Investigações Transcendentais

O Desejo de Compreender a Missão da Vida

Em um dia ensolarado de verão, enquanto o Mestre Lakhsmi contemplava o passar das nuvens com rumo desconhecido, ele refletia profundamente. Certamente, ele sabia que esse movimento orquestrado obedecia a desideratos divinos. Ainda assim, a humanidade dá pouca importância a essas anônimas viajantes que todos veem. De fato, ninguém conhece a missão de valor incalculável que elas cumprem na Vida. Consequentemente, a natureza as encarrega de levar as chuvas onde existe seca para que a Vida se mantenha. Diante disso, o Mestre indagava a si mesmo: “Que lindo seria que nós, como humanos, também pudéssemos nos deslizar na Vida dentro de um anonimato para levar Amor, Sabedoria, Paz e Harmonia a tantas criaturas que por razões desconhecidas, não sabem os motivos pelos quais sofrem”.

Logo após esse pensamento, ele decidiu conhecer o fenômeno que acontece entre dois bandos que se enfrentam até a morte. Especificamente, grupos que defendem ideais que carecem de fundamentos cristãos.

A Visão do Campo de Batalha e o Desespero Humano

Posteriormente, esse evento aconteceu em um território de nosso afligido Planeta. Assim que o investigador chegou ali, uma grande surpresa o dominou. Inicialmente, ele pensou que encontraria dois exércitos inimigos. Contudo, a situação mostrou-se completamente diferente. Portanto, o que ele observou exigia uma verdadeira análise e reflexão.

Imediatamente, ele notou nuvens sanguinolentas que flutuavam no campo onde a batalha ocorreria. Dentro dessas nuvens, formaram-se bolhas do tamanho de bolas de basquete. Simultaneamente, essas bolhas produziam sons que ensurdeciam os ouvidos do Mestre. Por consequência, os ruídos ensurdeciam também os ouvidos dos exércitos em conflito. Dessa forma, a energia gerou um desespero geral.

Em seguida, ele buscou ver as pessoas que se preparavam para a batalha. No entanto, não é fácil para o Mestre Lakhsmi explicar nessas linhas o impacto emocional e psíquico que atingia cada uma daquelas criaturas. Muito menos consegue-se explicar o espanto e o horror das crianças, mulheres, anciões e indefesos presentes. Inegavelmente, todos eles sabiam, por um instinto natural, que nesse dia a morte cairia sobre eles. Antes de as balas derrubarem os corpos dessas pessoas indefesas, as carnes se esfarrapavam. Além disso, os gritos de terror que elas emitiam produziam grandes nuvens negras que se misturavam com as nuvens vermelhas de seus adversários.

Entre em contato via WhatsApp

Esclareça todas as suas dúvidas, encontre a sede mais próxima e muito mais em um só lugar. Envie uma mensagem e receba diretamente no seu WhatsApp.

Contato

A Intercomunicação Celular e o Juízo da Alma

Ao observar isto, ele questionou a si próprio: “Por que estas pessoas, antes de cair mortas, já sabem o que vai lhes acontecer, produzindo assim este fenômeno na parte interna?”. Felizmente, a resposta não demorou a chegar. Foi assim que o investigador pôde constatar que a vida celular de cada pessoa, animal ou planta possui uma intercomunicação com a Vida que sustenta toda a Natureza. Consequentemente, antes de uma pessoa, animal ou planta morrer, a inteligência da Vida celular já possui esse conhecimento.

De fato, aqueles representaram momentos dilacerantes e horripilantes para o Mestre. Especialmente ao ver essas almas que já sabiam que a morte as aguardava. Por isso, essas indefesas criaturas somente necessitavam que o destino executasse essa sentença o mais rápido possível. Assim, elas poderiam sair daquele momento em que já percebiam a própria morte, embora estivessem vivas.

Neste exato momento em que ele escreve o relato, a memória traz algo que tem demasiada transcendência: “Quando a Alma ou Ego (chame-se como seja) compreende que sua presença ou seu fim chegou, porém ainda seu corpo está vivo, recebe o Primeiro Juízo, e em meio ao horror da morte e o ranger de dentes, passa por sua mente todos os momentos em que poderia ter feito uma mudança em sua vida, já que nesse instante não se vê atacado pela morte, e sim por toda a feiura do que foi seu pecado…”.

