Os Quatro Estados de Consciência

O Mundo das Ideias e a Visão Platônica

Primeiramente, o filósofo Platão considera o mundo das ideias como o mundo real. Enquanto isso, ele entende que o mundo que o indivíduo percebe por meio dos sentidos atua apenas como uma imitação do primeiro.

Consequentemente, os sentidos reportam somente um conhecimento imperfeito do mundo e da vida. De fato, Platão chamou esse conhecimento limitante de crença (pistis) ou de conjectura (eikasia).

Além disso, a consciência acessa o mundo das ideias através de dois passos específicos. Inicialmente, a demonstração permite uma concepção intelectual (dianoia) do mundo real. Subsequentemente, o praticante desenvolve uma razão intuitiva (nous). Com isso, a mente conhece diretamente o mundo dos arquétipos divinais.

A Conexão Direta com o Gnosticismo

Inegavelmente, o gnosticismo estuda profundamente Os Quatro Estados de Consciência. Adicionalmente, essa escola de pensamento guarda uma relação íntima com essa mesma concepção platônica. Inclusive, a tradição esotérica denomina esses estados com os exatos quatro termos que o filósofo utilizava (Eikasia, Pistis, Dianoia e Nous).

Portanto, o ser humano apresenta diferentes apreciações da realidade. Ou seja, a pessoa vivencia diversos estados de consciência ao longo da vida. Por conseguinte, cada estado traz consigo um nível de conduta específico. Igualmente, o estado mental gera uma repercussão direta no mundo onírico do sujeito.

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A Classificação dos Quatro Estados de Consciência

Especificamente, a doutrina divide as percepções da seguinte forma:

a) Eikasia: Decerto, este nível representa a infra consciência. Aqui, o indivíduo manifesta pura ignorância e barbárie. Além disso, o sujeito habita um mundo instintivo e altamente brutal. Em suma, ele vive um estado infra humano.

b) Pistis: Por outro lado, esta fase configura a subconsciência. Neste caso, a mente manifesta o subjetivismo ilusório. Assim, o ego alimenta crenças, preconceitos, sectarismos e fortes fanatismos. Da mesma forma, o homem apoia teorias e/ou dogmas nos quais não existe nenhum gênero de comprovação.

c) Dianoia: Por sua vez, este ponto retrata a autoconsciência. Nesta etapa, a pessoa realiza a revisão intelectual das crenças e executa uma severa análise. Logo, o intelecto promove o sincretismo conceitual, o desenvolvimento cultural e o puro raciocínio científico. Consequentemente, o pensamento dianoético estuda os fenômenos e estabelece leis racionais.

d) Nous: Por fim, este grau constitui a supra consciência ou a Consciência Objetiva absoluta. De fato, a mente vivencia a abertura irrestrita da realidade metafísica. Historicamente, a sabedoria intitula o Nous como o chamado “estado de Turiya” (iluminação, intuição). Indubitavelmente, o Nous abriga o maravilhoso mundo dos arquétipos divinos.

Os Níveis Primários da Consciência e o Mundo Onírico

Certamente, a mente manifesta os níveis primários da consciência humana de forma irracional e completamente subjetiva. Também, o cérebro relaciona esses níveis primários diretamente com os cinco sentidos ordinários. Durante o sono, o indivíduo manifesta a seguinte estrutura de atuação:

1º. O inconsciente: Geralmente, a mente expressa essa região no mundo onírico como mera repetição de todos os atos mecânicos que a pessoa realizou durante o dia.

2º. O subconsciente: Inegavelmente, a biologia compõe o subconsciente de três fatores determinantes. Especificamente, a ciência chama esses elementos de Genótipo, Fenótipo e Parátipo (herança, educação e circunstâncias). Sendo assim, a conduta social do indivíduo depende totalmente do equilíbrio interno desses três fatores. Ademais, o cérebro armazena toda impressão de via sensorial dentro do subconsciente. Em resumo, os três fatores (Genótipo, Fenótipo e Parátipo) formam a Psicogênese exata de toda ação subconsciente. Consequentemente, eles geram e moldam os sonhos desta mesma natureza.

3º. O infra consciente: Popularmente, as pessoas denominam os sonhos infra conscientes de pesadelos terríveis. Alem do mais, a psicologia estuda a ocorrência da “Embriaguez do sono” e do “Estado crepuscular hípnico”. Evidentemente, a embriaguez do sonho atua de forma mais prolongada. Em contrapartida, o estado crepuscular hípnico age de maneira bem mais breve. Durante a embriaguez do sonho, o córtex cerebral trabalha como o veículo principal da chamada consciência onírica. Por causa disso, o corpo emite atos reflexos que representam diferentes variantes do Sonambulismo. Logo, os pesadelos ou os sonhos maus configuram fenômenos exclusivos do infra consciente.

Reações Biotipológicas e as Experiências Superiores

Frequentemente, o infra consciente, o inconsciente e o subconsciente atuam de forma conjunta. Por isso, a mente produz reações muito diferentes na pessoa, as quais variam segundo o próprio tipo biotipológico do indivíduo. Decerto, o mecanismo desencadeia isso durante cada percepção ou vivência dentro do mundo onírico.

Todavia, o homem pode alcançar estados de consciência ainda mais elevados. Quando o adepto alcança essa marca formidável, ele abrange o mundo da Intuição e a verdadeira Consciência Objetiva. Consequentemente, o praticante vive as experiências oníricas próprias do estado noético. Por conseguinte, essas experiências vívidas pertencem estritamente às realidades arquetípicas luminosas. Historicamente, a humanidade faz abundantes alusões a esse tipo raro de experiência. Particularmente, o estudante encontra esses relatos de forma clara nos textos sagrados, como, por exemplo, na Bíblia.

Fonte: http://www.ageacac-argentina.com.ar/

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4 comentários em “Os Quatro Estados de Consciência”

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