O Encontro de Dois Caminhos
Inicialmente, o indivíduo espera ansiosamente ouvir essa frase. Inegavelmente, a mente humana abriga sonhos, suspiros, emoções e um anelo profundo: alcançar a felicidade ao lado do grande amor.
Para ilustrar, o leitor deve imaginar uma pessoa caminhando sozinha pela vida. Nesse cenário, o buscador trilha o próprio caminho. Visto que a pessoa espera encontrar um companheiro de viagem, a vida promove o encontro num determinado lugar. Imediatamente, o primeiro olhar surge. Além disso, a primeira atração desperta o desejo de continuar o encontro. Sem dúvida, essa etapa representa a fase bonita do enamoramento.
Nesse contexto, as Sagradas Escrituras assinalam:
“Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda” – Genesis 2:18.
Consequentemente, quando o ser humano enamora, ele simpatiza, aprecia, estima, gosta e almeja unir duas caminhadas distintas. A partir disso, a esperança de um caminho comum surge na mente. Logo, uma vontade imensa nasce no coração e impulsiona a seguinte pergunta: Quer namorar comigo? De acordo com o dicionário, o ato de namorar significa empenhar a si mesmo em inspirar amor a alguém, galantear, cortejar e flertar.
O Propósito do Namoro na Sabedoria Gnóstica
Por outro lado, a Sabedoria Gnóstica ensina que o namoro aproxima duas almas e dois caminhos. Especificamente, o casal destina esse período de tempo ao conhecimento mútuo. Portanto, o enamorado deve revelar a si mesmo. Ou seja, a pessoa precisa evidenciar quem ela realmente representa no interior. Para que o companheiro conheça as qualidades e os defeitos alheios, o indivíduo deve expor a própria personalidade. Igualmente, o buscador revela as próprias metas, os sonhos e os objetivos de vida.
Afinal, esse período proporciona a observação de si mesmo e do outro. Por conseguinte, a pessoa observa o comportamento, o pensamento e os sentimentos do companheiro. Além do mais, o indivíduo analisa a forma como o parceiro exterioriza essas emoções. Em suma, o processo consiste em conhecer a si mesmo!
A Diferença Entre Amor e Paixão
Durante essa busca de conhecimento de si e do outro, o praticante deve compreender seriamente a diferença entre paixão e amor. Sobre isso, o Venerável Mestre Samael Aun Weor exorta:
“Os enamorados frequentemente confundem o desejo com o amor, e o pior do caso é que se casam acreditando estarem enamorados. Consumado o ato sexual, satisfeita a paixão carnal vem então o desencanto, fica a terrível realidade. Não confunda, homem enamorado, o amor com a paixão. Autoanalise-se profundamente. É urgente saber se ela te pertence em espírito. É necessário saber se sois completamente afim com ela nos três mundos do pensamento, sentimento e vontade.”
Sendo assim, a pessoa não namora apenas por prazer ou para passar o tempo. Definitivamente, o indivíduo não deve namorar simplesmente por namorar. Pelo contrário, o ser humano necessita sentir atração física, mental e espiritual pela outra pessoa.
Adicionalmente, o casal precisa concordar nos assuntos mais relevantes. Especialmente, o companheiro deve alinhar a própria visão sobre a vida espiritual e sobre aquilo que Deus quer para a vida de ambos. Como a Bíblia questiona:
“Ora, duas pessoas poderão caminhar lado a lado se não tiverem de acordo?” – Amós 3:3.
O Pacto de Convivência e a Formação da Família
Diante disso, a mulher e o homem, em vibrante harmonia, devem questionar a si mesmos se existe amor de verdade entre eles. Se por acaso o amor e a vontade de unir as vidas num mesmo caminho existirem, o casal deverá fazer um pacto de convivência para toda a vida. Certamente, esse acordo abrange o aspecto verbal, emocional, sentimental e mental.
Sob o mesmo ponto de vista, o Mestre Lakhsmi diz que o namoro possui uma finalidade clara. Dessa forma, ele torna os dois caminhos apenas um. Visto que a viagem dessas duas almas empreende uma meta, o homem e a mulher transformam a própria essência em uma unidade. Já que o céu une os dois através da consciência e o sexo atrai os corpos no físico, o casal consegue chegar junto a um lugar. Nesse sentido, a pessoa constrói um Lar. A partir daí, o indivíduo encontra a felicidade e forma uma família.
Para corroborar, o Venerável Mestre Samael Aun Weor destaca no livro Matrimônio Perfeito:
“O amor começa com uma faísca de simpatia, se desenvolve com o carinho e a convivência e se torna um que ama mais e outro que ama melhor, quando efetivamente podem viver ou expressar aquilo de mais divino e sagrado tem entre um casal”.
Por fim, a pessoa deve manter essa harmonia de enamoramento de forma constante. Apenas assim, o praticante cumpre a meta estipulada. Inegavelmente, o indivíduo precisa enamorar a si mesmo no namoro. Logo depois, o ser humano precisa enamorar a si mesmo no noivado. Posteriormente, a pessoa precisa enamorar a si mesmo no casamento. Além disso, o casal precisa enamorar a si mesmo pelos filhos. Sobretudo, o indivíduo precisa enamorar a si mesmo pela Vida. Em conclusão, o ser humano necessita alcançar a felicidade!
Acesse: Gnosis Brasil


Muito boa essa reflexão!
Há que ser feliz!
Para mim no caso… A vida espiritual de certo modo nos mostra que: o encontro de duas almas, que de certo modo querem ser um casal. Tem uma importância decisiva na velocidade do Caminho Interno Individual de cada um.
Excelente reflexão, antes de enamorar a outra pessoa,se faz necessário se enamorar primeiro antes de mais nada, namastê reflexão e gratidão a Deus e a vida…
O amor verdadeiro e transcedental supera todos obstáculos e dificuldades da vida, estender a mão ao parceiro para caminharem juntos. Eu ainda caminho só, mas tenho a mãe divina para me guiar até aparecer a pessoa certa na hora que so o pai sabe! Que todos sejam felizes e saibam amar. Paz inverencial!
Muito bom ensinamento, diz exatamente aquilo que deve ser feito, para que se tenha um relacionamento amoroso mas de uma forma sagrada, segundo os olhos de Deus.