Os Três Aspectos do Ser Humano
Primeiramente, o estudante necessita compreender e saber urgentemente que o pobre animal intelectual, o qual a sociedade chama equivocadamente de homem, possui três aspectos perfeitamente definidos. Em primeiro lugar, o primeiro deles representa isso que a filosofia chama de Essência. Além disso, o Budismo Zen denomina essa mesma centelha de Budata. Por outro lado, o segundo aspecto constitui a Personalidade. Embora a personalidade utilize o veículo físico para a sua expressão no mundo tridimensional, ela não representa o corpo físico em si mesmo. Por fim, o terceiro aspecto engloba o Diabo, ou seja, o Eu Pluralizado dentro de cada indivíduo, o Mim Mesmo.
Consequentemente, a Essência, o Budata dentro do homem, possui a verdadeira realidade e representa aquilo que lhe pertence de forma autêntica. Em contrapartida, a Personalidade abrange aquilo que não lhe pertence. Na verdade, a personalidade absorve tudo o que vem do mundo exterior, como os costumes que o indivíduo aprende no lar, na rua e na escola. Do mesmo modo, o Eu Pluralizado constitui aquele conjunto de entidades diversas e distintas. Inegavelmente, essas entidades personificam ativamente todos os defeitos psicológicos humanos.
O Que é o Ain Soph?
Além disso, para além da máquina orgânica e desses três aspectos que se manifestam por meio dela, o universo abriga inúmeros princípios espirituais, substâncias e forças. Em última síntese, todas essas forças emanam do Ain Soph. Afinal, o que significa o mistério do Ain Soph? O Mestre explica, de uma maneira abstrata, que o termo representa a NÃO-COISA sem limites e absoluta. Sem dúvida, o leitor necessita particularizar e concretizar algo mais para que alcance uma maior compreensão. Dessa forma, o Ain Soph atua como o Átomo Super-Divino humano, singular, especial, específico e Super-Individual.
Isto significa, em última análise, que cada pessoa atua apenas como um átomo do espaço abstrato absoluto. Portanto, esta essência forma a Estrela Interior atômica, a qual sempre sorri para a humanidade. Como um certo autor dizia: “Levanto meus olhos para o alto, para as estrelas, de onde haverá de chegar auxílio, porém eu sigo sempre a estrela que guia meu interior”. Certamente, este Átomo Super-Divino ainda não se encontra encarnado. No entanto, ele relaciona-se intimamente com o chacra Sahasrara. Este centro magnético da glândula pineal também atende pelo nome de lótus das mil pétalas.
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A Experiência Mística no Espaço Abstrato
Em seguida, o Mestre relata que experimentou o Ain Soph diretamente quando ele se encontrava em estado de meditação profunda. Um certo dia, não importa qual, o mestre atingiu o estado que a Índia conhece como Nirvi-Kalpa-Samádhi. Logo, a sua alma absorveu-se totalmente no Ain Soph para que pudesse viajar pelo espaço abstrato absoluto. Inicialmente, a viagem iniciou na glândula pineal. Posteriormente, a jornada continuou no seio profundo do espaço eterno. Ali, o vidente viu a si mesmo além de toda galáxia de matéria ou de antimatéria, logo após o espaço o converter em um simples átomo Auto-Consciente.
Consequentemente, ele sentiu uma imensa felicidade na ausência do Eu. Além do mais, ele sentiu-se além do mundo, da mente, das estrelas e das antiestrelas. Inegavelmente, o buscador só compreende a sensação inexprimível do Samádhi quando ele próprio a experimenta. Desse modo, o iniciado entrou pelas portas do templo embriagado de êxtase. Durante a experiência, ele viu e ouviu coisas que o universo não permite aos animais intelectuais compreender. Porque queria falar com alguém, ele buscou e conseguiu contatar um sacerdote divino, para que assim ele pudesse consolar o seu dolorido coração.
