O presente texto analisa, à luz da experiência, a crua realidade da evolução do mundo e da humanidade, tanto no passado quanto no presente e no futuro. Primeiramente, esclarece-se que o mundo não representa o planeta Terra em si. Pelo contrário, o mundo compreende os sistemas de vida. Consequentemente, esses sistemas variam em oitavas superiores e inferiores, sempre de acordo com a humanidade que os habita e com o seu respectivo comportamento.
A Origem da Dependência Humana e Material
Sem dúvida, o ser humano possui a tendência de depender de alguém ou de algo, talvez devido a um instinto natural. Nos tempos antigos, as grandes culturas sobreviviam através da agricultura para o próprio sustento. Além disso, a população utilizava os artesanatos para intercambiar produtos. Naquela época, o indivíduo praticava assiduamente a religião e a ciência. Portanto, a nenhum homem ou mulher ocorria estar inconformado com aquilo que Deus lhe entregava.
Contudo, a própria evolução gerou o anelo para que cada pessoa acumulasse mais coisas. Logicamente, isso impediu o indivíduo de dedicar tempo para as práticas religiosas e científicas. Em seguida, as pessoas começaram a depender dos próprios inventos. Como resultado, a mente humana criou aspirações demasiadamente grandes em relação às coisas terrenais. Definitivamente, esta configura uma breve visão sobre a natureza do homem.
As Divisões Sociais e a Ilusão do Dinheiro
Atualmente, a sociedade divide o ser humano em diversos grupos, que o sistema chama de níveis sociais. Inegavelmente, tudo isto possui uma relação direta com o mundo, com o dinheiro e com o intelecto. Por exemplo, aquele que detém muito dinheiro depende do próprio dinheiro, dos bancos e dos negócios.
Por outro lado, aquele que possui menos dinheiro depende daquele que tem mais. Igualmente, este indivíduo sofre com os negócios, com as preocupações e, acima de tudo, com a aspiração de alcançar o mesmo patamar financeiro. Ademais, o sujeito que tem menos recursos depende do emprego que o chefe lhe oferece e das condições que o empregador lhe impõe. Surpreendentemente, nenhum destes sujeitos acredita na própria escravidão. Dessa forma, nenhum deles conhece a verdadeira liberdade, visto que a constante dependência elimina a paz.
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As Amarras da Política e a Falsa Liberdade
Da mesma forma, a política reflete essa exata dependência. Por conseguinte, o Presidente da República depende do Congresso, do Senado e dos Tratados Internacionais. Portanto, o governante não consegue fazer aquilo que quer ou que pensa. Similarmente, o Ministro obedece às ordens do Presidente e aos compromissos que o político adquire através de promessas e compadres.
Assim sendo, a hierarquia aprisiona Presidentes, Senadores, Ministros, Deputados, Governadores e Prefeitos. Afinal, tudo isto representa uma dependência mútua. Diante disso, o leitor questiona sobre quem detém a verdadeira liberdade. Certamente, nenhuma destas pessoas pode dizer: “Vou fazer o que quero”, sem que os compromissos, os códigos ou os superiores imponham barreiras. Na verdade, o sistema abriga pobres escravos que acreditam na própria liberdade e no papel de líderes. Consequentemente, o líder sempre encontrará uma vítima para demonstrar a própria força, o poder e a autoridade, pois algum pobre paroquiano precisa pagar o preço. Por fim, o cenário religioso repete exatamente a mesma dinâmica.
Crença, Fanatismos e o Peso do Conformismo
Ao longo da história, a sociedade herdou a mesma ignorância, os mesmos dogmas e os velhos fanatismos. Pior ainda, a humanidade perpetuou o mesmo conformismo. Geralmente, o indivíduo conserva excessivamente as tradições. Por exemplo, quando o mestre ensina alguém sobre o Despertar da Consciência ou sobre a Revolução da Consciência, o aprendiz lembra imediatamente da herança do avô, do pai e da mãe. Em seguida, a pessoa profere a seguinte frase: “Eu não posso mudar minha religião”.
Infelizmente, esta pobre pessoa não quer admitir que os próprios avós, pais e antepassados viveram em profunda pobreza e ignorância. Historicamente, essas gerações nasceram, cresceram, reproduziram-se como animais e morreram de forma comum. Enquanto a morte surpreendeu uns em colchões de plumas e nas melhores clínicas, o fim alcançou outros como cachorros à beira do caminho. Contudo, a morte encerrou a trajetória de todos do mesmo modo.
Posteriormente, a família enterrou alguns em luxuosas abóbadas. Em contrapartida, a terra pura engoliu outros sem sequer um caixão. No entanto, os vermes consumiram todos eles sem distinção. Diante disso, o pensador questiona sobre o destino da consciência, sobre os valores adquiridos na vida e sobre a religião praticada. Sem dúvida, a religião não fez nada por eles. Certamente, esta representa uma realidade muito triste. Contudo, essa reflete a verdadeira condição humana.
A Salvação Individual e a Verdadeira Religião
Por isso, o sujeito prefere negar qualquer crença e cumprir a Lei de Deus diretamente. Em contraste, o hipócrita acredita na própria salvação e perdoa os pecados alheios com arrogância. Lamentavelmente, essas criaturas recusam o autoconhecimento. Dessa forma, o crente não reconhece que a salvação exige um esforço individual e muito pessoal. Logo, a redenção não depende do perdão de pessoas.
Para ilustrar, o Cristo explicou o caminho de forma muito clara quando disse: “Nega-te a ti mesmo, toma tua cruz e siga-me”. Do mesmo modo, a Bíblia diz: “Há que ser perfeitos como vosso Pai que está nos céus”.
Entretanto, o fanático defende a estagnação apenas porque herdou a religião dos avós. Consequentemente, esse indivíduo não busca a própria perfeição. Além disso, a pessoa recusa a libertação de todos os jugos atuais e dos códigos de ética moral que os homens escreveram. Na verdade, a maior parte dessas regras serve apenas para um livreto de teatro.
Por conseguinte, essas pessoas acreditam cegamente naquilo que as escolas religiosas ensinam. Contudo, o seguidor recusa compreender a existência de uma única religião no mundo. Historicamente, apenas o nosso Senhor o Cristo viveu e praticou essa doutrina. Efetivamente, essa religião possui um único nome: AMOR – AMOR – AMOR.
Ele confirmou essa verdade quando orou por todos os torturadores e disse: “Pai, perdoa-os porque não sabem o que fazem”. Portanto, aquele que não busca a própria regeneração para manter as velhas crenças transforma-se em uma pobre sombra. Consequentemente, este habitante do mundo soterrado colabora continuamente com o império das trevas e com a economia da natureza, enquanto o sistema o devora repetidas vezes.
Em Busca da Liberdade e o Voo para a Consciência
Finalmente, o leitor precisa buscar a própria liberdade. Adicionalmente, o buscador necessita encontrar o próprio Ser. Acima de tudo, o indivíduo deve voar até as esferas mais altas. Assim, a pessoa assemelha-se ao Condor que voa pelas alturas do espaço. Porque esta ave vive e se reproduz nos picos mais altos, nenhum outro animal consegue lhe causar danos.
POR AMOR A DEUS E PELA CONQUISTA DO SER, O INDIVÍDUO DEVE ROMPER TODAS ESSAS CORRENTES E GRILHÕES QUE O MANTÊM ATADO A ESTE MUNDO E AOS SEUS SISTEMAS.

