Mistérios da Vida e da Morte

A Constituição Oculta do Ser Humano

Primeiramente, o presente estudo aborda os mistérios da vida e da morte com profunda clareza. Consequentemente, estabelece-se uma plena diferenciação entre a Lei do Eterno Retorno, a Lei da Transmigração das Almas e a Lei da Reencarnação. Inquestionavelmente, o momento oportuno chega para explicar amplamente todos estes conceitos. Dessa forma, o estudante mantém-se bem informado. Evidentemente, o ser humano precisa saber de onde vem e para onde vai. Além disso, o indivíduo deve compreender o objetivo fundamental da existência terrestre. Portanto, se alguém deseja desvendar o destino humano, torna-se indispensável que a pessoa compreenda a sua própria constituição interior estrutural.

Inicialmente, o corpo físico não engloba tudo o que existe. Especificamente, órgãos formam o corpo físico. Ademais, células estruturam cada órgão. Igualmente, moléculas compõem cada célula. Por conseguinte, átomos constituem cada molécula. Adicionalmente, quando a ciência fraciona qualquer átomo, ela libera imensa energia. De fato, a física nuclear demonstra que subpartículas estruturam os átomos. Em última instância, diferentes tipos de energia resumem o corpo físico humano.

Igualmente, o próprio pensamento atua como energia mensurável. Por exemplo, ondas específicas saem do córtex cerebral continuamente. Logo, os cientistas registram essas ondas cerebrais em microvolts com aparelhos ultraprecisos. Como Einstein afirmou: “E = mc2 (energia é igual a massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado)”. Além disso, o renomado cientista também afirmou enfaticamente que a massa se transforma em energia e a energia se transforma em massa. Portanto, a matéria atua meramente como energia condensada.

O Papel do Corpo Vital e do Ego

Por outro lado, o corpo físico possui um substrato vital orgânico profundo. Especificamente, o ensinamento refere-se ao Lingam-Sharira dos Teósofos. Certamente, cada átomo do corpo vital penetra cada átomo do corpo físico e o faz cintilar intensamente. Desse modo, se o braço vital sai do braço físico momentaneamente, a pessoa sente um formigamento imediato. Posteriormente, quando o braço retorna, o indivíduo sente uma forte vibração. Inquestionavelmente, se a natureza retirasse definitivamente o corpo vital, a pessoa física morreria instantaneamente. Contudo, o corpo vital funciona apenas como a parte tetradimensional do organismo físico.

Um pouco além dessa estrutura física e vital, o investigador encontra o famigerado Ego. Basicamente, o Ego soma diversos elementos inumanos internos. A saber, a tradição denomina tais elementos como ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça e gula. Sem dúvida, a psique abriga milhares de defeitos incontáveis. Todavia, muita pessoa entroniza o Ego no coração e o adora cegamente. Certamente, o estudante equivocado supõe que o Ego manifesta divindade suprema.

Ademais, algum estudioso divide o Eu em superior e inferior na tentativa de controlá-lo. Contudo, a seção superior e a seção inferior representam exatamente a mesma coisa. Consequentemente, o Eu atua como o tempo e abriga todas as aberrações bestiais. Em suma, o escapismo psicológico não altera a realidade: o Eu constitui apenas o Eu.

O Processo do Desencarne e a Luz Astral

Essencialmente, a morte opera como uma subtração matemática de frações. Quando a natureza termina a operação vital, os valores energéticos continuam existindo. Subsequentemente, a eternidade devora esses valores positivos e negativos. Na luz astral, a lei da imantação atrai e repele esses valores continuamente. Por conseguinte, a morte representa o regresso exato ao ponto de partida original. Inegavelmente, o homem colhe exatamente o que ele semeia em sua vida diária. Portanto, o indivíduo deve trabalhar a própria vida ativamente para transformá-la em uma obra-prima.

Depois da morte, a existência funciona como um filme retrospectivo ininterrupto. Primeiramente, o desencarnado revive a própria vida no mundo astral minuciosamente. Durante os primeiros dias, o defunto visita a casa onde morreu frequentemente. Obviamente, o Ego acredita firmemente que ainda possui vida física. Desgraçadamente, a entidade não percebe nenhuma mudança ambiental. Por exemplo, o falecido pede a comida habitual na mesa familiar. Embora os familiares não o vejam fisicamente, o subconsciente deles responde e cria formas mentais dos alimentos solicitados.

