A Sensação do Déjà Vu e a Perspectiva Científica
Primeiramente, muitas pessoas relatam a sensação de reviver algo que, aparentemente, o indivíduo nunca vivenciou, mas que de alguma forma lhe parece familiar. Consequentemente, a ciência sugere que o cérebro gera essa experiência, conhecida como déjà vu, ao apresentar falhas relacionadas aos diferentes tipos de memória. Ou seja, a pessoa já vivenciou a mesma experiência; no entanto, o cérebro não registrou o evento na memória recente. Em vez disso, a mente gravou a informação apenas na memória de longo ou médio prazo. Assim, isso confere ao indivíduo a exata sensação de que o evento já ocorreu no passado.
Por conseguinte, a lógica dita que o indivíduo não consegue lembrar algo que nunca aconteceu. Portanto, em algum momento a pessoa viveu a cena, mesmo que o evento tenha ocorrido antes do próprio nascimento, durante uma existência anterior. Inegavelmente, o buscador entende melhor este fenômeno ao adentrar na explicação dos antigos sábios. Afinal, a antiga sabedoria de forma alguma refuta a explicação científica. Pelo contrário, ela a complementa ao utilizar a perspectiva da metafísica e da observação natural. Dessa maneira, o esoterismo constrói a base exata do conceito que a tradição nomeia como a Lei do Eterno Retorno.
A Lei do Eterno Retorno na Natureza
Além disso, o observador verifica a expressão inegável dessa Lei na Natureza e no próprio Cosmos. Por exemplo, nosso Planeta sempre retorna ao seu ponto de partida original. Consequentemente, a humanidade celebra mais uma vez a festa do Ano Novo. Da mesma forma, as quatro estações passam rapidamente para logo regressar exatamente na mesma sequência. Adicionalmente, a noite retorna após o dia. Logo depois, o dia volta a aparecer após a noite. Do mesmo modo, o ser humano experimenta a morte após viver muitos anos sob o sol. Posteriormente, a alma experimenta novamente a vida, encarnando agora em um novo corpo físico.
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A Transmigração da Alma
Historicamente, a Lei do Retorno fundamenta o conceito que a Índia chama de Transmigração das Almas. Isto é, o princípio explica a reincorporação dos princípios anímicos em um novo corpo material. Analogamente, o estudante encontra ideia semelhante no Livro Egípcio dos Mortos. Além disso, a escola grega do matemático Pitágoras ensinou esse mesmo princípio sob o nome de metempsicose. Igualmente, o filósofo Platão também transmitiu seus ensinamentos acerca da doutrina dos renascimentos. Da mesma maneira, o próprio Buddha fundamentou a sua doutrina no processo das vidas sucessivas.
Contudo, talvez o filósofo alemão Friedrich Nietzsche ostente o maior destaque no ocidente nos últimos tempos sobre a Lei do Eterno Retorno. Especificamente, o autor chamou a atenção do público em geral através de um trecho do livro “Assim falava Zaratustra” (obra que recentes livros e filmes sobre o filósofo citam constantemente). Nesse trecho, o escritor indaga como a pessoa reagiria ao ouvir o seguinte relato:
“Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes e não haverá nela nada de novo…”.
Indubitavelmente, o leitor identifica nesse fragmento a mecânica oculta das vidas sucessivas. Não obstante, além do simples retorno da alma, o indivíduo processa em cada renascimento os mesmos dramas e acontecimentos das existências anteriores.
O Tempo, as Dimensões e a Recorrência
Por outro lado, para que o estudante alcance um melhor entendimento desses fenômenos, ele necessita realizar estudos metafísicos profundos acerca do conceito de tempo e das dimensões. Consequentemente, o filósofo e psicólogo russo Ouspensky, que também publicou uma obra sobre o Eterno Retorno, investigou a existência de planos mais elevados que a terceira dimensão. Nesses planos sutis, a matéria vibra de forma mais acelerada. Assim, essa dimensão superior abriga a origem da vitalidade, dos pensamentos, dos sentimentos e dos princípios anímicos. Logo, o corpo físico funciona apenas como uma espécie de roupa provisória da alma-consciência. De fato, os livros sagrados hindus citam exatamente essa visão. Posteriormente, a Teosofia e as escolas gnósticas ratificaram plenamente esse ensinamento.
