A Depressão e o Sacrifício da dor

A Balança da Vida e a Inevitabilidade da Dor

Para iniciar, utiliza-se de uma analogia com a balança da vida. Em um prato dessa balança, o indivíduo encontra a dor, enquanto do outro lado ele percebe a reflexão. Desse modo, a dor funciona como uma moeda de troca ou uma energia. Consequentemente, dependendo da maneira como a pessoa emprega esse recurso, ela pode alcançar a paz ou gerar um grande sofrimento. Portanto, tudo isso acontece através do uso da reflexão, o que busca-se estudar de uma forma mais profunda a seguir.

Primeiramente, a dor não representa uma opção, visto que ela acontece por causa de uma lei deste mundo físico. Nesse sentido, no mundo físico, a pessoa come algo ruim e, logo depois, sente dor de barriga ou dor de cabeça. Pelo simples fato de possuir um corpo físico, o ser humano inevitavelmente sente a dor. Por outro lado, o rechaço da dor ou a má relação com ela leva a pessoa ao sofrimento. Isso ocorre por falta de entendimento, compreensão ou, como dito anteriormente, por falta de reflexão.

Atualmente, a sociedade vive momentos complexos, porque, ao não saber lidar com a dor, o indivíduo busca fugir dela. Além disso, a pessoa acredita que a dor surge apenas para oprimi-la. Como resultado, o ser humano começa a manter essa angústia nas profundezas do subconsciente, o que o torna escravo das próprias vontades e medos.

Os 3 Fatores de Revolução da Consciência na Visão Gnóstica

Nesse contexto, a Gnosis ensina que, para o ser humano alcançar a liberdade espiritual, ele deve buscar viver, em síntese, os três fatores de revolução da consciência. A saber, são eles:

  • Morte Psicológica: O praticante precisa eliminar os defeitos psicológicos que aprisionam a essência. Por exemplo, a ira, a cobiça, a inveja, o ciúme e a preguiça fazem o homem não dominar a própria vontade.
  • Nascimento Espiritual: O indivíduo deve criar uma estrutura solar nos corpos físicos e internos. Dessa forma, ele possibilita a verdadeira expressão da essência.
  • Sacrifício Pela Humanidade: De fato, existem muitas maneiras de realizar o sacrifício. Por exemplo, a pessoa oferece comida a quem tem fome, doa roupa para quem passa frio ou entrega uma palavra de luz para alguém nas trevas. Além disso, o indivíduo faz uma oração simples para alguém se curar ou, igualmente importante, sacrifica a própria DOR.

Sem dúvida, essa moeda de troca é inerente ao ser humano e a vida a entrega como um presente. Portanto, se o homem sabe sacrificar as dores que passa, através da reflexão, ele eleva o próprio nível de ser e, consequentemente, encontra a paz. Em contrapartida, a má relação do homem consigo mesmo e com a dor inerente à existência o leva, muitas vezes, ao sofrimento profundo ou à depressão.

Para ilustrar, quando uma pessoa perde um familiar querido, ela tem a opção de rechaçar a dor, bem como blasfemar contra Deus e a vida. Contudo, essa mesma pessoa também pode entrar em profunda reflexão após a dor moral oriunda da perda. Nesse momento, se a pessoa olha para dentro de si e entrega essa dor como um sacrifício, sem julgar ou blasfemar, ela cria uma nova realidade. Certamente, após o luto, o indivíduo alcança condições mais breves de encontrar a compreensão e, acima de tudo, uma grande paz no coração.

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Reflexões Profundas Sobre a Depressão e a Realidade Moderna

Atualmente, grande parte do problema da depressão reside em uma época de realidade fabricada. Ou seja, as mídias criam a necessidade de expor uma felicidade que, na vida prática, não demonstra verdade nem substância. No entanto, a vida se mostra simples. Similarmente, Deus em si manifesta simplicidade e se expressa na vida cotidiana.

Por consequência, o caminho Gnóstico do autoconhecimento ensina o homem a conhecer a si mesmo. Além disso, mostra como o indivíduo deve explorar o próprio mundo interior e como ele precisa se relacionar com ele. Se, por acaso, a pessoa encontra a Deus na simplicidade da vida, exatamente da maneira como vive o momento atual, sem fantasias, ela transforma sua realidade. Assim, o indivíduo se torna consciente da mudança necessária para aproveitar o presente, também conhecido como o “aqui e agora”.

A Simplicidade da Vida e o Afastamento Espiritual

De acordo com o conhecimento gnóstico, a depressão representa, em síntese, o afastamento do homem em relação a Deus, à natureza ao seu redor e à simplicidade do momento presente. Inegavelmente, isso impossibilita o ser humano de interpretar os próprios processos e dores. Como resultado, ele passa a rechaçar a dor e a achar que ela não faz parte de si.

Isso acontece especialmente quando a pessoa compara a própria vida com a felicidade externa. Aliás, essa falsa realidade externa recebe o nome de maya ou ilusão. Portanto, o homem só encontra a felicidade dentro de si mesmo quando passa a se conhecer. Adicionalmente, ele atinge esse estado quando aprende a lidar com os eventos bons e controversos da existência na posição de um bom observador.

Os Problemas da Humanidade e o Caminho Para a Paz

Com o passar do tempo, a humanidade começa a sofrer cada vez mais com problemas de ansiedade e depressão. Isso ocorre pelo fato de que o homem desaprendeu a renunciar à dor. Do mesmo modo, ele esqueceu como sacrificar a dor e oferecê-la como uma “moeda de troca” para a própria paz e liberdade.

Nesse ínterim, o ego mantém o indivíduo preso dentro de si mesmo. Contudo, quando esse ego começa a morrer através de um processo de autoconhecimento, a dor naturalmente acontece. Nesse sentido, o sacrifício dessa dor em benefício da própria elevação espiritual faz a paz surgir muito além das penas morais.

Em resumo, a balança representa o próprio homem. Nela, o instrumento mais precioso que o indivíduo possui para encontrar a paz no caminho é a reflexão. Normalmente, o homem teme o desconhecido e, por causa disso, ele sofre profundamente pelo medo de um futuro incerto. Igualmente, ele sofre pela mágoa de não concretizar as esperanças e realidades que a própria imaginação criou.

Apesar de tudo, a vida permanece simples e Deus continua simples. Por isso, a vida convida o ser humano, dia após dia, a viver a incrível magia do presente. Evidentemente, ele não deve acreditar que tudo será um mar de rosas. Porém, o homem deve saber que, de fato, de todo sacrifício da dor brotará uma bela rosa em seu coração dolorido. Afinal, muito além da dor, o indivíduo encontra a paz definitiva.

Este artigo foi redigido com base nos ensinamentos Gnósticos

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9 comentários em “A Depressão e o Sacrifício da dor”

  1. Muito obrigada , esse texto é uma luz para nossa doloriida exisência, dor essa criada por nossas próprias mentes. Como é linda a vida em sua simplicidade! Muito Obrigada!

  2. Meus cachorros mataram hoje um dos meus gatos.
    Senti culpa por não ter visto ele ir para o quintal…
    Dor por perde-lo desta forma!
    Procurei uma palavra e achei aqui!
    Obrigada!

  3. GEISA FIALHO DRUMMOND

    Sim, o sacrifício de reconhecer-se uma gota d’ægua num oceano e perceber que a dor de não ter nossos desejos realizados, é sobrepujar a aceitação de nossos limites!

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