Runa Tyr

A Invocação à Noite e a Urânia

Primeiramente, o Mestre observa pássaros que cantam, arroios que saltam e rosas que perfumam o ambiente. Além disso, os sinos chamam. Por isso, ele pede que a bela ilusão do dia pare, porque a noite chegou. Consequentemente, perante a noite deliciosa e cravejada de estrelas, pede-se permissão para oferecer o oásis do velho parque de seu coração dolorido. Embora o tempo marque dezembro, ele afirma que, com o romântico cantar, as rosas exibirão a beleza de um mês de maio.

Ademais, o mestre deseja adivinhar que voz é essa que sempre nega as coisas vãs. Essa mesma força rechaça e repudia as ilusões com um “NÃO” que não expressa ódio, mas que, pelo contrário, promete muitos “SINS”. Logo depois, durante a noite divina, o iniciado encontra-se finalmente só consigo mesmo. Nesse momento, ele escuta, nas vozes de Isaías, o clamor insinuante que o nomeia. Igualmente, ele clama pela noite encantadora e por Urânia, a sua vida. Para o autor, estar enfermo por ela significa, na verdade, estar são. Definitivamente, todos os contos que divertem o mortal na remota infância nada representam para ela. Afinal, Urânia exala uma fragrância superior à dos jardins encantados e revela-se mais diáfana do que o próprio palácio de cristal.

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A Jornada Astral na Cidade do México

Posteriormente, com fecundo ardor e sem acidente algum, o mestre atravessa as ruas da cidade capital do México com uma piedade simples. De maneira idêntica, ele realiza essa travessia à meia-noite, entre cristais inefáveis, os quais limpam toda a névoa. Subitamente, ele questiona quem recorre à morada gritando o seu nome. Além do mais, ele indaga quem o chama na noite com tão deliciosa entonação. Na verdade, trata-se de um sopro de vento que soluça na torre, ou seja, um doce pensamento.

Por conseguinte, o Mestre sobe à velha torre da Catedral Metropolitana. Lá do alto, ele canta o seu poema utilizando a voz do silêncio. Enquanto isso, a neblina perde-se no pico das montanhas. Em seguida, das terras que sofreram tremendas convulsões vulcânicas, os legendários vulcões Iztaccihuatl e Popocatepetl surgem como por encanto para o deleite dos olhos. Estes guardiões custodiam ativamente o vale do México. Mais adiante, além das montanhas longínquas, ele observa mundos e inefáveis regiões que as palavras humanas não conseguem descrever. Nesse ínterim, uma voz generosa dá música ao vento e diz: “Olha o que te aguarda”. Consequentemente, uma canção inaudita soa por onde quer que ele vá. Nestas notas, ele sente a sua própria voz.

O Encontro no Átrio e o Discípulo Adormecido

Logo que ele desce da torre, um chela, ou discípulo, o segue. Por causa disso, o mestre sente uma grande alegria e embriaga-se de uma deliciosa voluptuosidade espiritual. Como o seu corpo nada pesa, ele move-se livremente no veículo astral, visto que ele já abandonara o corpo físico há algum tempo. Assim, no átrio da velha catedral, ao pé dos vetustos muros que testemunharam tantas brigas, malabarismos e desafios durante diversos séculos, ele vê um variegado e pitoresco conjunto de pessoas. Homens, mulheres, meninos e anciões vendem as suas mercadorias por toda parte.

De repente, em um ângulo da velha catedral, o Mestre Samael nota um ancião asteca de idade indecifrável a meditar. O velho indígena senta-se como um iogue oriental junto ao muro e sob a antiquada torre. Certamente, uma pessoa adormecida confundiria esse mestre facilmente com mais um mercador. Diante de si, na pedra fria do piso, o venerável possui um estranho objeto, uma sagrada relíquia asteca. Por reverência, o Mestre prostra-se humilhado, confundido e abatido diante do santo e venerando indígena. Então, o ancião abençoa o visitante.

Contudo, o chela que acompanha os seus passos parece um sonâmbulo. Ele mantém a consciência profundamente adormecida e sonha. Inesperadamente, algo acontece. O discípulo inclina-se para pegar algo e, sem o menor respeito, colhe a intocável relíquia. Imediatamente, ele a observa em suas mãos com infinita curiosidade. Por isso, o Mestre fica francamente horrorizado com este procedimento e exclama: “Mas o que é que tu estás fazendo? Estás cometendo um grande sacrilégio. Por Deus, retira-te daqui e deixa esta relíquia em seu lugar.”

A Compaixão do Mestre e os Corpos Lunares

Apesar disso, o venerável Mestre replica com infinita compaixão: “Ele não tem culpa, pois está com a consciência adormecida”. Logo em seguida, como todo bom samaritano que quer levar o precioso bálsamo ao coração aflito, o indígena segura a cabeça do adormecido neófito. Simultaneamente, ele sopra o fohat vivo em seu rosto para que desperte. Porém, tudo resulta inútil, e o discípulo continua dormindo e sonhando. Cheio de profunda amargura, o autor lamenta: “E eu que tanto lutei no mundo físico para que despertassem sua consciência e no entanto continuam dormindo.”

Nesse momento, o chela assume uma figura gigantesca. O Eu Pluralizado, o conjunto de distintas entidades, ingressa em seus corpos lunares, o que lhe dá aquela aparência. Consequentemente, o Mestre acha curioso observar o descomunal gigante de cor cinza caminhar lentamente como um sonâmbulo pelo átrio da antiga catedral. O gigante afasta-se deles e dirige-se para a sua casa onde o seu corpo físico repousa. Por causa dessa visão, o Mestre não consegue conter a exclamação: “Que corpos lunares mais feios!”. No entanto, o venerável ancião, embriagado de compaixão, adverte: “No templo onde vais entrar agora (um templo jinas, um santuário asteca), há muitos como ele, olha-os todos com simpatia.” Prontamente, o Mestre responde: “Claro que os olharei com simpatia.”

A Diferença entre Reencarnação e Retorno

Em seguida, aborda-se o tema da reencarnação. Primeiramente, o Mestre questiona se as criaturas lunares reencarnam. Ele indaga se a reencarnificação poderia ocorrer onde não há individualidade. Segundo a doutrina de Krishna no sagrado país do Ganges, somente os Deuses, Semi-Deuses, Heróis, Devas e Titãs reencarnam. Em outras palavras, apenas os Auto-Realizados, aqueles que já encarnaram o Ser, possuem o poder de reencarnar.

Por outro lado, o Ego e o Eu pluralizado não reencarnam. A lei do Eterno Retorno de todas as coisas submete o ego a um ciclo contínuo. Consequentemente, a entidade lunar regressa a uma nova matriz, volta para este vale do Samsara e reincorpora-se infinitamente.

A Prática da Runa Tyr

As práticas correspondentes à Runa Tyr ou Tir consistem em se colocar os braços para o alto e baixar as mãos, como se fossem conchas, enquanto se faz ressoar o mantra Tir para despertar a consciência.
O som das letras I e R é alongado: Tiiiirrrrr…
O T ou Tau golpeia a conscência procurando o seu despertar. O I trabalha intensamente com o sangue, veículo da Essência, e o R, além de intensificar a circulação nas veias e vasos sangüíneos, opera maravilhas com as flamas ígneas, intensificando e estimulando o despertar da consciência. Portanto, cante-se o mantra Tir prolongando bem as letras I e R, não se esquecendo de golpear com o T, assim:
Tiiiiiiiiiirrrrrrrrrr

Este artigo foi redigido com base e adaptações da obra “Magia das Runas “- Samael Aun Weor

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1 comentário em “Runa Tyr”

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