As Três Fúrias e o Ciclo da Vingança

Com certeza, são instantes que a cronologia do tempo mediria como milésimos de segundos. Entretanto, na eternidade, isso representa muito tempo. Principalmente para crianças, criaturas que por sua idade não compreendem e para as quais o horror atinge níveis maiores. Como resultado, tudo se converte em momentos dilaceradores! Ademais, uma pessoa ou um demônio não atua como o verdugo que executa essa morte. Pelo contrário, trata-se de algo mais. Ou seja, uma força que encarnou em um corpo humano descarrega sobre uma inocente vítima a força das “Três Fúrias”. Inegavelmente, essas forças enlouquecem as pessoas que executam o crime e a maldade.

As Fúrias

Primeiramente, a Fúria da Mente, “diz que dos ideais”.
Em segundo lugar, a Fúria da Vingança, “diz que cobrando dívidas anteriores”.
Por fim, a Fúria do Poder, “diz que para demonstrar que são superiores”. Dessa maneira, os opressores pisoteiam o sangue de suas vítimas e encarnam, portanto, suas maldades.

É importante destacar, querido leitor, que quem mata por vingança atrai para si a vingança da vítima. Foi exatamente assim que o investigador observou, com olhos e sentidos surpreendidos, a forma como os homens executavam uma guerra sem razão de ser. Nesse cenário, dois povos enfrentavam-se e envenenavam a atmosfera de nosso Planeta. Por um lado, o vermelho dos vitimadores avançava pelo céu, impulsionando outros à destruição. Por outro lado, a nuvem negra das vítimas avançava, invadindo a outros com o rancor e a vingança. Consequentemente, o destino condenou as almas dessas vítimas, cheias de horror e espanto, a não ter regresso por três motivos cruciais. Portanto, o leitor precisa saber:

  • Em primeiro lugar, porque, no final da raça, a humanidade cria todas as circunstâncias para que as guerras e a destruição se intensifiquem.
  • Além disso, essas vítimas da barbárie, ao tomar novo corpo físico, viriam apenas para executar mais barbárie.
  • Por último, porque essa atmosfera que as vítimas deixam não tem forma de acabar. Igualmente, ela não limparia a aura do Planeta durante o reingresso de toda criatura que essa barbárie eliminou.

O Encontro com a Mãe Natureza e os Demônios Elementários

Logo após narrar este fato, algo ainda mais comovedor surgiu perante o Mestre. Surpreendentemente, a Natureza produzia reações demasiadamente terríveis. Assim sendo, ela lançava para fora dela algumas criaturas humanas que possuíam patas de cabra, mãos de mandril e figuras humanas de presença arrepiadora. Além disso, essas criaturas exibiam presas que sobressaíam de suas mandíbulas, que mais pareciam de javali. Imediatamente, esses seres empreendiam a ida a lugares onde a guerra predominava.

Ao constatar isso, o Mestre perguntava a si mesmo: “Que classe de elementos são esses?”. Nesse instante, uma voz que ensurdecia seus ouvidos exclamou: “Eles são os que beberão o sangue das vítimas e que continuarão executando a maldade como castigo daqueles que não quiseram se arrepender a tempo”. Ainda assim, cheio de espanto, ele continuava se questionando: “Isto merece uma explicação mais profunda. Quem vai me dar?”.

Consequentemente, ele pediu com grande voz no campo que a guerra desolou. Logo em seguida, uma menina de uns doze anos apareceu. Especificamente, ela vestia roupa rasgada, exibia mãos arranhadas e carregava muita dor em seu semblante. Então, a Entidade questionou: “O que faz você aqui, em meio desse drama tão desolador?”.

Sem demora, ele respondeu: “Quero conhecer e saber quem são estas estranhas criaturas, de uma presença horripilante, que vejo no campo de batalha”.
Prontamente, a menina explicou: “São os elementos que se saciaram com o sangue dos homens, mulheres, anciões e crianças que caem pela guerra. Estes elementários demônios tragaram o sangue de tantos pecadores, e eles serão devorados pelo sangue do Planeta para que se depure.”

