OS CISNES DO PARAÍSO

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O conhecimento esotérico apresenta o místico cisne Kala-Hamsa. Primeiramente, essa ave pousa sobre uma flor de lótus. Logo em seguida, o animal flutua graciosamente sobre as águas puras de vida. De fato, o termo Kala-Hamsa significa exatamente: “EU SOU ELE” “EU SOU ELE” “EU SOU ELE”. Em outras palavras, a sabedoria ancestral afirma: “O Espírito de Deus flutua sobre a face das águas”.

Consequentemente, a Divindade alenta sobre o imenso mar da Eternidade. Além disso, o Criador habita o interior de cada ser humano. Portanto, o indivíduo encontra Deus dentro de si mesmo, ecoando o mantra: “Eu sou Ele, Eu sou Ele. Eu sou Ele”.

A Essência do Amor Divino

Inegavelmente, Deus é Amor. Assim sendo, cada gota do grande oceano carrega o amor de forma imanente e transcendente. Contudo, o buscador encontra Deus unicamente no sexo e no afeto genuíno. Nesse sentido, o cisne representa a força desse Amor. Por sua vez, o Amor alenta a si próprio apenas por meio do amor.

Acima de tudo, a natureza criou o cisne puramente para amar. Tanto é verdade que, quando um do casal falece, o parceiro morre rapidamente de profunda tristeza.

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O Alimento dos Deuses no Éden

Posteriormente, a narrativa descreve a realidade celestial do Éden. Lá, os cisnes assistem à mesa sagrada dos Anjos. Simultaneamente, eles elaboram manjares inefáveis dentro da imaculada brancura do próprio papo. Por conseguinte, os Deuses bebem esses néctares supremos em suas copas diamantinas.

Sem dúvida, as combinações da substância infinita mostram-se maravilhosas. Especificamente, o sêmen que o homem carrega nas glândulas sexuais atua como a própria substância infinita do grande oceano.

A Gênese de Toda a Criação

Naturalmente, as múltiplas combinações dessa substância infinita convertem-se em continentes inteiros, cheios de plantas, flores e frutos. Do mesmo modo, essa matéria primordial dá origem a todo o mundo criado. Por exemplo, ela gera as aves, os monstros, os homens e as bestas. Basicamente, a natureza extrai tudo das águas seminais do Gênesis.

Além do mais, o amor respira o tempo todo nessas águas originárias. Historicamente, a literatura narra que o cavaleiro Parsifal rompeu o próprio arco cheio de arrependimento profundo. Isso ocorreu logo depois de o herói abater um cisne próximo ao majestoso castelo de Montsalvat.

O Fogo e as Águas da Vida

Por outro lado, o mito clássico resgata o cisne de Leda. Certamente, esse arquétipo recorda ao estudante os belos encantos da paixão. Neste contexto, o cisne do amor fecunda as águas da vida. Paralelamente, o fogo do sentimento sagrado faz a existência brotar diretamente de dentro do grande oceano. Afinal, a água serve sempre como o habitáculo natural do fogo.

Enquanto isso, o fogo sexual dormita passivamente entre as águas puras de vida. Surpreendentemente, o fogo e a água criaram todo o Universo ao se unirem em um intenso transe de amor. Portanto, o fogo do amor vivifica o interior das águas seminais humanas. Conforme dito anteriormente, o fogo afetivo fecunda as águas da vitalidade espiritual.

Em resumo, o cisne simboliza o amor em sua forma mais absoluta. Exatamente por isso, a ave alimenta-se exclusivamente desse nobre afeto. Em conclusão, quando o parceiro perde a vida, o companheiro sucumbe inevitavelmente de tristeza.

Este artigo foi redigido com base nos ensinamentos do, V. M. Samael Aun Weor

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1 comentário em “OS CISNES DO PARAÍSO”

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