O Perfume da Paz

Primeiramente, um discípulo perguntou ao Mestre o que a paz representa. Consequentemente, o sábio respondeu: “Esse sentimento sublime é o perfume que exala de um coração tranquilo”.

Atualmente, o mundo encontra uma extrema dificuldade para achar uma pessoa que possua esse doce aroma. Inegavelmente, o observador nota apenas homens, mulheres e crianças atribuladas. Além disso, o indivíduo moderno apresenta-se inquieto, desequilibrado e incapaz de manter-se no próprio centro íntimo. Por conseguinte, a pessoa vive perdida em meio a problemas e complicações que a desorientam. Da mesma forma, o ser humano torna-se vítima de todo tipo de sentimento negativo e ansiedades. Desse modo, o que exala desses corações soa fétido e perturbador.

O Erro na Busca Pela Felicidade e Tranquilidade

Lamentavelmente, a humanidade fracassa no intuito de alcançar a harmonia interior. Consequentemente, o ser humano fracassa na busca contínua pela felicidade. Nesse sentido, o primeiro grande erro reside na ideia distorcida que o indivíduo nutre sobre o assunto. Inicialmente, a pessoa acredita que a sociedade pode implantar esse estado de fora para dentro. Ou seja, o sujeito acha que a tranquilidade depende de circunstâncias, situações ou mesmo forças externas.

Por isso, a humanidade delega a tarefa de “implantar a paz mundial” a organizações e entidades políticas. Certamente, esses grupos desempenham um papel importante. De fato, se essas instituições não existissem, a situação do planeta estaria bem pior. Contudo, se a solução dependesse apenas de fatores externos, o mundo já viveria plenamente tranquilo e não existiria mais nenhuma guerra na Terra. No entanto, o pensador percebe o indivíduo cada vez mais distante desse ideal supremo.

A Necessidade de Cultivar o Interior

Evidentemente, isso ocorre porque o praticante deve cultivar esse sentimento, e não tentar impor ou implantar a força. Basicamente, o ensinamento fala de algo profundamente interior. Logo, esse estado nasce primeiro dentro do indivíduo, diretamente em seu íntimo. Posteriormente, o sujeito espalha essa energia curativa para toda a humanidade. Afinal, a pessoa não pode oferecer algo que ela ainda não conquistou. Exatamente neste ponto, o ser humano comete falhas gravíssimas.

Os Paradoxos e Contradições da Sociedade

Por outro lado, constitui um imenso paradoxo que uma pessoa atribulada queira ensinar sobre a serenidade. Obviamente, a referida ação não gera nenhum resultado positivo. Da mesma forma, representa uma tremenda contradição que um país busque a harmonia para a própria população por meio da guerra.

Historicamente, Madre Teresa de Calcutá, em sua grande sabedoria, afirmou que não participaria de manifestações que querem combater uma coisa com foco na sua antítese. De maneira análoga, agir assim assemelha-se a pedir ajuda a Deus enquanto o sujeito invoca o Diabo.

A Fuga das Distrações e o Encontro do Equilíbrio

Atualmente, o observador nota que a sociedade realiza buscas por vias estranhas. Infelizmente, essas rotas levam o indivíduo ao oposto exato do objetivo almejado. Curiosamente, todo mundo quer ter tranquilidade. Contudo, o sujeito gosta de se deleitar em filmes e cenas de violência. Simultaneamente, a pessoa quer manter a serenidade, mas adora uma intriga de telenovela ou da vida real. Além disso, o ser humano deseja ter saúde. Todavia, ele não faz absolutamente nada de bom pelo próprio corpo físico.

Certamente, o mundo oferece muitos exemplos desse comportamento contraditório. Portanto, para encurtar a conversa sobre o tema abordado, o segredo verdadeiro consiste em cultivar esse perfume sublime dentro do próprio coração. Mas como o buscador alcança isso? Primeiramente, o praticante busca manter-se no centro de si mesmo. Assim, ele não balança com as oscilações do pêndulo da vida. Inegavelmente, quem possui consciência plena de si mesmo consegue ser muito mais equilibrado. Consequentemente, o desperto não vira uma marionete dos eventos externos. Afinal, a alegria ou a tristeza do sábio não dependem do vai e vem dos acontecimentos ou das ações de outras pessoas.

O Poder da Inspiração e do Silêncio Mental

Definitivamente, o buscador encontra o equilíbrio quando aprende a calar a mente e passa a ouvir a voz do íntimo no próprio coração. Logicamente, o mundo não possui um botão mágico que desligue o indivíduo do ambiente externo. Portanto, o praticante só torna isso possível mediante um esforço sincero e voluntário. Imediatamente, o estado de serenidade recompensa totalmente esse esforço, pelo simples fato de o sujeito repousar dentro de si mesmo.

Para alcançar esse estado, o Mestre oferece uma dica valiosa: o estudante deve buscar a inspiração contínua. Especificamente, o indivíduo precisa buscar inspirar-se nas coisas belas e simples. Por exemplo, a pessoa encontra essa beleza em uma flor, em um pôr do sol, em uma boa leitura, escutando música clássica ou permanecendo em uma boa companhia.

Neste ponto, o Mestre Samael Aun Weor destaca que a inspiração não tem absolutamente nada a ver com distração. Em contrapartida, quem busca por distrações é o próprio Ego. Afinal, o egoísmo quer deixar a Consciência humana cada vez mais aprisionada na ilusão.

Em suma, a inspiração representa um ato de expressão pura do Amor cósmico. Diante disso, o buscador deve procurar essa virtude no dia a dia. Para isso, o indivíduo medita, reflete e conhece a si mesmo. Finalmente, dessa maneira, a paz virá como um magnífico presente para a vida do praticante dedicado.

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3 comentários em “O Perfume da Paz”

  1. rosi Maria Andrade

    Lindo texto e verdadeiro
    Deus vive e mora no coração tranquilo.
    Seja a Paz e não guerra
    Seja Luz e afaste as trevas interiores e tudo ao redor será LUZ.

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