Além disso, se o desencarnado assiste ao próprio velório, ele pensa que o evento fúnebre pertence a outra pessoa. Da mesma forma, se ele entra em uma igreja, ele assiste à missa e sai perfeitamente convencido da sua vitalidade. Nada convence o falecido da sua própria defunção.

Posteriormente, o defunto revive toda a existência retrocedendo no tempo gradativamente. Por exemplo, se o homem morreu aos 80 anos, ele revive a idade dos 79, dos 60, dos 20, até chegar à infância. Consequentemente, a fisionomia astral da entidade transforma-se sucessivamente de acordo com a idade correspondente revivida.

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A Justiça Celestial e os Três Caminhos

Após essa revisão exaustiva, o desencarnado apresenta-se ante os tribunais da Justiça Objetiva celestial. Diferentemente da justiça terrena subjetiva, a lei rigorosa e a misericórdia infinita reinam nesses tribunais luminosos. Logo, três caminhos abrem-se perante o defunto invariavelmente. Primeiramente, a alma sobe aos mundos superiores para desfrutar de férias merecidas. Em segundo lugar, o indivíduo retorna imediatamente ou mediatamente a uma nova matriz materna. Por fim, a alma desce aos mundos infernos até sofrer a segunda morte.

As Férias nos Mundos Superiores

Inquestionavelmente, a alma que sobe aos mundos superiores abandona o calabouço do Ego temporariamente. Dessa forma, a Essência ascende ao famoso Devakán hindu para desfrutar de felicidade inefável. Posteriormente, a consciência livre entra no Mundo das Causas Naturais. Neste local superior, todas as harmonias do Universo ressoam intensamente. Além disso, a soma dos sons gera a nota chave de cada planeta perfeitamente.

No Mundo Causal, o investigador espiritual encontra os Senhores da Lei, os Homens causais e os Principados da natureza elementais. Sobretudo, um azul profundo e estrelado ilumina constantemente essa região grandiosa. Contudo, essa recompensa deslumbrante possui um limite temporal. Inevitavelmente, a alma desce, entra novamente no Ego da psicologia e impregna um novo ovo fecundante.

A Involução nos Mundos Infernos

Por outro lado, a alma demasiado perversa desce aos mundos infernos inexoravelmente. Especificamente, Dante Allighieri descreve esses nove círculos infernais na sua obra clássica. Da mesma maneira, a antiga cultura de Anahuac menciona o Mixtlán subterrâneo. Diferentemente do dogma limitante, o Gnosticismo Universal não vê o inferno como um castigo eterno e infinito. Em vez disso, a justiça divina utiliza essa região densa para expiação, provação e instrução da consciência adormecida.

Evidentemente, Deus nunca cobra de alguém mais do que a pessoa realmente deve. Assim como a autoridade terrena liberta o prisioneiro após o cumprimento da pena, a Justiça Divina aplica a mesma regra proporcional. Uma vez que a entidade paga o preço do delito, a misericórdia atua infalivelmente. O inferno grego (Tartarus), romano (Averno) ou hindu (Avitchi) abriga esse processo purificador.

Finalmente, a Segunda Morte destrói o Ego completamente no nono círculo. Durante esse processo extremamente doloroso, o Eu despedaça-se e vira poeira cósmica. Logo em seguida, a Essência libera-se totalmente e assume a figura de uma criança belíssima.

A Transmigração e a Evolução dos Elementais

A partir desse ponto libertador, os Devas da Natureza examinam a Essência purificada. Posteriormente, as hierarquias outorgam a carta de liberação oficial. Consequentemente, a Essência reinicia a evolução na superfície do mundo como um elemental inocente da natureza. O médico Paracelso e o autor Franz Hartmann descrevem esses seres extensamente. Inicialmente, a alma ingressa no reino mineral entre as rochas e os gnomos. Depois de evoluir bastante, o elemental passa para o reino vegetal complexo. Em seguida, a alma avança e alcança o reino animal.

Por fim, a entidade reconquista o estado humanoide anteriormente perdido. Nesse estágio crucial, a Divindade outorga 108 vidas para a autorrealização íntima do Ser. Todavia, se a pessoa falha durante essas 108 vidas cíclicas, a Roda da Vida gira novamente para a involução mineral. Em suma, o cosmos repete este processo mecânico 3 mil vezes. Se a Essência não alcança a mestria final, ela submerge no seio da Grande Realidade (Parabrahaman) definitivamente.

