavaleiros e os Signos

No coração do esoterismo Crístico gnóstico, as grandes mitologias não são meras histórias, mas sim mapas sagrados da jornada da alma. A lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda, por exemplo, é um dos mais perfeitos exemplos. Ela representa o Zodíaco Interior, ou seja, a constituição completa do ser humano em sua busca pela Gnosis — o conhecimento direto e salvífico simbolizado pelo Santo Graal.

Nesta estrutura divina, o Rei Arthur é o centro, o 13º elemento, a representação do Cristo Interior ou o Sol Espiritual. A Távola Redonda, por sua vez, é a própria Roda Zodiacal, um círculo de perfeição onde não há primeiro nem último, simbolizando a totalidade. Consequentemente, os 12 Cavaleiros principais são as facetas da alma humana, os arquétipos das doze constelações.

Cada cavaleiro personifica as energias de um signo, com sua Luz (as virtudes do Ser a serem encarnadas) e sua Sombra (as fraquezas do Ego a serem combatidas). A jornada de cada um é, portanto, um trabalho alquímico para transmutar suas fraquezas em força espiritual.

Conexões com Outras Tradições Esotéricas

Compreender a Astrologia Hermética em sua totalidade é reconhecer que ela é a linguagem dos céus para descrever as mesmas leis e o mesmo caminho iniciático que outras tradições sagradas mapearam. De fato, elas não são diferentes doutrinas, mas diferentes linguagens para expressar a única Verdade.

A conexão entre Astrologia e Alquimia é, sem dúvida, a mais íntima e fundamental. Se a Astrologia Hermética é o diagnóstico da alma, então a Alquimia é o trabalho prático, o remédio e a cura.

O Mapa como Laboratório:

Primeiramente, o mapa astral é o laboratório do alquimista. Ele revela a “matéria-prima” com a qual devemos trabalhar: nosso próprio “chumbo” psicológico, que são os nossos defeitos, medos e Karmas.

Os Planetas como Metais:

Além disso, cada um dos sete planetas clássicos corresponde a um metal, representando um estado vibracional da nossa psique. Isso vai desde o denso Chumbo de Saturno até o resplandecente Ouro do Sol. O objetivo da Grande Obra (Magnum Opus), portanto, não é apenas químico, mas espiritual: transmutar o chumbo do Ego no Ouro do Espírito.

Solve et Coagula:

Finalmente, o Iniciado usa a Astrologia para identificar o que deve ser “dissolvido” (Solve) — os agregados psíquicos, os “eus”. Através do trabalho de purificação, a consciência é liberada e pode então ser “coagulada” (Coagula) em um veículo superior, um “Corpo de Ouro”, capaz de resistir às leis mecânicas do destino.

A Cabala, com sua sagrada Árvore da Vida, fornece a estrutura cósmica e metafísica sobre a qual as leis da astrologia operam. De fato, a Árvore da Vida é o mapa do Macrocosmo (o Universo) e do Microcosmo (o Homem).

Os Sephiroth como Inteligências Planetárias:

As dez esferas ou Sephiroth da Árvore da Vida são emanações da divindade que correspondem diretamente às forças planetárias. Por exemplo, Chesed (Misericórdia) é governado por Júpiter; Geburah (Rigor) por Marte; Tiphereth por Vênus de touro (Beleza) e Malkuth (O Reino) pela Terra, nosso plano físico. Assim, a Astrologia mostra como essas emanações divinas nos influenciam diretamente.

Se a Cabala é o mapa e a Alquimia é o trabalho, então o Tarot é o livro de instruções simbólico, cujas páginas ilustram as leis e os arquétipos que encontramos na jornada astrológica.