O Encontro com o Ancião dos Dias
Subitamente, um daqueles tantos átomos Auto-Realizados do Ain Soph (o Espaço Abstrato Absoluto) aumentou o seu próprio tamanho. Perante a insólita presença do Mestre, a entidade assumiu a veneranda figura de um Ancião dos Dias. Imediatamente, da laringe criadora do Mestre Samael brotaram palavras espontâneas que ressoaram no espaço infinito. Por conseguinte, ele perguntou por alguém que ele conhecia no mundo das formas densas. Em resposta, aquele ínclito Mestre Atômico entregou uma afirmação extraordinária: “Para nós, habitantes do Ain Soph, a mente humana é o que é o reino mineral para vós”. Logo depois, o ancião acrescentou: “Nós examinamos a mente humana da mesma forma como vós examinais qualquer mineral”.
Em nome da verdade, o Mestre confessa que a resposta lhe causou espanto, assombro, admiração e estupefação. Contudo, a demonstração veio logo depois. Aquele Amador Essencial estudou a mente da pessoa por quem o visitante perguntara e entregou-lhe a informação exata. Embora muitos anos já tenham passado, o mestre jamais esqueceu aquela experiência mística.
Os Átomos Sementes e a Noite Cósmica
Por sorte, o autor conversou com um Kabir atômico além dos Universos Paralelos, diretamente no Ain Soph. Contudo, o firmamento espiritual não possui todas essas estrelas atômicas auto-realizadas. Por exemplo, o Átomo-Gênese, ou Ain Soph, de qualquer pessoa que não fabricou os seus corpos solares na Forja Incandescente de Vulcano permanece muito simples. Portanto, ele não contém outros átomos. Em contrapartida, o inverso acontece com os Átomos-Gênese Auto-Realizados. As ciências ocultas chamam estes átomos de Ain Soph Paranishpanna. Porque eles alcançaram a mestria, eles contêm dentro de si mesmos quatro átomos sementes. Na alquimia, as letras C, O, N e H (Carbono, Oxigênio, Nitrogênio e Hidrogênio) representam simbolicamente esses quatro elementos.
Certa vez, durante uma noite de verão qualquer, o mestre interrogava um grupo de estudantes gnósticos. Naquela ocasião, ele lhes perguntou: “Se no final do Mahavântara devemos desintegrar os corpos solares fabricados com tantos esforços na Nona Esfera, então para que os fabricamos?” Como nenhum dos irmãos pôde dar a resposta certa, coube ao mestre explicar o mistério.
O Grande Pralaya
Finalmente, o Mestre ensina que, quando a noite cósmica (o grande Pralaya) chega, o Ain Soph absorve as três forças primárias e desintegra os quatro corpos. No entanto, o Ser retém e atrai para a sua esfera interior os quatro átomos sementes que correspondem aos quatro corpos. Assim, o Ain Soph Paranishpanna, isto é, o Ser Auto-Realizado, guarda as três forças primárias e os quatro átomos sementes em seu interior. Especificamente, a letra C simboliza o corpo da vontade consciente. Por outro lado, a letra O corresponde ao veículo da Mente Cristo. De modo semelhante, a letra N relaciona-se com o Astral Solar. Por último, a letra H alegoriza o corpo físico.
Logo que a aurora do Mahavântara, o dia cósmico, desponta, o Ain Soph Paranishpanna reconstrói os seus quatro corpos mediante os seus correspondentes átomos sementes. Em suma, os quatro corpos constituem o Mercabah hebraico. Conclusivamente, este carro dos séculos atua como o veículo solar do Ain Soph Paranishpanna, a NÃO COISA, sem limites e absoluto. Por fim, os quatro corpos assumem a forma do Homem Celeste manifestado, o qual opera como o veículo de manifestação e de descida no mundo dos fenômenos.
Este artigo foi redigido com base e adaptações da obra “Magia das Runas”- Samael Aun Weor