O Retorno, a Recorrência e a Desintegração do Ego

Em contrapartida, aquele indivíduo que retorna diretamente a este mundo repete a vida passada invariavelmente. Especificamente, a Lei do Eterno Retorno e a Lei de Recorrência governam este mecanismo existencial. Infelizmente, o ser humano repete os mesmos erros sucessivos porque ele não modifica a própria vida interior. Mas por que o indivíduo repete tudo tão mecanicamente? Primeiramente, o estudante deve compreender que o Eu abriga uma multiplicidade de defeitos (pluralidade).

Como o Grande Kabir Jesus demonstrou claramente, a legião expulsa do corpo de Maria Madalena representava os sete pecados capitais energéticos. Da mesma forma, o Evangelho Crístico ilustra isso quando o possesso responde: “Sou legião. Meu verdadeiro nome é Legião”.
Consequentemente, cada Eu-demônio deseja controlar o cérebro físico e a máquina orgânica. Portanto, a multiplicidade do Ego causa a repetição mecânica dos trágicos eventos passados. Por exemplo, se o indivíduo brigou em um bar aos 30 anos na vida passada, o Eu da ira aguarda essa mesma idade na nova existência física. Telepaticamente, o Eu rancoroso do outro sujeito também se comunica em segredo. Assim, ambos os atores marcam o encontro inconscientemente e repetem a tragédia violenta.

Da mesma forma exata, antigas aventuras amorosas e antigos litígios por bens materiais ocorrem novamente. Indubitavelmente, a mente subconsciente arrasta a personalidade humana cegamente. Logo, tudo acontece de forma mecânica, exatamente como a chuva cai da nuvem. Consequentemente, o livre-arbítrio atua de forma quase nula, assemelhando-se ao pequeno espaço de um violino dentro do próprio estojo.

O Despertar da Consciência e a Verdade

Todavia, o indivíduo possui uma margem mínima de livre-arbítrio para escapar da Lei de Recorrência implacável. Para alcançar a libertação, a pessoa precisa praticar a auto-observação psicológica rigorosamente. Quando o estudante descobre um defeito ativo, ele deve julgá-lo e compreendê-lo através da meditação íntima. Posteriormente, o praticante necessita de um poder muito superior à mente para desintegrar o defeito exposto.

Especialmente, o esoterismo oriental denomina esse poder latente como Devi Kundalini. Igualmente, a cultura asteca chama essa força de Tonantzin, os alquimistas nomeiam-na Stella Maris, e outras tradições usam Cibele ou Maya. Decerto, a Mãe Divina particular habita no fundo da psique de cada indivíduo humano. Dessa maneira, o devoto invoca a Mãe Divina em meditação e suplica a desintegração atômica do defeito compreendido. Imediatamente, a força materna reduz o defeito a poeira cósmica. Consequentemente, a desintegração libera a essência anímica engarrafada.

Acima de tudo, uma consciência liberada desperta plenamente para o cosmos. Só assim o buscador experimenta os grandes mistérios e toca a Verdade diretamente. Notavelmente, quando os inquisidores questionaram o Grande Cabir Jesus sobre a Verdade, Ele guardou profundo silêncio. Igualmente, quando inquiriram o Buda Gautama sobre o mesmo tema, ele deu as costas e retirou-se pacificamente. Inquestionavelmente, a verdade representa o desconhecido de instante em instante.

A Experiência Mística Direta

Portanto, teses brilhantes ou ideias filosóficas não revelam a verdade vivente. A experiência mística direta dispensa teorias, assim como o fogo queima o dedo fisicamente. Como disse Goethe em seu Fausto magistral: “Toda teoria é cinza; só é verde a árvore de dourados frutos que é a vida”. Consequentemente, o Cristo ensinou a humanidade: “Conhecei a Verdade, e ela vos fará livres”. A egolatria dos mitômanos e dos paranoicos apenas alimenta o Eu bestial.

Por fim, a humanidade alcança a paz somente através da destruição do Ego pluralizado. Evidentemente, a paz verdadeira não provém de exércitos ou tratados, mas emana exclusivamente das entranhas do Absoluto. Enquanto a discórdia habita o interior humano, a guerra castiga o mundo externo impiedosamente. Por conseguinte, a massa social reflete exatamente a condição psicológica do indivíduo. Se a humanidade não eliminar a luxúria, a inveja e o ódio velozmente, a violência destruirá a sociedade completamente. Em conclusão inegável, a solução genuína para todos os problemas globais reside na eliminação absoluta do Eu psicológico.

Este artigo foi redigido com base e adaptações da obra “Os Mistérios da Vida e da Morte” – V. M. Samael Aun Weor

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