Primeiramente, as distintas culturas Serpentinas utilizaram a música em expressões sublimes. Além disso, elas empregaram o canto e a dança para induzir o praticante ao Êxtase e à Contemplação. Semelhantemente, o Dervixe Dançante Sufi alcança um maravilhoso nível anímico mediante danças e cantos específicos.
Por exemplo, a história recorda Orfeu. Antigamente, ele arrancava melodiosas notas da própria lira e, consequentemente, acalmava os monstros do inferno. Do mesmo modo, o autêntico cultivador das faculdades esotéricas usa a sonoridade das foháticas notas do mantra como um meio específico. Dessa forma, o buscador chega ao fundo ultrassensível da Meditação.
Adicionalmente, o magistral Platão expressou um pensamento maravilhoso quando afirmou que a música atua como a medicina da Alma.
O Despertar da Consciência e a Criação da Alma
Quando a filosofia aborda o tema da Alma, surge, de fato, uma interrogação. A conduta atual de um elevadíssimo percentual de pessoas reflete o resultado de Entes com Alma? Certamente, a realidade não funciona assim. Afinal, a atitude, a conduta e o comportamento da maioria das pessoas demonstram uma clássica inconsciência.
Na verdade, essas formas humanas abrigam apenas uma essência. O esoterismo conhece essa essência como embrião de Alma. Honestamente, esse embrião representa apenas a matéria-prima para o indivíduo criar a própria Alma.
Por conseguinte, criar a Alma exige um árduo e delicadíssimo esforço. O estudante alcança esse objetivo exclusivamente mediante a Revolução Interna. Portanto, o ser humano necessita revolucionar a própria forma de pensar e sentir. Igualmente, o sujeito deve resolver a si mesmo rumo a uma mudança de costumes. Ademais, o praticante precisa definir e decidir a liberação das partículas da própria essência. Atualmente, o peso da personalidade egóica envolve e aprisiona essas partículas.
Em contrapartida, a música clássica contém as vibrações que podem dirigir a si mesmas diretamente à consciência. Por outro lado, a música popular oferece ritmos que despertam sentimentalismos, ou seja, puras projeções do infraconsciente. Finalmente, a música pentafônica guarda o modus operandi para transladar o ouvinte à Supraconsciência.
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A Importância da Seleção Musical na Meditação
Uma vez mais, recomenda-se selecionar a música com critério. Acima de tudo, o indivíduo deve escutar a melodia segundo as próprias necessidades. Em vez disso, a pessoa não deve aturdir a si mesma pela influência publicitária da última moda.
Para que o leitor obtenha os benefícios expostos neste trabalho, convida-se o ouvinte a dedicar um pouco do próprio tempo. Assim, o aprendiz conseguirá incursionar dentro deste universo prático e saudável da seleção musical.
Através de um procedimento gradual, o estudante adquire o interesse necessário. Consequentemente, ele passa a escutar a música que emite vibrações adequadas ao próprio mundo celular, ao país psicológico e aos paraísos da mente. Depois de um tempo não muito distante, o praticante poderá reconhecer os benefícios obtidos em si mesmo. Inevitavelmente, ele experimentará mais serenidade e menos excitomania. Logo, a pessoa ganhará condições para fechar a porta ao estresse.
Além disso, se o buscador quiser explorar o próprio transfundo, ele pode adestrar a si mesmo na Ciência da Meditação. Dessa forma, o indivíduo conseguirá encontrar a si mesmo. Posteriormente, a mente comunicará a si mesma com aquilo que realmente possui valor. Definitivamente, esses valores internos pertencem exclusivamente ao Íntimo, ou seja, ao Real Ser.
Historicamente, o grande esoterista da música, através de extraordinárias obras clássicas, tem aportado maravilhosas Notas de Vida. Universalmente, a humanidade reconhece essas notas. No âmbito particular, essa técnica serviu para o Mestre em sua reorganização no próprio universo psicológico e mental. Assim, ele buscou um gradual avanço até o equilíbrio com o infinito.
O Poder Curativo das Sinfonias de Beethoven
Para aquele que anela iniciar o ingresso ao exuberante e sublime Universo da Musicoterapia, o caminho pode começar através de sessões práticas de Concentração e Relaxamento. Consequentemente, a pessoa ficará em tom consigo mesma. Em seguida, ela continuará o avanço pelo Sendeiro da Meditação. Para que o praticante alcance esse objetivo, o método recomenda trabalhar com os valores das Sinfonias de Beethoven. Por isso, apresenta-se esses valores a seguir:
Primeira Sinfonia
Refere a si mesma como o “Gênese Psicológico”. Portanto, escutar essa obra motiva o indivíduo em tudo aquilo que ele quer fazer.
Segunda Sinfonia
Representa a obra dos “Sentimentos Doces”. Muito interessante, essa melodia permite ao ouvinte penetrar nos estados de carinho, compreensão, tolerância, doçura, compaixão, nobreza e caridade.
Terceira Sinfonia
Conduz o buscador à “Busca do Equilíbrio”. Diante disso, o estudante deve escutar essa composição para criar a motivação necessária. Assim, ele conseguirá sair dos estados de nervosismo excessivo, incerteza, desânimo, descontrole e pessimismo.
Quarta Sinfonia
Constitui a “Sinfonia do Amor”. Logo, o sujeito deve escutar a melodia para ajudar a si mesmo a sair dos estados de ódio, vingança e egoísmo.
Quinta Sinfonia
Ao “Destino do Homem”. Ao escutar essa música, o ser humano encontra motivações para traçar as estruturas daquilo que ele quer ser na vida. Consequentemente, ele pode inspirar a si mesmo para criar o próprio destino.
Sexta Sinfonia
Como a Sinfonia da “Heurística”. Ao escutar a obra, o praticante adentra no motivador mundo de toda ação criadora. Além disso, a música ajuda o ouvinte na busca por solução para os problemas.
Sétima Sinfonia
Permite ao indivíduo adentrar na “Exploração do Próprio Subconsciente”. Por isso, ao escutar as notas, o sujeito sente motivação para praticar a autoanálise.
Oitava Sinfonia
Corresponde aos valores da “Emancipação Psicológica”. Definitivamente, o buscador deve escutar a composição para motivar a si mesmo em direção à mudança, à transformação e à transvalorização.
Nona Sinfonia
Torna-se muito apropriada. Afinal, essa representa a sinfonia da “Sublimidade”. Inegavelmente, as suas notas remontam a mente às escalas supraconscientes. Por fim, a música gera o sentimento místico, bem como os sentimentos de devoção e de espiritualidade.
Artigo adaptado da transcrição da obra “Notas de Vida”, de Rodolfo Rincón Vasquez)


No oitavo parágrafo a palavra música está trocada por “mística”…
Legal.