Mais tarde, o cientista Albert Einstein teceu os parâmetros definitivos para a física da quarta coordenada. Dessa forma, ele definiu a relatividade do tempo e a sua evidente característica circular. Ora, se o tempo se comporta como uma curva fechada, o Universo repete invariavelmente tudo o que aconteceu no passado em uma ou outra escala. Segundo os antigos pitagóricos: “se os movimentos celestes e outros são os mesmos, o que ocorrerá antes e o que ocorrerá depois também são os mesmos, aplicando-se a repetição”. Evidentemente, a tradição chama esse fenômeno de lei da recorrência. Ou seja, a natureza manifesta a repetição constante de eventos em cada retorno da alma.
O Ouroborus dos Alquimistas Medievais
Inegavelmente, o autor Samael Aun Weor definiu o processo com extrema clareza: “De acordo com a sábia lei de recorrência, tudo na vida volta a ocorrer tal como já se verificou dentro do círculo vicioso do tempo, somada às consequências boas ou más da ação”. Isto é, a vida repete absolutamente tudo em espirais mais elevadas ou mais baixas. Obviamente, essas repetições trazem as suas devidas consequências. Consequentemente, o indivíduo recebe um castigo (caso trilhe a espiral descendente) ou recebe uma recompensa (caso trilhe a espiral ascendente). Certamente, Pitágoras definiu essa trajetória como a curva da vida. Posteriormente, o misticismo representou essa teoria através do símbolo matemático do infinito (∞). Além disso, os alquimistas medievais ilustraram o processo através do Ouroborus, a mítica serpente que morde a própria cauda.
Analogamente, no campo das Artes, o compositor Maurice Ravel ilustra muito bem a espinhosa questão da recorrência através da obra Bolero. Especificamente, o músico elaborou uma composição de movimento único que carrega uma melodia totalmente uniforme e repetitiva. Contudo, a música varia apenas na sua intensidade, a qual cresce de forma progressiva. Dessa maneira, a obra remete diretamente à Espiral cósmica e às suas oitavas. Porém, ao chegar no final de tantas repetições, atinge um desfecho caótico.
A Mecanicidade da Vida e a Quebra da Espiral
Por conseguinte, ao analisar o processo do ponto de vista puramente humano, o pensador conclui que a incessante repetição em cada renascimento da alma traz consigo uma terrível mecanicidade. Adicionalmente, isso gera uma escravidão profunda ao passado. Afinal, a lei cósmica converterá esse mesmo passado no futuro inevitável da pessoa. Dessa forma, a roda do tempo constitui uma espécie de maldição sobre a humanidade. Portanto, a alma exige um grande esforço consciente para conseguir escapar desse círculo vicioso.
Além disso, se o indivíduo realiza uma retrospecção atenta da própria forma de atuar, sentir e pensar, ele percebe rapidamente a atuação implacável da lei da recorrência em uma única vida. Constantemente, um determinado tipo de problemática volta a ocorrer de tempos em tempos na vida dessa mesma pessoa. Principalmente, as características psicológicas inconscientes da existência anterior induzem ativamente esse comportamento vicioso.
De fato, o ser humano possui uma marcada tendência comportamental que prioriza a repetição de atitudes durante toda a vida. Consequentemente, se a pessoa age sempre da mesma exata forma, a vida devolve os mesmos resultados, só que em uma espiral mais profunda e severa. Indubitavelmente, essa mecânica esclarece ainda mais o fenômeno do déjà vu. Ademais, isso explica os casos onde, devido à repetição rigorosa no passado, a criança demonstra facilidade absurda para desempenhar certas aptidões em tão tenra idade, ou quando videntes preveem o futuro com exatidão matemática.
A Busca pelo Desperta da Consciência
Em suma, o indivíduo precisa buscar urgentemente o exercício contínuo da consciência no dia a dia. Primeiramente, ele deve alcançar o autoconhecimento profundo. Para isso, ele precisa praticar a auto-observação diligente das próprias atitudes externas e dos estados interiores. Posteriormente, ele alia esse esforço à verdadeira mudança de atitude frente aos velhos padrões de reações emocionais.
Inegavelmente, essa atitude firme constitui exatamente o que a pessoa necessita para vencer essas rígidas leis dimensionais. Por fim, o praticante modifica o destino que o seu próprio passado programou durante tantas vidas. Assim, ele possibilita o exercício do verdadeiro livre-arbítrio. Consequentemente, ele minimiza definitivamente os efeitos limitantes dessas leis sobre a sua trajetória evolutiva.


Resumindo, este fato(Déjà vu) portanto ocorre quando o mesmo já se repetiu muitas vezes em outras vidas, certo?
Sim, de acordo com a mecânica da natureza, isso é muito provavél. Algumas vezes aconteceu o fato nessa mesma vida, ou ainda pode ter sido vivenciado no mundo dos sonhos.