Rebeldia Psicológica

O Mistério do Tempo e a Presença: O “Aqui e Agora”

Você já parou para observar como a maior parte do nosso sofrimento diário nasce da angústia com o futuro incerto ou das mágoas de um passado que já não existe? Presos a essa linha de tempo ilusória, esquecemos de nós mesmos e passamos a reagir de forma totalmente mecânica diante dos desafios da vida. Para romper esse ciclo hipnótico e doloroso, a sabedoria gnóstica nos convida a trilhar o caminho da Rebeldia Psicológica.

Muito mais do que uma atitude externa contra a sociedade, essa é uma revolução íntima e radical. Trata-se do esforço consciente para deixar de ser uma mera vítima das circunstâncias — ou um simples “instrumento musical” que qualquer pessoa pode tocar para gerar alegria ou desespero. A verdadeira rebeldia exige despertar a consciência no exato momento presente, o único lugar onde a eternidade cruza com o tempo.

Neste artigo, vamos explorar profundamente o mistério do “aqui e agora”, compreendendo a diferença crucial entre o Caminho Horizontal (a vida mecanicista comum) e o Caminho Vertical (a senda do desenvolvimento espiritual). Você descobrirá como aplicar ferramentas práticas, como a auto-observação e a não identificação, para dominar as emoções negativas diante de crises, ofensas e problemas financeiros, alcançando, por fim, uma mudança autêntica no seu Nível de Ser.

Como aprender a viver o momento presente e parar de sofrer por antecipação?

Inquestionavelmente, o ser humano sofre por antecipação porque ele projeta a mente nos problemas do futuro. Consequentemente, o indivíduo esquece de si mesmo. Além disso, o ensinamento gnóstico aponta que a pessoa precisa aprender a viver de instante em instante. Portanto, para parar de sofrer, o buscador aplica a autorreflexão íntima. Dessa forma, ele transforma as reações mecânicas diante das circunstâncias difíceis.

Por conseguinte, o estudante da Gnosis abandona a identificação com as dúvidas, os problemas econômicos, emocionais e as tragédias morais. Afinal, a verdadeira paz interior exige o trabalho psicológico rigoroso sobre o momento presente. Semelhantemente, a pessoa desesperada detém-se por um instante e compreende que o conflito representa apenas uma “chama de palha”. Logo, tudo muda repentinamente. De fato, o revolucionário não permite que os eventos externos controlem o estado anímico interno. Por fim, o sábio recusa o papel de vítima, visto que ele governa o próprio instrumento musical psicológico.

Qual é o significado esotérico do “Ponto Matemático” dentro de nós?

Primeiramente, o “ponto matemático” representa o instante exato e fugaz do aqui e agora. Especificamente, o conhecimento gnóstico explica que os dois paus da Santa Cruz (o Vertical e o Horizontal) cruzam exatamente neste ponto misterioso da psique. Por um lado, o caminho Horizontal simboliza a vida comum, onde o indivíduo caminha mecanicamente junto com a massa, repetindo as ações de “Dom Raimundo e todo o mundo”.

Por outro lado, o caminho Vertical reflete a senda dos rebeldes inteligentes. Consequentemente, quando o buscador descobre esse ponto matemático dentro de si, ele inicia a verdadeira Senda Vertical. Ademais, o esoterista jamais busca esse cruzamento psicológico no passado distante ou no futuro ilusório. Em suma, o ponto matemático significa o trabalho interior imediato, nem um segundo adiante, nem um segundo atrás. Portanto, o discípulo encontra a porta da libertação neste cruzamento atemporal.

“Os Níveis do Ser; o Ser mesmo, não é do tempo, nada tem a ver com a Linha Horizontal; encontra-se dentro de nós mesmos. Agora, na Vertical…”
— Samael Aun Weor, Tratado de Psicologia Revolucionária, Capítulo II (A Escada Maravilhosa)

Por que a verdadeira consciência nunca se encontra no passado ou no futuro?

Inegavelmente, o passado e o futuro pertencem exclusivamente à linha Horizontal da vida. Porque o ego pluralizado vive das recordações dolorosas e das esperanças vãs. Em contrapartida, a verdadeira consciência desperta habita unicamente a eternidade. Contudo, a eternidade cruza o tempo linear exatamente na fração de segundo presente. Por isso, a pessoa adormece sua consciência quando ela chora as traições do passado ou teme a miséria do amanhã.

