A Relação Original do Ser Humano com a Natureza
Primeiramente, o ar despendeu muitos séculos para que a humanidade permitisse descobri-lo e compreendê-lo. Isso ocorreu ainda que o ser humano mergulhe incessantemente em seu “oceano” e, consequentemente, respire esse elemento de instante a instante. Hoje, inegavelmente, a ciência sabe a massa do ar, conhece a sua constituição e entende como utilizá-lo. Além disso, o homem aprendeu a fracioná-lo de acordo com os próprios interesses. Mas a história nem sempre transcorreu assim. De fato, talvez o peixe dentro de um oceano tampouco tenha a consciência exata de que a água existe.
Até menos de um século atrás, indubitavelmente, cerca de 90% da população mundial vivia em pleno campo. Por isso, o homem dependia exclusivamente da terra para garantir a própria sobrevivência. Consequentemente, o camponês despertava com a aurora, cultivava o solo e, além disso, conhecia profundamente as fases da lua, as estrelas e os ventos. Dessa forma, os veredictos da natureza, como temporais, vendavais e secas, regiam a abundância ou a destruição dos povos. Portanto, o indivíduo desenvolveu o seu corpo físico exatamente neste cenário natural. Simultaneamente, a natureza modelou os ossos, os músculos e a psique do ser humano de acordo com as estritas necessidades ambientais.
A Obsolescência da Máquina Humana
Entretanto, em menos de um século, as novas circunstâncias fizeram com que a máquina humana se tornasse totalmente obsoleta frente à vida moderna. Afinal, para que servem tantas capacidades de movimento se o teclado exige apenas que o indivíduo movimente os dedos? Por outro lado, para que o homem possui um sistema digestivo tão robusto, capaz de prover tanta energia às células, se ele passa a maior parte do tempo sentado? Adicionalmente, para que o corpo humano ostenta um pulmão tão volumoso se a necessidade de oxigênio atual se mostra tão pequena?
O Impacto da Modernidade no Aparelho Psíquico
Já no tocante ao aparelho psíquico, indubitavelmente, o ser humano precisa de mais alguns cérebros, nervos, encéfalos e medulas para suprir a enorme demanda mental. Isso acontece devido ao aumento exponencial de eventos e de circunstâncias diárias. Consequentemente, esse sistema nervoso nunca estará saudável frente a tantas exigências modernas se o indivíduo não buscar uma medicina especial.
Certamente, cada evento da vida compõe-se de uma série de impressões diárias. Imediatamente, o aparelho psíquico do homem necessita digerir essas percepções. Contudo, as fortes impressões despendem dias ou até semanas para que o sistema psíquico humano se recupere totalmente. De fato, isso engloba palavras impregnadas de violência e emoção, diálogos morbosos, bem como grande pressão social e familiar. Igualmente, isso inclui falsas necessidades, compromissos desgastantes e desejos de grandeza. Além disso, o cérebro processa cenas descompostas em sequências sobrepostas, contínuas e infindáveis.
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A Necessidade Urgente de Mudança Radical
Ainda que o indivíduo nasça em tal contexto e, por isso, não perceba claramente tais agressões, ele sabe em seu íntimo que algo encontra-se fora da ordem. Logo, surge a necessidade vital de uma mudança radical. Evidentemente, o homem deve canalizar essa transformação de forma devida. Ou seja, ele precisa realizar uma mudança de fundo e não apenas de forma. Por conseguinte, torna-se urgente que o ser humano receba as impressões de cada cena através de sentidos de percepção diferentes, em vez de buscar apenas uma forma exterior diferente.
Para isso, o indivíduo tem que recorrer às práticas milenares dos distintos troncos culturais. No passado, essas técnicas permitiam que os homens conquistassem o completo domínio de sua própria psique e de suas reações. Independentemente se essas reações atuassem de forma emocional, instintiva, motora, intelectual ou sexual. Atualmente, uma atitude irresponsável frente a si mesmo em nossos tempos modernos gera consequências fatais para o almejado equilíbrio biopsíquico. Sem dúvida, essa negligência enferma a psique, enferma a mente e, finalmente, enferma o corpo físico.
Por isso, a obsessão psíquica, a depressão, as angústias e a irritação representam apenas alguns dos cruéis frutos que uma psique violentada pelo estilo moderno de vida produz.
As Técnicas Milenares e a Ciência Gnóstica
Felizmente, a ciência gnóstica estuda ativamente tais técnicas milenares. De fato, essas práticas convertem-se em poderosos instrumentos de um profundo processo de investigação íntima. Primeiramente, o praticante destina algumas dessas ferramentas aos momentos em que ele interage nos eventos cotidianos. Em segundo lugar, ele utiliza outras técnicas para aqueles eventos que alteram o seu estado de ânimo e, consequentemente, deixam resíduos venenosos em sua psique. Por fim, ele aplica outras práticas especificamente para aqueles momentos em que o seu corpo dorme no leito.
A Harmonia Através da Higiene Psíquica
Para a vida eventual, o buscador encontra técnicas que permitem manejar voluntariamente os estados interiores. Simultaneamente, ele aprende a combinar esses estados com os eventos exteriores. Primeiramente, o estudante deve entender os estados interiores como este universo íntimo que contém sentimentos, pensamentos e impulsos instintivos, além dos impulsos sexuais. Por outro lado, ele deve entender os eventos exteriores como o conjunto de fenômenos que os cinco sentidos físicos percebem. Portanto, quando o indivíduo sabe combinar perfeitamente os estados interiores com os eventos exteriores, ele obtém a verdadeira harmonia.
Além disso, para tratar o resíduo passivo presente na mente, o praticante utiliza as técnicas de higiene psíquica. Intimamente, a tradição esotérica relaciona essas práticas à meditação, à inspiração e à contemplação. Consequentemente, tais técnicas permitem o ingresso seguro no nível mais profundo do subconsciente do indivíduo. Assim, ele soluciona antigos traumas e obsessões, enquanto desintegra medos e angústias. Dessa forma, esse trabalho provê a verdadeira liberdade do espírito humano.
Concluindo, se no passado os mestres dirigiam essas técnicas a uma seleta elite que o destino designava para experimentar o inóspito, hoje o cenário mudou. Atualmente, esse conhecimento mostra-se vital para o equilíbrio biopsíquico do indivíduo. Afinal, a sociedade submete o ser humano a sistemas completamente desequilibrados e, além disso, totalmente dissociados da natureza sábia para a qual a criação o concebeu.


Muito bom, é vital que apreendemos a observar e manejar nosso mundo interior em equilíbrio com o mundo exterior.
Obrigado.
A vida ensina que devemos cuidar do nosso mundo interior, para que possamos cuidar das circunstâncias que se apresentarem no mundo exterior…