Primeiramente, o objetivo mais profundo do ser humano é, sem dúvida alguma, conhecer e realizar em si mesmo os Mistérios da Luz. Consequentemente, quando se trata da busca do autoconhecimento, ou seja, quando se trata da busca de si mesmo, vemos claramente que essa estrada está repleta de perigos, tanto por dentro quanto por fora. Por causa disso, lidar de maneira displicente com essa afirmação dos antigos Sábios é, de fato, buscar a própria derrocada. Portanto, para todos aqueles que buscam o Caminho, quer estejam iniciando, quer tenham já alguns anos de estrada, há que se considerar, inevitavelmente, a Luz e os Mistérios da Luz.
O Tesouro da Luz e a Senda Espiritual
Ademais, no livro sagrado dos Gnósticos, o nome da Luz aparece exatamente 1826 vezes (sendo que a soma 1+8+2+6 resulta em 17). Sendo assim, essa é a única esperança que podemos ter ao longo da pedregulhosa senda que conduz diretamente ao Nosso Ser.
Nesse sentido, nos ensina o Sábio: “Não esqueças nunca que o Velocino de Ouro é o Tesouro da Luz” (Pistis Sophia). Certamente, o Velocino de Ouro é o prêmio máximo que busca todo Caminhante do Sendeiro. Por conseguinte, entender que o Velocino faz parte integral dos Mistérios da Luz é fundamental. Desse modo, conseguimos ir nos guiando gradativamente por esse Caminho, para que, finalmente, não nos percamos nas Trevas Exteriores, tampouco em uma falsa Luz.
A Herança Divina e o Merecimento Interior
Acima de tudo, a Divindade possui todas as coisas, tem poder sobre todas as coisas e, igualmente, pode todas as coisas. Assim sendo, como filhos, temos o direito inalienável à herança secreta de nosso Pai. Em outras palavras, temos o direito de obter aquilo que é nosso, o qual, com certeza, será entregue estritamente de acordo com o Nosso Merecimento.
Por isso, buscar preparar-se para ser merecedor do Tesouro da Luz, bem como de todos os seus mistérios, é uma tarefa verdadeiramente grandiosa que, sem dúvida, vale a pena todo e qualquer esforço. Por outro lado, humanamente falando, nós nos esforçamos excessivamente por obter coisas tão passageiras, tais como bens, propriedades, etc. Embora tudo isso tenha, é claro, o seu valor humano material, nós nos questionamos algo mais profundo. Afinal, os Bens Maiores que a Divindade tem para nos legar e transmitir, isto é, o conhecimento das Eras e a Sapiência guardada nos registros Akáshicos da Nossa Própria Natureza Interior Profunda, não seriam um espólio de Guerra Maravilhoso? Por contraste, conformar-se com o pouco, ou até mesmo com quase nada, é o puro carinho das trevas. Em suma, é exatamente como conformar-se com o Não-Ser.
O Silêncio Íntimo e o Poder da Palavra
Além do mais, não se trata, de maneira alguma, da exibição pública de habilidades ou conhecimentos intelectuais. Da mesma forma, não se trata de ser visto pelos outros como o maior, o mais belo ou aquele que sabe mais. Pelo contrário, o objetivo real é ver e acessar em sua própria natureza interior e espiritual, ou seja, no Seio Particular Íntimo de cada um de Nós, a suprema verdade que, inevitavelmente, se manifesta no profundo silêncio do Instante.
Como resultado, a sabedoria oculta afirma: “Ao que Sabe a Palavra dá Poder, ninguém a pronunciou, tampouco ninguém a pronunciará senão somente aquele que O tem encarnado”. Finalmente, a Palavra confere o Poder verdadeiro a quem A Pronuncia. Isto significa, o Poder de Ser em Si, o Poder de Realizar em Si e, em definitivo, o Poder de Fazer em Si mesmo.
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