As Quatro Colunas da Gnosis e a Definição de Arte
Primeiramente, o Conhecimento Gnóstico, ou seja, a própria Gnosis, possui Quatro Colunas como sustentáculo fundamental. Especificamente, a doutrina apresenta a Filosofia, a Ciência, a Religião e a Arte. Por conseguinte, essas quatro bases, quando bem equilibradas, formam o estudante gnóstico. No entanto, o leitor questiona o significado da arte. Ademais, o pesquisador pergunta para que ela serve. Igualmente, o indivíduo busca entender a diferença entre a arte subjetiva e a arte objetiva.
Segundo o dicionário da língua portuguesa Priberam, a palavra “Arte” deriva do latim ars, artis. Logo, o termo significa a maneira de ser ou agir, a conduta, a habilidade, a ciência, o talento e o ofício. Além disso, a origem da palavra soa muito interessante. De fato, o vocábulo ars remete à própria palavra “ar”, ou seja, aquilo que o pulmão inspira. Portanto, a arte representa aquilo que o autor cria por inspiração para inspirar os demais.
Assim sendo, a Gnosis ensina que o praticante deve agir e manter uma conduta correta. Desse modo, o sujeito inspira os semelhantes no bem agir. Paralelamente, ele cultiva a boa conduta consigo próprio, com a sociedade e com o Ser Íntimo. Definitivamente, a Bela Arte engloba tudo aquilo que o criador faz bem feito.

A Arte Objetiva e os Grandes Gênios da Humanidade
Inegavelmente, a música, a literatura, a pintura, a escultura e a arquitetura trazem grandes inspirações. Além do mais, essas expressões provocam inquietudes e muito fascínio pelo divino. Naturalmente, isso ocorre quando pessoas focadas em buscar algo superior produzem tais obras. Historicamente, o mundo conheceu esses criadores como Beethoven, Liszt, Mozart, Wagner, Dante, Goethe, Victor Hugo, Shakespeare, Botticelli, Doré, Donatello, Da Vinci, Michelangelo e muitos outros no passado. Consequentemente, a história chamou esses artistas de “Grandes Gênios da Humanidade”.
Quando o indivíduo concentra a atenção e medita nas obras desses mestres, algo desperta internamente. Imediatamente, uma luz duradoura e uma emoção arrebatam o observador e elevam a alma para as alturas. Certamente, essa contemplação aumenta a vibração pessoal, pois tais obras mantêm pleno contato com a chamada Arte Régia da Natureza.
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A Arte Subjetiva e a Decadência Moderna
Todavia, o final do século XIX, bem como os séculos XX e XXI, produziram um tipo diferente de criação. No mínimo, essa vertente inspira o ser humano a castigar a si mesmo. Por exemplo, a literatura do período realista (que não guarda nada de Real) lança o leitor na lama com um niilismo explícito. Paralelamente, a música estapeia o ouvinte com tristezas e com paixões absurdas, instintivas e animalescas. Por outro lado, a pintura moderna traz escatologia, desassossego e trevas. Simultaneamente, a escultura parece indefinível, pois reflete apenas o produto de uma mente torta e pervertida.
Diante disso, o autor Samael Aun Weor separou esses dois tipos de arte muito bem. Assim como o agricultor separa o joio do trigo, o mestre declarou:
“Há duas classes de arte: primeiramente, uma arte que o estudante poderia chamar de ‘subjetiva’. Especificamente, essa representa a arte ultramoderna, que não conduz a nada. Por outro lado, existe também a Arte Régia da Natureza, ou seja, a Arte Objetiva, Real e Transcendental. Obviamente, tal Arte contém, em si mesma, preciosas Verdades Cósmicas.”
