O Valor Interno e Externo das Palavras e Mantras
Em primeiro lugar, em toda palavra existe um valor externo e outro interno. Por outro lado, os ignorantes ilustrados, que tanto abundam neste século, podem rir-se do que desconhecem. Sendo assim, essas pessoas supõem que os mantras são palavras sem valor algum e que, consequentemente, sua energia se perde no espaço.
De fato, eles ignoram o valor interno das palavras. Em outras palavras, eles desconhecem a substância principal da palavra e, por isso, se riem dos mantras. Como resultado, deve-se reiterar que em toda palavra existe um valor externo e outro interno. Além disso, é precisamente o valor interno a substância principal da palavra.
A Geometria Oculta e as Dimensões Superiores do Espaço
Certamente, o elemento interno da palavra não se encontra compreendido dentro do espaço tridimensional humano. Pelo contrário, o elemento interno da palavra há que procurá-lo no espaço superior com dimensões superiores às conhecidas. Dessa forma, o espaço aparece diante da humanidade unicamente como uma parte do espaço superior.
Assim, é como se chega à conclusão de que não se conhece todo o espaço. Na verdade, o único que se conhece é essa pequena parte que pode ser medida em termos de longitude, latitude e altura.
Ademais, o elemento interno da palavra se processa geometricamente nas dimensões superiores do espaço. Portanto, conforme é explicado na obra “O Matrimônio Perfeito” do Mestre Samael.
“Pode-se certamente formar uma estrela pentagonal, invisível para os olhos físicos, mas perfeitamente visível para o sexto sentido.”
A Ilusão da Matéria e os Limites da Ciência Física
Sob o mesmo ponto de vista, nada sabem os Pseudocientistas sobre a quarta dimensão da matéria no espaço. Do mesmo modo, nada sabem sobre a hipergeometria desse tipo espacial de quarta dimensão.
Consequentemente, definir o espaço como a forma da matéria no Universo padece da deficiência mais grave, que é introduzir o conceito de matéria, do desconhecido. Isso ocorre porque, realmente, a matéria continua sendo o desconhecido.
Por conseguinte, todas as tentativas de definição física da matéria somente conduzem a um beco sem saída: X=Y, Y=X: Este é, sem dúvida, o beco sem saída dos físicos. Da mesma forma, as definições psicológicas sobre a matéria conduzem também ao mesmo beco sem saída. A respeito disso, um sábio disse:
“A matéria (como a força) não nos dá nenhuma dificuldade. Entendemos tudo o que a ela se refere, pela razão muito boa de que nós a inventamos. Quando falamos de matéria pensamos em objetos sensíveis. Com o que nos custa trabalho tratar é com a mudança mental dos feitos concretos mais complicados. Falando estritamente, a matéria existe somente como um conceito. Para dizer a verdade, o caráter da matéria, ainda que se fale dela somente como um conceito, é tão pouco óbvio que a maior parte das pessoas é incapaz de dizer-nos exatamente o que é que entendem por ela.”
Apesar disso, ninguém sabe realmente que coisa é matéria e, no entanto, sobre esse conceito está fundada a escola conservadora e reacionária do positivismo materialista.
Ainda que muitos não gostem, deve-se afirmar que a matéria e a energia são palavras aceitas oficialmente para designar uma grande série de fatos complicados cuja origem substancial desconhece a ciência.
Afinal, quem viu a matéria? Quem viu a energia? Na realidade, veem-se unicamente fenômenos. De igual maneira, ninguém viu a matéria independentemente da substância. Tão pouco, ninguém viu a energia separada do movimento.
Assim, pois, com isto fica demonstrado que a matéria e a energia são unicamente conceitos abstratos. Logo, ninguém vê a matéria separada do objeto. Igualmente, ninguém vê a energia separada do movimento.
Em suma, a matéria e a energia separadas das coisas e dos fenômenos são um mistério para o ser humano. Além do mais, o ser humano é subconsciente em noventa e sete por cento e consciente em três por cento. Por causa disso, o ser humano sonha com os fenômenos da Natureza e, por fim, os denomina matéria, energia, etc.
A Origem do Universo Através do Logos e do Verbo Sagrado
Antes de mais nada, antes que existisse o Universo, e antes que existissem todos os fenômenos, existia a palavra. Inegavelmente, realmente o Logos soa.
Posteriormente, no amanhecer da Vida, o Exército da Voz celebrou os rituais do fogo cantando em língua sagrada. Com isso, a Grande Palavra cristalizou-se em figuras geométricas que, em seguida, se condensaram mediante a Matéria Prima da Grande Obra, dando origem a todos os fenômenos da Natureza.
Nesse sentido, o mundo e a Consciência são realmente o resultado da palavra.
Ainda assim, o espaço tridimensional é uma propriedade da percepção material humana. No entanto, quando se melhora a qualidade das representações, melhora também a qualidade das percepções. Em virtude disso, entra-se nas dimensões superiores do espaço, onde o mundo tridimensional já não existe e, enfim, somente fica na memória como um sonho.
A Estrela Flamígera e o Poder do Verbo

Eventualmente, o mundo que se apresenta diante da Consciência é somente a mecânica de todas essas causas combinadas que, por sua vez, dão origem a uma série definida de sensações.
Por outro lado, muito além do mundo e da Consciência se encontra a causa principal de toda existência. Ou seja, esta é a Palavra. Sendo assim, é o Verbo que cria mundos.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo era com Deus, e o Verbo era Deus”. Todas as coisas foram feitas por Ele; e sem Ele nada do que é feito, foi feito”. “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”. “E a luz nas trevas resplandece: mas as trevas não a compreenderam”.
Para concluir, o Verbo está plenamente simbolizado com a estrela de cinco pontas. Com efeito, esta é a estrela flamígera. Graças a ela, é possível defender-se dos tenebrosos. Definitivamente, diante desta estrela maravilhosa tremem as colunas de anjos e demônios.
Baseado no Livro “O Matrimônio Perfeito” de Samael Aun Weor
Acesse: Gnosis Brasil

