A Lei Pêndulo e a Lei do Círculo

A Mecânica da Vida e a Oscilação Humana

Primeiramente, a humanidade, a nação e cada pessoa vive, em maior ou menor grau, pelo que o estudioso chama de Lei do Pêndulo. Por exemplo, como um pêndulo que num determinado momento pende para um lado e, em seguida, pende para o outro, o indivíduo fica alegre e contente num instante. Em contrapartida, em outra vez, o sujeito sente depressão e tristeza.

Consequentemente, o ser humano enfrenta a época de bem-estar e a época crítica, seja na área econômica, social ou familiar. Além disso, a pessoa experimenta o momento de otimismo e o momento de pessimismo. Inegavelmente, a dor atinge o indivíduo, pois a alma vive sob a mecânica Lei do Pêndulo, a qual abrange a tese e a antítese.

O Pêndulo na História das Nações

Do mesmo modo, a nação sofre essa influência. Especificamente, num determinado instante o historiador vê Roma crescer, florescer e alcançar o apogeu imperial. Por outro lado, em outro momento, o observador nota o fracasso de Roma. De fato, o inimigo derrota a cidade continuamente até o império desaparecer. Isso ocorre porque o pêndulo já apontava para outro lado, ou seja, para o reino feudal que surgia e crescia em número.

Muito antes, o Egito reinou como o grande centro econômico, social, cultural e religioso do mundo conhecido enquanto o hebreu vagava pelo deserto. Posteriormente, o pêndulo mudou de direção. Como resultado, o egípcio perdeu o poder e o prestígio dele. Enquanto isso, o hebreu organizou a si mesmo e levantou a própria tribo vitoriosamente.

A Mudança de Personalidade e as Relações

Igualmente, como a sístole seguida da diástole do coração, a personalidade da pessoa muda. Principalmente, o nativo da constelação de Gêmeos apresenta essa característica. Assim, o bom amigo torna a si mesmo uma pessoa amarga ou indiferente para com o companheiro. Mais tarde, essa mesma pessoa muda novamente e volta a ser um bom amigo. Por isso, o sujeito precisa ter paciência.

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O Círculo Mágico e o Caminho do Meio

Então, como o estudante aprende a manejar tal lei que rege a tudo? Nesse sentido, Tomás de Kempis já dizia na obra “Imitação de Cristo”: “Não sou mais porque me elogiam, nem menos porque me vituperem, porque sempre sou o que sou”.

Ademais, Samael Aun Weor ensina que o buscador não deve viver dentro da Lei do Pêndulo. Pelo contrário, o discípulo deve viver dentro de um círculo fechado, o qual o mestre chama de Círculo Mágico. Portanto, o indivíduo precisa imaginar a si mesmo – realmente imaginar – dentro do círculo fechado, sem importar o que ocorra com a pessoa em qualquer momento da vida.

Desse modo, o sujeito aprende a ver a circunstância da vida de igual maneira. Logo, o observador enxerga a situação cotidiana como um desfile contínuo de alegria e tristeza, euforia e depressão, gargalhada e lágrima. Certamente, a pessoa atenta vê a dupla face de uma mesma coisa, pois tudo na criação possui o lado positivo e o lado negativo. Assim sendo, o buscador precisa aprender a situar a si mesmo no meio. Historicamente, a doutrina de Gautama Sakyamuni e de Krishna, o Cristo da Índia, ensinou esse preceito há muito tempo.

A Compreensão dos Opostos na Filosofia

Sobre isso, a seguinte reflexão explica o processo com exatidão:

“Por esse círculo vão passando todos os pares de opostos da Filosofia: as Teses e as Antíteses, as circunstâncias agradáveis e as desagradáveis, as épocas de triunfo e de fracasso, o otimismo e o pessimismo, o que chama “bom” e o que chamam “mau” etc. … O erro mais grave na vida é querer ver nada mais que uma face de qualquer questão, uma face de uma amizade, uma face de uma circunstância, uma face de um objeto qualquer, uma face de um acontecer. Isso é grave, pois tudo é duplo.” (Samael Aun Weor)

A Aplicação Prática Diante da Alegria e da Tristeza

Por conseguinte, no momento de grande tristeza, a pessoa deve imaginar a si mesma dentro do círculo. Em seguida, o sujeito precisa recordar que tudo passa e que o bom momento chegará um dia, mais cedo ou mais tarde, conforme o Karma do indivíduo. Para isso, a pessoa realiza a prática sem fazer qualquer objeção, reclamação ou choramingo.

Por outro lado, quando o ser humano se encontra no momento feliz, ele deve utilizar a imaginação e pôr a si mesmo no círculo fechado. Nesta ocasião, o indivíduo recorda que tudo passa e que o momento ruim alcançará a vida dele um dia. Semelhantemente, a pessoa deve aplicar essa atitude na profissão, com o amigo, com a família, com a situação econômica e com a saúde.

O Despertar da Consciência

Todavia, isto não quer dizer que a pessoa não deve aproveitar o momento feliz. Definitivamente, o esoterista não aceita o pessimismo. Apenas, o praticante precisa ver a dupla face e conciliar o oposto sem deixar que a mente leve a consciência como uma marionete. Em suma, a atitude correta representa o ato de viver na Lei do Círculo. Finalmente, esse constitui o caminho do despertar.

Por fim, a alma dita: Desperta, Consciência, Desperta!

Este artigo foi redigido com base nos ensinamentos do, V. M. Samael Aun Weor

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2 comentários em “A Lei Pêndulo e a Lei do Círculo”

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