Acesse Aqui o link para artigo Tarot para o Autoconhecimento

  • Os Arcanos como Leis Cósmicas: Os 22 Arcanos Maiores do Tarot não são meras cartas de adivinhação, mas representações hieroglíficas das grandes leis cósmicas e dos estágios do caminho iniciático. O Arcano 10, a “Roda da Fortuna”, por exemplo, é a representação perfeita das leis de Karma, Retorno e Recorrência, que são centrais na Astrologia Hermética. O Arcano 12, “O Apostolado”, simboliza o sacrifício voluntário necessário para pagar o Karma.
  • Os Quatro Elementos: Além disso, os quatro naipes do Tarot (Paus, Copas, Espadas, Ouros) correspondem diretamente aos quatro elementos da Astrologia (Fogo, Água, Ar, Terra). Esta é a base que une as duas linguagens, mostrando como as mesmas energias fundamentais se expressam em diferentes áreas da vida e da consciência.

Ao integrar estas tradições, o estudante da Gnosis não vê mais eventos isolados, mas sim uma magnífica tapeçaria de sabedoria. Consequentemente, a Astrologia Hermética deixa de ser apenas uma leitura do céu para se tornar uma chave mestra que, junto com a Alquimia, a Cabala e o Tarot, abre as portas da prisão do destino e nos guia no caminho heroico da Revolução da Consciência.

Qual a relação entre Alquimia e Astrologia Hermética?

A relação entre Alquimia e Astrologia Hermética é a de “diagnóstico e tratamento”. De fato, a Astrologia mostra o quê e onde trabalhar, enquanto a Alquimia ensina como trabalhar. A jornada de purificação que o mapa astral indica só pode ser realizada através dos processos de transmutação alquímica, ou seja, a arte de transformar o “chumbo” da nossa psicologia inferior no “ouro” puro do Espírito.

Para o alquimista gnóstico, a Astrologia Gnóstica é uma ferramenta primordial e crucial. Em outras palavras, ele é o raio-x daquilo que necessitamos trabalhar nesta existência para despertar a Consciência:

  • A Identificação do “Chumbo” (Plumbum): Primeiramente, o “chumbo” psicológico é o nosso Ego, a soma de todos os nossos defeitos: ira, cobiça, luxúria, orgulho, preguiça, gula e inveja.
  • A Localização do “Crisol”: Em segundo lugar, o crisol é o recipiente onde a transmutação ocorre. Na Alquimia Gnóstica, o próprio ser humano é o crisol. As Casas Astrológicas no mapa, por sua vez, indicam os cenários da vida (relacionamentos, trabalho, finanças) onde o fogo das provas será mais intenso, forçando a matéria-prima a reagir e se transformar.

A Alquimia como a Grande Obra da Transformação

Uma vez que o mapa revelou o trabalho a ser feito, a Alquimia entra em cena como o método prático para realizar a “Grande Obra” (Magnum Opus).

  • A Transmutação da Energia: O segredo central da Alquimia é a transmutação da energia mais poderosa que o ser humano possui: a energia criadora sexual. Este é, de fato, o “Fogo” que aquece o crisol. Através de práticas específicas (conhecidas na Gnosis como o Arcano A.Z.F.). Consequentemente, ela fornece o “calor” necessário para desintegrar os defeitos e regenerar o ser.
  • “Solve et Coagula” (Dissolver e Coagular): Este é o lema do alquimista.
    • Solve (Dissolver): Com o fogo da transmutação e o trabalho de Morte Psicológica (meditação profunda para compreender e eliminar cada defeito), o alquimista “dissolve” o chumbo do Ego.
    • Coagula (Coagular): A energia liberada pela dissolução do Ego não se perde. Pelo contrário, ela é “coagulada” ou cristalizada na consciência, formando as virtudes da alma. Assim, a ira é substituída pela serenidade, a luxúria pelo amor consciente, e o orgulho pela humildade. O objetivo final é “coagular” essa energia purificada na forma de “Corpos Solares” ou o “Corpo de Ouro”, um veículo que permite à consciência atuar livremente nos mundos superiores.

Portanto, um astrólogo hermético sem o conhecimento da Alquimia é apenas um teórico, capaz de ler o mapa de uma prisão, mas sem as chaves para abrir as portas. Da mesma forma, um alquimista sem a astrologia trabalha às cegas. Juntas, elas formam a ciência completa e o caminho prático para a iluminação e a libertação final da Essência.

Como a Astrologia Hermética se integra à Gnosis?

