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A Lei do Três

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Amadíssimos, é necessário que conheçamos a fundo a Lei do Três.

É urgente saber qual é o lugar que ocupamos neste raio maravilhoso da criação.

O Filho veio ao mundo para nos salvar e é necessário saber o que é o Pai, o que é o Filho, e o que é o Espírito Santo.

Todas as Trimurtis sagradas de todas as religiões correspondem às três forças primárias do universo.

O Pai, o Filho, e o Espírito Santo constituem uma Trindade dentro da Unidade da vida.

Ísis, Osíris e Hórus, Brahma, Vishnú e Shiva, etc., são as Trimurtis sagradas que representam sempre as mesmas três forças primárias.

Todos os fenômenos cósmicos, toda criação, tem sua base nas três forças primárias.

Os cientistas contemporâneos reconhecem a força e a resistência, a força positiva e a força negativa, as células positivas e negativas, isto é, as células masculinas e femininas, etc., porém, ignoram que sem uma terceira força neutra é impossível todo fenômeno, toda criação.

É certo e de toda verdade que uma ou duas forças não podem produzir nenhum fenômeno, porém os cientistas crêem que as forças positiva e negativa podem produzir todos os fenômenos.brahma-vishnu-shiva-AE99_l

Se estudarmos a nós mesmos profundamente, poderemos descobrir as três forças em ação.

A eletricidade não só é positiva e negativa. Existe a eletricidade em sua forma neutra.

Uma ou duas forças não podem jamais produzir nenhum fenômeno e cada vez que observamos a detenção no desenvolvimento de qualquer coisa, podemos dizer com absoluta certeza que ali falta a terceira força.

As três forças primárias se separam e se unem novamente, se dividem e se multiplicam cosmicamente.

No Absoluto Imanifestado, as três forças primárias constituem uma unidade indivisível e autoconsciente em forma íntegra.

Durante a manifestação cósmica as três forças primárias se separam e se unem e naqueles pontos onde as três concorrem criam-se fenômenos, mundos, universos, etc.

Estas três forças no Raio da Criação parecem três vontades, três consciências, três unidades. Cada uma destas três forças contém em si mesma todas as possibilidades das três. Não obstante, em seu ponto de conjunção, cada uma delas manifesta somente um princípio, o positivo, o negativo ou o neutro.
É interessantíssimo ver as três forças em ação. Elas se separam, afastam-se e depois se reencontram para formar novas trindades diferentes, que originam novos mundos, novas criações cósmicas.

No Absoluto, as três forças são o Logos único, a variedade dentro da unidade total, o Pai, o Filho e o Espírito Santo constituindo um todo onisciente e onimisericordioso.

O Mestre G falando a seus discípulos sobre a Lei do Três, disse:

“Imaginemos o Absoluto como um círculo no qual há um número de outros círculos, ou seja, mundos de segunda ordem. Tomemos um destes círculos. Designemos o Absoluto com número 1 porque as três forças constituem um todo n’Ele; designaremos os pequenos círculos com o número 3, porque em um mundo de segunda ordem as três forças estão divididas”.

“As três forças divididas em mundos de segunda ordem criam (fabricam) novos mundos mundos de uma terceira ordem ao se juntarem em cada um deles”.

“Tomemos um destes mundos. Os mundos de terceira ordem, criados (fabricados) pelas três forças que já atuam semi mecanicamente, deixam de depender da vontade única do Absoluto e passam a depender de três leis mecânicas. Estes mundos foram criados pelas três forças e, havendo sido criados, manifestam três forças novas e próprias. Assim teremos que o número de forças que atuam nos mundos de uma terceira ordem serão seis no total. No diagrama se designa o círculo de terceira ordem com o número 6 ( 3+3)“.

“Por sua vez, estes mundos criam novos mundos de uma quarta ordem. Nos mundos de quarta ordem atuam três forças do mundo de segunda ordem, seis forças do mundo de terceira ordem e três forças próprias, no total 12 forças”.

“Tomemos um destes mundos e designemo-lo com o número 12 (3+6+3). Como estão sujeitos a um maior número de leis, estes mundos encontram-se ainda mais afastados da vontade do Absoluto e são ainda mais mecânicos”.

“Os mundos criados dentro destes últimos estão sob o governo de 24 forças ( 3+6+12+3 ). Os mundos criados dentro destes estarão por sua vez governados por 48 forças e esta soma (48), resulta do seguinte: 3 forças resultantes do mundo que segue imediatamente ao Absoluto, seis do seguinte, doze do que segue a este, vinte e quatro do subsequente e três próprias (3+6+12+24+3), ou seja, quarenta e oito no total.”

“Os mundos criados dentro dos mundos 48, estarão sob o governo de 96 forças (3+6+12+24+48+3). Os mundos da seguinte ordem estarão sob o governo de 192 forças, e assim por diante”.

Se analisarmos a fundo estes cálculos matemáticos do Mestre G, devemos compreender que o mundo de noventa e seis leis é o primeiro plano submerso do abismo e que o mundo de cento e noventa e duas leis corresponde ao segundo plano submerso do abismo.