Definitivamente, a Rebeldia Psicológica exige a mudança fundamental no “Nível de Ser”. Efetivamente, essa mudança repousa na confrontação lógica do momento presente. Por conseguinte, o iniciado elimina as emoções negativas justamente no agora, visto que a ilusão do tempo apenas fortalece o sono da consciência. Finalmente, o caminhante ascende pela Senda Vertical porque ele cessa toda identificação com o próprio trem mecanicista da vida.

“O tempo é o Eu mesmo; o Eu é uma lembrança, o Eu é o tempo. […] O Ser não é do tempo. O Ser é o instante eterno.”

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A Psicologia da Cruz: Os Dois Caminhos da Vida

O que significam os Caminhos Horizontal e Vertical no conhecimento gnóstico?

Inquestionavelmente, a sabedoria gnóstica ensina que a vida possui dois caminhos distintos que formam uma cruz dentro do ser humano. Primeiramente, o Caminho Horizontal representa a linha do tempo mecanicista e linear. Consequentemente, o indivíduo nasce, cresce, reproduz, envelhece e morre exclusivamente nesta trilha comum. Por outro lado, o Caminho Vertical simboliza o nível de Ser do estudante gnóstico.

Além disso, a pessoa ascende por esta escada maravilhosa unicamente quando ela elimina os próprios defeitos psicológicos. Portanto, o cruzamento destas duas linhas ocorre exatamente no momento presente, de instante em instante. Dessa forma, o buscador escolhe conscientemente, no aqui e no agora, avançar espiritualmente pela via ascendente ou seguir o fluxo mecânico e degenerativo da existência cotidiana.

“A personalidade cresce e se desenvolve na linha Horizontal da Vida. Nasce e morre dentro de seu tempo linear; é perecedoura; não existe nenhum amanhã para a personalidade do morto; não é o Ser… Os Níveis do Ser; o Ser mesmo, não é do tempo, nada tem a ver com a Linha Horizontal; encontra-se dentro de nós mesmos. Agora, na Vertical…”
— Samael Aun Weor, Tratado de Psicologia Revolucionária, Capítulo II (A Escada Maravilhosa)

O Caminho Horizontal: Por que a vida comum e material nos traz sensação de vazio?

Certamente, o Caminho Horizontal atrai o “animal intelectual” de forma totalmente hipnótica e mecânica. Contudo, essa trilha material traz uma profunda sensação de vazio existencial para o coração. Porque a humanidade caminha por ela de forma absolutamente adormecida e rotineira.

Por conseguinte, o sujeito foca a mente apenas em questões externas, como profissão, acúmulo de dinheiro e vaidades sociais. No entanto, o tempo devora todas essas conquistas efêmeras rapidamente e transforma tudo em cinzas. Consequentemente, a pessoa sofre desenganos contínuos, visto que ela procura a felicidade verdadeira em um plano ilusório e passageiro. Definitivamente, o indivíduo experimenta a tristeza profunda porque ele esquece do seu próprio Ser e repete os mesmos erros tragicamente.

O Caminho Vertical: Quais são as características dos verdadeiros “Rebeldes Inteligentes”?

Em contrapartida, o Caminho Vertical exige uma rebeldia psicológica autêntica, radical e contínua. Inegavelmente, o rebelde inteligente apresenta características muito precisas no dia a dia. Em primeiro lugar, ele trabalha seriamente sobre si mesmo em qualquer circunstância adversa. Além disso, o praticante recorda de si mesmo de momento em momento para manter a consciência desperta.

Por consequência, o esoterista rejeita qualquer identificação com os problemas financeiros, as tragédias amorosas ou as calúnias externas. Dessa maneira, o iniciado transforma as reações mecânicas através da confrontação lógica e da autorreflexão íntima. Por fim, o revolucionário consciente abandona o fascínio com o trem da vida cotidiana. Logo, o indivíduo sábio conquista a verdadeira liberdade espiritual, pois ele destrói os eus psicológicos que outrora ditavam o seu destino.

“É evidente que o Vertical é diferente; é o caminho dos rebeldes inteligentes, dos Revolucionários… Quando alguém se recorda de si mesmo, quando trabalha sobre si mesmo, quando não se identifica com todos os problemas e penas da vida, de fato vai pela Senda Vertical…”
— Samael Aun Weor, Tratado de Psicologia Revolucionária, Capítulo III (Rebeldia Psicológica)

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Desapego e Identificação: Como Lidar com os Problemas Cotidianos

Como manter a paz interior diante de dívidas, desemprego e crises financeiras?