A integração da Astrologia Hermética na Gnosis é total e revolucionária. De fato, ela transforma a astrologia de uma ciência de previsão em uma ciência de libertação. A visão gnóstica sustenta que a alma (a Essência, a nossa centelha divina) está aprisionada em um universo material governado por leis mecânicas. Portanto, a astrologia hermética é o manual de instruções deste mecanismo, utilizado para que a alma possa se libertar das influências cósmicas e, assim, alcançar a Gnosis — o conhecimento direto e vivido de Deus.

Na cosmogonia gnóstica, os planetas são regidos por inteligências cósmicas conhecidas como Arcontes (Regentes). Eles não são “maus” no sentido simplista, mas sim os administradores imparciais das leis universais, incluindo a Lei do Karma. Eles são, em outras palavras, os guardiões das esferas planetárias que mantêm o cosmos funcionando.

  • Para a consciência adormecida: As influências dos Arcontes são o destino. A pessoa vive como um “robô” programado pelas configurações celestes do seu nascimento, reagindo mecanicamente aos trânsitos planetários, repetindo erros e sofrendo as consequências do seu karma. Consequentemente, ela está presa na Roda do Samsara, o ciclo de retornos e recorrências.
  • Para o iniciado gnóstico: Em contrapartida, as influências dos Arcontes são o desafio. Eles representam as forças que devem ser compreendidas, equilibradas e superadas.

Para decifrar os mistérios do universo e da alma humana, a Gnosis se vale de chaves sagradas que, juntas, revelam a totalidade do conhecimento. Se a Astrologia Hermética é a linguagem dinâmica das estrelas, a Cabala, com sua majestosa Árvore da Vida, é a estrutura estática e o mapa cósmico sobre o qual essa linguagem se inscreve. Portanto, elas não são tradições separadas, mas a anatomia e a fisiologia da mesma sabedoria divina.

Qual a conexão da Astrologia Hermética com a Cabala?

A conexão entre a Astrologia Hermética e a Cabala é a relação entre a estrutura e a função, o mapa e o território em movimento. Primeiramente, a Cabala fornece a “Árvore da Vida”, o esqueleto cósmico que mostra a arquitetura do universo e do homem. A Astrologia, por sua vez, mostra como as energias dessa estrutura cósmica fluem e se manifestam dinamicamente na vida de um indivíduo através do seu mapa astral. Portanto, utilizar a Cabala é aprofundar a compreensão do mapa astral de um nível pessoal para um nível transpessoal e cósmico.

O coração da Cabala é a Árvore da Vida, composta por dez esferas sagradas chamadas Sephiroth. Na Gnosis, compreendemos que cada Sephirah é uma emanação da divindade, uma parte do nosso próprio Real Ser, e que as forças planetárias as governam diretamente.

O Mistério das Doze Sephiras

Citação: Os dez Sephirotes de vibração universal emanam do Ain Soph, a Estrela Microcósmica que guia o nosso interior. O Real Ser do nosso Ser. Fala-se dos Sephirotes e estes realmente são Doze; o Ain Soph é o Décimo Primeiro e a sua antítese tenebrosa, o Abismo é o Décimo Segundo.

Tarot e Kabala  Samael AUN Weor- Pagina:174

Aplicações Práticas

A aplicação prática da Astrologia Hermética vai muito além de uma simples consulta. De fato, ela se torna um manual de operações para a psique, um guia terapêutico e um roteiro de desenvolvimento pessoal. Se seguido com disciplina, pode levar à libertação dos sofrimentos e à realização do nosso verdadeiro potencial.

Como usar a Astrologia Hermética para o Autoconhecimento?

Usar o mapa astral hermético para o autoconhecimento é empunhar um espelho que reflete não apenas a superfície, mas as profundezas da nossa alma. É um processo ativo de diagnóstico, compreensão e trabalho interior que permite identificar padrões inconscientes, entender os desafios recorrentes da vida e, o mais importante, despertar os potenciais divinos que jazem adormecidos em nosso interior.

O primeiro passo prático é usar o mapa para identificar o “Ego”, a soma de nossos defeitos psicológicos que atuam a partir do inconsciente, gerando dor e repetição.