O abismo é o reino mineral e está situado sob a superfície da terra.

O abismo é o Tártarus grego, o Avichi hindu, o Averno romano, o Inferno cristão, etc.
O abismo tem sete regiões submersas. E essas são os Infernos Atômicos da Natureza.

A Lei do Três nos permite saber quantas leis governam cada região submersa do inferno.

Se no mundo de 48 leis, que é o mundo celular onde vivemos, já tudo é mecânico e nem remotamente se faz a vontade do Absoluto, que diremos do Reino Mineral?

No Reino Mineral submerso nem sequer se recorda a vontade do Absoluto.

O raio da criação começa no Absoluto e termina no Inferno. A ordem do raio da criação é assim:

1- Absoluto.
2- Todos os mundos.
3- Todos os sóis.
4- O sol.
5- Todos os planetas.
6- A terra.
7- O inferno.

Lamentamos ter que divergir do Mestre G na questão da Lua. O Mestre G crê que o Raio da Criação começa no Absoluto e termina na Lua.

O Mestre G supõe que a Lua é um fragmento desprendido da Terra em um remoto passado arcaico.

O Mestre G crê que a Lua é um mundo que está nascendo e que se alimenta da vitalidade terrestre.

Os que estivemos ativos no passado Dia Cósmico, sabemos perfeitamente que a Lua foi um mundo como a Terra, um mundo submetido a muitos processos evolutivos e involutivos, um mundo que teve vida em abundância e que já morreu. A Lua é um cadáver.

A Lua pertence ao passado Raio da Criação. A Lua não pertence ao nosso atual Raio da Criação.

A influência lunar é do tipo subconsciente submerso e controla as regiões tenebrosas do Abismo terrestre. Por isso é que estas regiões são chamadas em esoterismo de regiões sub lunares submersas, essas são as trevas exteriores onde há choro e ranger de dentes.

Nós vivemos normalmente neste mundo celular das 48 leis e é muito interessante saber que a célula animal da qual provém por gestação o organismo humano, tem 48 cromossomos.

Se no mundo e em todos os mundos de terceira ordem criados pelas três forças que já atuam semi mecanicamente, já não se faz a vontade do Absoluto, muito menos se faz tal vontade neste mundo de 48 leis no qual vivemos, nos movemos e temos nosso Ser.

Somente um consolo nos resta (embora seja no fundo terrível) e é que abaixo de nós, sob a superfície da terra existem mundos de 96, 192 forças e ainda muito mais, que são tremendamente mais complicados e terrivelmente materialistas, onde nem sequer se recorda que existe a vontade do Absoluto.
O Absoluto cria seu plano cósmico no mundo das três leis e depois tudo continua mecanicamente.

Nós estamos separados do Absoluto por 48 leis mecânicas que nos fazem a vida espantosamente mecânica e terrivelmente tediosa.

Se fabricarmos para nós mesmos um corpo astral verdadeiro (não confundir com o corpo de desejos de que nos fala Max Heindel), nos libertamos da metade destas leis e ficamos submetidos às 24 ordens de leis que governam sabiamente o mundo planetário.

Fabricar um corpo solar, isto é, um corpo astral autêntico, significa de fato estar um passo mais próximo do Absoluto.

Se após havermos fabricado o corpo astral nos dermos ao luxo de fabricar o corpo mental (não confundir este com o mental que usam normalmente os vivos e os mortos que é do tipo lunar-animal), daremos outro grande passo rumo ao Absoluto e ficamos submetidos às 12 leis solares.

Se fabricarmos o Corpo da Vontade Consciente ou corpo causal (não confundir com a essência anímica depositada dentro da mente lunar), então nos libertamos das 12 leis solares e ficamos submetidos a seis ordens de leis cósmicas. Isso significa dar um terceiro passo para o Absoluto.

O quarto passo nos leva ao Absoluto mesmo, ao Protocosmos divino, o qual está governado por 3 leis apenas. O Protocosmos é Espírito Divino e se acha submerso no seio do Absoluto.

Todos os seis mundos do Protocosmos estão constituídos pela divina substância do Espírito Divino.

Nós podemos subir ou baixar, regressar ao Absoluto ou descer ao reino mineral.

As almas que entram no reino mineral ficam submetidas primeiro a 96 ordens de leis, depois a 192 e, conforme vão involuindo nesse reino submerso, vão se complicando com maior e maior número de leis.

Os que entram no abismo mineral involuem, retrocedem, baixando pelos reinos animal, vegetal e mineral.

Quando os perdidos chegam ao estado mineral, quando se fossilizam totalmente sob a superfície da terra, então de fato se desintegram, se reduzem a pó.

O abismo é o crisol de fundição. É necessário que os tenebrosos se desintegrem no abismo para que a essência, a alma, se libere e regresse a seu Espírito Divino de onde um dia saiu.

No crisol de fundição, as almas petrificadas são fundidas pelo processo cósmico que Ibsen simbolizou como o fundidor de botões em “Peer Gynt”.