Inevitavelmente, o indivíduo enfrenta situações adversas como o desemprego, as dívidas e as crises financeiras ao longo da vida. Contudo, o ensinamento gnóstico propõe uma postura revolucionária diante dessas tribulações materiais. Primeiramente, o estudante compreende que perder o emprego ou sofrer por falta de dinheiro gera uma forte tentação de desespero psicológico. Além disso, o ser humano comum tende a identificar-se profundamente com o próprio problema econômico. Portanto, para manter a paz interior inabalável, o buscador aplica o trabalho esotérico de instante em instante.

Em vez de sucumbir ao medo, ele detém-se fisicamente e observa a situação externa com serenidade. Logo após, ele recorda a si mesmo e reflexiona sobre a transitoriedade inevitável da existência. Consequentemente, o esoterista percebe que a vida material constitui apenas uma ilusão passageira e fugaz. Ademais, ele entende que a morte física reduz a cinzas todas as contas bancárias, as notas promissórias e as vaidades do mundo. Dessa forma, o sábio enxerga o problema financeiro apenas como uma “chama de palha” que logo se apaga. Finalmente, essa confrontação lógica transforma a reação mecânica em absoluta tranquilidade de ânimo.

“Os desocupados, aqueles que por tal ou qual motivo perderam o emprego, o trabalho, evidentemente sofrem por falta de dinheiro e esquecer seu caso, não se preocupar, nem se identificar com seu próprio problema, resulta de fato espantosamente difícil.”
— Samael Aun Weor, Tratado de Psicologia Revolucionária, Capítulo III (Rebeldia Psicológica)

O que é o “esquecimento de si mesmo” quando enfrentamos traições, fraudes ou calúnias?

Certamente, o “esquecimento de si mesmo” ocorre quando o indivíduo submerge a própria consciência na dor emocional profunda. Por exemplo, quando o sujeito sofre uma calúnia infundada, uma traição amorosa ou uma fraude financeira, ele reage mecanicamente com indignação e ressentimento. Consequentemente, a pessoa derrama lágrimas de autopiedade e foca a mente exclusivamente no mal que o agressor causou. Nesse exato momento de aflição, o ser humano esquece o próprio Real Ser Interno.

Além disso, a sabedoria gnóstica adverte que essa atitude cria uma prisão emocional invisível e densa. Porque o sofredor alimenta vigorosamente os agregados psicológicos do orgulho ferido, da ira e da vingança. Por conseguinte, o esoterista perde a conexão com a essência interior. Ademais, ele cede o controle da própria mente aos eventos dolorosos do Caminho Horizontal. Em suma, o esquecimento de si representa a total ausência de auto-observação diante de um mau pagamento na vida. Por isso, o discípulo necessita vigiar os próprios pensamentos rigorosamente para não afundar nas mágoas.

O perigo da identificação: Como a nossa “tragédia moral” adormece a nossa consciência?

Inegavelmente, a fascinação pelos próprios sofrimentos constitui o maior obstáculo para o verdadeiro despertar espiritual. Constantemente, o indivíduo constrói uma “tragédia moral” ao redor das injustiças que suportou no passado. Consequentemente, ele canta a própria “canção psicológica” para todas as pessoas ao redor, exigindo compaixão constante e reparação kármica. Contudo, essa identificação profunda adormece a consciência de maneira fulminante. Porque a consciência divina exige o perdão absoluto e o desapego sincero para brilhar no coração.

Além disso, quando o sujeito se identifica cegamente com a dor íntima, ele se transforma em um simples instrumento musical biológico. Dessa forma, qualquer pessoa externa toca a melodia que deseja nessa máquina humana, levando o indivíduo da esperança ao desespero em questão de segundos. Por fim, o estudante gnóstico cessa a autoconsideração íntima imediatamente através da auto-observação. Afinal, o praticante compreende que a piedade por si mesmo rouba a energia vital valiosa e paralisa o progresso anímico interior.

“Identificado alguém consigo mesmo se apieda muito de sua própria situação e até lhe dá por fazer contas… O sentimento de que lhe devem, a dor pelos males que outros lhe causaram, etc., detêm todo progresso interior da alma.”
— Samael Aun Weor, Tratado de Psicologia Revolucionária, Capítulo XXIV (A Canção Psicológica)

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O Trabalho Psicológico: Ferramentas de Transformação Interior

Inicialmente, o trabalho psicológico representa o caminho autêntico para o autoconhecimento profundo. Por consequência, o indivíduo alcança o verdadeiro controle emocional diante das adversidades diárias. Ademais, a pessoa muda hábitos nocivos através do esforço interior consciente. Inquestionavelmente, a transformação íntima exige uma atenção dinâmica constante.