Muitos se perguntam: “Por que isso sempre acontece comigo?”. A Astrologia Hermética oferece uma resposta clara, transformando a sensação de vítima em compreensão da lei de Causa e Efeito (karma).

O mapa não é apenas um relatório de problemas. Pelo contrário, ele revela as virtudes da alma, nossa vocação e os dons que trouxemos para cumprir nosso propósito.

Morte Psicológica

Na prática, o uso da Astrologia Hermética é um convite à Morte Psicológica. Ao identificar um padrão de ira, o estudante gnóstico não diz “eu sou assim”. Em vez disso, ele diz: “Aqui está um ‘eu’ da ira que preciso observar, compreender e eliminar através da ajuda da meditação e transmutação”. Assim, a Astrologia se torna uma ferramenta poderosa para o estudante gnóstico, pois não busca apenas aliviar sintomas, mas ajudar a erradicar a causa raiz do sofrimento: o Ego.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

Astrologia Hermética e a Jornada da Alma

A Astrologia Hermética aborda o mapa astral não como uma descrição de personalidade, mas como o “contrato” sagrado da Essência antes de encarnar. De fato, ele é um documento cósmico que detalha a missão de vida a ser cumprida, as lições kármicas a serem superadas e o caminho exato para a individualização — ou, em termos gnósticos, a Autorrealização Íntima do Ser. Interpretar o mapa sob esta ótica é, portanto, traçar o caminho de volta para a “Casa do Pai”.

No coração de cada ser humano reside um propósito único, um dom a ser entregue ao mundo, conhecido como Dharma. O mapa hermético, então, é a chave para desvelar essa missão, tirando-a do plano do desejo para o da vocação consciente.

O início de toda jornada de ascensão é o Despertar da Consciência; este é o ponto de partida que nos revela tanto as limitações que nos prendem quanto o caminho para a transcendência.

O objetivo final da jornada da alma é a totalidade, a união dos opostos internos, o que a psicologia chama de individualização e a Gnosis, de Autorrealização Íntima do Ser.

Portanto, a interpretação hermética do mapa astral se torna a prática espiritual mais íntima. É um diálogo contínuo com a própria alma, um guia que nos acompanha a cada passo. Assim, ele revela que os eventos da nossa vida não são acidentais, mas as notas precisas de uma sinfonia cósmica que viemos para reger e completar.

Qual a Visão Gnóstica sobre os Astros? Desvendando os Mistérios Cósmicos

A difusão da Gnosis no mundo moderno repousa sobre os ombros de dois pilares essenciais: o Venerável Mestre Samael Aun Weor, que decodificou e entregou a síntese do conhecimento gnóstico ao Ocidente, e o Venerável Mestre Lakhsmi Daimon, a quem foi confiada a monumental tarefa de restaurar e dar continuidade a essa missão. É graças ao trabalho complementar e incansável de ambos que a visão gnóstica sobre os astros, a qual transcende profundamente o horóscopo popular e a astronomia puramente materialista, pôde ser amplamente disseminada. Para esta doutrina, longe de serem meros corpos rochosos, os planetas, estrelas e constelações são vistos como um organismo cósmico vivo, inteligente e profundamente conectado à existência humana.

A astrologia, na perspectiva gnóstica, é uma ciência sagrada que estuda as leis do universo e sua íntima relação com o homem, baseada no princípio hermético: “Assim como é em cima, é embaixo”.

O pilar da astrologia gnóstica é a lei de correspondência entre o Macrocosmo (o universo) e o Microcosmo (o ser humano). Isso significa que toda a estrutura, as forças e as inteligências que governam o cosmos estão também presentes, em potencial, dentro de cada indivíduo. Portanto, ao estudar os movimentos e as emanações dos astros, não se está apenas olhando para fora, mas sim decifrando um mapa do nosso próprio universo interior.

Diferente da visão convencional, a Gnosis ensina que cada astro no céu é o corpo físico de uma inteligência divina, um “Logos” ou “Gênio Sideral”. Essas consciências cósmicas não influenciam a vida na Terra de forma cega ou mecânica. Pelo contrário, são elas que administram as leis universais, incluindo a Lei de Causa e Efeito, conhecida como Karma.