Antigamente, os sacerdotes ensinavam os Sagrados Mistérios aos povos mais religiosos. Para isso, os mestres usavam a música, a dança (como os dervixes dançantes, por exemplo) e as esculturas. De fato, a metodologia funcionava como um tipo de educação emocional. Consequentemente, o ensinamento chegava diretamente à Consciência de cada indivíduo. Portanto, a academia antiga aliava tal Arte Superior à Ciência (através da comprovação e da experimentação), à Filosofia (mediante o questionamento e a busca da Verdade) e à Religião (com a adoração, a devoção ao divino e a mística absoluta). Além disso, o praticante precisa considerar o ensinamento central de Samael. O mestre afirma que a Arte Sagrada dos antigos tempos mostrava-se “…altamente científica, profundamente filosófica e essencialmente mística.”
Os Sábios Exemplos da Arte Régia da Natureza
Essencialmente, a Arte Régia da Natureza segue as Leis Universais da Criação. Dessa forma, ela ensina o ser humano através dos fenômenos da própria Mãe Natureza. Logo, o planeta não instrui o indivíduo com um abecedário ou com régua e papel, mas sim com o exemplo vivo. Consequentemente, o mundo apresenta muitos exemplos maravilhosos que revelam profundas pérolas cósmicas:
A Transmutação das Águas:
Primeiramente, o Sol evapora as águas do mar. Em seguida, o vapor forma as nuvens. Logo após, os ventos levam chuvas para a terra. Assim, a água fertiliza o solo e dá vida às plantas, aos animais e aos rios. Simbolicamente, isso indica que o estudante deve trabalhar com as próprias águas vitais (seminais). Consequentemente, a energia sobe para o cérebro (cuja forma recorda as nuvens). Depois, o fluido flui do cérebro para todo o corpo, dando saúde e vitalidade ao praticante.
O Poder da Semente:
Em segundo lugar, a semente abriga a capacidade de gerar uma frondosa árvore, com flores e frutos. Dessa maneira, a botânica mostra que o grão guarda todas as possibilidades de transformação.
A Flor no Lodo:
Além disso, a planta surge do lodo de uma terra fértil. Sobretudo, isso mostra que o homem pode cristalizar as verdadeiras virtudes do Ser nas piores adversidades. Para isso, o aprendiz descobre, estuda e elimina os defeitos psicológicos (o ego).
A Busca pela Luz:
Igualmente, a flor do girassol segue o Sol. Por conseguinte, o indivíduo deveria agir da mesma forma. Ou seja, o ser humano precisa seguir o Ser Interior e o Altíssimo, tornando-se um veículo de expressão divina.
A Metamorfose da Alma:
Adicionalmente, de uma mera larva surge a mais bela borboleta. Claramente, o inseto simboliza a própria alma humana. Inicialmente, o homem representa a larva, ou seja, um mero embrião de alma. Somente com grandes esforços, o sujeito alcança a individualidade real. Assim como a borboleta se esforça para sair do casulo, o buscador luta para se tornar um ser completo e divino.
A Lei do Pêndulo:
Por outro lado, o Sol se põe no ocidente. Imediatamente, a escuridão da noite surge. Porém, logo depois, o Sol nasce no oriente. De fato, tal processo astronômico mostra que uma grande humilhação sempre antecede toda exaltação. Afinal, a alma necessita descer para voltar a subir no céu da Consciência. Exatamente, esse ciclo reflete a eterna Morte e Ressurreição das divindades solares.
A Lei da Entropia:
Ademais, as águas paradas das sujas poças e a putrefação dos pântanos mostram a Lei da Entropia. Portanto, quem fica parado no trabalho de autoconhecimento acaba sofrendo estagnação. Inegavelmente, o sujeito apodrece, fica para trás e abandona os estudos. Conclusivamente, o estudante nunca deve esquecer que a Sabedoria se mostra infinita.
A Lei do Três:
Surpreendentemente, as moléculas formam as substâncias. Por sua vez, os átomos formam as moléculas. Como base, o átomo possui o próton (força positiva), o elétron (força negativa) e o nêutron (força neutra). Especificamente, a física demonstra a Lei do Três com isso. Ou seja, a natureza cria tudo através da união de três forças. Por exemplo, a reprodução humana só ocorre quando a biologia une um homem, uma mulher e o ato sexual.
A Máquina Humana:
Outrossim, as fontes de água brotam das rochas e saciam a sede da fauna. Analogamente, o próprio corpo humano (elemento Terra) faz brotar a vitalidade (elemento Água). Certamente, o estudante necessita dessa força para persistir contra as próprias falhas. Notavelmente, a palavra “máquina” vem do latim machina, originada do grego mekhane (derivação de mekhe). O vocábulo significa tanto “meio” quanto “remédio”. Em resumo, o próprio laboratório humano produz o remédio para as enfermidades.
A Faísca do Amor:
Semelhantemente, quando a mão bate dois pedaços de rocha, o atrito produz faíscas, fogo e luz. Na mesma proporção, o homem e a mulher que se amam equilibradamente podem produzir a mais pura felicidade.
A Descida aos Infernos Atômicos:
Paralelamente, o planeta esconde as riquezas minerais, como o bronze, a prata e o ouro, abaixo da terra. Dessa forma, a geologia ensina que o praticante também deve descer aos próprios infernos atômicos. Somente lá, ele pode encontrar e refinar o ouro (as virtudes).
O Equilíbrio dos Elementos:
Por fim, a natureza mantém um equilíbrio perfeito entre as águas, a terra, os ventos e o calor. Consequentemente, isso ilustra que o ser humano deve cultivar esse mesmo equilíbrio internamente. Primeiramente, o corpo precisa manter o sangue limpo (água). Em seguida, o organismo necessita estruturar bem os músculos e os ossos (terra). Logo após o pulmão deve buscar ar puro através da respiração (ar). Em quarto lugar, a mente precisa evitar o estresse e manter o equilíbrio sexual (fogo).
A Árvore da Vida e os Três Fatores da Revolução
Historicamente, os cabalistas representam o Universo e o Homem como uma árvore. A tradição chama esse símbolo de Árvore da Vida. Portanto, o Homem Real atua como o microcosmos. Consequentemente, esse ser fincou as próprias raízes no mais profundo do próprio interior. Para isso, o aprendiz purificou os reinos inferiores de toda amargura, ódio, ira e paixão. Assim, o indivíduo extrai o alimento necessário para crescer. Ao mesmo tempo, a planta humana necessita dos raios solares divinos. Finalmente, a árvore abraça a paisagem com os galhos (a Consciência) e expressa as flores (virtudes) e os frutos (ensinamentos).
Em conclusão, demonstra-se que a Natureza age como uma bondosa Mãe. Afinal, o planeta ensina a humanidade com a Ciência, a Filosofia, a Religião e a Arte. Sobretudo, o Cosmos rege tudo de acordo com as Leis Universais. Talvez, o estudante encontre a palavra-chave para criar a própria Natureza Interior no termo Equilíbrio. Contudo, para atingir isso, o buscador precisa acabar com o Eu Psicológico. Por isso, um grande sábio da humanidade ensina uma regra de ouro:
“…No trabalho esotérico crístico, cada pessoa tem que saber mandar em si mesma. Além disso, o estudante necessita saber dirigir os próprios passos. Sobretudo, o aprendiz deve fazer a Natureza Inferior obedecer às ordens superiores. Do contrário, o homem servirá como um escravo dela. Consequentemente, o indivíduo atuará apenas como mais um no montão. Talvez, ele acabe falando maravilhas daquilo que nunca conseguiu realizar.”
Finalmente, a doutrina estabelece a Morte, o Nascimento e o Sacrifício pela Humanidade como bases inegociáveis. Exatamente, esses princípios formam os Três Fatores da Revolução da Consciência, pois, através deles, o praticante chega à perfeição natural do Ser.
Este artigo foi redigido com base nos ensinamentos do, V. M. Samael Aun Weor

