Segredos do Matrimônio Perfeito. Desvende os mistérios ocultos através do despertar da Consciência.
Primeiramente, este artigo propõe uma profunda reflexão sobre os ponto s-chave do livro O Matrimônio Perfeito. Além disso, é um convite ao estudo sobre os profundos mistérios da união e sobre o que, de fato, estamos sendo para o outro. Muitas vezes, perguntamo-nos: em que momento se perdeu o encanto e o cuidado? Consequentemente, precisamos entender como agir para reavivar essa lareira.
Por outro lado, para os jovens, este texto serve como uma reflexão sobre a seriedade que envolve o passo para o matrimônio. Pois, antes de mais nada, o importante é o trabalho que estamos realizando sobre nós mesmos. Afinal, devemos ser um presente para o outro, exercendo uma profunda autocrítica. Do mesmo modo, é necessário saber ser tolerante e entender as razões do parceiro, visto que é no casamento que verdadeiramente se aprende a amar.
A Dualidade na Criação: O Eterno Feminino e o Masculino
Ao observarmos toda a criação, encontra-se sempre dois polos complementares: a semente que penetra na terra, a luz que se expande no ventre da mãe espaço, e a semente humana que penetra em um óvulo. Assim, possibilita-se a criação de outro ser.
Nesse contexto, observa-se a presença do eterno feminino em todos esses exemplos. Seja na mãe espaço, visível na escuridão das noites estreladas, seja na mãe natureza, representada na negra terra. Igualmente, isso ocorre em uma mulher que carrega dentro de si uma matriz, um útero capaz de gerar um outro universo.
Portanto, em todos estes aspectos encontra-se essa força passiva, mas não passional; uma força receptiva, porém não morta. Isso ocorre porque ela é a que dá forma e molda todos os seres; a mãe é aquela que dá beleza, que gesta e forma.
De fato, na própria mulher pode-se encontrar as expressões mais íntimas da natureza. Isso demonstra sua profunda conexão com esse aspecto receptivo. Por exemplo, uma mulher encontra, em seu ciclo menstrual, as quatro estações do ano e todo o sacrifício que isso exige. Assim como a semente rompe a terra para nascer, também a mulher sente as dores da criação.
A Complementaridade das Forças
Em contrapartida, existe outra força, aparentemente mais bruta e rústica. Ou seja, algo que precisa ser trabalhado e gestado. Essa força é a semente, a luz, a razão, representada em suas diversas expressões como a energia em movimento, o som e o verbo.
Na nossa mente, isso é um pensamento; na nossa boca, é uma palavra; na criação, é um raio de luz que fecunda o caos. Logo, essa força é representada no homem. Contudo, é fundamental compreender que essas duas forças não são opostas, mas sim complementares.
“O homem é uma metade, a mulher é a outra metade. Durante o ato sexual se experimenta a felicidade de ser completos” – V.M. Samael Aun Weor
O Despertar da Energia Sexual e o Magnetismo
A busca por completar-se com o outro polo manifesta-se, naturalmente, quando os órgãos sexuais entram em atividade. Sobretudo na adolescência, uma magia ocorre, pois o corpo passa a produzir a energia sexual.
Por um lado, o homem produz uma energia ativa, muito concentrada nos próprios órgãos sexuais. Esse fenômeno é representado mitologicamente na figura de Prometeu acorrentado à dura pedra. Se essa energia for sabiamente canalizada, pode ir formando um homem nobre, capaz de controlar seus impulsos, pensamentos e sentimentos. Caso contrário, surgem as fraquezas, irritabilidades e carências. De fato, essa energia é tão poderosa que modifica a voz e o corpo dos rapazes, produzindo crises emocionais.
Por outro lado, na mulher essa energia também entra em atividade e produz diversas mudanças. Como é uma energia que se espalha por todo o corpo, as mulheres a sentem em várias partes e zonas erógenas. Consequentemente, processam-se as mudanças que dão a beleza ao corpo feminino, tão bem representada pelos pintores renascentistas.
Entretanto, a energia na mulher é mais passiva e precisa de certas ações para ser ativada. Por isso, geralmente, o próprio órgão sexual da mulher não se abre se não houver uma conquista anterior.
A Dança da Conquista
Historicamente, esse evento foi representado nas diversas mitologias. Sejam os conquistadores da bela Helena de Troia, sejam os heroicos guerreiros das fábulas que libertam a donzela, ou ainda a incrível dança do tangará para conquistar a fêmea.
“O homem é capaz de todos os heroísmos, a mulher de todos os martírios. O heroísmo enobrece, o martírio sublima.” – Victor Hugo
Em suma, em todos esses exemplos encontra-se a atração magnética entre dois polos. Quando essa energia entra em atividade, produz o amor romântico e a alegria de viver. No fundo, o que encontramos é a própria vida querendo se expressar, impulsionando a união de opostos.
A Consubstanciação do Amor no Ato Sexual
“Para que haja verdadeiramente amor é necessário que o homem e a mulher se adorem em todos os sete grandes planos cósmicos” – V.M. Samael Aun Weor
Dessa forma, a união dos dois polos é o que se pode chamar de consubstanciação do amor. Trata-se de uma relação complexa, que abarca não apenas dois corpos, mas também a afirmação de uma união prévia em níveis de pensar, sentir e agir. Portanto, o ato sexual deve ser o último passo na união de duas pessoas, o enlace final de duas almas que se conectam.
É óbvio que o que se está tratando neste artigo foge da atual cultura, regida por imediatismos. No entanto, sob a luz da doutrina Gnóstica, entende-se que esse momento é sublime, no qual os dois polos viram um.
Nesses instantes de suprema adoração, os órgãos sexuais formam uma cruz. Assim, o casal torna-se uma única pessoa. Pode-se dizer que a sensação de completude é um reflexo de todo o esforço da natureza para esse encontro. Nesse momento, os dois se tornam o símbolo do matrimônio perfeito.
“O homem e a mulher unidos sexualmente durante o êxtase supremo do amor são realmente um Elohim terrivelmente divino.” – V.M. Samael Aun Weor
Desafios e Soluções no Matrimônio
Todos esses aspectos levam duas pessoas a assumirem o compromisso formal do casamento. No entanto, no matrimônio temos a possibilidade de ver-nos de corpo inteiro. Conforme vão passando os anos e a intimidade aumenta, a paixão passa e agimos de forma natural. Devido à intensa troca de energia, o casal se torna uma única vida.
Embora isso devesse ser muito belo, nem sempre o é. Pois, quando caem as barreiras sociais, podemos passar a agir de forma grosseira e com desleixo.
Além disso, outro fator que afeta muitos casamentos é o desperdício da energia sexual. Infelizmente, fomos ensinados a perder essa energia. Porém, ao observar o ato, percebe-se que o magnetismo vem justamente da energia em atividade.
O Triunfo do Casal
Dessa maneira, pode-se observar dois aspectos importantes para o triunfo de um Matrimônio:
- Primeiramente, o trabalho psicológico que cada um deve realizar em si. Isto é, desenvolver os valores nobres da alma. Esse trabalho é um autocuidado para que, ao entrarmos em uma relação, estejamos prontos para somar e entregar flores não apenas físicas.
- Em segundo lugar, a questão do sábio manejo da energia sexual. Isso é o que ficou conhecido como tantrismo branco, sintetizado pelo V.M. Samael Aun Weor no livro O Matrimônio Perfeito.
O Lar como Templo Sagrado
Finalmente, duas pessoas que saibam manejar corretamente esses estudos vão formando um verdadeiro Lar. Não se trata apenas de um ambiente físico com quatro paredes. Pelo contrário, é um lugar onde se gestam os valores superiores da alma humana.
Etimologicamente, a palavra “lar” remete aos deuses dos lares da mitologia greco-romana. Eles personificavam aspectos como o fogo, o alimento, a proteção, a beleza e a harmonia.
Imaginemos, por exemplo, uma casa aconchegante onde cada ambiente exerce sua função sagrada: a cozinha transformando a vida, o quarto como templo da consubstanciação do amor, e uma lareira central que jamais se apaga. Essa é, sem dúvida, uma visão simbólica de um lar.
Para que isso ocorra, são necessários valores. Mas, tudo depende do trabalho individual. Se o lar for palco de agressões e ofensas, as forças que protegem a casa se retiram. Como resultado, fica apenas uma casa fria.
Para concluir, deixamos a reflexão do mestre:
“O lar dos iniciados gnósticos deve ter um fundo de alegria, música, e beijos inefáveis. A dança, o amor e a dita de querer fortificam o Embrião de Alma que as crianças levam dentro. Assim é como os lares gnósticos, são um verdadeiro paraíso de amor e sabedoria.” – V.M. Samael Aun Weor


Este artigo ficou excelente! Trouxe muitos detalhes interessantes sobre esta arte que é aprender amar. Agradeço.
Apaixonada por esse artigo parabéns Simplismete lindo.
Simplismente lindo e verdadeiro, ressoa muito com minha energia e entendimento, ampliar oa horizontes, realmente a verdade liberta! Gratidão
Artigo fantástico, parabéns. Gratidão, Namaste.
Que artigo perfeito!! Obrigada por vocês nos presentear com tais conhecimentos.