A influência que recebemos não é, portanto, um determinismo fatalista, mas uma radiação espiritual e anímica que interage com nossa própria psicologia.

Existe uma distinção clara entre a Astrologia Hermética (ou Gnóstica) e a astrologia de previsões.
  • Astrologia Convencional: Limita-se a prognósticos e à análise de traços psicológicos superficiais, tratando o ser humano como passivo das influências astrais.
  • Astrologia Gnóstica: É uma ferramenta de autoconhecimento e libertação. Ela não busca apenas prever, mas compreender as forças cósmicas para trabalhar conscientemente com elas. O objetivo não é ser vítima do destino, mas aprender a “negociar com a Lei Divina”, aproveitando as influências favoráveis e transmutando as adversas através de atos conscientes.

Na visão gnóstica, as doze constelações do zodíaco não são uma prisão do destino, mas um caminho iniciático. Cada signo representa um arquétipo, uma força cósmica e um conjunto de características psicológicas que precisam ser trabalhadas e transcendidas.

O “caminho zodiacal” é a jornada da alma através de diferentes provas e aprendizados, com o objetivo final de eliminar os defeitos psicológicos (o “Ego”) e despertar a Consciência, realizando o que os mestres chamam de “A Grande Obra”.

Os astros atuam como os indicadores da Lei do Karma. A Gnosis ensina que “a Lei de Deus não é cega”. Através do sacrifício pelos semelhantes, da caridade e da retidão, é possível acumular “capital cósmico” ou Dharma, que serve para saldar essas dívidas e modificar o próprio destino. O homem não é um escravo dos astros, mas tem o livre-arbítrio para se tornar o senhor de seu próprio caminho.

Em síntese, a visão gnóstica revelada por Samael Aun Weor e Lakhsmi Daimon resgata a astrologia como uma ciência da alma. Ela nos convida a olhar para o céu estrelado não com superstição, mas com reverência, enxergando nele um espelho de nossas próprias profundezas e um guia para a jornada sagrada do autoconhecimento e da libertação espiritual.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

A Gnosis como Libertação da Influência Astral

A chave para transcender a influência dos astros, segundo os gnósticos, é a Gnosis, um conhecimento espiritual e revelado que desperta a centelha divina interior. Através da Gnosis, o indivíduo se torna consciente de sua verdadeira origem e da natureza ilusória do mundo material e de seus governantes astrais.

O livro gnóstico Pistis Sophia (“Fé e Sabedoria”), um diálogo entre Jesus e seus discípulos, descreve detalhadamente a jornada da alma através das esferas celestiais e a luta contra os Arcontes. A obra enfatiza que a salvação não vem pela obediência às leis do Demiurgo, mas pelo conhecimento (Gnosis) que permite à alma transcender as esferas planetárias e retornar ao reino da Luz.

Na Gnosis, a visão sobre os astros é uma de profunda ciência cósmica e um chamado à autorrealização. Longe de serem árbitros de um destino imutável, os astros são compreendidos como os corpos físicos de Inteligências Divinas (Gênios Siderais) que administram as leis universais, como o Karma, sobre a humanidade adormecida.

Para o indivíduo inconsciente, sua influência é puramente mecânica, uma engrenagem na Roda do Samsara que precisa ser transcendida. A verdadeira Astrologia Iniciática, portanto, não é a arte de se conformar passivamente a um horóscopo, mas a de despertar a consciência para aprender a “manejar as leis”, transmutar as influências planetárias através da Revolução da Consciência e forjar um destino superior, libertando-se da mecanicidade sideral.

Quem são os Arcontes e qual sua relação com os Planetas?

Na doutrina gnóstica, os Arcontes não são demônios no sentido tradicional, mas sim Regentes Cósmicos, Legisladores ou Governadores das leis mecânicas que regem a natureza. Originados do Demiurgo Criador, sua função é administrar a Roda do Samsara — o ciclo de nascimentos e mortes — e executar a Lei de Causa e Efeito (Karma) sobre a humanidade que possui a consciência adormecida. Eles são os guardiões das esferas e os carcereiros da alma (Pistis Sophia) enquanto esta estiver aprisionada dentro do Ego (o conjunto de nossos defeitos psicológicos).