Perguntas

Em contrapartida, ele inquiriu: “Que culpa têm as crianças, anciões e mulheres de tudo isso que está acontecendo?”.
Logo, a menina esclareceu: “Se não fossem culpados, não estariam aqui, não teriam sido julgados para morrer dessa forma.”
Ademais, ele insistiu: “Acaso não são crianças inocentes?”.
Ao passo que ela retrucou: “Seus corpos, sim, suas almas não”.
Novamente, ele interrogou: “Quando terminará esta guerra?”.
Nesse momento, a menina apontou para as pessoas, os povos, os campos e as cidades, e alertou: “Olha tudo o que falta!”.

Mais adiante, o investigador perguntou: “Por que andas assim, se tu és a Mãe Natureza?”.
Por sua vez, ela desabafou: “Como anciã, é muito o que ensinei a meus filhos; como mulher adulta, são muitos os maltratos que recebi, e como menina, me sinto órfã porque quem deveria me acompanhar, cuidar e respeitar me maltratou e me abandonou.”

O Caminho para a Salvação e o Futuro da Humanidade

Posteriormente, ele quis saber: “Se existe um lugar seguro para poder viver, diga-me onde.”
Em resposta, a Mãe Natureza afirmou: “Sim, existe um lugar seguro, porém necessitas preparar-te muito para que possas habitá-lo”.
Logo após, o Mestre questionou: “Como posso preparar-me mais?”.
Assim, ela orientou: “Lembra que tu és um Povo e se esse Povo se prepara, tu estarás preparado. Se esse Povo não se prepara, tu não poderás viajar para lá.”

Apesar disso, ele argumentou: “Que culpa tenho eu da falta de preparo desse Povo?”.
De pronto, ela rebateu: “A Vida não sofre por suas culpas, a Vida sofre pela culpa dos que representa. Tu és a Vida e fazer parte dela.”
Ainda preocupado, ele relatou: “A humanidade não aceita a Mensagem, o que faço?”.
Conclusivamente, a sabedoria divina ensinou: “No firmamento, existem milhões de estrelas; sem dúvida, o Sol ilumina mais que elas, e é um só. Cada pessoa que se levanta dentre os ‘mortos’ ilumina por mil; cada pessoa que encarna a ‘Deus’, ilumina por três mil, e cada pessoa que se ‘libera’, ilumina por seis mil.

Somente necessitas:
  1. Ajudar aos que deixaram de ser ‘MORTOS’;
  2. Ajudar aos que vão se unir a ‘DEUS”; e
  3. Ajudar aos que se ‘LIBERAM’.

Com estes dez mil, tu poderás viver nesse lugar seguro”.

Em seguida, a figura ordenou: “Vem, mostro-te o que sobrará depois destas coisas.”
Foi então que o Mestre pôde ver uma paisagem sombria e desolada. Assim sendo, a voz lhe dizia: “Assim ficará tudo o que é hoje: as grandes cidades onde tem reinado o demônio”.

Subitamente, ela instruiu: “Olha ali”.
Graças a isso, o Mestre pôde contemplar campos floridos, que os habitantes cultivavam com toda classe de alimentos frescos. No meio desses campos, existiam pequenas vivendas onde moravam as pessoas que lavravam a terra.
Neste contexto, ela prometeu: “Ali habitará esse Povo que não fez reinados na Terra, que somente viverá dos frutos de suas semeaduras, dando frutos para o Criador.”

Finalmente, ela anunciou: “Vou partir…”.
Antes disso, ele indagou: “Tenho alguma data que se cumpra tudo isso?”.
Definitivamente, ela concluiu: “Isto já está cumprindo, se tu acreditas no que te narrei”.

A NATUREZA
Este Artigo foi redigido com base no Excerto da obra “Reflexões de um Investigador V”, de V. M. Lakshmi.

Encontre a sede mais próxima de você!

Todos as nossas sedes em um só lugar!

Locais

1 comentário em “Investigações Transcendentais”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *