O Despertar da Consciência nos Mundos Físico e Interno
Primeiramente, todo ser humano alcança a experiência da realidade. Além disso, cada indivíduo possui o direito de vivenciar as grandes experiências do Espírito. Consequentemente, ele conhece os reinos e as nações das regiões moleculares e eletrônicas. Do mesmo modo, todo aspirante possui o direito de estudar aos pés do Mestre. Adicionalmente, ele entra pelas portas esplêndidas dos Templos de Mistérios Maiores. Assim, a pessoa conversa face a face com os brilhantes filhos da Aurora do Mahavantara da criação. Contudo, o estudante precisa começar a despertar a consciência imediatamente.
Por outro lado, o aspirante acha impossível despertar nos Mundos Superiores se ele permanece adormecido neste mundo celular, físico e material. Portanto, quem deseja despertar a Consciência nos mundos internos deve despertar aqui e agora, neste mundo denso. Afinal, se o aspirante não desperta a Consciência aqui neste mundo físico, ele falha muito mais nos Mundos Superiores. Dessa forma, quem desperta a Consciência aqui e agora, desperta em todas as partes. Em suma, quem desperta a Consciência neste mundo físico fica desperto nos Mundos Superiores, de fato e por direito próprio.
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O Desafio de Reconhecer o Próprio Sono Psicológico
Para alcançar esse objetivo, a pessoa necessita, antes de tudo, saber que dorme profundamente. Contudo, o indivíduo acha muito difícil compreender o próprio adormecimento. Isso acontece porque, normalmente, cada pessoa se convence absolutamente de que vive desperta. No entanto, quando um homem compreende o próprio sono, ele inicia o processo do autodespertar.
Certamente, afirma-se algo que ninguém aceita facilmente. Por exemplo, se alguém diz a um homem intelectual que ele dorme, essa pessoa certamente ofende o acadêmico. Afinal, as pessoas mantêm a plena convicção de que andam despertas.
A Identificação, a Fascinação e o Sonho
Por isso, quem deseja despertar aqui e agora deve começar pela compreensão dos três fatores subconscientes. A saber, a psicologia chama esses fatores de identificação, fascinação e sonho. Inegavelmente, todo tipo de identificação produz fascinação e sonho.
Para ilustrar, o indivíduo anda por uma rua e, de repente, encontra as turbas que protestam por algo diante do palácio do Presidente. Se a pessoa não mantém o estado de alerta, ela se identifica com o desfile e se mistura com a multidão. Logo após, a pessoa se fascina e, em seguida, o sonho domina a sua mente. Como resultado, o indivíduo grita, lança pedras e faz coisas que, em outras circunstâncias, não faria nem por um milhão de dólares.
O Perigo de Esquecer de Si Mesmo
Portanto, o indivíduo comete um erro de incalculáveis consequências quando esquece de si mesmo. Além disso, a pessoa atinge o cúmulo da estupidez ao se identificar com algo, porque o resultado final sempre traz a fascinação e o sonho. Desse modo, o ser humano acha impossível despertar se esquece de si mesmo e se identifica com algo externo. Da mesma forma, o aspirante fracassa ao tentar despertar a Consciência se deixa a fascinação dominá-lo e cai no sono profundo.
Por exemplo, o boxeador que troca golpes com o adversário dorme profundamente e sonha. Naquele momento, o atleta se identifica totalmente com o acontecimento e se fascina. Contudo, se ele chegasse a despertar a Consciência, ele olharia em todas as direções e fugiria imediatamente do ringue. Sem dúvida, ele faria isso por sentir total vergonha de si mesmo e do honroso público.
De maneira análoga, o passageiro viaja em qualquer transporte urbano dentro da cidade e precisa saltar do veículo em uma determinada rua. De repente, a lembrança de um ente querido surge na mente dele. Imediatamente, o indivíduo se identifica com essa recordação. Em seguida, a fascinação chega e o ato de sonhar desperto domina a situação. De repente, a pessoa dá um grito de exclamação: “Onde estou? Caramba! Passei a quadra. Tinha que descer em tal esquina, em tal rua”. Logo depois, o passageiro percebe a total ausência de sua Consciência. Por consequência, ele salta do veículo e precisa regressar a pé até a esquina correta.
A Prática da Divisão da Atenção
Para evitar isso, quem quer despertar a Consciência deve começar pela prática chamada “A Divisão da Atenção”. Basicamente, o estudante divide a atenção em três partes distintas: Sujeito, Objeto e Lugar.
- Sujeito: Primeiramente, o praticante mantém a íntima recordação de si mesmo de momento em momento. Assim, ele não esquece de si mesmo diante de nenhuma representação ou acontecimento.
- Objeto: Em segundo lugar, o indivíduo não se identifica com coisa alguma nem com circunstância alguma. Portanto, ele apenas observa sem se identificar e sem esquecer de si mesmo.
- Lugar: Por fim, a pessoa pergunta a si mesma: “Que lugar é este?”. Imediatamente, ela observa o lugar detalhadamente e questiona: “Por que estou neste lugar?”.
Inegavelmente, a divisão da atenção em três partes conduz o aspirante até o verdadeiro despertar da Consciência. Em contrapartida, o indivíduo marcha pelo caminho do erro quando deseja vivenciar as grandes realidades dos Mundos Superiores sem despertar aqui e agora. Por fim, o despertar da Consciência origina o desenvolvimento do sentido espacial e possibilita a experimentação definitiva daquilo que representa o real.
Este artigo foi redigido com base nos ensinamentos do, V. M. Samael Aun Weor