A relação dos Arcontes com os planetas é direta e fundamental. A Gnosis ensina que cada um dos sete planetas da astrologia sagrada é o corpo físico de um Arconte principal, um Gênio Sideral que governa uma esfera específica da consciência e da natureza.

A conexão é a seguinte:
Lua (Gabriel):

Governa as leis da geração, concepção e toda a mecanicidade da natureza. É a porta de entrada e saída das almas neste mundo físico.

Mercúrio (Raphael):

Rege as leis que governam a mente, o intelecto e o raciocínio.

Vênus (Uriel):

Administra as forças do amor, da imaginação e do desejo em seus aspectos mecânicos e superiores.

Sol (Michael):

É o trono do Logos Solar, o Cristo Cósmico. Rege a vida e o coração do sistema.

Marte (Samael):

Governa as forças da vontade, da energia e da guerra, tanto interna (contra o Ego) quanto externa.

Júpiter (Zachariel):

Rege as leis do poder, da riqueza e da ordem (política e religiosa). É o grande organizador.

Saturno (Orifiel):

É o Supremo Executor da Lei do Karma. Rege o tempo, a morte e a estrutura do cosmos. É o “Senhor do Destino” para a humanidade adormecida.

A Essência, ao se desprender da sua Mônada Divina, viaja através destas esferas planetárias. Em cada uma delas, o Arconte Regente “sela” a Essência com suas características e aplicará a porção do Karma correspondente.

A libertação da jurisdição dos Arcontes não se consegue lutando contra eles externamente, mas sim eliminando a causa de seu poder sobre nós: o Ego. Através dos Três Fatores da Revolução da Consciência (Morrer Místico, Nascer Alquímico e Sacrifício pela Humanidade), o iniciado se livra de seus defeitos, paga suas dívidas kármicas e se coloca sob uma lei superior, a Lei do Cristo, transcendendo assim a tirania mecânica dos Arcontes e dos Planetas.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

Astrologia Gnóstica é sobre destino ou libertação?

Na Gnosis, a Astrologia é uma ciência divina que aborda tanto o destino quanto a libertação, dependendo inteiramente do nível de consciência do indivíduo. Para a humanidade adormecida, a Astrologia é a mecânica do destino. Porém, para o Iniciado que desperta, ela se torna o mapa da libertação.

Embora, paraara a vasta maioria das pessoas, que vivem com a consciência adormecida e governadas pelo Ego (seus defeitos de ira, cobiça, orgulho, luxúria, etc.), a influência dos astros é uma lei puramente mecânica. Os Gênios Siderais, ou Regentes Planetários, aplicam rigorosamente a Lei de Causa e Efeito (Karma).

Neste estado, o ser humano é como uma marionete das forças cósmicas. Seu horóscopo de nascimento traça uma rota de eventos recorrentes, acidentes, tragédias e sucessos efêmeros que se repetem vida após vida. Ele está preso à Roda do Samsara, e as influências planetárias atuam diretamente sobre seus defeitos psicológicos, impulsionando-o a repetir seus erros. Para esta pessoa, o destino parece imutável, e a astrologia profana, a de jornais e revistas, apenas descreve os movimentos de sua própria prisão.

A Gnosis ensina a máxima hermética: “Os astros inclinam, mas não obrigam”. Esta verdade, no entanto, só é válida para aquele que decide se rebelar contra a “tirania” do destino. A Astrologia Gnóstica ou Iniciática não é uma ferramenta para se conformar passivamente ao futuro, mas sim uma ciência para transformá-lo radicalmente.

A libertação da tirania sideral é conquistada através do trabalho consciente com os Três Fatores da Revolução da Consciência:

Morte psicológica:

Através da auto-observação e da súplica à Mãe Divina, o Iniciado desintegra o Ego. Ao eliminar um defeito (por exemplo, a ira, ligada a Marte), ele se liberta da influência mecânica e kármica do Arconte correspondente. Deixa de ser um “ímã” para as vibrações negativas daquele planeta.

