Retorno e Reencarnação

O Encontro no Parral do Sepulcro

Inicialmente, o Mestre Samael nos relata, em um de seus ensinamentos que está no Parral diante do sepulcro de Pancho Villa. Imediatamente, ele invoca e chama o líder com voz alta. Enquanto isso, a brisa noturna e o ar sacodem as velas. Consequentemente, estas palpitam como as asas de pássaros em fuga. Da mesma forma, a flor da onda franze delgadamente a seda azul, a qual a natureza teceu com estambre de cristal. De repente, alguém responde de forma terrível do mais profundo da negra sepultura. Certamente, trata-se do fantasma do nobre general.

Em seguida, a aparição repreende o bodisatva do mestre Samael com duras palavras. Logo depois, a ex-personalidade do general levanta e reconhece o visitante. Afinal, aquela alma também integrou a Divisão do Norte e militou naquelas fileiras com seu grupo. Então, o mestre exclama: “Agora volta para teu sepulcro”. Imediatamente, aquela sombra retornou à fossa sepulcral.

Mais tarde, a pessoa humana do Mestre visitou outros cemitérios. Além disso, ele invocou velhos companheiros de batalha. Por sua vez, esses guerreiros acorreram ao chamado, esparramando raças e atropelando séculos. Simultaneamente, as leis do tempo tangiam as almas das tumbas. Portanto, as almas atônitas gritavam em fúnebre alarido: “Aqui estou! Ó meu Deus!…”. Surpreendentemente, do interior de cada sepulcro, brotava, como por encanto, um ou outro daqueles companheiros mortos nos campos de batalha. Logo, os soldados reconheceram o visitante, e este conversou com todos. Depois, cada um voltou à sua fossa sepulcral. Logo após, ele ficou meditando. Por conseguinte, ele questiona: “Que sabem disso os pseudo-esoteristas? Que comentam sobre este tema os pseudo-ocultistas?…”.

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Os Destinos

Inegavelmente, o mestre afirma que três coisas vão para a sepultura: o corpo, o fundo vital e a personalidade, que o tempo dissolve lentamente. Inquestionavelmente, a natureza não leva tudo para o sepulcro. Portanto, existe algo que continua mais além. Nesse sentido, ele refere-se a Seth, ou seja, o Ego, o Mim Mesmo. Assim, ele explica que apenas um montão de Diabos (Eus) sobrevive.

Obviamente, a essência anímica também existe dentro do ser humano. Porém, infelizmente, o Ego engarrafa essa essência dentro desses Eus-Diabos. Além disso, semelhantes Eus-Diabos costumam concorrer aos centros espíritas. Nesses locais, os Eus introduzem-se nos corpos dos médiuns e, consequentemente, identificam-se com eles. Dessa forma, a humanidade não ganha absolutamente nada com esses experimentos tenebrosos. Por fim, o carma desses médiuns resulta em epilepsia nas vidas subsequentes.

A Diferença Fundamental Entre Retorno e Reencarnação

Por outro lado, Seth, o Eu Pluralizado, não reencarna. Em vez disso, ele simplesmente regressa, retorna e reincorpora em novos organismos. Enfim, isso é tudo. Contudo, a palavra reencarnação exige muito rigor. Por exemplo, a Doutrina de Krishna ensina que somente os Deuses, Reis Divinos e Semideuses alcançam a reencarnação autêntica. Infelizmente, o mundo ocidental abusou demais deste termo. Antigamente, os povos do Tibete celebravam as reencarnações com grandes festas.

A Importância da Morte Psicológica

Consequentemente, o indivíduo necessita morrer através da morte psicológica de momento a momento, caso ele queira de verdade atingir a individualização. Afinal, o Eu Pluralizado exclui toda a individualidade. De maneira nenhuma a verdadeira individualidade pode existir onde múltiplas entidades (Eus) coexistem. Visto que essas entidades lutam entre si, elas originam no ser humano as mais variadas contradições psicológicas.

A Desintegração do Ego e a Libertação Final

Em suma, a reencarnação destina-se somente aos Indivíduos Sagrados. Quando Seth morre totalmente, resta no interior do praticante somente o Ser. Com efeito, isso concede ao adepto a autêntica Individualidade. Assim que Seth desintegra totalmente, então, a Consciência, que é a Alma, liberta-se e desperta radicalmente. Consequentemente, a Iluminação Interior advém para o buscador. Posteriormente, o estudante ostensivelmente deverá alcançar a supra-individualidade, se ele realmente aspira à libertação final.

À medida que o adepto eleva-se na maravilhosa escala do pleno desenvolvimento revolucionário, ele percebe cabalmente os erros do passado. Quase sempre, nas etapas já trabalhadas, a pessoa comete o erro de confundir as sombras com a realidade. Finalmente, quando o iniciado conquista a libertação final, depois de muitas mortes e renúncias cada vez mais terríveis, algo grandioso acontece. Então, todo o “véu mayávico” deixará de existir definitivamente para essa alma desperta.

Extraído dos ensinamentos do V.M. Samael Aun Weor

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