Como iniciar o trabalho psicológico sobre si mesmo no dia a dia?

Primeiramente, o aspirante inicia o trabalho psicológico através da auto-observação íntima contínua. Portanto, a pessoa dirige a atenção para o seu próprio mundo interior de instante em instante. Consequentemente, o estudante descobre os múltiplos defeitos psicológicos que habitam a sua psique. Além disso, o indivíduo não confunde o ato de conhecer com o ato de observar. Por exemplo, alguém conhece um estado negativo mental, porém, não observa esse estado verdadeiramente. Assim, a pessoa necessita aplicar a atenção ativa incessantemente. Logo, o indivíduo percebe os pensamentos, as emoções e os desejos de forma cristalina. Por isso, a criatura deixa de atuar mecanicamente perante a vida. De fato, o ser humano abandona as reações rotineiras diante dos eventos cotidianos. Por conseguinte, o buscador divide a sua própria atenção entre observador e observado. Finalmente, essa divisão prática auxilia no despertar da consciência.

“O próprio fato de que o trabalho esotérico comece com a rigorosa observação de si mesmo está nos indicando uma multiplicidade de fatores Psicológicos, Eus ou elementos indesejáveis que é urgente extirpar, erradicar de nosso interior.”
(Samael Aun Weor, Tratado de Psicologia Revolucionária)

A técnica da Atenção: Como não se deixar levar pelo desespero e refletir sobre a transitoriedade da vida?

Anteriormente, o indivíduo reagia de modo completamente mecânico ante os problemas difíceis. Contudo, agora o aspirante aplica a técnica da atenção no exato momento da crise. Ou seja, a pessoa detém a sua própria mente por um breve instante. Imediatamente, o estudante recorda a si mesmo profundamente. Por conseguinte, o indivíduo observa a situação externa sem identificação emocional. Ademais, a pessoa reflete sobre a transitoriedade inevitável da vida terrena. Inquestionavelmente, o ser humano compreende que a morte física reduz todas as vaidades a cinzas. Portanto, o indivíduo enxerga o problema atual como uma mera ilusão passageira. Consequentemente, o aspirante transforma a reação mecânica em compreensão lógica. Além disso, a pessoa separa o evento exterior do seu estado interior correspondente. Assim, o sábio mantém a serenidade no meio da violência ou da dificuldade extrema. Enfim, o caminhante avança pela senda vertical da rebeldia psicológica.

“Tal pessoa se detém-se por um instante, se observa a situação e trata de recordar a si mesmo e logo se esforça para compreender o sentido de sua atitude… Se reflexiona um pouco, se pensa em tudo que passa; que a vida é ilusória, fugaz e que a morte reduz a cinzas todas as vaidades do mundo…”
(Samael Aun Weor, Tratado de Psicologia Revolucionária)

Como aplicar a “Confrontação Lógica” e a “Autorreflexão Íntima” para eliminar ilusões do ego?

Certamente, o aspirante utiliza a confrontação lógica para aniquilar as falsas crenças do ego pluralizado. Primeiramente, o indivíduo analisa o defeito psicológico descoberto durante a auto-observação. Logo após, a pessoa confronta esse ego específico com a dura realidade dos fatos práticos. Consequentemente, o estudante evidencia a falsidade e o absurdo do pensamento negativo. Além disso, o aspirante aplica a autorreflexão íntima do Ser ininterruptamente. Assim, julga-se o defeito sem nenhuma piedade ou justificativa. Portanto, a pessoa senta o agregado psíquico no banco dos réus implacavelmente. Por conseguinte, o buscador compreende intimamente a natureza mecânica desse ego particular. Imediatamente, o aspirante descarta qualquer evasiva astuta que a mente elabora. Finalmente, o indivíduo apela à sua Mãe Divina interior para executar e desintegrar o defeito perfeitamente compreendido. Por fim, a Essência ganha liberdade e luz.

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A Cura das Reações Mecânicas: Recuperando a Liberdade Interior

Inegavelmente, o ser humano comum vive em um estado de profunda inconsciência cotidiana. Portanto, o indivíduo reage impulsivamente diante de todos os eventos externos. Consequentemente, ele perde a sua tão sonhada liberdade interior e cede o controle de sua vida aos outros. Para recuperar essa autonomia, a pessoa necessita aplicar os princípios práticos da psicologia revolucionária. Decerto, o autodescobrimento exige um trabalho íntimo intenso e contínuo. Além disso, o buscador da verdade desenvolve a inteligência emocional quando compreende a mecânica oculta de sua própria mente.

Como parar de reagir mecanicamente às ofensas e provocações das outras pessoas?

Primeiramente, o estudante esoterista compreende que o evento exterior e o estado interior formam duas realidades distintas. Além disso, a pessoa nota que a ofensa externa reflete apenas o veneno que o ofensor carrega dentro de si. Por isso, o indivíduo não precisa absorver essa negatividade alheia. Desse modo, o aspirante à sabedoria pratica a auto-observação íntima de momento em momento. Quando o insultador lança a provocação, o sábio observa a própria mente em vez de reagir imediatamente.

Consequentemente, ele transforma a reação mecânica por meio da confrontação lógica e da autorreflexão íntima do Ser. Outrossim, aquele que trabalha sobre si mesmo recorda continuamente que a vida assemelha-se a um filme ilusório e fugaz. Logo, o buscador não se identifica com drama mundano, assumindo a postura de um observador sereno. Assim, a provocação perde totalmente a força, pois o evento adverso não encontra afinidade no interior do indivíduo.

“A melhor arma que um homem pode usar na vida é um estado Psicológico correto.”
(Samael Aun Weor, Tratado de Psicologia Revolucionária)

A Metáfora do Instrumento Musical: Por que permitimos que os outros controlem nossa alegria e tristeza?

Infelizmente, a pessoa comum transita cegamente pelo chamado “Caminho Horizontal” da existência. Por consequência, ela converte a si mesma em uma mera vítima indefesa das circunstâncias diárias. Nesse sentido, o indivíduo age exatamente como um instrumento musical abandonado. Desse modo, qualquer semelhante aproxima-se e toca a melodia que tem vontade.

Por exemplo, se alguém profere um elogio, o sujeito sorri e infla o orgulho instantaneamente. Em contrapartida, se alguém emite uma crítica, o mesmo sujeito chora e afunda no desespero absoluto. Certamente, isso ocorre porque o ser humano atual carece de uma individualidade verdadeira. Ademais, ele alimenta uma escravidão psicológica terrível baseada na autoconsideração íntima e nas opiniões alheias. Para romper essa dependência doentia, a pessoa necessita aplicar a técnica da não identificação. Portanto, o revolucionário da consciência cessa definitivamente de entregar o controle de sua energia aos outros.

“Cada pessoa dessas que vai pelo Caminho Horizontal se parece a um instrumento musical, onde cada um de seus semelhantes toca o que tem vontade…”
(Samael Aun Weor, Tratado de Psicologia Revolucionária)

O domínio das emoções negativas como requisito fundamental para pisar na Senda da Grande Rebeldia.

Finalmente, o buscador descobre que o caminho reto exige um esforço titânico contra a própria natureza inferior. Sem dúvida, o indivíduo não pode pisar na Senda da Grande Rebeldia se ele mantém as emoções negativas vivas em sua psique. Por conseguinte, a eliminação rigorosa da ira, do ressentimento, do ciúme e da cobiça constitui um requisito inadiável. Adicionalmente, a pessoa percebe que cada emoção destrutiva drena a energia vital e cristaliza o Ego pluralizado.

Logo, o estudante focado divide a si mesmo internamente entre o “Observador” e o “Observado”. Com essa atitude ativa, ele julga severamente e elimina o defeito psicológico que tenta assumir o controle do corpo físico. Em resumo, aquele que domina a sua mente terrena e aniquila as emoções inferiores, avança vitoriosamente pelo caminho vertical. Assim, o Iniciado adquire a verdadeira mestria sobre o universo e sobre si mesmo.

O Resultado do Despertar: A Mudança no Nível de Ser

Inegavelmente, o processo prático de evolução espiritual exige um trabalho íntimo extremamente rigoroso. Portanto, o indivíduo necessita compreender a mecânica oculta de sua própria mente primeiramente. Consequentemente, o estudante alcança o despertar autêntico unicamente quando começa a observar os seus estados psicológicos com profundidade. Decerto, a expansão contínua de consciência surge exatamente no instante em que o buscador abandona a ilusão do mundo exterior. Ademais, ele percebe claramente que o interior reflete o exterior de forma direta. Por isso, a transformação real requer inquestionavelmente uma mudança radical na forma de pensar e sentir.

Como saber se estou evoluindo espiritualmente na vida prática?

Primordialmente, o aspirante reconhece a sua evolução íntima imediatamente quando deixa de culpar os outros pelos seus próprios problemas. Além disso, ele nota o progresso espiritual ao observar atentamente a sua atitude perante as adversidades diárias. Certamente, se a pessoa reage mecanicamente com raiva ou tristeza, ela evidencia que ainda dorme psicologicamente. No entanto, se o indivíduo mantém a serenidade absoluta diante de um insulto, ele demonstra um avanço real.

Por conseguinte, o sábio nunca se identifica com as circunstâncias externas. Desse modo, o buscador combina inteligentemente o evento exterior com o estado interior correspondente. Outrossim, aquele que trabalha sobre si mesmo compreende perfeitamente que as situações dolorosas apenas refletem estados interiores equivocados. Logo, ao corrigir o estado anímico, o praticante altera inegavelmente o resultado do evento prático. Finalmente, o caminhante solitário confirma a sua evolução efetiva quando compreende que a vida constitui apenas um ginásio maravilhoso.

“O exterior é tão só o reflexo do interior, quem muda interiormente origina uma nova ordem de coisas.”
(Samael Aun Weor, Tratado de Psicologia Revolucionária)

O que significa mudar o seu “Nível de Ser” na psicologia gnóstica?

Antes de mais nada, o leitor precisa imaginar uma escada maravilhosa que se estende verticalmente até o infinito. Inquestionavelmente, cada degrau dessa escala representa um Nível de Ser totalmente distinto. Todavia, o ser humano comum viaja apenas pela linha horizontal da vida, que abrange o nascimento, o crescimento, a reprodução e a morte. Entretanto, o Real Ser reside exclusivamente na linha vertical formidável. Consequentemente, mudar o Nível de Ser significa subir um degrau especificamente nessa escada extraordinária.

Ademais, o praticante realiza essa elevação íntima apenas quando aniquila os defeitos psicológicos que carrega ocultamente em sua psique. Desse modo, a ira, a luxúria, a inveja e o orgulho mantêm o indivíduo aprisionado cruelmente nos degraus inferiores. Por isso, se a pessoa elimina o ódio e a ambição, ela sobe imediatamente para um degrau superior. Assim, o esoterista compreende objetivamente que o tempo linear não melhora ninguém. De fato, o progresso espiritual depende unicamente do trabalho consciente sobre si mesmo, exatamente aqui e agora.

“A personalidade cresce e se desenvolve na linha Horizontal da Vida. Nasce e morre dentro de seu tempo linear; é perecedoura; não existe nenhum amanhã para a personalidade do morto; não é o Ser… Os Níveis do Ser; o Ser mesmo, não é do tempo, nada tem a ver com a Linha Horizontal; encontra-se dentro de nós mesmos. Agora, na Vertical…”
(Samael Aun Weor, Tratado de Psicologia Revolucionária)

A Rebeldia Psicológica como a chave para transmutar a reação mecânica em Consciência Desperta.

Posteriormente, apresenta-se a rebeldia psicológica como a atitude fundamental para quem deseja trilhar o caminho vertical vitoriosamente. Inegavelmente, o sujeito adormecido age puramente como um simples robô programado pela sociedade moderna. Por consequência, ele sorri prazerosamente quando recebe um elogio e sofre amargamente quando enfrenta uma humilhação. Contudo, o rebelde inteligente recusa veementemente essa escravidão emocional terrível. Para isso, o indivíduo recorda a si mesmo de instante em instante continuamente.

Consequentemente, ele foca a sua atenção dinâmica em um ponto matemático exato que cruza a linha horizontal e a linha vertical. Além disso, o estudante transmuta as reações mecânicas diárias por meio da autorreflexão íntima profunda. Desse modo, o aspirante compreende integralmente a ilusão passageira do mundo físico. Logo, ele separa rigorosamente o observador do observado, desintegrando o ego pluralizado que tenta dominar a sua mente racional. Em suma, a verdadeira revolução interior ocorre decisivamente quando o buscador desperta do sono profundo, destrói as correntes da mecanicidade e alcança a iluminação autêntica do seu Real Ser.

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