
Descubra como a Gnosis vai muito além das teorias. Entenda o Evangelho Chinês, a lenda do Tao, o despertar da Kundalini e a importância da pedra angular.
O Evangelho Chinês e o Mistério do Tao
Atualmente, o buscador espiritual estuda um importante capítulo do Evangelho Chinês. Especificamente, o texto aborda o antigo mistério do Tao. Consequentemente, este aprofundamento possui o propósito de esclarecer cada vez mais a Doutrina Gnóstica.
Primeiramente, a lenda milenar relata que Cha Hsiang Tzu enviou uma companhia militar composta por cem mil homens. Imediatamente, essa tropa caminhou para caçar na cordilheira central. Em seguida, os soldados acenderam uma gigantesca fogueira a partir de simples chispas. Por conseguinte, o fogo estendeu-se violentamente por todo o bosque. Além disso, a população observava o resplendor das chamas desde centenas de quilômetros de distância.
De repente, um homem misterioso apareceu. Surpreendentemente, ele saiu caminhando de dentro das chamas. Logo, a multidão enxergou a figura humana no meio da fumaça espessa. Inicialmente, todos consideraram aquele ser como um autêntico espírito. Porém, quando o fogo finalmente extinguiu-se, o indivíduo saiu em passos rápidos. Ademais, o caminhante não mostrou a menor queimadura no corpo.
Diante disso, Hsiang Tzu maravilhou-se profundamente. Portanto, o líder deteve o homem para examiná-lo com enorme cuidado. Sem dúvida, a forma corpórea do sobrevivente correspondia perfeitamente à forma de um ser humano comum. Afinal, ele possuía os cinco sentidos, a respiração regular e a voz nítida. Assim sendo, o Príncipe perguntou que estranho poder permitia àquela pessoa passar ilesa pelos precipícios e pelas labaredas.
Em resposta, o homem perguntou:
“— Que credes seja uma rocha? Que credes seja o fogo?”
Em seguida, Hsiang Tzu questionou novamente:
“— Donde vens e por onde passaste?”
Por fim, o indivíduo misterioso respondeu:
“– Não sei nada disso.”
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A Conversa Entre o Marquês e Tzu Hsia
Posteriormente, o incrível incidente chegou aos ouvidos do Marquês Wen. Naquela época histórica, o nobre governava o Estado de Wei. Prontamente, o Marquês falou a Tzu Hsia acerca daquele evento, dizendo:
“Que homem mais extraordinário deve ser!”
Logo após ouvir o relato, Tzu Hsia replicou com base no ensinamento do próprio mestre:
“Pelo que ouvi dizer ao Mestre, o homem que está em harmonia com TAO entra em íntima comunhão com os objetos externos e nenhum deles pode lhe fazer nenhum mal. Passa através do metal e da pedra sólida, passa através do fogo e sobre a água, tudo é possível para ele.”
Então, o Marquês questionou o sábio amigo:
“— Porque, amigo meu, não podes tu fazer tudo isso?”
Sem hesitar, Tzu Hsia respondeu:
“— Ainda não cheguei a limpar meu coração de impurezas e de falsa Sabedoria. Só encontro gosto em discutir o assunto.”
Curioso, o Marquês perguntou de novo:
“— E por quê? Não faz o Mestre o mesmo?”
Finalmente, Tzu Hsia concluiu a explicação:
“— O Mestre pode fazer estas coisas, porém também pode abster-se de fazê-las.”
Indubitavelmente, esta profunda resposta encantou o Marquês.
A Cordilheira Central e a Mãe Kundalini
Esotericamente falando, o estudante necessita urgentemente acender o fogo sagrado na cordilheira central. Ou seja, o indivíduo precisa despertar as energias na própria Espinha Dorsal. Afinal de contas, a Mãe Kundalini confere ao Iniciado poderes extraordinários. Consequentemente, o adepto domina o fogo flamígero, o ar tempestuoso, as águas profundas e a terra.
Sendo assim, o que o buscador crê que seja uma rocha? Certamente, este símbolo recorda a sagrada Pedra Filosofal dos velhos alquimistas medievais. Da mesma maneira, o conceito recorda a clássica Doutrina de Pedro. Etimologicamente, Petrus significa Pedra, ou Pedro. Como o leitor sabe, Pedro atuou como um dos doze discípulos do Cristo. Inclusive, a humanidade celebra o nascimento do Cristo Íntimo na mágica noite de Natal.
Acima de tudo, a Doutrina de Pedro representa a Doutrina do Sexo. Especificamente, o ensinamento ensina a ciência do Maithuna (Magia Sexual). Logo, a Pedra viva atua como o próprio Sexo. Portanto, o Sexo constitui a Rocha firme sobre a qual o devoto deve levantar o templo interior para o Cristo Íntimo. Sobre esse fundamento, o apóstolo Pedro disse:
“Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será de modo algum envergonhado. Para vós outros, portanto, os que credes é a preciosidade; mas para os que não creem A PEDRA, QUE OS EDIFICADORES REJEITARAM, esta foi posta por cabeça de ângulo, PEDRA de tropeço e rocha de escândalo.”
O Templo Sobre a Rocha Contra o Templo na Areia
Por conseguinte, quem acende a fogueira na cordilheira central edifica verdadeiramente o templo divino. Em outras palavras, esse praticante fabrica os Corpos Solares. Dessa forma, o Iniciado entra em total harmonia com o Tao e, finalmente, encarna o Ser. Adicionalmente, Jesus, o Cristo, disse:
“A todo o que me ouve e cumpre o que digo, será comparado a um homem prudente, que edificou sua casa sobre ROCHA (O SEXO). E caiu a chuva, e vieram as ENCHENTES e sopraram os VENTOS, e a casa não caiu, porque estava fundada sobre a PEDRA (O SEXO).”
Em contrapartida, o texto bíblico adverte severamente:
“E ao que ouve estas palavras e não as cumpre, será comparado a um homem néscio, que edificou sua casa sobre areia (teorias de todo tipo, práticas de toda espécie, com exclusão total do MAITHUNA ou MAGIA SEXUAL). E vieram chuvas, e ventos, e enchentes, e a casa caiu, e foi grande a sua ruína (caindo no abismo).”
Infelizmente, no mundo atual, milhões de pessoas edificam a vida inteira sobre a areia rala. Além disso, a maioria odeia o Maithuna. Definitivamente, os opositores não querem edificar a base espiritual sobre a Rocha firme. Pelo contrário, essas pessoas fogem do Sexo sagrado. Consequentemente, o falso estudante edifica o caminho sobre a areia das teorias mentais e das diversas escolas intelectuais. Pior ainda, a multidão crê que caminha perfeitamente bem. Infelizmente, essas pobres gentes vivem como indivíduos equivocados. Embora ostentem excelentes intenções e uma notável sinceridade, essas almas fatalmente cairão no abismo doloroso da natureza.
Este artigo foi redigido com base e adaptações da obra “O Colar de Budha” do V. M. Samael Aun Weor


Adoreiiiiiii, muito bom