Nascer Alquímico:

Pela prática da Alquimia Sexual (Arcano A.Z.F.), o casal cria os Corpos Existenciais Superiores do Ser. Com estes veículos, o homem se converte em um “Homem Solar”, um cidadão do cosmos capaz de viajar conscientemente pelas esferas planetárias e não ser mais arrastado por elas.

Sacrifício pela Humanidade:

O amor consciente e o serviço desinteressado aos outros geram Dharma (crédito cósmico). O Dharma nos permite “negociar com a Lei”. Um Iniciado pode, em momentos de trânsitos astrológicos difíceis, oferecer seu capital cósmico para saldar dívidas kármicas e alterar o resultado de eventos que, de outra forma, seriam catastróficos.

Em síntese, a Astrologia Gnóstica revela que o destino existe, mas não é uma fatalidade absoluta. É uma lei que se aplica à consciência adormecida. O objetivo da Gnosis é nos dar as ferramentas para despertar, pagar nossas dívidas, eliminar a causa da dor (o Ego) e, finalmente, empunhar o cetro do poder sobre nosso próprio universo interior. Assim, o Iniciado deixa de ser um escravo das estrelas para se converter, ele mesmo, em uma estrela consciente, um Sol no macrocosmos.

Aplicações Práticas

A Astrologia Hermética, na perspectiva gnóstica, transcende a mera previsão de eventos para se tornar uma poderosa ferramenta de transformação interior. Sua aplicação prática não reside em se conformar com um destino pré-escrito, mas em usar o conhecimento das influências astrais para mapear a própria psique e trabalhar ativamente pela Revolução da Consciência.

Como usar a Astrologia Hermética para o Autoconhecimento?

Na Gnosis de Samael Aun Weor, a Astrologia Hermética transcende a mera previsão para se tornar uma das mais poderosas ferramentas de autoconhecimento e trabalho interior. O princípio fundamental é que o Zodíaco não está apenas no céu; ele é um mapa vivo do nosso próprio microcosmo, do nosso universo psicológico. Usá-la para o autoconhecimento é um trabalho prático, não teórico, que se baseia na Revolução da Consciência.

Aqui estão os passos práticos para aplicar a Astrologia Hermética em seu trabalho interior:

O primeiro passo é deixar de ver os signos e planetas como forças externas. Cada signo zodiacal representa um arquétipo, uma parte da nossa própria psique. Por exemplo:

Áries em nosso interior

Ele é a força do impulso, da iniciativa, mas também da ira e da violência.

Touro

É a paciência e a perseverança, mas também a gula e a teimosia.

Gêmeos

Este é a capacidade de adaptação e a inteligência, mas também a superficialidade e a dualidade mental.

O trabalho consiste em identificar como essas doze forças atuam dentro de nós, em nossos pensamentos, sentimentos e ações.

A chave mestra é a auto-observação de instante em instante. Em vez de apenas ler sobre as características do seu signo solar, use a astrologia para identificar os “Eus” ou agregados psíquicos em ação.

Uma vez que um “Eu” foi identificado através da auto-observação (por exemplo, um Eu de orgulho), o seguinte passo é levá-lo à meditação. O objetivo é compreender profundamente esse defeito: como ele atua, o que o alimenta, que danos ele causa a nós e aos outros, e como ele nos escraviza. A compreensão é a antecâmara da eliminação.

Após compreender o defeito, o passo final é a eliminação. A Gnosis ensina que não podemos eliminar nossos defeitos com a mente. É preciso suplicar à nossa Mãe Divina Kundalini particular, essa força ígnea que reside em nosso interior, para que ela desintegre o “Eu” que foi compreendido. Pede-se: “Mãe minha, desintegra este eu da ira (ou da cobiça, da preguiça, etc.)”.

Os trânsitos astrológicos (o movimento atual dos planetas) deixam de ser “bons” ou “maus presságios” e se tornam oportunidades de trabalho.

Desta forma, o Iniciado Gnóstico usa a Astrologia Hermética para se antecipar às suas próprias fraquezas e transformar as crises kármicas em oportunidades de libertação. A astrologia deixa de ser a ciência do destino para se converter na ciência que nos ensina a nos tornarmos os Mestres de nosso próprio destino.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

Desvende os Mistério da Astrologia Gnóstica: Instituto Gnosis Brasil

Você já sentiu que os horóscopos tradicionais mal arranham a superfície de quem você realmente é? Busca uma ferramenta de autoconhecimento que não apenas descreva sua personalidade, mas que ofereça um caminho prático para a transformação interior?

Se a sua alma anseia por respostas mais profundas, o Instituto Gnosis Brasil convida você a mergulhar na sabedoria milenar da Astrologia Hermética. Longe de ser um método de adivinhação, esta ciência sagrada é um mapa divino para a jornada da sua alma, uma chave para a libertação da consciência e a conquista do seu verdadeiro propósito.

Por Que a Astrologia Hermética Gnóstica é Diferente de Tudo o Que Você Já Viu?

Enquanto a astrologia convencional muitas vezes nos prende a rótulos e a um destino pré-definido, a Astrologia Hermética, sob a luz da Gnosis, nos entrega as ferramentas para nos tornarmos os mestres do nosso próprio caminho.

Nos cursos e conferências do Instituto Gnosis Brasil, você aprenderá que:

  • Seu Mapa Astral é um Contrato da Alma: Descubra como a configuração dos astros no seu nascimento revela não uma sentença, mas sim sua missão kármica, seus desafios de vida e as virtudes que você veio desenvolver.
  • O Zodíaco é um Ginásio Psicológico: Cada um dos doze signos representa um “Trabalho de Hércules” interior, uma área da sua psique que precisa ser compreendida, trabalhada e purificada para que sua essência possa brilhar.
  • Você Pode Mudar Seu Destino: A Gnosis ensina que os astros inclinam, mas não obrigam. Através de práticas de meditação, alquimia interior e autoconhecimento, é possível transcender as influências mecânicas e forjar um destino superior.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

O Que Você Aprenderá em Nossos Cursos e Conferências?

Nossa metodologia, baseada nos ensinamentos dos mestres Samael Aun Weor e Lakhsmi Daimon, é prática e revolucionária. Preparamos um caminho estruturado para que você possa aplicar este conhecimento em seu dia a dia.

  • Decifre seu Zodíaco Interior: Vá além do seu signo solar e compreenda como as doze forças cósmicas atuam em seus pensamentos, emoções e ações.
  • Alquimia e Astrologia: Entenda a relação sagrada entre os planetas e os processos de transmutação interior para transformar seus defeitos (chumbo) em virtudes (ouro).
  • Karma e Dharma: Identifique os padrões repetitivos em sua vida e aprenda a trabalhar conscientemente para pagar suas dívidas kármicas e viver de acordo com seu propósito superior.
  • Exercícios Práticos e Meditações: Receba práticas zodiacais específicas para ativar e equilibrar as energias em seu corpo, despertar a intuição e fortalecer sua conexão com o Ser.

Dê o Primeiro Passo na Sua Jornada de Autoconhecimento

Se você se sente chamado a deixar de ser um espectador das estrelas para se tornar o protagonista consciente da sua própria vida, sua jornada começa aqui.

O Instituto Gnosis Brasil oferece uma variedade de formatos para você iniciar seus estudos:

  • Conferências Públicas e Gratuitas: Participe de nossas palestras introdutórias (online e presenciais) e tenha um primeiro contato com a profundidade deste conhecimento.
  • Cursos Regulares de Gnosis: Aprofunde-se em um estudo estruturado que integram temas como Astrologia Hermética, Cabala, Alquimia e a Meditação.
  • Workshops e Seminários Temáticos: Explore tópicos específicos e mergulhe em práticas intensivas para acelerar seu desenvolvimento interior.

Não espere mais para decifrar os mistérios da sua jornada espiritual. As respostas que você busca não estão escritas nas estrelas, mas na sua capacidade de compreendê-las e trabalhar com elas.

Visite o site do Instituto Gnosis Brasil, confira nossa agenda de eventos e inscreva-se hoje mesmo. A jornada para se tornar o mestre do seu universo interior espera por você!

Acesse Aqui!

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *