Força da Vontade: Como Despertar o Poder de Mover o Mundo

O Mestre Samael Aun Weor afirma categoricamente que a Força da Vontade faz parte da constituição interna do ser humano. Consequentemente, ela atua como um poder superior que emana diretamente da Consciência do indivíduo. No entanto, o buscador necessita despertar primeiramente para conseguir empunhar essa espada de luz, ou seja, para exercer tal força de forma efetiva.

Durante o final do ano, a sociedade nota que o ser humano frequentemente traça resoluções para o novo ciclo que se aproxima. Porém, quando o indivíduo faz um balanço das metas que ele mesmo estabeleceu para o ciclo anterior, a pessoa soma mais fracassos do que conquistas. Consequentemente, o praticante esquece ou deixa de lado os projetos pessoais estipulados em janeiro muito antes do Natal.

Inegavelmente, o resultado disso gera uma frustração evidente. A verdade mostra que, apesar do impulso inicial para estabelecer tais objetivos, o sujeito não possui a força de vontade e a continuidade de propósito necessárias para o triunfo definitivo. Mas, por que o ser humano fracassa? O que impede o buscador de alcançar os objetivos que ele traça para a própria vida? Certamente, vários fatores contribuem para esse cenário; contudo, a falta de Vontade atua como o determinante principal.

A Grande Força da Vontade na História

Inegavelmente, o estudioso gnóstico considera a Força da Vontade como a maior força criadora que o ser humano possui. Por isso, as mitologias de diferentes civilizações representaram esse poder superior através do símbolo da Espada. Observe como a história ilustra esse mistério:

  • Os Celtas: Primeiramente, na história do rei Artur, a lenda descreve Excalibur como uma espada de luz encravada na pedra. Dessa forma, somente o escolhido de coração puro consegue empunhar a arma mágica.
  • Os Nórdicos: Em seguida, nas lendas nórdicas, o herói Sigmurd remove a espada mágica que Odin cravou anteriormente na Árvore Barnstokkr, que o povo considera uma macieira sagrada. Ademais, Odin decretou que somente um guerreiro digno conseguiria remover a lâmina de dentro da árvore.
  • A Babilônia: Paralelamente, na antiga Babilônia, a espada de Gilgamesh possuía sete gemas. Portanto, enquanto todas as joias permanecessem em seu lugar, a espada continuaria indestrutível e capaz até mesmo de matar demônios e deuses.
  • Os Hebreus: Por fim, na tradição hebraica, um querubim empunha a Espada Flamejante. Consequentemente, ela serve para impedir o retorno dos impuros ao Plano Divino, a menos que o caminhante domine todo o Conhecimento oculto.

Que Vontade é essa? De onde ela vem?

Certamente, essa força maravilhosa integra a constituição interna do homem. Além disso, ela atua como um poder superior que emana diretamente da Consciência do indivíduo. No entanto, conforme mencionado anteriormente, o praticante necessita despertar primeiramente para conseguir empunhar essa espada, ou seja, para exercer tal força de forma completamente consciente.

Vontade X Desejo

Frequentemente, o estudante confunde ambas as forças como se elas representassem uma só coisa. Contudo, na verdade, as duas compõem dois polos de um mesmo elemento. Primeiramente, a Vontade age de forma positiva. Em contrapartida, o desejo atua de forma negativa, visto que este último enfraquece a primeira.

Além disso, a Força da Vontade provém exclusivamente da Consciência. Por isso, ela não guarda nenhuma relação com as satisfações egoístas do sujeito. Do mesmo modo, ela possui íntima relação com os valores mais puros do ser humano e com o real sentido da existência. Consequentemente, ela nada tem a ver com as conquistas efêmeras do mundo material.

Portanto, o discípulo precisa aprender a discernir aquilo que provém do corpo de desejos daquilo que provém da Alma. Sendo assim, o buscador que almeja exercer o poder positivo deve aprender a manifestar a Vontade de sua própria Consciência. Para isso, ele precisa sobrepor essa força superior aos desejos egoístas que ele carrega no íntimo.

Por que o Ser Humano não Exerce a Força da Vontade?

Infelizmente, enquanto o indivíduo carrega agregados ou eus psicológicos, ele não consegue exercer o poder genuíno da Força da Vontade. Visto que esse poder repousa totalmente dividido entre todos os eus que o sujeito abriga em seu próprio interior. Sendo assim, o ser humano desenvolve múltiplas vontades inconscientes e contraditórias.

Consequentemente, cada uma delas processa a sua energia em função de seu próprio condicionamento. Além disso, essas facções psicológicas colidem entre si frequentemente, o que torna o sujeito impotente, débil e, por fim, vítima das circunstâncias externas. Exatamente por esse motivo fundamental, os projetos pessoais fracassam amargamente.

“A Grande Obra é a conquista interior de si mesmo”

Certamente, a sabedoria ancestral afirma que a Grande Obra representa a conquista interior do próprio indivíduo. Contudo, a mente humana abriga uma guerra constante. Por exemplo, enquanto o agregado da ambição exige mais dinheiro e impulsiona o sujeito a empreender, simultaneamente, o eu da vaidade prefere realizar uma atividade física para tonificar os músculos do corpo.

Por outro lado, enquanto a inveja leva o estudante a ingressar em um curso para obter uma profissão prestigiosa, os prazeres da vida convidam a pessoa para as festas e para os eventos sociais. Ao mesmo tempo, o sujeito pretende manter uma boa saúde devido ao medo de adoecer; no entanto, a gula obriga o indivíduo a consumir o alimento mais prejudicial.

Consequentemente, o ser humano não possui um foco comum. Ademais, ele não alcança nenhuma canalização de força e energia. Portanto, o mortal apenas dedica o seu precioso tempo a satisfazer os caprichos superficiais do Ego pluralizado.

A Emancipação da Vontade

Inegavelmente, o buscador necessita desintegrar todos os eus que habitam o seu interior com urgência máxima, caso ele realmente queira a emancipação perfeita da Força da Vontade. Dessa forma, tal emancipação assegura ao sábio o domínio absoluto do ar, da água, do fogo e da terra.

Historicamente, o profeta Moisés liberou o poder elétrico da vontade e, consequentemente, dominou o dom dos prodígios. Sem dúvida, tanto os seres divinos quanto os humanos conhecem esse fato, já que os textos sagrados registraram tudo isso. Adicionalmente, Nicolas Flamel e Raimundo Lúlio liberaram a Vontade particular e realizaram inúmeros prodígios psicológicos que assombram a humanidade até hoje.

Similarmente, a Essência embutida no centro da psique funciona como o Gênio da lâmpada de Aladim, pois ela anseia desesperadamente por liberdade. Logo, caso o adepto liberte tal Gênio, a Entidade consegue realizar verdadeiros prodígios práticos. Infelizmente, a Essência atua hoje como a Vontade-Consciência que processa as suas energias estritamente em virtude do condicionamento psicológico do próprio indivíduo.

Imaginação e Vontade: O Par Criador

Certamente, o adepto encontra a chave do êxito na união de ambas as faculdades em vibrante harmonia. Portanto, essas forças compõem os dois lados da mente, onde um atua de forma masculina e o outro opera de forma feminina. Dessa maneira, quando o indivíduo trabalha esses dois lados com um propósito bem estabelecido, ele coloca a força da criação em plena atividade.

Por exemplo, o inventor concebe o telefone, o rádio ou o automóvel primeiramente com o poder da imaginação. Depois disso, ele cristaliza essas ideias geniais com a Força da Vontade. Consequentemente, ele converte as invenções em fatos tangíveis e em realidades completamente concretas.

A Vontade Consciente é Divina

Finalmente, quando o praticante libera a Força da Vontade, ela imediatamente se mescla e se funde com a Vontade Universal. Consequentemente, ela se torna verdadeiramente soberana. Acima de tudo, a Essência representa uma fração da alma, ou seja, a própria vontade universal. Portanto, quem possui a Vontade livre consegue originar novas circunstâncias gloriosas.

Em contrapartida, aquele que mantém a vontade engarrafada no Ego Pluralizado permanece como uma mera vítima das circunstâncias da vida. Decerto, ninguém consegue chegar à iluminação real nem consegue exercer o sacerdócio absoluto da Vontade Consciente se o sujeito não matar o próprio ego radicalmente aqui e agora. Dessa forma, a Gnosis descreve esse processo como a morte mística ou a morte psicológica do Ego.

Eliminar os Erros

Inegavelmente, a ação de eliminar os erros mostra-se mágica e maravilhosa. Porém, isso implica uma rigorosa auto-observação psicológica por parte do praticante. Em suma, o Iniciado apenas consegue exercer os poderes ocultos quando ele libera radicalmente o poder maravilhoso da Força da Vontade. Por conseguinte, ao emancipar tal força transcendental, o buscador alcança o triunfo físico e espiritual definitivo.

Por fim, o estudante precisa descobrir urgentemente como eliminar o Ego para liberar a sua Força da Vontade de maneira absoluta, de acordo com os profundos ensinamentos que o Mestre Samael Aun Weor extraiu e legou à humanidade!

Extraído dos ensinamentos do Mestre Samael Aun Weor

Acesse: Gnosis Brasil

2 comentários em “Força da Vontade: Como Despertar o Poder de Mover o Mundo”

  1. Pelo comum, as pessoas acreditam que fortalecendo seus desejos egoístas, irão obter maior controle da vontade. No entanto, a vontade sendo esse valor espiritual, nunca sera empunhada pelo ego. Muito melhor deixar esse poder fluir através da correção de nosso comportamento físico, mental e psicológico que tentar fortalece-lo com todas as técnicas “mentalistas” que existem.

  2. CARLOS ALBERTO HILGEMBERG HEINRICH

    Realmente é um ensinamento! Gratidão! Para mim falar da vontade, tem que exercê-la! É uma busca constante! É im exercício da vontade…só oque nesse momento posso dizer. Nessa condição que ora me encontro me resta trabalhar!

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