Tal fundição das formas petrificadas e rígidas que perderam a possibilidade de desenvolver-se, é claro que traz consigo espantosos sofrimentos e terríveis amarguras indescritíveis.
O crisol de fundição tem por objetivo restaurar o produto psíquico defeituoso, retorná-lo a seu estado natural de pureza primitiva e libertá-lo dos corpos lunares depois de desintegrar o Eu por meio da involução submersa.

No crisol de fundição cósmica se reduzem a pó os corpos lunares e o Ego.

Somente reduzindo-se a pó o Ego e seus corpos lunares, pode libertar-se do abismo a Essência, a Alma, o princípio psíquico.

Um sábio autor dizia: “A descida ao inferno é, portanto, uma viagem para trás na involução: uma submersão em densidade sempre crescente, em obscuridade, rigidez e em um tédio inconcebível de tempo; uma queda para trás através das idades ao caos primitivo, onde a infinita ascensão para o conhecimento de Deus tem que começar outra vez desde o princípio”.

O Livro Tibetano dos Mortos diz, referindo-se ao abismo: “Ao cair aí, terás que sofrer padecimentos insuportáveis e donde não há tempo certo de escapar”.

Dante situa o inferno dentro do interior da terra e o considera formado por esferas concêntricas de densidade crescente. Essas esferas são do tipo sub-lunar.

Cada uma dessas esferas submersas está governada por uma abrumadora quantidade de leis que podem começar por 96, continuar com 192 e multiplicarem-se sucessivamente de acordo com a Lei do Três.

Um Mestre, falando do inferno, dizia: “Está o Naraka Hindu situado debaixo da terra e debaixo das águas. Este é o Aralu Babilônico, a terra do não-retorno, a região da obscuridade… a casa na qual o que entra não segue adiante… o caminho do qual o viajante nunca regressa… a casa cujos habitantes não vêem a luz… a região onde o pó é o pão e o lodo o seu alimento.. Esse é o Tártarus Grego ao qual conduzia a boca da terra onde flui uma quantidade de fogo e há enormes rios de fogo e muitos rios de lodo… uma caverna na terra que é a maior de todas elas, e ademais atravessa toda a terra. Aqueles considerados incuráveis são lançados pelo anjo no Tártarus e daí não saem mais”.

“Este é o Amentet Egípcio representado no plano cósmico da grande pirâmide por uma câmara pétrea obscura e cem pés abaixo da superfície, cujo piso se deixou informe e da qual um passadiço final conduz a nenhuma parte”.

Inferno vem da palavra latina Infernus e esta palavra significa região inferior.

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A região inferior não é a região celular em que vivemos. A região inferior é o submundo, o Reino Mineral Submerso, sob a superfície da crosta terrestre.

O inferno é então um submundo com sete regiões dentro da terra.

A litosfera é o reino dos minerais e a barisfera é o reino dos metais.
Todos os seres humanos um pouco mais tarde ou um pouco mais cedo se identificam com o reino mineral por sua persistência no crime e terminam por entrar no reino mineral, para correr a sorte dos minerais.

Os processos geológicos e o tempo geológico são espantosamente lentos e dolorosos.

Raros são os seres humanos que resolvem libertar-se das 48, 24, 12 e 6 leis para entrar ao Absoluto.

A humanidade, em seu conjunto, prefere sempre passar das 48 para as 96 leis.

É mais fácil entrar no mundo das 96 leis do que se libertar das 48 e a humanidade prefere sempre o mais fácil.

A humanidade se encanta em ter coração de pedernal, coração de pedra, etc. A humanidade gosta de identificar-se com o reino mineral e compartilhar a sorte do mineral.

Todos os infernos religiosos são símbolos do reino mineral. Os infernos atômicos da natureza constituem o submundo mineral.

O normal, o natural, é que a humanidade em sua quase totalidade entre no reino mineral.

O estranho, o revolucionário, é que alguns se autorrealizem e depois de libertar-se de todas as leis entrem no Absoluto.

Libertar-se das 48 leis, das 24, das 12 e das 6 significa fazer tremendos super esforços e as pessoas não gostam destes super esforços.

A gente quer sempre o mais cômodo, o mais fácil, e por isso é que quase todos os seres humanos mais cedo ou mais tarde, deixam de nascer para entrar no submundo das 96 leis.

Só por meio da Revolução da Consciência podemos nos libertar das 48, 24, 12 e das 6 leis, porém a Revolução da Consciência não agrada às pessoas. Todo mundo prefere dançar, embebedar-se, fornicar, adulterar, conseguir muito dinheiro, etc., etc. Isto é mais cômodo para as pessoas que a Revolução da Consciência.

A Ciência da Música- Samael Aun Weor

Uma resposta para "A Lei do Três"

  1. José Salhes Enviado em 08/26/2019 às 07:30

    Obrigado pela condução e pelo conhecimento.

    Gostaria de saber porque a “terra” na ordem a criação é o sexto.
    Visto que o quinto é “todos os planetas”. Então a terra não é considerado um planeta? Ou é um planeta porém com leis diferentes?

    Sempre quis ter um entendimento sobre isso.

    As leis da terra. Que nos prendem aqui, são leis parecidas com outros planetas?
    Como Marte por exemplo? Lá as leis são/eram parecidas.

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